{"id":31654,"date":"2021-03-30T10:35:36","date_gmt":"2021-03-30T13:35:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=31654"},"modified":"2021-03-30T10:48:34","modified_gmt":"2021-03-30T13:48:34","slug":"a-base-inconsciente-do-bem-e-do-mal-universal-eu-sou-no-outro-e-o-outro-e-em-mim-somos-um-por-carlos-colect","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/03\/30\/a-base-inconsciente-do-bem-e-do-mal-universal-eu-sou-no-outro-e-o-outro-e-em-mim-somos-um-por-carlos-colect\/","title":{"rendered":"A base inconsciente do bem e do mal universal: \u201cEu SOU no outro e o outro \u00c9 em mim \u2014 somos Um\u201d \u2013 por Carlos Colect"},"content":{"rendered":"\n<p>Existe uma lei imut\u00e1vel e universal que\nrege a \u00e9tica e a moral em qualquer lugar do planeta, independente do povo e da\ncultura? Poder\u00edamos compreender a exist\u00eancia de um bem e de um mal universal?\nDe onde prov\u00e9m a ideia do bem e do mal? Entendo, perfeitamente, a complexidade\nfilos\u00f3fica destes questionamentos, contudo, exponho o meu entendimento com\npropostas psicanal\u00edticas. <\/p>\n\n\n\n<p>De forma geral, \u00c9tica e Moral se misturam\nnos significados etimol\u00f3gicos latinos e gregos, ambos se referem aos costumes e\ncomportamentos do ser humano. \u00c9tica, para o grego, \u00e9 \u201c<em>Ethos<\/em>\u201d que, traduzindo para o latim, os gregos chamavam de \u201c<em>mores<\/em>\u201d, ou seja, moral. Estas palavras\ns\u00f3 fazem sentido na exist\u00eancia de uma comunidade ou sociedade. Algu\u00e9m \u00e9 moral\nou \u00e9tico somente na exist\u00eancia de um outro que lhe traga um par\u00e2metro a ser\nmedido e comparado. Estando isolado, sem a presen\u00e7a de algu\u00e9m ou de um contexto\nsocial, tornamo-nos amorais, nem bons e nem maus. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Podemos,\nde certa forma, observando o contexto lingu\u00edstico atual, fazer uma pequena\ndistin\u00e7\u00e3o entre moral e \u00e9tica, sem dissocia-los. S\u00e3os insepar\u00e1veis; um depende\ndo outro. O primeiro consiste em um conjunto de leis e regras individuais e\ninternas, enquanto o segundo \u00e9 o modo como eu adapto essas leis no coletivo, no\nconv\u00edvio com o outro e sociedade; por isso, a palavra \u201cetiqueta\u201d, proveniente\nde \u201c\u00e9tica\u201d, cont\u00e9m a ideia de algo que \u00e9 observado pelo coletivo, julgado pelo\nolhar social. Por exemplo, eu gosto de ma\u00e7\u00e3 (moral), vou comprar no mercado,\nn\u00e3o vou roubar (\u00e9tica). Eu ad\u00e9quo a minha lei interna (gostar de ma\u00e7\u00e3 &#8211; moral)\n\u00e0s leis externas (\u00e9tica \u2013 n\u00e3o roubar). Na moral, ou seja, na individualidade\nposso ter liberdade para ser quem quiser e ter as leis que desejar, mas na\n\u00e9tica, isto \u00e9, diante do outro-social a liberdade da moral \u00e9 limitada. Posso\nandar nu pela minha casa, no entanto, serei anti\u00e9tico se sair nu pela rua. Nisto\naparece o entendimento acerca do que \u00e9 o bem e do que \u00e9 o mal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o fil\u00f3sofo Kant (1724 \u2013 1804), na sua busca\npela moral universal, o bem \u00e9 regido pela lei da RAZ\u00c3O, e n\u00e3o pela lei do\ninstinto. Se