{"id":31563,"date":"2021-03-24T10:08:39","date_gmt":"2021-03-24T13:08:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=31563"},"modified":"2021-03-24T10:08:40","modified_gmt":"2021-03-24T13:08:40","slug":"medicos-relatam-choque-com-utis-lotadas-de-jovens-com-covid-19-temem-perder-olfato-mas-perdem-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/03\/24\/medicos-relatam-choque-com-utis-lotadas-de-jovens-com-covid-19-temem-perder-olfato-mas-perdem-a-vida\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos relatam choque com UTIs lotadas de jovens com covid-19: &#8216;Temem perder olfato, mas perdem a vida&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Um plant\u00e3o recente do m\u00e9dico Matheus Alves de Lima, que atende pacientes de covid-19 em UTIs de dois hospitais de campanha no Distrito Federal e arredores, ilustra uma preocupante, mas ainda pouco compreendida mudan\u00e7a no perfil de pacientes graves do novo coronav\u00edrus em meio ao colapso dos sistemas de sa\u00fade do pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tivemos a morte de um paciente de apenas 25 anos, o que \u00e9 muito chocante&#8221;, explica Alves \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E outro paciente, de 28 anos, n\u00e3o resistiu a ser extubado (processo de retirada da ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica), precisou ser intubado novamente e fazer hemodi\u00e1lise. Se n\u00e3o fosse a covid-19, ele provavelmente jamais precisaria fazer hemodi\u00e1lise nessa idade. Nos dois \u00faltimos meses, temos visto cada vez mais pacientes entre 25 e 40 anos, o que assusta &#8211; s\u00e3o pacientes da minha idade. S\u00e3o jovens e j\u00e1 chegam graves, depois de ficar esperando por vagas (de UTI) em emerg\u00eancias lotadas. A gente intuba, intuba, e n\u00e3o acaba. Eles chegam precisando de di\u00e1lise de urg\u00eancia, \u00e0s vezes em choque. Tudo isso piora muito seu progn\u00f3stico. \u00c0s vezes, chegam \u00e0 UTI s\u00f3 para falecer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse crescimento no n\u00famero de pacientes mais jovens em situa\u00e7\u00e3o grave graves foi comentado pelo secret\u00e1rio de Sa\u00fade do Estado de S\u00e3o Paulo, Jean Gorinchteyn, em uma entrevista coletiva em 1\u00b0 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A pandemia retornou com uma velocidade e uma caracter\u00edstica cl\u00ednica diferentes daquela da primeira onda&#8221;, afirmou Gorinchteyn.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/1E07\/production\/_117678670_a911ad58-df51-46f7-8c28-d9fcf2860ce4.jpg\" alt=\"Equipe m\u00e9dica colocando paciente em leito de UTI em SP;\"\/><figcaption>Legenda da foto,Equipe m\u00e9dica colocando paciente em leito de UTI em SP; colapso nos sistemas de sa\u00fade faz com que muitos s\u00f3 recebam atendimento especializado quando seu quadro j\u00e1 se agravou<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o pacientes mais jovens, que t\u00eam a sua condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica muito mais comprometida e, pior, s\u00e3o pacientes que acabam permanecendo um per\u00edodo mais prolongado nas UTIs. Na primeira onda, t\u00ednhamos (nas UTIs paulistas) percentual de mais de 80% de idosos e portadores de doen\u00e7as cr\u00f4nicas. O que temos visto hoje s\u00e3o pacientes mais jovens, 60% deles de 30 a 50 anos, muitos dos quais sem qualquer doen\u00e7a pr\u00e9via.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o organismo geralmente mais forte do que o de idosos, os mais jovens resistem melhor aos procedimentos que t\u00eam sido realizados nas Unidades de Terapia Intensiva, como ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica e hemodi\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, como consequ\u00eancia, tamb\u00e9m acabam ocupando os leitos por muito mais tempo. Segundo Gorinchteyn, a m\u00e9dia de ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs em S\u00e3o Paulo passou de 7 a 10 dias por paciente, para 14 a 17 dias &#8220;no m\u00ednimo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Acham-que-v\u00e3o-perder-o-olfato-mas-perdem-a-vida\">&#8216;Acham que v\u00e3o perder o olfato, mas perdem a vida&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o as pessoas que se sentem \u00e0 vontade para sair porque acham que (se pegarem covid-19) s\u00f3 v\u00e3o perder paladar e olfato, e acabam perdendo a vida&#8221;, prosseguiu o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Outro aspecto \u00e9 a gravidade com que eles chegam. Sua oxigena\u00e7\u00e3o baixa sem que o indiv\u00edduo sinta (se n\u00e3o medir com um ox\u00edmero) e, quando ele chega ao hospital, v\u00ea-se o quanto sua satura\u00e7\u00e3o (de oxig\u00eanio no sangue) est\u00e1 baixa e o quanto ele tem comprometimento de pulm\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a chegada de pacientes mais jovens com quadro mais graves seja percept\u00edvel, ela n\u00e3o \u00e9 plenamente entendida, porque o Brasil n\u00e3o disp\u00f5e de dados oficiais consolidados de casos e interna\u00e7\u00f5es de covid-19 por faixa et\u00e1ria, explica Marcio Sommer Bittencourt, mestre em sa\u00fade p\u00fablica e integrante do Centro de Pesquisa Cl\u00ednica e Epidemiol\u00f3gica do Hospital Universit\u00e1rio da USP, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lista diversas causas que, somadas, provavelmente comp\u00f5em o retrato atual.