{"id":31931,"date":"2021-04-26T11:13:58","date_gmt":"2021-04-26T14:13:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=31931"},"modified":"2021-04-26T11:14:00","modified_gmt":"2021-04-26T14:14:00","slug":"de-latinha-em-latinha-arlindo-realiza-o-sonho-do-menino-afro-religioso-de-ser-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/04\/26\/de-latinha-em-latinha-arlindo-realiza-o-sonho-do-menino-afro-religioso-de-ser-professor\/","title":{"rendered":"De latinha em latinha, Arlindo realiza o sonho do menino afro-religioso de ser professor"},"content":{"rendered":"\n<p>Deus entrou na casa de Arlindo de diferentes maneiras, num sincretismo religioso raro de acontecer. Os ensinamentos da av\u00f3 umbandista e da av\u00f3 evang\u00e9lica despertaram no menino um agu\u00e7ado senso de amor ao pr\u00f3ximo. Na casa simples de tr\u00eas quartos, na periferia de Bel\u00e9m (PA), moravam ainda a av\u00f3 materna, o pai, a m\u00e3e, uma tia e tr\u00eas irm\u00e3s. Mas o quintal era grande e havia muito a se fazer para tornar o mundo melhor, e Arlindo o faria por meio da educa\u00e7\u00e3o e da religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 9 anos, o \u201cprofessor\u201d Arlindo ajudava crian\u00e7as mais novas com os estudos, no quintal de casa; aos 12, criou um clubinho com os colegas do bairro. \u201cQuem tirava nota baixa na escola era proibido de participar at\u00e9 que melhorasse. N\u00f3s vend\u00edamos salgadinhos na rua para conseguir recursos para comprar brinquedos, faz\u00edamos a festa do aniversariante do m\u00eas, amigo secreto no Natal e troca de ovos na P\u00e1scoa\u201d, lembra. O objetivo era espalhar a felicidade entre as crian\u00e7as. Os ensinamentos das av\u00f3s estavam sendo postos em pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A av\u00f3 materna, Maria Jos\u00e9 de Deus, era neta de escravos e criou sozinha as 3 filhas. M\u00e3e de santo, umbandista, foi professora, enfermeira e parteira. Hoje h\u00e1 uma rua em sua homenagem no bairro, \u201cpor ter feito muitos partos e curado muitos doentes\u201d. Ela morreu em 2020, aos 93 anos, em decorr\u00eancia da Covid-19. Mas o que ensino est\u00e1 sendo levado adiante.&nbsp;\u201cA hora do almo\u00e7o era sagrada: faz\u00edamos a ora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podia almo\u00e7ar de chap\u00e9u na cabe\u00e7a ou sem camisa, pois ela sempre dizia \u2018Deus est\u00e1 na mesa\u2019. Hoje, sou o \u00fanico neto que segue a religi\u00e3o de matriz africana, com muito orgulho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A av\u00f3 paterna, Benedita Figueiredo do Ros\u00e1rio, ele visitava nos fins de semana e nas f\u00e9rias escolares, quando ia \u00e0 cidade em que ela morava, no interior do Par\u00e1. Analfabeta, criou 9 filhos com o trabalho de cozinheira em grandes empresas. \u201cEla era uma evang\u00e9lica que tinha total respeito pelas pessoas de outras religi\u00f5es, uma humildade e simplicidade enorme\u201d, lembra o neto. Benedita morreu em 1999, devido a um c\u00e2ncer no est\u00f4mago, pois \u201cn\u00e3o fez o tratamento completo no hospital, acreditou nas palavras de um pastor que havia dito que estava curada pela ora\u00e7\u00e3o dele\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que em religi\u00f5es diferentes, as duas av\u00f3s eram amigas e unidas pela f\u00e9 em Deus. \u201cElas demonstravam um grande respeito uma pela outra e uma f\u00e9 inabal\u00e1vel\u201d, recorda Arlindo. Foi nesse ambiente de ora\u00e7\u00f5es, ladainhas, cultos, ter\u00e7os e vig\u00edlias presentes nos dois lados da fam\u00edlia que o menino cresceu convicto de que o que importa \u00e9 estar conectado a Deus, ter respeito pelo outro e ser feliz. \u201cAquela vida religiosa em fam\u00edlia, aquela viv\u00eancia, me trouxe belas li\u00e7\u00f5es e at\u00e9 hoje sou grato a essas duas mulheres, que s\u00e3o inspira\u00e7\u00e3o para minha vida\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Catar latinhas para realizar o sonho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O sonho de ser professor s\u00f3 crescia. Ao concluir o ensino m\u00e9dio, Arlindo n\u00e3o p\u00f4de prestar vestibular, pois o ensino p\u00fablico \u201cera