{"id":30819,"date":"2021-03-01T11:17:27","date_gmt":"2021-03-01T14:17:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=30819"},"modified":"2021-03-01T11:17:28","modified_gmt":"2021-03-01T14:17:28","slug":"pesquisa-e-tecnologia-colocam-o-parana-na-rota-nacional-das-macas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/03\/01\/pesquisa-e-tecnologia-colocam-o-parana-na-rota-nacional-das-macas\/","title":{"rendered":"Pesquisa e tecnologia colocam o Paran\u00e1 na rota nacional das ma\u00e7\u00e3s"},"content":{"rendered":"\n<p>A pesquisa e a tecnologia ajudaram o Paran\u00e1 a marcar presen\u00e7a, mesmo que ainda de maneira sutil, em um seleto mercado dominado pelos vizinhos do Sul. A idealiza\u00e7\u00e3o do cultivar de ma\u00e7\u00e3 Eva, no fim da d\u00e9cada de 1970, pela antiga Iapar-PR (atual Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 \u2013IDR-PR), possibilitou ao Estado produzir uma especialidade da fruta que tem baixa necessidade de frio, com matura\u00e7\u00e3o precoce e ciclo desde a flora\u00e7\u00e3o estimado em 123 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas fazem com que a colheita da Eva comece em dezembro, antes de outras variedades como Gala e Fuji, que dominam as planta\u00e7\u00f5es de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Assim, a esp\u00e9cie \u201cparanaense\u201d chega antes ao consumidor, ganhando uma fatia importante do mercado de ma\u00e7\u00e3s. \u00c9 essa hist\u00f3ria que vai abrir o m\u00eas de mar\u00e7o da s\u00e9rie \u201cParan\u00e1 que alimenta o mundo\u201d, conjunto de reportagens que pretende ressaltar o poderio do Estado no agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPodemos dizer que foi uma ma\u00e7\u00e3 desenvolvida no Paran\u00e1, que como precisa de poucas horas de frio, pode ser plantada em mais cidades, como na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba\u201d, diz o engenheiro agr\u00f4nomo da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Paulo Camargo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PAULA FREITAS<\/strong>&nbsp;\u2013 Um dos benefici\u00e1rios da t\u00e9cnica \u00e9 o agricultor Rui Afonso Fleith, de Paula Freitas, no Sul do Paran\u00e1. H\u00e1 duas d\u00e9cadas no ramo, ele colhe cerca de 500 toneladas de frutas por ano. Em torno de 80% da produ\u00e7\u00e3o, ou 400 toneladas, s\u00e3o da ma\u00e7\u00e3 Eva \u2013 kiwi e ameixa completam as variedades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele conta que a produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 tem destino certo. A maior parte vai para Fraiburgo, em Santa Catarina. De l\u00e1, um distribuidor parceiro encaminha para diferentes pontos do Pa\u00eds. Outra fatia, menor, fica na pr\u00f3pria regi\u00e3o, no com\u00e9rcio de cidades como Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria, Porto Vit\u00f3ria e Paulo Frontin. \u201cJ\u00e1 as frutas machucadas s\u00e3o comercializadas com f\u00e1bricas que fazem vinagre\u201d, conta Fleith.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo nessa regi\u00e3o n\u00e3o faz muito frio, a Eva se adaptou perfeitamente por ser menos exigente. Al\u00e9m disso, por colher antes das grandes \u00e1reas produtoras, conseguimos um pre\u00e7o um pouco melhor\u201d, afirma o agricultor.<\/p>\n\n\n\n<p>Fleith destaca que a esp\u00e9cie \u00e9 bastante produtiva, com frutos de excelente aspecto visual, firmes, suculentos, adocicados e com agrad\u00e1vel teor de acidez. H\u00e1, por\u00e9m, o que melhorar. Ele explica que a obsess\u00e3o na fazenda \u00e9 para que a ma\u00e7\u00e3 ganhe mais cor, principal atrativo para clientes de quitandas, supermercados e sacol\u00f5es. Quanto mais chamativa, mais fregueses. \u201cBuscamos uma muta\u00e7\u00e3o para que fique ainda mais colorida\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong>&nbsp;\u2013 Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado \u00e0 Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Paran\u00e1 \u00e9 o terceiro produtor nacional de ma\u00e7\u00e3 com 3,6% de participa\u00e7\u00e3o no mercado interno. Em 2019 foram 28,4 mil toneladas e Valor Bruto de Produ\u00e7\u00e3o (VBP) de R$ 69,2 milh\u00f5es \u2013 Rio Grande do Sul (53,7%) e Santa Catarina (41,7%) dominam o mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase metade da produ\u00e7\u00e3o estadual est\u00e1 concentrada na regi\u00e3o de Curitiba (49,2%), com destaque para a Lapa, o segundo munic\u00edpio produtor do Paran\u00e1, com 22,8% das colheitas. Palmas, no Sudoeste, responde por 27,9% da colheita, liderando a atividade que se espalha por 37 munic\u00edpios de Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas Ceasas do Estado foram comercializadas 46,5 mil toneladas da fruta em 2019, a s\u00e9tima em volume (8,1%) e a primeira em montante financeiro transacionado, com R$ 194,7 milh\u00f5es (13%). O pre\u00e7o m\u00e9dio do quilo se estabeleceu em R$ 4,18.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2021, a safra no Paran\u00e1 deve superar 32 mil toneladas, o que representa uma oferta ajustada ao consumo, por isso o pre\u00e7o melhor para o produtor. Desse total, 14 mil toneladas s\u00e3o da variedade Eva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TECNOLOGIA&nbsp;<\/strong>\u2013 Para conseguir maior faturamento e mais sobras de caixa \u00e9 necess\u00e1rio elevar a produtividade. Para isso, os produtores est\u00e3o trabalhando em novas tecnologias como a quest\u00e3o nutricional das plantas, al\u00e9m de n\u00e3o descuidar da poda, pr\u00e1tica essencial do cultivo de ma\u00e7\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de novos produtos para quebra de dorm\u00eancia da planta e pomares mais adensados, com p\u00e9s mais altos. Na quest\u00e3o nutricional, a preocupa\u00e7\u00e3o dos produtores \u00e9 equilibrar a planta com aplica\u00e7\u00e3o de adubo, corre\u00e7\u00f5es de solo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARMAZENAGEM<\/strong>&nbsp;\u2013 O Paran\u00e1 conta tamb\u00e9m com a rede de frio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1, que mant\u00e9m um armaz\u00e9m com capacidade para 7,5 mil toneladas em Guarapuava, onde tamb\u00e9m s\u00e3o feitas as classifica\u00e7\u00f5es e embalagens das frutas. A iniciativa privada, por sua vez, coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos produtores mais c\u00e2maras frias que totalizam um adicional de 3 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00c9RIE\u00a0<\/strong>\u2013 As ma\u00e7\u00e3s de Paula Freitas fazem parte de uma s\u00e9rie de reportagens \u201cParan\u00e1 que alimenta o mundo\u201d, desenvolvida pela Ag\u00eancia Estadual de Not\u00edcias (AEN) que busca mostrar o potencial do agroneg\u00f3cio paranaense. Os textos ser\u00e3o publicados sempre \u00e0s segundas e quintas-feiras. A previs\u00e3o \u00e9 que o material se estenda durante todo o ano de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa e a tecnologia ajudaram o Paran\u00e1 a marcar presen\u00e7a, mesmo que ainda de maneira sutil, em um seleto mercado dominado pelos vizinhos do Sul. 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