sua vida \u00e9 conduzida pelo instinto, ou seja, pelo princ\u00edpio do\nquerer e prazer imediato, ter\u00e1 uma vida de arrependimentos, ainda que declare\nn\u00e3o se arrepender, carregar\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o estar num bom lugar, em d\u00e9bito\nconsigo, a menos que tenha a domin\u00e2ncia da estrutura ps\u00edquica da psicose ou\npervers\u00e3o (veremos a frete). Se, ao contr\u00e1rio, for conduzida pela raz\u00e3o \u2014\nprinc\u00edpio do dever \u2014, a vida carregar\u00e1 menos pesar de arrependimento, pois \u00e9 o\nc\u00f3rtex do c\u00e9rebro intelectual que caracteriza o ser humano como ser social e\npol\u00edtico, em diferencia\u00e7\u00e3o com os outros animais. Em suma, para Kant, a\npremissa da moral universal, \u00e9: \u201c<em>Age como se a m\u00e1xima da tua a\u00e7\u00e3o fosse para\nser transformada, atrav\u00e9s da tua vontade, em uma lei universal da natureza.<\/em> Em outras palavras, se a tua a\u00e7\u00e3o pode ser\nvivida por todos, logo \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o moral e boa. Qual seria a ess\u00eancia desta\na\u00e7\u00e3o? Dedico-me a descobri-la. <\/p>\n\n\n\n<p>Na filosofia\nkantiana, portanto, a moral universal est\u00e1 no imperativo categ\u00f3rico, relacionada\nao dever, ao puro dever, sem condicionamento. N\u00e3o mato, por exemplo, n\u00e3o porque\nh\u00e1 um Deus metaf\u00edsico assentado no C\u00e9u que me sentencia ao inferno, e sim pelo\nfato do dever, sem esperar uma recompensa ou puni\u00e7\u00e3o. Entretanto, voltando os\nolhos para a origem deste dever, de onde surge? Se eu n\u00e3o mato pelo dever, como\nsei que n\u00e3o devo matar, sen\u00e3o atrav\u00e9s da exist\u00eancia de uma lei? Se h\u00e1 um dever,\nlogo h\u00e1 uma lei? Qual lei que me mostra que eu n\u00e3o devo matar? A lei divina\nestabelecida pela Igreja? Os dez mandamentos revelados no monte Sinai? N\u00e3o\nminto pelo dever? N\u00e3o roubo pelo dever? Este dever est\u00e1 gravado em minha mente?<\/p>\n\n\n\n<p>Como dito, a\nno\u00e7\u00e3o de bem e de mal s\u00f3 encontra sentido na exist\u00eancia de um outro que me faz\nlimitado nas a\u00e7\u00f5es e no instinto. A Sociedade humana \u00e9 castradora,\ndevido \u00e0 conviv\u00eancia que precisamos estabelecer. Ela reprime os desejos instintuais\ne cria a \u00e9tica e moral (costumes a serem praticados). Aquele que n\u00e3o se permite\nreprimir \u00e9 considerado o &#8220;louco&#8221; e &#8220;criminoso&#8221;. Por\u00e9m,\naquele que vive na repress\u00e3o \u00e9 considerado o &#8220;normal&#8221;, dentro das\nnormas. Todavia, n\u00e3o menos &#8220;louco&#8221;, porque vive no conflito com seus\ndesejos primitivos internos. <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aqui, para elucidar que ningu\u00e9m \u00e9\nconsiderado bom ou mal diante do outro-social simplesmente porque quer ou\nescolhe, trilho os caminhos da psican\u00e1lise, ou melhor, das estruturas da neurose, psicose e\npervers\u00e3o que, por si s\u00f3, s\u00e3o palavras carregadas de negatividade, devido a\nconceitos comuns expressados corriqueiramente em filmes e jornais. Trazem, por\nconseguinte, a imagem de lun\u00e1ticos enclausurados em um sanat\u00f3rio ou