{"id":3171,"date":"2019-03-28T22:28:10","date_gmt":"2019-03-29T01:28:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=3171"},"modified":"2019-03-28T22:28:12","modified_gmt":"2019-03-29T01:28:12","slug":"crise-na-venezuela-o-custo-do-governo-maduro-para-a-esquerda-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/28\/crise-na-venezuela-o-custo-do-governo-maduro-para-a-esquerda-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Crise na Venezuela: o custo do governo Maduro para a esquerda na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando o Muro de Berlim caiu e o bloco socialista do Leste Europeu entrou em colapso, o impacto pol\u00edtico foi global.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das na\u00e7\u00f5es latino-americanas passou praticamente toda a d\u00e9cada de 1990 com governos voltados ao livre mercado, enquanto os partidos de esquerda sucumbiam nas urnas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seguidores de&nbsp;<em>O Capital<\/em>, de Karl Marx, daquela \u00e9poca come\u00e7aram a &#8220;se converter&#8221;; e entre os &#8220;irredut\u00edveis&#8221; estavam Fidel Castro e sua Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, que naqueles anos passavam por seus piores momentos.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9cadas depois, um novo fen\u00f4meno pol\u00edtico volta a influenciar o tabuleiro regional: a crise da Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/AE4C\/production\/_106102644_gettyimages-1131103183.jpg\" alt=\"venezuelano chavista\"\/><figcaption>Image captionRevolu\u00e7\u00e3o Bolivariana come\u00e7ou em 1999, ano do ressurgimento esquerdista na regi\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil estimar o resultado do imbr\u00f3glio venezuelano, mas alguns analistas afirmam que a esquerda da regi\u00e3o, de uma forma ou de outra, est\u00e1 pagando o pre\u00e7o pelo que vem acontecendo no pa\u00eds comandado pelo chavismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora, por outro lado, defensores do governo de Nicol\u00e1s Maduro neguem que o p\u00eandulo pol\u00edtico regional esteja rumando \u00e0 direita por causa do est\u00e1gio atual da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana iniciada por Hugo Ch\u00e1vez em 1999.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A fatura<\/h2>\n\n\n\n<p>Existem diferentes crit\u00e9rios para se avaliar os efeitos da crise venezuelana em projetos pol\u00edticos latino-americanos que se identificam como esquerdistas, populistas, com enfoque social etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15557\/production\/_105838378_gettyimages-1127440815-594x594.jpg\" alt=\"Manifestantes em Venezuela\"\/><figcaption>Image captionVenezuelanos enfrentam escassez de alimentos e repress\u00e3o h\u00e1 anos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O professor Edmundo Paz Sold\u00e1n, professor da Universidade Cornell, em Nova York, ressalta que o impacto &#8220;pode \u200b\u200bdurar muitos anos&#8221; e que a principal causa disso \u00e9 a falta de renova\u00e7\u00e3o da esquerda atual.<\/p>\n\n\n\n<p>O analista d\u00e1 o exemplo do que aconteceu na Col\u00f4mbia com Gustavo Petro, que na sua opini\u00e3o \u00e9 um membro de uma esquerda diferente do cl\u00e1ssico, mas foi derrotado nas urnas em 2018 sob acusa\u00e7\u00f5es de ser &#8220;castrochavista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Seu apoio anterior a Hugo Ch\u00e1vez foi estrategicamente usado por seus rivais, apesar de ele ter tentado se distanciar da Venezuela na campanha&#8221;, explica Paz Sold\u00e1n \u00e0 BBC News Mundo, servi\u00e7o em espanhol da BBC.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a experi\u00eancia na Am\u00e9rica Latina mostra que &#8220;esses ciclos n\u00e3o s\u00e3o curtos&#8221; e \u00e9 por isso que o custo pode ser muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A cont\u00ednua eros\u00e3o na Venezuela e tamb\u00e9m na Nicar\u00e1gua pode queimar toda uma gera\u00e7\u00e3o se ela n\u00e3o for renovada&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C102\/production\/_106101494_gettyimages-499445416.jpg\" alt=\"Mural\"\/><figcaption>Image captionCh\u00e1vez, Bol\u00edvar e Maduro se converteram em tr\u00eas s\u00edmbolos da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferentes n\u00edveis<\/h2>\n\n\n\n<p>Para o escritor peruano Juan Manuel Robles, os n\u00edveis de influ\u00eancia da