{"id":32288,"date":"2021-05-20T10:03:56","date_gmt":"2021-05-20T13:03:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32288"},"modified":"2021-05-20T10:03:58","modified_gmt":"2021-05-20T13:03:58","slug":"manejo-adequado-pode-alavancar-producao-de-gengibre-em-morretes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/05\/20\/manejo-adequado-pode-alavancar-producao-de-gengibre-em-morretes\/","title":{"rendered":"Manejo adequado pode alavancar produ\u00e7\u00e3o de gengibre em Morretes"},"content":{"rendered":"\n<p>O munic\u00edpio de Morretes, no Litoral do Paran\u00e1, j\u00e1 foi o maior produtor de gengibre do Pa\u00eds, mas problemas com o manejo e a concorr\u00eancia com a produ\u00e7\u00e3o da China fizeram a cultura declinar nos \u00faltimos anos. T\u00e9cnicos do IDR-Paran\u00e1 (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1-Iapar-Emater) afirmam que com&nbsp;manejo adequado \u00e9 poss\u00edvel alavancar a produ\u00e7\u00e3o. A atividade pode ser lucrativa, desde que o produtor invista em sistemas sustent\u00e1veis, adotando boas pr\u00e1ticas na produ\u00e7\u00e3o e na conserva\u00e7\u00e3o de solo e \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>O cultivo de gengibre foi introduzido em Morretes&nbsp;na d\u00e9cada de 1970&nbsp;por fam\u00edlias japonesas filiadas \u00e0 Cooperativa Cotia. Nos anos 1980 foi iniciada a exporta\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o anual chegou a 3.450 toneladas, numa \u00e1rea de 150 hectares, com uma produtividade m\u00e9dia de 23 toneladas por hectare.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio concentrava 50% do volume produzido na regi\u00e3o do Litoral, com exporta\u00e7\u00e3o de boa parte da produ\u00e7\u00e3o. Hoje a \u00e1rea cultivada n\u00e3o passa de 40 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>A engenheira agr\u00f4noma do IDR-Paran\u00e1 Ruth Pires, de Morretes, afirma&nbsp;que o manejo adequado \u00e9 essencial para uma boa produ\u00e7\u00e3o do gengibre. A&nbsp;falta deste manejo foi um dos fatores da&nbsp;baixa na produ\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitos produtores faziam plantios sucessivos, sem rota\u00e7\u00e3o de culturas, o que causou o aparecimento de v\u00e1rias doen\u00e7as. Tamb\u00e9m era comum a sele\u00e7\u00e3o negativa de mudas&#8221;, explica a agr\u00f4noma. Ela acrescenta, ainda, que o uso excessivo de aduba\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e de esterco de aves tamb\u00e9m causou o desequil\u00edbrio nutricional nas plantas e o surgimento de doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MERCADO<\/strong>&nbsp;\u2013 O mercado para a produ\u00e7\u00e3o de gengibre \u00e9 diversificado. O rizoma pode fazer parte de receitas culin\u00e1rias, ch\u00e1s e medicamentos. Al\u00e9m disso, a planta \u00e9 mat\u00e9ria-prima para a fabrica\u00e7\u00e3o de balas, sorvetes, bebidas, cosm\u00e9ticos e perfumes.<\/p>\n\n\n\n<p>O gengibre vem sendo valorizado pelo mercado por apresentar qualidades anti-inflamat\u00f3rias, antibacterianas, anticoagulantes, digestivas e tamb\u00e9m por combater problemas respirat\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o pre\u00e7o m\u00e9dio de venda do gengibre ficou em R$ 43,84, a caixa de 20 kg. A maior parte dos agricultores vende a produ\u00e7\u00e3o na Ceasa, em Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses de janeiro e fevereiro o pre\u00e7o atinge seu ponto m\u00e1ximo, chegando a R$ 180,00 a caixa de 20 kg. O gengibre, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 maduro nesta \u00e9poca do ano. A matura\u00e7\u00e3o ocorre a partir de junho\/julho, per\u00edodo em que o pre\u00e7o cai 50%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ORG\u00c2NICO<\/strong>&nbsp;\u2013 No ano 2000 o Deral detectou que Morretes concentrava o maior volume de agrot\u00f3xicos para batata inglesa, sem que houvesse plantios regulares da cultura no munic\u00edpio. O que acontecia era que os agricultores utilizavam os agrot\u00f3xicos da batata no gengibre. Esse problema levou o Estado a investir em uma pesquisa voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de gengibre.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Agricultura, a Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC-PR) e o IDR-Paran\u00e1 realizaram uma pesquisa de campo&nbsp;por tr\u00eas anos&nbsp;para estabelecer algumas refer\u00eancias para a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de gengibre, sem o uso de agrot\u00f3xicos ou adubos qu\u00edmicos. Os dados foram apresentados aos produtores em cinco dias de campo nos anos em que a pesquisa foi realizada.<\/p>\n\n\n\n<p>As recomenda\u00e7\u00f5es continuam sendo repassadas aos produtores interessados em cultivar gengibre. Ruth Pires disse que \u00e9 importante que o produtor fa\u00e7a uma &#8220;sele\u00e7\u00e3o positiva&#8221; das mudas, escolhendo os rizomas de maior qualidade para o plantio.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra dica \u00e9 fazer a rota\u00e7\u00e3o de culturas, preferencialmente com plantas de cobertura\/adubos verdes de r\u00e1pido desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A extensionista acrescenta que, a partir da pesquisa feita em 2000, foi poss\u00edvel verificar que a pr\u00e1tica de plantar crotal\u00e1ria na mesma linha do gengibre ajuda a proteger a planta do sol forte do ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra recomenda\u00e7\u00e3o que persiste \u00e9 que o produtor n\u00e3o retire as plantas espont\u00e2neas, &#8220;plantas daninhas&#8221;, da lavoura. Segundo Ruth, a meia sombra tamb\u00e9m evita doen\u00e7as nas folhas do gengibre.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O munic\u00edpio de Morretes, no Litoral do Paran\u00e1, j\u00e1 foi o maior produtor de gengibre do Pa\u00eds, mas problemas com o manejo e a concorr\u00eancia com a produ\u00e7\u00e3o da China fizeram a cultura declinar nos \u00faltimos anos. T\u00e9cnicos do IDR-Paran\u00e1 (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1-Iapar-Emater) afirmam que com&nbsp;manejo adequado \u00e9 poss\u00edvel alavancar a produ\u00e7\u00e3o. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32289,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-32288","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/news_interna_Foto3.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32288"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32288"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32290,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32288\/revisions\/32290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}