prec\u00e1rio\u201d e os pais n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00e3o de pagar um cursinho. Por isso, fez um curso livre de filosofia no semin\u00e1rio da igreja cat\u00f3lica. Outra vez foram de grande valia os ensinamentos das av\u00f3s. \u201cAmbas me ensinaram que devemos ter amor pelo ser humano e quebrar todo tipo de preconceito. Sempre foram exemplos de f\u00e9, humanidade e religiosidade\u201d, lembra. \u201cEu sou afro-religioso com muito amor e orgulho\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a conclus\u00e3o do curso, come\u00e7ou a prestar concursos p\u00fablicos e passou em tr\u00eas deles, entre 2011 e 2012. Os dois primeiros foram para a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o (Semed) de cidades do litoral e do interior do Par\u00e1, para o cargo de professor de ensino religioso, mas n\u00e3o assumiu nenhum deles. Por \u00faltimo, conquistou a vaga para a mesma disciplina na Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o (Seduc), onde trabalhou por dois anos, no munic\u00edpio de Salinas (PA).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi quando se intensificou o amor pela doc\u00eancia. A experi\u00eancia que tive na Seduc foi que meu deu a vontade de estudar e lecionar ensino religioso\u201d, conta. Mas Arlindo foi dispensado do cargo em 2015 por n\u00e3o possuir o diploma de licenciatura exigido pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Apesar de triste, voltou para a capital e come\u00e7ou a busca por uma gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 encontrou o curso de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o na Universidade Estadual do Par\u00e1 (UEPA), mas n\u00e3o passou no vestibular, em 2017. Contudo, algo conspirava a favor de Arlindo. No ano seguinte, a\u00a0Uninter\u00a0lan\u00e7aria o curso de\u00a0Ci\u00eancias da Religi\u00e3o\u00a0para os seus polos de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia em todo o Brasil. Foi assim que o sonho de inf\u00e2ncia come\u00e7ou a se concretizar. \u201cPara mim, foi a melhor coisa mundo, porque eu podia fazer o curso e trabalhar ao mesmo tempo\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a demiss\u00e3o na Seduc, Arlindo passou a trabalhar como aut\u00f4nomo em vendas de frutas e servi\u00e7os gerais. Com o esfor\u00e7o, conseguia pagar a gradua\u00e7\u00e3o. Mas, poucos meses depois, as oportunidades de trabalho foram escasseando e ele teve de trancar a matr\u00edcula. Ent\u00e3o, \u201cno desespero\u201d, tomou uma atitude que a fam\u00edlia chamou de loucura. Em outubro de 2018, come\u00e7ou a coletar latinhas na rua para conseguir o dinheiro necess\u00e1rio para levar o curso adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Arlindo tinha um objetivo, e nada o faria desistir dele, nem as piores conting\u00eancias da vida. \u201cNa frente n\u00e3o passava mais nada. Comecei a catar latinha para vender e consegui voltar para o curso\u201d, diz. Seu \u00fanico instrumento para os estudos \u00e9 o celular com a tela quebrada. \u201cN\u00e3o tenho vergonha de dizer: sou pobre. Essa realidade \u00e9 muito presente no Brasil, n\u00e3o posso mascarar e mostrar uma coisa que eu n\u00e3o sou. Eu sou pobre, mas sou digno e corro atr\u00e1s da minha felicidade, que \u00e9 o principal objetivo da minha vida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Realidade dura e carregada de preconceito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que a supera\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho, a hist\u00f3ria de Arlindo exp\u00f5e a dura realidade dos catadores de materiais recicl\u00e1veis e a necessidade de uma melhor compreens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia dessa atividade. Muitos dizem que ele foi \u201ccatar lixo\u201d, mas est\u00e3o equivocados. \u201cN\u00e3o, eu n\u00e3o fui catar lixo, eu fui procurar material para vender. E me orgulho muito disso. Conheci um mundo muito grande fora da realidade que eu tinha. Conheci catadores, associa\u00e7\u00f5es, um outro mundo que muita gente n\u00e3o conhece\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Arlindo \u00e9 um dos mais de 800 mil catadores de recicl\u00e1vel em atividade no Brasil, de acordo com dados do Movimento dos Catadores de Materiais Recicl\u00e1veis (MNCR), de 2016. A rotina de um coletor de recicl\u00e1veis n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. Arlindo, por exemplo, acorda todos os dias entre 3 e 4 horas da madrugada, faz a higiene pessoal e toma um \u201ccaf\u00e9 refor\u00e7ado\u201d para aguentar as mais ou menos 8 horas di\u00e1rias de trabalho. Ele n\u00e3o tem ideia do quanto caminha por dia, mas passa por lix\u00f5es, com\u00e9rcios, ruas dos bairros e casas que solicitam a coleta.