crise venezuelana ter\u00e3o diferentes pontos de vista e n\u00edveis em cada pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor do livro&nbsp;<em>Novos Brinquedos da Guerra Fria<\/em>, de 2015, usa seu pa\u00eds como exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mais do que uma disputa cl\u00e1ssica entre a esquerda e a direita, haver\u00e1 uma polariza\u00e7\u00e3o entre ladr\u00f5es e pessoas mais ou menos honestas&#8221;, disse ele \u00e0 BBC News Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em todos os pa\u00edses haver\u00e1 nuances, haver\u00e1 um impacto, \u00e9 claro, mas por outro lado, governos com problemas como o de Mauricio Macri [na Argentina] podem nos mostrar que esse cr\u00e9dito pode acabar muito rapidamente&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Robles, a maioria dos pa\u00edses n\u00e3o viver\u00e1 uma vis\u00e3o totalizante &#8220;como a direita quer impor, &#8216;Maduro nos mostrou que nenhuma esquerda \u00e9 v\u00e1lida'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16028\/production\/_105125109_gettyimages-513923084.jpg\" alt=\"Maduro e Evo\"\/><figcaption>Image captionO boliviano Evo Morales (\u00e0 dir.) foi um dos poucos a comparecerem \u00e0 segunda posse de Maduro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8216;N\u00e3o h\u00e1 provas&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>A Bol\u00edvia \u00e9 o pa\u00eds sul-americano que mais apoia o governo de Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n\n\n\n<p>O embaixador do pa\u00eds em Caracas, Sebasti\u00e1n Michel, afirma que em nenhuma das recentes elei\u00e7\u00f5es foram encontradas provas de que a Venezuela tenha alguma rela\u00e7\u00e3o com o resultado das urnas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No Brasil, foram a\u00e7\u00f5es judiciais e parlamentares contra a candidatura do ex-presidente [Luiz In\u00e1cio] Lula [da Silva] e antes com a ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff que levaram \u00e0 derrota, e n\u00e3o o efeito venezuelano&#8221;, disse Michel \u00e0 BBC News Mundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E307\/production\/_105891185_mediaitem105891184.jpg\" alt=\"Juan Guaid\u00f3\"\/><figcaption>Image captionPara governo Morales, apoiar Guaid\u00f3 (foto) \u00e9 mais danoso que se aliar a Maduro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O embaixador boliviano destaca tamb\u00e9m o caso do Equador, onde ganhou o projeto de Rafael Correa, &#8220;embora depois o presidente L\u00eanin Moreno tenha decidido se opor&#8221; ao padrinho pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vamos ver o que acontece neste ano, onde h\u00e1 quatro elei\u00e7\u00f5es. Em tr\u00eas delas, Argentina, Bol\u00edvia e Uruguai, n\u00e3o d\u00e1 para falar em uma derrota certa da esquerda.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O embaixador nega que o apoio determinado de seu pa\u00eds \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana custe os votos de Evo Morales nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de outubro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nos afetaria mais reconhecer o Juan Guaid\u00f3 [como presidente interino da Venezuela]&#8221;, diz Michel.<\/p>\n\n\n\n<p>O diplomata afirma que a Bol\u00edvia &#8220;n\u00e3o se sente mais s\u00f3&#8221; antes da mudan\u00e7a de sinaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em alguns governos. Pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O pa\u00eds est\u00e1 mais consolidado em um mundo multipolarizado&#8221;, diz Michel, que cita os acordos comerciais que Morales assinou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, destaca o papel desempenhado por Bol\u00edvia, M\u00e9xico e Uruguai como promotores de uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e negociada para o conflito entre o partido no poder e a oposi\u00e7\u00e3o na Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7B53\/production\/_106117513_gettyimages-628840816.jpg\" alt=\"Cristina Fern\u00e1ndez\"\/><figcaption>Image captionCristina Kirchner integrou bloco de governos de esquerda nos primeiros 15 anos deste s\u00e9culo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A velha esquerda<\/h2>\n\n\n\n<p>Paradoxalmente, Ch\u00e1vez e a Venezuela influenciaram muito a mudan\u00e7a anterior de sinal pol\u00edtico na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana come\u00e7ou em 