{"id":30801,"date":"2021-02-18T13:19:38","date_gmt":"2021-02-18T16:19:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=30801"},"modified":"2021-02-18T13:19:40","modified_gmt":"2021-02-18T16:19:40","slug":"a-luta-de-brasileiros-contra-o-bullying-recorde-em-escolas-no-japao-minha-filha-adolescente-foi-ameacada-de-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/02\/18\/a-luta-de-brasileiros-contra-o-bullying-recorde-em-escolas-no-japao-minha-filha-adolescente-foi-ameacada-de-morte\/","title":{"rendered":"A luta de brasileiros contra o bullying recorde em escolas no Jap\u00e3o: &#8216;minha filha adolescente foi amea\u00e7ada de morte&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>No m\u00eas passado, o brasileiro Sandro Kimura, de 47 anos, foi surpreendido pela not\u00edcia de que a filha, de 16 anos, havia sofrido uma amea\u00e7a de morte na escola. O caso aconteceu na prov\u00edncia de Nagano, regi\u00e3o central do Jap\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Espere s\u00f3 que n\u00f3s dois vamos matar voc\u00ea e arrancar o seu c\u00e9rebro&#8221;, dizia a mensagem publicada no stories do Instagram de um dos meninos da classe. Atr\u00e1s da mensagem principal, frases xenof\u00f3bicas deixavam claro para quem era a amea\u00e7a: &#8220;volte ao seu pa\u00eds&#8221;, &#8220;morra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sandro e sua mulher, Jerusa, de 45 anos, mal podiam imaginar que os problemas com a escola estavam apenas come\u00e7ando. &#8220;Foi muito grave, conversamos com a nossa filha e decidimos resolver tudo na escola. Eu pensei que os dois meninos envolvidos seriam no m\u00ednimo expulsos&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o foi o que aconteceu. Um dia depois da amea\u00e7a, o brasileiro foi na escola e se assustou com a resposta que recebeu. &#8220;Queriam colocar a minha filha no castigo por ter dito &#8216;kimoi&#8217; (nojento) para os meninos. O garoto que amea\u00e7ou de morte recebeu a mesma puni\u00e7\u00e3o que ela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Dias depois, os meninos voltaram para a sala de aula como se nada tivesse acontecido. &#8220;Eu liguei para a escola furioso. J\u00e1 tinha alertado para que n\u00e3o deixassem esses meninos perto da minha filha e eles voltaram. Eu disse que iria na escola no dia seguinte e se os garotos estivessem l\u00e1, iria tir\u00e1-los \u00e0 for\u00e7a&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O brasileiro se acalmou e foi atr\u00e1s de ajuda. Chegou a contatar \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, prefeitura e Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, sem obter resultados. Ele conta que tamb\u00e9m tentou uma den\u00fancia na pol\u00edcia, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel registrar a ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os policiais disseram que n\u00e3o poderiam fazer nada, pois a amea\u00e7a n\u00e3o foi enviada diretamente e n\u00e3o tinha o nome dela. Todos sabiam que era para a minha filha e o colega confessou ao professor, mas n\u00e3o foi suficiente. Se grav\u00e1ssemos uma confiss\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o valeria como prova, pois ele poderia alegar que foi coagido&#8221;, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De m\u00e3os atadas, o brasileiro acabou levando o caso para as redes sociais, com a publica\u00e7\u00e3o de dois v\u00eddeos contando o que havia ocorrido com a filha. As publica\u00e7\u00f5es repercutiram e outros brasileiros compartilharam hist\u00f3rias parecidas de problemas com os filhos nas escolas japonesas ou de experi\u00eancias pessoais como v\u00edtimas de bullying no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o haja dados oficiais, especialistas que atuam em entidades destinadas ao apoio dos estudantes acreditam que o problema \u00e9 comum para a maioria das crian\u00e7as com ra\u00edzes estrangeiras no Jap\u00e3o, e o fato de serem diferentes dos japoneses os torna alvos f\u00e1ceis nas salas de aula.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/D9F0\/production\/_116729755_sandro.png\" alt=\"Jerusa e Sandro\"\/><figcaption>Legenda da foto,Sandro &#8211; que aparece na foto com a esposa, Jerusa &#8211; tentou fazer uma den\u00fancia na pol\u00edcia, mas n\u00e3o conseguiu registrar a ocorr\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Nas escolas do Jap\u00e3o, \u00e9 muito comum que as crian\u00e7as que s\u00e3o diferentes do grupo se tornem v\u00edtimas. O fato de ter um rosto, cor de pele, nome diferentes dos japoneses ou simplesmente ter pais estrangeiros \u00e9 suficiente para que a crian\u00e7a seja exclu\u00edda do grupo, ridicularizada&#8221;, explica Iki Tanaka, respons\u00e1vel pelo YSC Global School, gerenciada pela