algu\u00e9m\nsegurando uma faca, pronto para esquartejar. Bom, a neurose, psicose e\npervers\u00e3o s\u00e3o estruturas ou formas de funcionamento ps\u00edquico estudadas e\nfundamentadas por Freud. Cada estrutura tem um modo que a caracteriza, tal como\no mecanismo de defesa dominante usado pela mente, a qual produzir\u00e1 SINTOMAS\ncaracter\u00edsticos. Ex: neurose (recalque), Psicose (foraclus\u00e3o) e pervers\u00e3o\n(denega\u00e7\u00e3o). Fora isso, dentro de cada estrutura existe muitos fatores que\ndeterminam a qualidade dessa estrutura. Nem\ntodo psic\u00f3tico ou perverso est\u00e1 num hospital psiqui\u00e1trico, ele pode estar\ninserido positivamente numa sociedade, t\u00e3o embora tenha um potencial\npatol\u00f3gico. Seria como algu\u00e9m diab\u00e9tico que pode viver normalmente DENTRO DA\nSOCIEDADE, mesmo com uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica. Necessita, apenas, tomar alguns\ncuidados. Por algum tempo, a neurose (conflito interno) foi considerada\no estado normal do ser humano. Ou seja, um ser que conflita consigo mesmo \u00e9,\nainda, a maioria que comp\u00f5e a sociedade. Podemos, por\u00e9m, estar transicionando\npara a maioria psic\u00f3tica e perversa, cujo conflito se d\u00e1 com o mundo externo. <\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, as estruturas falam apenas do modo operante da\nmente, n\u00e3o necessariamente do que \u00e9 mal ou bom. O que determina o bom ou o mal\n\u00e9 in\u00fameros elementos (complexos e arqu\u00e9tipos) dentro da estrutura. No entanto, fato \u00e9 que a estrutura (psicose e\npervers\u00e3o) que tem como base o conflito com o mundo externo torna mais dif\u00edcil\no conv\u00edvio com o outro. Outro ponto a se considerar \u00e9 que a mente n\u00e3o segue\nnecessariamente o padr\u00e3o de uma s\u00f3 estrutura. O neur\u00f3tico pode ter elementos da\npsicose ou pervers\u00e3o; ou a psicose pode ter caracter\u00edsticas neur\u00f3ticas. Em outro\nmodo de dizer, h\u00e1 uma estrutura dominante e outra secund\u00e1ria. <\/p>\n\n\n\n<p>Dentro destas estruturas, temos tr\u00eas inst\u00e2ncias: id, ego e\nsuperego. Podemos chamar de parte instintiva, consci\u00eancia presente e\nconsci\u00eancia moral. Estas partes se relacionam dentro de n\u00f3s, amigavelmente ou\nn\u00e3o, gerando conflitos neur\u00f3ticos e psic\u00f3ticos. No campo da neurose, na qual\nreside a maioria de n\u00f3s criada dentro do contexto moral da cristandade\nocidental, o instinto (emo\u00e7\u00e3o animal, infantil, primitiva e impulsiva\nrelacionada a sobreviv\u00eancia e princ\u00edpio do prazer [al\u00edvio da tens\u00e3o]) \u00e9\ncastrado e, assim, \u00e9 <strong>CENSURADO<\/strong> pela consci\u00eancia moral (superego-dever).\nDesta forma, n\u00e3o vivemos instintivamente. Se o instinto libera uma puls\u00e3o\nsexual de procria\u00e7\u00e3o, a consci\u00eancia moral a censura e transforma num desejo,\ncomo a masturba\u00e7\u00e3o, por exemplo. Vemos, portanto, que o ato da masturba\u00e7\u00e3o n\u00e3o\n\u00e9 o instinto em si, mas um desejo transformado que pode ser <strong>aprovado ou\ndesaprovado pela consci\u00eancia moral (superego)<\/strong>. Caso n\u00e3o haja a censura\nrealizada pela consci\u00eancia