{"id":3220,"date":"2019-03-29T10:31:59","date_gmt":"2019-03-29T13:31:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=3220"},"modified":"2019-03-29T10:32:03","modified_gmt":"2019-03-29T13:32:03","slug":"curitiba-326-anos-de-vida-com-muitas-historias-e-personagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/29\/curitiba-326-anos-de-vida-com-muitas-historias-e-personagens\/","title":{"rendered":"Curitiba: 326 anos de vida com muitas hist\u00f3rias e personagens"},"content":{"rendered":"\n<p>Dia 29 de mar\u00e7o de 1693. Foi nesse dia que, ao menos oficialmente, come\u00e7ou a ser escrita a historia da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Tr\u00eas s\u00e9culos depois, a vila virou cidade, em verdade, um dos maiores munic\u00edpios brasileiros e capital do Paran\u00e1. O nome tamb\u00e9m mudou: \u00e9 Curitiba, palavra de origem guarani (kur yt yba quer dizer \u201cgrande quantidade de pinheiros, pinheiral, em refer\u00eancia \u00e0 grande quantidade de Araucaria angustifolia, o pinheiro-do-Paran\u00e1, presente no territ\u00f3rio nos prim\u00f3rdios da ocupa\u00e7\u00e3o humana).<\/p>\n\n\n\n<p>Passados 326 anos, s\u00e3o muitos os personagens que ajudaram a escrever a historia curitibana. Um dos mais destacados, sem d\u00favida, foi Rom\u00e1rio Martins (1874-1948). Historiador, jornalista e pol\u00edtico, que ocupou diversos cargos p\u00fablicos e teve sua vida marcada pela defesa dos interesses de sua terra e sua gente, tendo sido o l\u00edder do movimento paranista, que pretendia conferir uma identidade ao estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando vereador de Curitiba, no come\u00e7o do s\u00e9culo XX, Rom\u00e1rio foi o respons\u00e1vel pela sugest\u00e3o, por meio da lei 169 de 28 de mar\u00e7o de 1906, de que o anivers\u00e1rio da Capital fosse celebrado em 29 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A data \u00e9 uma alus\u00e3o \u00e0 primeira elei\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Curitiba, ocorrida em 1693 e que aconteceu a pedido da popula\u00e7\u00e3o, que se reuniu na igreja de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais para pedir ao capit\u00e3o povoador Matheus Leme que fosse institu\u00edda alguma forma de justi\u00e7a na vila para controlar os \u201cdesaforos que nela se faziam\u201d. A partir desta data, a C\u00e2mara recebia a incumb\u00eancia de colonizar a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em texto publicado no jornal A Rep\u00fablica no dia seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da lei, o historiador e jornalista explicou que o processo de funda\u00e7\u00e3o da cidade se deu em etapas, sendo que a \u00faltima delas foi a inaugura\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara. Por isso, ent\u00e3o, ele preteriu a data de 5 de novembro, referente \u00e0 ere\u00e7\u00e3o do pelourinho de Curitiba, em 1668.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00f5es de calend\u00e1rio \u00e0 parte, Curitiba completa hoje 326 anos de muita hist\u00f3ria e com muitos personagens. E depois de Rom\u00e1rio Martins, voc\u00ea conhece agora alguns dos outros nomes que seguem escrevendo a hist\u00f3ria de Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Personagens da Capital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terezinha Santos, a mulher da cobra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todos os dias, uma mesma m\u00fasica ecoa pela Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba. \u201cOlha a cobra e borboleta 13, corre hoje\u201d, grita a plenos pulm\u00f5es Terezinha Leonice Santos, 68. H\u00e1 48 anos ela marca presen\u00e7a numa das vias mais movimentadas da cidade, vendendo bilhetes das loterias federal e estadual das 9 \u00e0s 17 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMulher da Cobra, Borboleta 13&#8230; Toda a vida me chamaram assim. Ganhei at\u00e9 um anel de cobra de um cliente. S\u00e3o poucos os que me chamam pelo nome\u201d, conta Terezinha, que por oito anos ficou longe das loterias, trabalhando numa \u00f3tica na mesma via de sempre. H\u00e1 quatro anos, por\u00e9m, voltou \u00e0 venda de bilhetes. \u201cOs filhos falam para eu parar, mas n\u00e3o d\u00e1. A gente se acostuma com o povo, faz amizades. N\u00e3o pode abandonar isso, aqui \u00e9 minha 2\u00aa casa e a minha 2\u00aa fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jairo Cunha, o Ga\u00facho da \u00d3pera<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No bairro Abranches, na regi\u00e3o da \u00d3pera de Arame, a m\u00fasica \u00e9 outra. Acompanhado da sanfona e trajes t\u00edpicos (a famosa