{"id":32353,"date":"2021-05-24T15:38:49","date_gmt":"2021-05-24T18:38:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32353"},"modified":"2021-05-24T15:38:50","modified_gmt":"2021-05-24T18:38:50","slug":"porto-de-paranagua-comeca-a-receber-milho-de-importacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/05\/24\/porto-de-paranagua-comeca-a-receber-milho-de-importacao\/","title":{"rendered":"Porto de Paranagu\u00e1 come\u00e7a a receber milho de importa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>No ber\u00e7o 206 do Porto de Paranagu\u00e1, o navio Aurora SB est\u00e1 atracado para descarregar 35.279 toneladas de milho. Importado da Argentina, o cereal, que costuma ser exportado pelos terminais paranaenses, vai abastecer o mercado interno, em especial a ind\u00fastria de amidos, base para alguns produtos aliment\u00edcios humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o primeiro de quatro navios j\u00e1 esperados com milho para desembarque no porto do Paran\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses. Com previs\u00e3o de quebra na segunda safra do produto, outras importa\u00e7\u00f5es devem acontecer at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o diretor-presidente da Portos do Paran\u00e1, Luiz Fernando Garcia, pelos relat\u00f3rios e divulga\u00e7\u00f5es oficiais sobre o desenvolvimento da lavoura de milho, existe uma frustra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra para o segundo semestre, o que deve ainda reduzir a oferta de milho para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm paralelo, a demanda interna aumenta e, por isso, as ind\u00fastrias acabam tendo que importar. Devemos receber ainda mais milho importado para esse fim, considerando a quebra esperado para essa safrinha\u201d, diz Garcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o diretor de Opera\u00e7\u00f5es da Portos do Paran\u00e1, Luiz Teixeira da Silva J\u00fanior, esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o Porto de Paranagu\u00e1 recebe milho de importa\u00e7\u00e3o. \u201cToda vez que o consumo interno necessitar, essa opera\u00e7\u00e3o vai ocorrer e o Porto de Paranagu\u00e1 estar\u00e1 apto a receber o produto e descarregar com a mesma efici\u00eancia que operamos o produto para exporta\u00e7\u00e3o\u201d, garante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com&nbsp;Teixeira, o produto \u00e9 descarregado da mesma forma como os demais gran\u00e9is de importa\u00e7\u00e3o, como o malte, trigo, cevada e at\u00e9 a soja, o que foi realizado no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aux\u00edlio de guindaste, de bordo ou de cais (MHCs), equipado com uma esp\u00e9cie de concha (<em>grab<\/em>), o produto \u00e9 retirado do por\u00e3o do navio e, por um funil, \u00e9 despejado na ca\u00e7amba dos caminh\u00f5es. \u201cParte da carga segue direto para o interior e o restante fica armazenado nos terminais de retaguarda do Porto de Paranagu\u00e1\u201d, afirma Teixeira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SAFRA<\/strong>&nbsp;\u2013 Como pontua o secret\u00e1rio de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o Brasil \u00e9 um grande produtor de milho, inclusive com duas safras do produto, o que poucos lugares do mundo t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo Ortigara, a segunda safra (safrinha 2021) sofreu problemas no Paran\u00e1, assim como em alguns dos principais estados produtores (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goi\u00e1s). \u201cEla est\u00e1 em risco porque foi instalada tardiamente, em fun\u00e7\u00e3o do atraso da colheita da soja. \u00c9 uma safra que tem perdas elevadas em decorr\u00eancia da estiagem\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos relat\u00f3rios da&nbsp;Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) j\u00e1 apontarem para uma perda significativa, o Pa\u00eds segue sendo grande exportador, mantendo a perspectiva de vender 35 milh\u00f5es de toneladas de milho este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00f3 que com a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e com o crescimento dos pre\u00e7os no mercado mundial, o milho ficou um insumo caro para a produ\u00e7\u00e3o de frango, porco, peixe, leite, que trabalham no limite, com muita dificuldade\u201d, comenta o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse quadro, segundo ele, muitas agroind\u00fastrias j\u00e1 est\u00e3o importando milho, muitos com benef\u00edcios fiscais, porque o produto, al\u00e9m de escasso, est\u00e1 caro demais. \u201cDevemos ter grandes importa\u00e7\u00f5es do produto para sustentar o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o, em especial de frango e de porco\u201d, diz Ortigara<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o problema \u00e9 ainda mais grave nos estados vizinhos. Santa Catarina e Rio Grande do Sul n\u00e3o t\u00eam uma segunda safra de milho, como o Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ber\u00e7o 206 do Porto de Paranagu\u00e1, o navio Aurora SB est\u00e1 atracado para descarregar 35.279 toneladas de milho. Importado da Argentina, o cereal, que costuma ser exportado pelos terminais paranaenses, vai abastecer o mercado interno, em especial a ind\u00fastria de amidos, base para alguns produtos aliment\u00edcios humanos. 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