{"id":32041,"date":"2021-04-29T09:13:12","date_gmt":"2021-04-29T12:13:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=32041"},"modified":"2021-04-29T09:13:14","modified_gmt":"2021-04-29T12:13:14","slug":"acusadas-no-caso-evandro-lancam-livro-relatando-torturas-sofridas-antes-da-prisao-ele-esta-vivo-e-vai-aparecer-assim-como-a-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/04\/29\/acusadas-no-caso-evandro-lancam-livro-relatando-torturas-sofridas-antes-da-prisao-ele-esta-vivo-e-vai-aparecer-assim-como-a-verdade\/","title":{"rendered":"Acusadas no Caso Evandro lan\u00e7am livro relatando torturas sofridas antes da pris\u00e3o: &#8216;Ele est\u00e1 vivo e vai aparecer, assim como a verdade&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Obra aborda desaparecimento de um menino, nos anos 90, em Guaratuba, no litoral do Paran\u00e1. As autoras Celina e Beatriz Abagge apresentam vers\u00e3o sobre as viol\u00eancias e injusti\u00e7as sofridas durante todo processo. \u00c1udios exibidos em podcast podem ajudar a comprovar inoc\u00eancia.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em mais de 260 p\u00e1ginas do livro &#8220;Malleus: relatos de tortura, injusti\u00e7a e erro judici\u00e1rio&#8221;, Celina e Beatriz Abagge, acusadas pelo\u00a0desaparecimento e morte de Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, no litoral do Paran\u00e1, contam em detalhes as torturas que sofreram para que confessassem o crime.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;N\u00f3s temos as provas, e n\u00e3o querem nos absolver, querem nos condenar daquilo que n\u00e3o fizemos. A obra relata todo nosso sofrimento, nossa vida, tudo o que perdemos, a tristeza, o pavor que toda fam\u00edlia passou. Para n\u00f3s, ele [Evandro] est\u00e1 vivo, n\u00f3s n\u00e3o matamos, e ele vai aparecer assim como a verdade. Quem armou a hist\u00f3ria sabe muito bem onde ele est\u00e1&#8221;, disse Celina Abagge.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O caso, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como &#8220;As Bruxas de Guaratuba&#8221;, aconteceu em 1992, quando o garoto, na \u00e9poca com sete anos, desapareceu no trajeto entre a casa e a escola. Dias depois, um corpo foi encontrado em um matagal sem alguns \u00f3rg\u00e3os e com m\u00e3os e p\u00e9s cortados.<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras da obra, Celina e Beatriz, eram esposa e filha do ent\u00e3o prefeito da cidade, Aldo Abagge &#8211; que atualmente \u00e9 falecido. Para a Pol\u00edcia Militar, a crian\u00e7a foi morta em um\u00a0ritual religioso\u00a0encomendado pelas duas, e mais tr\u00eas pais de santo &#8211; Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Vicente de Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cinco\u00a0chegaram a confessar o crime, mas depois alegaram que tinham sido torturados pela pol\u00edcia para admitir o ritual.<\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento oficial da obra ser\u00e1 no dia 7 de maio, mas a pr\u00e9-venda come\u00e7ou na ter\u00e7a-feira (27). O nome do livro \u00e9 uma alus\u00e3o a um manual usado durante a Idade M\u00e9dia denominado &#8220;Malleus Maleficarum&#8221;, ou Martelo das Bruxas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Contamos sobre como tudo ocorreu, desde a entrada dos policiais na nossa casa, quando fomos levadas ao F\u00f3rum de Guaratuba e de l\u00e1 fomos sequestradas. Comecei a escrever dentro da Penitenci\u00e1ria Feminina e a ideia n\u00e3o era publicar, mas deixar tudo o que n\u00f3s passamos para que meus netos lessem no futuro porque, na \u00e9poca, eles eram pequenos e eu n\u00e3o sabia se iria sair viva de l\u00e1&#8221;, revelou Celina.