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira \u00e9 a mencionada por Gorinchteyn: como as popula\u00e7\u00f5es mais novas &#8211; desde jovens adultos at\u00e9 59 anos &#8211; resistem por mais tempo na UTI, a tend\u00eancia \u00e9 que aumente a ocupa\u00e7\u00e3o de leitos por elas.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda \u00e9 o fato de a infec\u00e7\u00e3o por covid-19 ter aumentado exponencialmente em todo o pa\u00eds nos \u00faltimos meses &#8211; o que levaria, portanto, a mais infec\u00e7\u00f5es entre mais jovens. A inc\u00f3gnita \u00e9 se aumentou proporcionalmente mais entre eles, diz Bittencourt.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, os mais jovens s\u00e3o mais economicamente ativos do que os idosos, ent\u00e3o saem mais para trabalhar. Isso j\u00e1 acontecia antes (da segunda onda), mas agora (o efeito disso) \u00e9 mais percept\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, existe o fato de estarmos diante de variantes mais infecciosas do coronav\u00edrus, que podem tamb\u00e9m estar aumentando a gravidade dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Provavelmente s\u00e3o todas essas causas juntas, mas n\u00e3o sabemos qual delas impacta mais o momento atual&#8221;, afirma Bittencourt. &#8220;O que se sabe com certeza \u00e9 que as novas cepas em circula\u00e7\u00e3o aumentaram o n\u00famero total de interna\u00e7\u00f5es e de casos mais graves em geral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/9337\/production\/_117678673_7959365d-e753-4d7a-840b-05f0e1c79fba.jpg\" alt=\"UTI em SP\"\/><figcaption>Legenda da foto,Novas variantes do coronav\u00edrus tamb\u00e9m contribuem para a gravidade da situa\u00e7\u00e3o; acima, UTI em SP<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Sistema-em-colapso\">Sistema em colapso<\/h2>\n\n\n\n<p>O quadro \u00e9 completado e agravado por um sistema de sa\u00fade em colapso, que n\u00e3o d\u00e1 conta de atender com a rapidez necess\u00e1ria para prevenir que o estado de sa\u00fade dos pacientes se agrave &#8211; por exemplo, muitos passam dias em enfermarias lotadas at\u00e9 conseguirem uma vaga de UTI.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como o sistema est\u00e1 colapsado, as pessoas podem n\u00e3o estar recebendo a aten\u00e7\u00e3o adequada, mesmo com um esfor\u00e7o muito grande nosso&#8221;, diz o m\u00e9dico intensivista Edino Parolo, que atende em UTIs de dois hospitais (um p\u00fablico e um privado) em Porto Alegre (RS).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A intuba\u00e7\u00e3o de um paciente grave, por exemplo, \u00e9 algo que poucos m\u00e9dicos conseguem fazer de maneira segura.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele confirma a chegada de cada vez mais pacientes jovens nos hospitais onde atende, com interna\u00e7\u00f5es prolongadas e &#8220;frustrantes&#8221;, pelo impacto f\u00edsico e emocional que imp\u00f5em em pacientes, equipes m\u00e9dicas e fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Certamente n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma doen\u00e7a de idosos. Desde o in\u00edcio incomodava essa ideia (difundida) de que seria uma doen\u00e7a que afetaria idosos e debilitados. Minha opini\u00e3o \u00e9 de que isso foi combust\u00edvel para v\u00e1rios erros e deixou os jovens saud\u00e1veis menos cuidadosos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A avalanche de agravamento de casos come\u00e7a a se formar ainda no pronto-socorro, porta de entrada dos pacientes com covid-19. &#8220;Estou abismado com a quantidade de casos graves. No \u00faltimo s\u00e1bado, t\u00ednhamos 30 pacientes de covid-19 na emerg\u00eancia. Antes da segunda onda, ter 15 pacientes era (equivalente a) um plant\u00e3o ruim. E hoje (ter\u00e7a-feira, 23\/3) soube que h\u00e1 48 pacientes ali&#8221;, diz Lucas Barroti, m\u00e9dico que atende em pronto-socorro de hospital p\u00fablico na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o tem mais nem espa\u00e7o f\u00edsico. Alguns pacientes chegam a ficar tr\u00eas dias na emerg\u00eancia (aguardando transfer\u00eancia), e ali v\u00e3o piorando: primeiro usam cateter nasal, depois m\u00e1scara respirat\u00f3ria, depois precisam de intuba\u00e7\u00e3o. D\u00e1 a impress\u00e3o de que a progress\u00e3o (piora) \u00e9 amais r\u00e1pida do que antes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E ali Barroti tamb\u00e9m se assombra com a idade dos pacientes: &#8220;A maioria j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 de idosos. Tem na faixa et\u00e1ria de 40, 50 anos &#8211; uma parcela deles sem comorbidades, e mesmo assim em estado t\u00e3o grave quanto (se tivessem).