<\/p>\n\n\n\n<p>O catador conta que, independente da dist\u00e2ncia, sempre h\u00e1 muito material para coletar. A carro\u00e7a, que recebeu por uma doa\u00e7\u00e3o, pesa 40 kg, mas com o peso do recicl\u00e1vel ele chega a puxar at\u00e9 200 kg. \u201cDurante o dia todo eu bebo bastante \u00e1gua e, quando tenho dinheiro, compro algum lanche pela rua ou ainda recebo um caf\u00e9 ou suco nas casas das pessoas\u201d, diz. Antes, coletava carregando v\u00e1rios sacos de materiais na m\u00e3o mesmo. \u201cEra cansativo, mas nunca desisti\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Arlindo retorna para casa por volta do meio-dia para almo\u00e7ar e fazer a triagem da coleta, que nada mais \u00e9 do que a separa\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico, garrafa pet, papel\u00e3o, ferro, alum\u00ednio, latinha, pl\u00e1stico duro. Esse trabalho minucioso \u00e9 realizado das 14h \u00e0s 19h, para ent\u00e3o se concentrar nos estudos \u00e0 noite, no tempo que sobra.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), a renda m\u00e9dia dos catadores era de R$ 975,00 entre 2017 e 2018. Arlindo est\u00e1 longe disso. A venda quinzenal dos recicl\u00e1veis rendia no m\u00e1ximo R$ 500,00 por m\u00eas; hoje n\u00e3o passa de R$ 300,00. Em Bel\u00e9m, o catador recebe 10 centavos por um quilo de papel\u00e3o, por exemplo. \u201c\u00c9 muito pouco para muito trabalho. Se n\u00e3o tivesse o apoio dos meus pais com alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, internet, o problema seria muito maior\u201d. A fam\u00edlia faz toda a diferen\u00e7a, como se v\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre tantos percal\u00e7os, Arlindo diz que \u201co que mais d\u00f3i\u201d s\u00e3o os olhares de preconceito. \u201cQuando a gente passa, as pessoas nos olham com um olhar quase que dizendo que n\u00e3o somos seres humanos, que somos animais\u201d. Al\u00e9m da falta de apoio do poder p\u00fablico e dos riscos que correm ao trabalhar sob sol e chuva, um catador pode se machucar com os materiais separados de forma incorreta pela maioria das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, Arlindo diz que se sente uma pessoa de sucesso ao perceber que est\u00e1 \u201ccontribuindo para o meio ambiente, diminuindo a quantidade de res\u00edduos s\u00f3lidos\u201d. E acredita que \u00e9 preciso \u201cquebrar o preconceito para poder ajudar o pr\u00f3ximo, ter essa rela\u00e7\u00e3o de alteridade, que \u00e9 muito forte para a felicidade do ser humano\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPessoas que est\u00e3o no lix\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o pegando porque querem, mas porque necessitam. Essa realidade \u00e9 muito presente e as pessoas n\u00e3o t\u00eam vis\u00e3o para isso. Tanto que, quando eu falei que eu ia ser catador de materiais recicl\u00e1veis, muitas pessoas disseram que n\u00e3o era legal, que n\u00e3o era para eu fazer isso, n\u00e3o era para eu vivenciar essa hist\u00f3ria. Colocaram v\u00e1rios defeitos, mas, pensando no curso que eu queria fazer, segui em frente e at\u00e9 hoje continuo nessa atividade\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O aluno que fez o reitor chorar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, aos 39 anos, Arlindo Figueiredo ainda vive no mesmo local onde cresceu, com a m\u00e3e, o pai e a irm\u00e3 mais nova. \u00c9\u00a0um dos muitos casos de supera\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o que a\u00a0Uninter\u00a0soma em 25 anos de educa\u00e7\u00e3o, de pessoas que acreditam no ensino superior para uma mudan\u00e7a de vida. Ele foi selecionado no concurso cultural\u00a0Hist\u00f3rias