1999 e significou o renascimento para a esquerda latino-americana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos de vacas gordas, o l\u00edder venezuelano ajudou Cuba a superar pesadelos econ\u00f4micos e promoveu a carreira pol\u00edtica de Morales em seus dif\u00edceis primeiros anos de governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m fez uma tr\u00edade com Lula e o argentino N\u00e9stor Kirchner para derrubar a iniciativa de uma \u00e1rea de livre com\u00e9rcio continental conhecida como Alca, promovida pelos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, Ch\u00e1vez esteve ao lado de Cristina Kirchner, Correa, Rousseff e Jos\u00e9 Mujica.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos eles deram origem a alian\u00e7as regionais, como a Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas (Unasul) e a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/94E7\/production\/_105891183_mediaitem105891182.jpg\" alt=\"Multid\u00e3o se re\u00fane em ato de Guaid\u00f3\"\/><figcaption>Image captionMultid\u00e3o se re\u00fane em com\u00edcio de Juan Guaid\u00f3, l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o venezuelana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No entanto, para Paz Sold\u00e1n, &#8220;o presente est\u00e1 enterrando a boa mem\u00f3ria da esperan\u00e7a que muitos tiveram nos primeiros anos da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ser\u00e1 muito dif\u00edcil levantar a bandeira de Ch\u00e1vez nos pr\u00f3ximos anos, da mesma forma que Che Guevara ou Fidel se levantaram por tanto tempo&#8221;, diz o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova esquerda deve ter novos s\u00edmbolos e abra\u00e7ar outras causas como o feminismo, a expans\u00e3o do campo dos direitos, o combate \u00e0 desigualdade e a agenda ambiental, afirma Paz o estudioso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles tamb\u00e9m devem erradicar o discurso desconectado da a\u00e7\u00e3o e recuperar a defesa dos valores democr\u00e1ticos, o que significa n\u00e3o ignorar os referendos, como fez Evo Morales na Bol\u00edvia&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O futuro da esquerda<\/h2>\n\n\n\n<p>A cientista pol\u00edtica colombiana Marcela Prieto avalia que casos como o da Venezuela v\u00e3o produzir julgamentos e distanciamentos da esquerda cl\u00e1ssica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para qualquer grupo de esquerda, justificar o que acontece na Venezuela ser\u00e1 suic\u00eddio. Os novos grupos pol\u00edticos que vemos n\u00e3o querem ser como Ch\u00e1vez ou fazer outra Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana&#8221;, disse a especialista \u00e0 BBC News Mundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11DC0\/production\/_105125137_gettyimages-110975047.jpg\" alt=\"Fidel e Evo\"\/><figcaption>Image captionEvo Morales transita do regime de Fidel Castro ao governo de Jair Bolsonaro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Prieto indica que os novos movimentos buscam ser mais exigentes, &#8220;com agendas que n\u00e3o pertencem a essa esquerda&#8221;, como a ambiental ou as quest\u00f5es de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>A cientista pol\u00edtica afirma que, mesmo que os grupos emergentes de esquerda estejam se distanciando dos antecessores, o chavismo permanecer\u00e1 por muito tempo como uma for\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ch\u00e1vez \u00e9 visto como um m\u00e1rtir e figura m\u00edtica entre muitos setores da popula\u00e7\u00e3o [da Venezuela].&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o escritor peruano Juan Manuel Robles acrescenta que a Venezuela deixar\u00e1 outro efeito pol\u00edtico para o futuro &#8211; talvez positivo para muitos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Desde a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, a esquerda emergente acabou se separando da cl\u00e1ssica esquerda latino-americana, aquela que foi marcada por tudo o que representava Cuba.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma mudan\u00e7a que, segundo o autor, acabar\u00e1 por divorciar essa corrente pol\u00edtica de sua vers\u00e3o do s\u00e9culo passado.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o Muro de Berlim caiu e o bloco socialista do Leste Europeu entrou em colapso, o impacto pol\u00edtico foi global. 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