organiza\u00e7\u00e3o Youth Support Center, com sede em T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanaka \u00e9 respons\u00e1vel por prestar apoio a crian\u00e7as e adolescentes estrangeiros com dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o e j\u00e1 atendeu mais de 1000 jovens de 40 pa\u00edses em mais de uma d\u00e9cada. &#8220;Especialmente as crian\u00e7as com ra\u00edzes estrangeiras que estudam ou j\u00e1 estudaram em escolas japonesas foram v\u00edtimas de bullying em algum momento. \u00c9 dif\u00edcil encontrar uma crian\u00e7a que nunca tenha sofrido&#8221;, revela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Rea\u00e7\u00f5es-extremas\">Rea\u00e7\u00f5es extremas<\/h2>\n\n\n\n<p>O bullying \u00e9 considerado um problema social grave no Jap\u00e3o, respons\u00e1vel pelo suic\u00eddio de menores de idade todos os anos. Em 2019, pelo segundo ano consecutivo, mais de 300 crian\u00e7as e jovens tiraram a pr\u00f3pria vida, segundo os dados do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEXT).<\/p>\n\n\n\n<p>O governo japon\u00eas tamb\u00e9m mant\u00e9m um levantamento anual da ocorr\u00eancia de bullying nas escolas. De acordo com os dados divulgados em 2020, foram 612 mil casos reportados por 30 mil escolas no ano anterior, um dado que superou todas as estat\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da gravidade do problema, \u00e9 raro que as escolas tomem medidas mais duras para combat\u00ea-lo. O plano preventivo envolve a\u00e7\u00f5es como a distribui\u00e7\u00e3o de enquetes an\u00f4nimas para incentivar os alunos a reportarem os casos ou ainda a notifica\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os governamentais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/64C0\/production\/_116729752_untitled.png\" alt=\"Iki Tanaka\"\/><figcaption>Legenda da foto,&#8221;Especialmente as crian\u00e7as com ra\u00edzes estrangeiras que estudam ou j\u00e1 estudaram em escolas japonesas foram v\u00edtimas de bullying em algum momento&#8221;, diz Iki Tanaka<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para muitos especialistas, o pa\u00eds est\u00e1 longe de resolver a quest\u00e3o. A falta de medidas en\u00e9rgicas faz com que a situa\u00e7\u00e3o evolua para epis\u00f3dios mais graves, causando consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas que podem afetar a vida da v\u00edtima por muitos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O bullying foi reconhecido como um problema social no Jap\u00e3o a partir da metade da d\u00e9cada de 1980, devido ao interesse p\u00fablico pelas reportagens de casos de suic\u00eddio em escolas. Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois, o problema persiste, pois os planos preventivos n\u00e3o mostram resultados&#8221;, afirma Asao Naito, soci\u00f3logo e professor da Universidade Meiji.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor de livros sobre o tema, Naito \u00e9 um dos principais pesquisadores sobre casos de bullying e acredita que a escola japonesa \u00e9 um ambiente sem leis, onde crimes ocorrem e nada acontece com os agressores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Crimes como viol\u00eancia, amea\u00e7as e extors\u00f5es se confundem com o bullying. A pol\u00edcia deveria prender ou orientar os acusados, contatar as institui\u00e7\u00f5es infantis se o respons\u00e1vel n\u00e3o tiver maioridade penal. Os agressores deviam ser afastados para proteger as v\u00edtimas, as fam\u00edlias, condenadas a pagar indeniza\u00e7\u00f5es e o os professores que n\u00e3o deram aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deviam ser punidos&#8221;, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a passividade da escola que faz com que muitos estrangeiros contemplem tomar atitudes extremas, assim como Sandro, que chegou a cogitar entrar na sala de aula da filha para retirar os garotos \u00e0 for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3e de dois meninos, de 3 e 9 anos, a brasileira Sayuri Sassaki, de 24 anos, vive na Prov\u00edncia de Aichi e conta que cresceu no Jap\u00e3o, sofreu bullying e vivia trocando de escola. &#8220;Aprendi a resolver sozinha, brigando e devolvendo na mesma moeda. Aos meus filhos, deixei claro que n\u00e3o admitiria que agredissem ningu\u00e9m, assim como n\u00e3o admito que algu\u00e9m os maltratem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, acabou enfrentando uma situa\u00e7\u00e3o complicada com o menino mais velho que, h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos, quando estava na primeira s\u00e9rie do ensino prim\u00e1rio, passou a apanhar de um colega.