que fazem a nossa hist\u00f3ria, realizado pela Central de Not\u00edcias Uninter (CNU), para o qual produziu um\u00a0v\u00eddeo,\u00a0com o \u00fanico equipamento de que disp\u00f5e: o telefone celular. Em quase 4 minutos, conta os desafios que enfrenta no dia a dia para garantir os estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante foi um dos convidados do programa\u00a0Conversa com o reitor, transmitido pela\u00a0R\u00e1dio Uninter\u00a0no dia 09.abr.2021. O programa \u00e9 um canal aberto todas as sextas-feiras para que o reitor da\u00a0Uninter, Benhur Gaio, interaja com alunos, egressos e colaboradores da institui\u00e7\u00e3o em todo o Brasil.\u00a0Naquele dia, o reitor chorou ao vivo. N\u00e3o s\u00f3 ele, a hist\u00f3ria de Arlindo fez chorar a todos que assistiam ao programa, inclusive outras tr\u00eas participantes do programa. Quem n\u00e3o verteu l\u00e1grimas, ao menos engoliu em seco.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o bate-papo, Benhur abriu o sistema da institui\u00e7\u00e3o para correr os olhos sobre o hist\u00f3rico escolar de Arlindo. Logo, traria duas surpresas.\u00a0\u201c\u00c9 um aluno exemplar, muita nota 10\u201d, enfatizou. A essa altura, voz j\u00e1 embargada, o reitor declarou que Arlindo\u00a0\u201cn\u00e3o deve mais nada \u00e0\u00a0Uninter\u201d. Os quase dois anos seguintes at\u00e9 a conclus\u00e3o do curso ser\u00e3o por conta da casa, em reconhecimento ao excelente desempenho na gradua\u00e7\u00e3o e pela hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse isso, o reitor garantiu uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o para Arlindo.\u00a0\u201cFica a\u00ed uma refer\u00eancia de vida para todos n\u00f3s. E n\u00e3o s\u00f3 para os nossos alunos da\u00a0Uninter, para todas as pessoas que est\u00e3o hoje em situa\u00e7\u00f5es complicadas e continuam lutando\u201d, conclui o reitor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu ouvi a fala dele tentando acreditar ou entender o que ele estava falando. Quando a ficha caiu, n\u00e3o consegui conter o choro. Minha voz falhou, eu queria pular, sair dali e dar um abra\u00e7o bem forte nele e nos outros participantes do programa. Naquele momento passou um filme na minha cabe\u00e7a e vi a atitude do reitor como um reconhecimento por todo o esfor\u00e7o que tenho feito nestes dois anos e seis meses que luto para conseguir a minha gradua\u00e7\u00e3o\u201d, conta Arlindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a bolsa, o estudante pretende continuar a coleta de recicl\u00e1veis, at\u00e9 conseguir um trabalho formal, pois com a isen\u00e7\u00e3o da mensalidade ele pode \u201cguardar dinheiro para comprar um computador e poder estudar melhor\u201d. Agora que come\u00e7ou o est\u00e1gio, na inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da institui\u00e7\u00e3o, Arlindo quer dar continuidade aos estudos, com especializa\u00e7\u00e3o \u201ce, qui\u00e7\u00e1, um mestrado, doutorado, porque eu posso e eu consigo\u201d. Ele j\u00e1 se sente um vencedor, \u201cs\u00f3 de estar apresentando a minha hist\u00f3ria dentro da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uninter.com\/?utm_source=uninter-noticias&amp;utm_medium=referral\">Uninter<\/a>\u201d. Sim, Arlindo, voc\u00ea \u00e9 um vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuero aqui, com mais calma agora, deixar registrado meu profundo agradecimento ao reitor, professor-doutor Benhur Gaio, por me conceder este presente inesquec\u00edvel e poder contribuir com minha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Agrade\u00e7o tamb\u00e9m a todos os professores da \u00e1rea de humanidades da Uninter\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\n\nAutor:&nbsp;Nayara Rosolen &#8211; Estagi\u00e1ria de Jornalismo<br>Edi\u00e7\u00e3o:&nbsp;Mauri K\u00f6nig<br>Cr\u00e9ditos do Fot\u00f3grafo:&nbsp;<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deus entrou na casa de Arlindo de diferentes maneiras, num sincretismo religioso raro de acontecer. Os ensinamentos da av\u00f3 umbandista e da av\u00f3 evang\u00e9lica despertaram no menino um agu\u00e7ado senso de amor ao pr\u00f3ximo. 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