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>As partes da hist\u00f3ria contadas por ela foram todas escritas \u00e0 m\u00e3o, e pela filha, Beatriz, pelo computador. Posteriormente, o material foi reunido e organizado para se transformar em um livro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu no in\u00edcio n\u00e3o conseguia escrever as partes da tortura, mas depois comecei a conseguir botar para fora. A gente j\u00e1 havia pensando nisso [em publicar] h\u00e1 muito tempo, mas sempre pens\u00e1vamos que seria em v\u00e3o, pois muitos s\u00f3 jogaram pedras em n\u00f3s e n\u00e3o acreditaram na verdade. O nosso martelo n\u00e3o foi da justi\u00e7a, foi da inquisi\u00e7\u00e3o&#8221;, pontuou Beatriz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/LXgEPBf5SQJS6HWk1aE9DyYGl2s=\/0x0:913x707\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/d\/o\/Lg3WJIRf650m5KMByA2w\/alguidar.jpg\" alt=\"De acordo com a acusa\u00e7\u00e3o, crian\u00e7a foi morta em um ritual religioso. Acusados afirmam que foram torturados para confessar o crime. \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com a acusa\u00e7\u00e3o, crian\u00e7a foi morta em um ritual religioso. Acusados afirmam que foram torturados para confessar o crime. \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC<\/p>\n\n\n\n<p>Celina contou que sempre morou em Curitiba, mas, \u00e0 \u00e9poca, havia se mudado para Guaratuba, ap\u00f3s o marido se tornar prefeito da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ele tinha uma ind\u00fastria l\u00e1 e foi sempre envolvido na pol\u00edtica, l\u00e1 pelas tantas foi eleito prefeito, e foi onde aconteceu tudo. Ele era um homem bom e competente, ent\u00e3o talvez isso tenha gerado uma inveja. Mas, \u00e9 muito grande o que fizeram conosco, muito apavorante, para dizer simplesmente que foi por uma simples inveja. At\u00e9 hoje n\u00e3o conclu\u00edmos o porqu\u00ea disso. Para saber mesmo teria que pegar o verdadeiro culpado, que est\u00e1 bem n\u00edtido e not\u00f3rio, s\u00f3 n\u00e3o v\u00ea quem n\u00e3o quer&#8221;, afirmou Celina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Julgamentos<\/h2>\n\n\n\n<p>O caso teve cinco julgamentos diferentes. Celina Abagge ficou presa por tr\u00eas anos e sete meses na Penitenci\u00e1ria Feminina do Paran\u00e1 e por mais dois anos em pris\u00e3o domiciliar. J\u00e1 Beatriz ficou presa por cinco anos e nove meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos tribunais do j\u00fari, realizado em 1998, foi o mais longo da hist\u00f3ria do judici\u00e1rio brasileiro, com 34 dias. Na \u00e9poca, Beatriz e Celina foram inocentadas porque n\u00e3o houve a comprova\u00e7\u00e3o de que o corpo encontrado era do menino Evandro.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 (MP-PR) recorreu e um novo j\u00fari foi realizado em 2011.\u00a0Beatriz foi condenada a 21 anos de pris\u00e3o, e a\u00a0m\u00e3e n\u00e3o foi julgada\u00a0porque, como ela tinha mais de 70 anos, o crime j\u00e1 tinha prescrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pais de santo, Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Vicente de Paula, tamb\u00e9m foram condenados, na \u00e9poca, pelo sequestro e homic\u00eddio do garoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Celina est\u00e1 com 82 anos e Beatriz 57.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/GeJmhk09iasJjOqlIJ_uh6r-m30=\/0x0:886x816\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/G\/1\/tI0pBoRxAoJHw9aRRQxw\/autoras.jpg\" alt=\"Autoras Celina e Beatriz Abagge apresentam vers\u00e3o sobre as viol\u00eancias e injusti\u00e7as sofridas durante todo processo \u2014 Foto: Arquivo pessoal \"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Autoras Celina e Beatriz Abagge apresentam vers\u00e3o sobre as viol\u00eancias e injusti\u00e7as sofridas durante todo processo \u2014 Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Investiga\u00e7\u00e3o e descobertas<\/h2>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria foi tema tamb\u00e9m do\u00a0podcast &#8220;Projeto Humanos&#8221;, do jornalista Ivan Mizanzuk,\u00a0que ficou conhecido em todo o pa\u00eds. Ele conseguiu acesso aos autos do processo na Justi\u00e7a. Ao todo, eram 60 volumes e mais de 20 mil p\u00e1ginas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para mim, quando come\u00e7ou o podcast eu nem tinha muita for\u00e7a de escutar. Ouvi alguns cap\u00edtulos s\u00f3. Mas a gente foi adquirindo uma coragem, uma vontade de realmente publicar um livro na nossa vis\u00e3o, e n\u00e3o s\u00f3 de forma investigava como foi o material do Ivan. \u00c9 claro que ele foi quem nos deu aquela for\u00e7a, aquele incentivo para isso&#8221;, contou Celina.