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem conseguir resolver a situa\u00e7\u00e3o com a escola, Sayuri conta que chegou no limite ao ver o sofrimento do filho se prolongar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O menino j\u00e1 tinha batido mais de uma vez no meu filho quando eu o vi em uma gincana. Como n\u00e3o estava resolvendo reclamar com os professores, eu cheguei no garoto para conversar e ele confessou. Eu disse que se ele batesse no meu filho de novo eu bateria nos pais dele para que o educassem melhor. Ele saiu desesperado, nunca mais tocou no meu filho&#8221;, relembra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Sistema-educacional\">Sistema educacional<\/h2>\n\n\n\n<p>Para muitos estrangeiros que cresceram no Jap\u00e3o, enfrentar o sistema educacional repleto de regras rigorosas, bullying e press\u00e3o \u00e9 um grande desafio. Quem passa por dificuldades de socializa\u00e7\u00e3o ou com o idioma japon\u00eas pode acabar tendo que enfrentar quest\u00f5es que se refletem na vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ayumi Nagata, de 27 anos, \u00e9 tradutora de um servi\u00e7o de assist\u00eancia social em Nagoya, capital da prov\u00edncia de Aichi. Ela faz visitas \u00e0s casas de fam\u00edlias brasileiras cujas crian\u00e7as est\u00e3o fora da escola por algum motivo e diz que tem se deparado com casos de abuso sexual, problemas psiqui\u00e1tricos e traumas. &#8220;O bullying est\u00e1 presente na maioria deles&#8221;, revela.<\/p>\n\n\n\n<p>O que motivou Ayumi a trabalhar com assist\u00eancia infantil foi sua experi\u00eancia pessoal. A brasileira conta que foi v\u00edtima de in\u00fameros epis\u00f3dios de bullying na inf\u00e2ncia e desenvolveu bloqueios com o idioma japon\u00eas, apesar de compreend\u00ea-lo bem, por duvidar de sua pr\u00f3pria capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu era uma estrangeira com d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e gordinha, que foi colocada na escola japonesa desde pequena. Eu ficava no fundo da sala sozinha, sempre fui tratada diferente dos outros e era chamada de &#8216;butajiru'&#8221;, um trocadilho com as palavras &#8220;buta&#8221; (porco) e &#8220;burajiru&#8221; (Brasil).<\/p>\n\n\n\n<p>Ayumi acredita que a padroniza\u00e7\u00e3o excessiva na escola seja a causa das desaven\u00e7as. &#8220;A partir da escola eu comecei a entender como \u00e9 a cultura dos japoneses. N\u00e3o \u00e9 levado em conta o sentimento de ningu\u00e9m, ningu\u00e9m \u00e9 tratado realmente como um ser humano deveria ser, com seu sentimento valorizado. Aqueles que agem diferente do grupo s\u00e3o considerados pe\u00e7as defeituosas&#8221;, opina.<\/p>\n\n\n\n<p>Asao Naito, que pesquisa o bullying h\u00e1 d\u00e9cadas, acredita que o sistema escolar no Jap\u00e3o \u00e9 totalit\u00e1rio. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para individualidades e, de modo geral, a sociedade japonesa est\u00e1 t\u00e3o acostumada com o sistema que o considera natural.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ess\u00eancia do bullying no Jap\u00e3o est\u00e1 no fato de que as crian\u00e7as s\u00e3o vistas pelo grupo, e n\u00e3o individualmente. H\u00e1 uma vis\u00e3o de que o grupo deve agir de forma \u00fanica, o aluno pertence \u00e0 escola e deve se comportar conforme o esperado do grupo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 uma educa\u00e7\u00e3o que visa o respeito \u00e0s diferen\u00e7as, o resultado \u00e9 a condena\u00e7\u00e3o daqueles que s\u00e3o naturalmente diferentes dos outros, como \u00e9 o caso dos estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se uma aluna tem cabelo comprido, est\u00e1 de saia curta ou se usa meias coloridas, os professores imediatamente sentem que o comportamento est\u00e1 transgredindo o esperado de uma escola. Assim os alunos s\u00e3o mandados a ficar de p\u00e9, o comprimento das saias e cabelos s\u00e3o verificados. A individualidade n\u00e3o existe, o que importa \u00e9 apenas garantir que cada aluno se encaixe nos padr\u00f5es estabelecidos&#8221;, explica Naito.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema t\u00e3o comum aos japoneses surpreende os estrangeiros, e a dificuldade de se encaixar nos padr\u00f5es \u00e9 considerada por especialistas a fonte da maioria dos conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando visto de fora, \u00e9 f\u00e1cil perceber que h\u00e1 algo de errado com esse modelo de educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil que este sistema cause estranhezas ou seja mesmo interpretado como cruel por quem n\u00e3o est\u00e1 emergido na sociedade japonesa&#8221;, conclui Naito.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas passado, o brasileiro Sandro Kimura, de 47 anos, foi surpreendido pela not\u00edcia de que a filha, de 16 anos, havia sofrido uma amea\u00e7a de morte na escola. 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