moral, temos a impulsividade do instinto e, em\nconsequ\u00eancia, temos um surto psic\u00f3tico ou comportamento pervertido. O momento\ndo surto \u00e9 o momento em que a emo\u00e7\u00e3o do instinto <strong>N\u00c3O \u00c9 CENSURADA <\/strong>e\nquebra o elo com o Ego (consci\u00eancia) e o Superego (consci\u00eancia moral) e se\nmanifesta de uma forma pura, isto \u00e9, como animal irracional. Na estrutura de\nPervers\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 o surto, mas h\u00e1 um comportamento instintual e corrente, cuja\nmente est\u00e1 constantemente na compuls\u00e3o do Instinto, como uma crian\u00e7a sempre\nimpulsiva que n\u00e3o censura seu instinto. No caso sexual, a puls\u00e3o do instituto\nimpele a emo\u00e7\u00e3o sexual, mas, sem o molde da consci\u00eancia moral, o perverso age\nna impulsividade e n\u00e3o se ad\u00e9qua \u00e0 sociedade, ele estupra, porque \u00e9 levado pela\npuls\u00e3o instintual. E isso est\u00e1 al\u00e9m do querer e do simples dever, pois o\ninstinto \u00e9 uma for\u00e7a ou energia que impele \u00e0 a\u00e7\u00e3o. O cachorro no cio, como\nexemplo, n\u00e3o decide n\u00e3o querer ir atr\u00e1s de uma cadela, ele \u00e9 impelido. Neste\nponto, vale pensar que o cachorro em si n\u00e3o \u00e9 bom, mal, \u00e9tico ou moral, ele \u00e9\namoral, pois n\u00e3o tem um superego ou consci\u00eancia moral que o rege dentro de uma\nsociedade canina. O Homem, por sua, vez \u00e9 considero bom ou mal, moral ou imoral\na partir das leis que o circundam dentro de uma sociedade. A consci\u00eancia moral\nda comunidade estabelece o padr\u00e3o da normalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista este entendimento, o bem e a moralidade s\u00e3o\nfirmados no conjunto de leis do grupo; para antes da comunidade n\u00e3o h\u00e1 bem ou\nmal, n\u00e3o h\u00e1 dever moral, s\u00f3 h\u00e1 dever instintual. Qual, por\u00e9m, \u00e9 o modelo que\nantecede o estabelecimento das regras do grupo? Penso que precisamos voltar\npara a vida intrauterina e o campo inconsciente da psique, onde n\u00e3o havia a\nideia consciente de comunidade ou intera\u00e7\u00e3o social, somente um isolamento e\nunidade com o organismo materno. Ali, a meu ver, constr\u00f3i-se a lei essencial\nque embasa a universalidade da \u00e9tica e moral, independente de povo ou cultura,\nou seja, a lei prim\u00e1ria de que <em>\u201ceu SOU no\noutro e o outro \u00c9 em mim \u2014 somos Um\u201d, \u201co que fa\u00e7o afeta o outro e o que o outro\nfaz me afeta\u201d<\/em>, h\u00e1 uma conex\u00e3o primordial com o outro. Neste elo intrauterino,\no ser humano n\u00e3o \u00e9 bom e nem mau, \u00e9 amoral, porque ainda n\u00e3o experienciou a\nquebra desta lei. Isto muda ao sairmos do \u00fatero, rompermos o elo e quebrarmos a\nlei primordial. Nesse momento, acredito que passamos a conhecer o que\nentendemos por mal, pois come\u00e7a a vir \u00e0 luz a presen\u00e7a de um outro-social que\ntamb\u00e9m \u00e9 parte de mim e sentimos o seu afastamento. O mal se firmou na mente\ncomo dor e sofrimento na quebra da lei primordial da Unidade. O bom, por outro\nlado, configurou-se como tudo o que se aproxima desta lei (social) da Unidade. Por\nisso, o bem e mal