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o do ano passado, Mizanzuk\u00a0exibiu no programa \u00e1udios\u00a0das confiss\u00f5es feitas sob tortura que podem, segundo ele, ajudar a comprovar inoc\u00eancia dos suspeitos. &#8220;Se antes eu tinha d\u00favidas se eles eram inocentes, todas elas se foram. Estas pessoas foram torturadas e perderam anos das suas vidas&#8221;, afirmou ao publicar os \u00e1udios, na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Ali prova nitidamente que n\u00f3s fomos obrigadas a falar o que os torturadores, policiais militares, nos obrigavam a dizer. Qualquer pessoa sob tortura confessa que matou at\u00e9 Jesus Cristo, porque duvido que algu\u00e9m tenha tanta coragem de passar pelo que nos passamos, sendo inocentes, e tendo que falar o que a gente nem sabia que tinha acontecido direito ou que queriam que acontecesse&#8221;, afirmou Celina.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Devido ao sucesso do podcast,\u00a0uma s\u00e9rie ir\u00e1 ao ar no m\u00eas de maio, no Globoplay. Ser\u00e3o oito epis\u00f3dios sobre as circunst\u00e2ncias do desaparecimento de Evandro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Talvez com esse livro, com o podcast e a s\u00e9rie da TV, o Evandro veja, se lembre de alguma coisa e queira procurar as origens dele. Torcemos de verdade que, depois de todo esse &#8216;barulho&#8217;, ele apare\u00e7a vivo para nossa felicidade e da fam\u00edlia dele tamb\u00e9m, que foi v\u00edtima de uma mentira maldosa&#8221;, comentou Celina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/EihxY4WxEvuqHPBRVsT-0_RuaLk=\/0x0:934x703\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/i\/Z\/giBNyhSMKUbIuassfTnQ\/caso-evandro-2.jpg\" alt=\"Programa conta a hist\u00f3ria do desaparecimento do menino Evandro, de 1992 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Programa conta a hist\u00f3ria do desaparecimento do menino Evandro, de 1992 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Celina \u00e9 aposentada e vive com os filhos em Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz trabalha em Guaratuba como terapeuta ocupacional no Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sou funcion\u00e1ria p\u00fablica h\u00e1 quase 30 anos. Voltei de Curitiba para Guaratuba e n\u00e3o quero ir mais embora, \u00e9 cidade do meu pai amado, e eu n\u00e3o devo nada para ningu\u00e9m. Os verdadeiros moradores daqui sabem toda a hist\u00f3ria verdadeira&#8221;, contou Beatriz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela se formou em Direito, passou no concurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por\u00e9m, a sess\u00e3o paranaense da ordem negou o acesso \u00e0 carteira de advogada e o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. Entretanto, segundo ela, o que basta \u00e9 saber que apesar de tudo, a consci\u00eancia est\u00e1 limpa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Na verdade o livro n\u00e3o \u00e9 para provar a nossa inoc\u00eancia, eu sei quem eu sou, n\u00e3o sou manipulada, mas o importante desse livro \u00e9 para fazer com que n\u00e3o aconte\u00e7a com outras fam\u00edlias o que aconteceu conosco, \u00e9 um alerta e um desabafo&#8221;, concluiu ela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>G1PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obra aborda desaparecimento de um menino, nos anos 90, em Guaratuba, no litoral do Paran\u00e1. As autoras Celina e Beatriz Abagge apresentam vers\u00e3o sobre as viol\u00eancias e injusti\u00e7as sofridas durante todo processo. \u00c1udios exibidos em podcast podem ajudar a comprovar inoc\u00eancia. 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