bombacha), desde 2001 Jairo Cunha, o Ga\u00facho da \u00d3pera, encanta os que visitam o Parque das Pedreiras com m\u00fasicas sertanejas (e, as vezes, tamb\u00e9m o hino do Gr\u00eamio, seu time de cora\u00e7\u00e3o). O neg\u00f3cio dele, que come\u00e7ou como um bar, hoje \u00e9 uma parada quase obrigat\u00f3ria para os turistas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNunca imaginei (que faria tanto sucesso). Quando comecei o neg\u00f3cio junto com meu ex-s\u00f3cio (At\u00edlio Gasparini), tinha dia que eu reclamava que faltava dinheiro para passagem do \u00f4nibus. Ele falava para mim que um dia seria diferente, e acabou acertando. Eu fui aben\u00e7oado\u201d, diz Jair, que pretende trazer novidades aos clientes no pr\u00f3ximo ano. \u201cMinha ideia \u00e9 abrir um restaurante, servir \u00e0 la carte e um vuffet popular. Estou procurando um parceiro com experi\u00eancia na \u00e1rea para investir e fazer um bistr\u00f4\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Joseane Pesuschi e a Tabela Peri\u00f3dica Curitibana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem quer presentear com o charme curitibano, as lojas #CuritibaSuaLinda s\u00e3o uma boa pedida. E nos \u00faltimos tempos, um dos mais 200 produtos comercializados nos quatro estabelecimentos tem se destacado: \u00e9 a Tabela Peri\u00f3dica Curitibana.<\/p>\n\n\n\n<p>Criada pela artista pl\u00e1stica Joseane Pesuschi, a tabela traz estampada em canecas o jeito pr\u00f3prio do curitibano falar, com palavras como vina, penal, leite quente, tor\u00f3 e galeto. Em cada \u201celemento\u201d, al\u00e9m dos termos falados em Curitiba, a data de funda\u00e7\u00e3o da cidade e a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vendido a R$ 35, o souvenir j\u00e1 est\u00e1 com estoque praticamente zerado e em breve deve ganhar novos itens. \u201cJ\u00e1 est\u00e1 em projeto uma linha de produtos com a tabela, como mousepad, canetas, porta-copos, camisetas e im\u00e3 de geladeira\u201d, conta Joseane. \u201cTodas as pessoas olham e lembram de alguma situa\u00e7\u00e3o. Japona \u00e9 o que mais comentam, acham muito engra\u00e7ado\u201d, complementa a artista, cujo trabalho pode ser conferido no site www.bjo.com.br.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dona Elvira, uma feminista hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dizer que Elvira Wolowska \u00e9 uma mulher a frente de seu tempo n\u00e3o \u00e9 exagero. Aos 104 anos, completados no \u00faltimo dia 22 de setembro, a descendente de poloneses causou rebuli\u00e7o em Curitiba nos idos dos anos 1930.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa \u00e9poca em que as universidades eram campo praticamente restrito aos homens, ela ousou ingressar no curso de Odontologia. Tornou-se a primeira mulher a se formar na \u00e1rea no Paran\u00e1, em 1938.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro momento marcante foi quando, ao lado de uma colega dentista chamada Alina, ela vestiu uma cal\u00e7a comprida e saiu pelas ruas curitibanas. \u201cAs pessoas paravam na rua para olhar as duas de cal\u00e7as compridas e diziam coisas horrosas. Porque voc\u00ea n\u00e3o imagina, n\u00e9? Mulher de cal\u00e7a comprida&#8230; Mas eu nem olhava, n\u00f3s and\u00e1vamos bem direitinho e nem dav\u00e1mos bola\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pl\u00e1, o mais famoso artista de rua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademir Antunes nasceu no interior de Santa Catarina, na cidade de Campo Belo do Sul, e mudou-se para Curitiba na d\u00e9cada de 1970. Quatorze anos depois, come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria art\u00edstica e, em 1987, gravou seu primeiro \u00e1lbum, registrando o show \u201cRaio de Sol\u201d, no Teatro Paiol. 34 anos depois, j\u00e1 s\u00e3o 60 \u00e1lbuns gravados e o 61\u00ba est\u00e1 sendo finalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecido no ano passado como cidad\u00e3o honor\u00e1rio de Curitiba, o artista deu uma palhinha aos vereadores na C\u00e2mara Municipal. \u201cVioleiro que \u00e9 violeiro, que carrega o viol\u00e3o, tem que tocar\u201d, avisou Pl\u00e1, ao desensacar o instrumento musical e cantar no plen\u00e1rio do Pal\u00e1cio Rio Branco, durante sess\u00e3o plen\u00e1ria da c\u00e3mara.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Rodolfo Luis Kowalski\/BandaB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 29 de mar\u00e7o de 1693. Foi nesse dia que, ao menos oficialmente, come\u00e7ou a ser escrita a historia da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. 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