s\u00f3 faz sentido no la\u00e7o social. Em qualquer lugar do mundo,\ntodo aquele que quebra o la\u00e7o com a sociedade onde vive e se afasta das normas\nda comunidade, esse \u00e9 considerado mal. Aquele que transgride a lei <em>\u201ceu SOU em voc\u00ea e voc\u00ea \u00c9 em mim\u201d,<\/em> \u00e9 um\ninfrator em qualquer sociedade humana. <\/p>\n\n\n\n<p>Em ess\u00eancia, o ser humano \u00e9 amoral, ele passa a ser moral e\n\u00e9tico ao entrar na sociedade em que vive, onde adentra o entendimento do mal\n(sa\u00edda do \u00fatero, afastamento do outro-social) e do bem (aproxima\u00e7\u00e3o do outro-social).\nO bem e o mal passam a ser relativos em rela\u00e7\u00e3o ao contexto social de cada\nindiv\u00edduo. Exemplificando, se eu vivo numa comunidade em que n\u00e3o se come carne,\no outro afastado desse costume (moral) pode ser considerado mal (imoral) por\ncomer carne. A lei foi quebrada, n\u00e3o somos mais Um. <\/p>\n\n\n\n<p>No decorrer da civiliza\u00e7\u00e3o, personificamos o mal e o bem na figura do Diabo e de Deus. Estas imagens t\u00eam nomes diferentes nas diversas culturas, entretanto, carregam a mesma ess\u00eancia. O Diabo, na etimologia grega \u00e9 \u201c<em>diabolos<\/em>\u201d, significa \u201caquele que desune, aquele que separa\u201d. \u00c9, portanto, a imagem da quebra da lei social primordial intrauterina \u201ceu SOU em voc\u00ea e voc\u00ea \u00c9 em mim\u201d; o mal perverte a lei e diz: \u201ceu n\u00e3o SOU em voc\u00ea e voc\u00ea n\u00e3o \u00c9 em mim, n\u00e3o somos Um; o que eu fa\u00e7o n\u00e3o te afeta&#8230;\u201d. Esta quebra se d\u00e1 pela viv\u00eancia deslimitada das paix\u00f5es e puls\u00f5es instintuais do Id. Em contrapartida, Deus \u00e9 a figura da Unidade que afirma a lei do outro-social que, em psican\u00e1lise, chamamos de superego ou consci\u00eancia moral. Neste ponto, entro em concord\u00e2ncia com Kant, a moral universal est\u00e1 no Dever, por\u00e9m, no Dever inconsciente referente a lei que reside o princ\u00edpio base das legisla\u00e7\u00f5es do mundo: <em>\u201cEu sou no outro e o outro \u00e9 em mim \u2014 somos Um\u201d. <\/em> Sob este princ\u00edpio, quando algu\u00e9m v\u00ea a Humanidade como m\u00e1, n\u00e3o \u00e9 porque a humanidade \u00e9 m\u00e1 (ela \u00e9 amoral), e sim porque esse algu\u00e9m est\u00e1 separado da Humanidade. Na separa\u00e7\u00e3o h\u00e1 a vis\u00e3o do Diabo (<em>diabolos<\/em>), sente-se o mal, revive-se a quebra da lei universal da Unidade vivenciada no nascimento. Na aproxima\u00e7\u00e3o da Humanidade que reside em si e no outro-social, ocorre o restabelecimento da lei:<em>\u201cEu sou no outro e o outro \u00e9 em mim \u2014 somos Um\u201d<\/em> e, consequentemente, encontra-se o Bem Universal. <\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Carlos Colect \u2013 psicanalista\/fil\u00f3sofo<\/em><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe uma lei imut\u00e1vel e universal que rege a \u00e9tica e a moral em qualquer lugar do planeta, independente do povo e da cultura? Poder\u00edamos compreender a exist\u00eancia de um bem e de um mal universal? De onde prov\u00e9m a ideia do bem e do mal? 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