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"A-perigosa-aposta-no-tratamento-precoce\">A perigosa aposta no &#8216;tratamento precoce&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 ainda os malef\u00edcios causados pela falsa cren\u00e7a no chamado &#8220;tratamento precoce&#8221;, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro a despeito de cientistas alertarem que n\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 o momento, nenhuma evid\u00eancia de que rem\u00e9dios como hidroxicloroquina ajudem no enfrentamento contra a covid. Pelo contr\u00e1rio: m\u00e9dicos ouvidos em uma\u00a0reportagem da BBC News Brasil\u00a0diz que os efeitos colaterais dos rem\u00e9dios e a demora em procurar atendimento m\u00e9dico tornam o quadro pior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitos que acreditam na pataquada do tratamento precoce s\u00f3 procuram atendimento quando j\u00e1 est\u00e3o muito graves&#8221;, conclui Marcio Bittencourt.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, como a campanha de vacina\u00e7\u00e3o avan\u00e7a entre as popula\u00e7\u00f5es mais idosas, \u00e9 poss\u00edvel que elas comecem a estar mais protegidas que os mais jovens. Na semana passada, dados da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo cedidos ao portal G1 apontaram uma queda de 51,3% das mortes de pessoas entre 85 a 89 anos entre janeiro e fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/E157\/production\/_117678675_f5c72a9f-7a68-46d8-b2f0-bbea1f954531.jpg\" alt=\"Atendimento de paciente no Recife\"\/><figcaption>Legenda da foto,Volume de pacientes \u00e9 superior \u00e0 capacidade dos sistemas de sa\u00fade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Enquanto a campanha de vacina\u00e7\u00e3o avan\u00e7a para faixas et\u00e1rias menores a passos lentos e gestores estaduais e municipais tentam fazer valer restri\u00e7\u00f5es \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de pessoas, as equipes m\u00e9dicas ainda se veem diante de um n\u00famero descomunal de pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Matheus Alves, o m\u00e9dico cujo depoimento abre esta reportagem, conta que a fila de espera por leitos de UTI em hospitais de campanha do Distrito Federal chega a cerca de 400 pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tem trabalhado 72 horas por semana para dar conta de casos cuja gravidade exige cada vez mais aten\u00e7\u00e3o. &#8220;Uma coisa \u00e9 ter uma UTI de pacientes com m\u00e1scaras (de oxig\u00eanio, respirando por conta pr\u00f3pria). Outra \u00e9 ter uma s\u00f3 de pacientes intubados, em di\u00e1lise ou choque s\u00e9ptico. Trabalho ligado a 200 por hora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mais marcante que atendeu at\u00e9 hoje foi h\u00e1 algumas semanas, de um paciente na casa dos 40 anos &#8211; o primeiro n\u00e3o idoso que Alves teve de intubar nesta segunda onda de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um jovem, sem comorbidades e n\u00e3o obeso. Iria prestar concurso p\u00fablico dentro de um m\u00eas, porque sonhava em dar um futuro melhor para sua fam\u00edlia. Ele n\u00e3o queria ser intubado. Os jovens resistem mais \u00e0 intuba\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se conformam. Depois do procedimento nele, cheguei em casa e desabei: chorei igual a uma crian\u00e7a. \u00c9 um homem que tinha sonhos, assim como eu tenho. Aquele medo dele entrou em mim. A maioria de n\u00f3s m\u00e9dicos ficamos muito sensibilizados com casos t\u00e3o jovens. Passado mais de um m\u00eas, o paciente continua intubado. Mas ele est\u00e1 resistindo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um plant\u00e3o recente do m\u00e9dico Matheus Alves de Lima, que atende pacientes de covid-19 em UTIs de dois hospitais de campanha no Distrito Federal e arredores, ilustra uma preocupante, mas ainda pouco compreendida mudan\u00e7a no perfil de pacientes graves do novo coronav\u00edrus em meio ao colapso dos sistemas de sa\u00fade do pa\u00eds. &#8220;Tivemos a morte [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-31563","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/117678667_d34f82a5-190f-42d7-930d-99dc55eb82db.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31563"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31563"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31565,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31563\/revisions\/31565"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}