{"id":30643,"date":"2021-02-15T09:46:23","date_gmt":"2021-02-15T12:46:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=30643"},"modified":"2021-02-15T09:46:25","modified_gmt":"2021-02-15T12:46:25","slug":"diario-da-covid-19-na-contramao-da-queda-global-mortes-sobem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/02\/15\/diario-da-covid-19-na-contramao-da-queda-global-mortes-sobem-no-brasil\/","title":{"rendered":"Di\u00e1rio da Covid-19: Na contram\u00e3o da queda global, mortes sobem no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Os n\u00fameros globais da pandemia diminu\u00edram significativamente em fevereiro, mas o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o do processo da queda mundial das v\u00edtimas fatais da covid-19. A m\u00e9dia m\u00f3vel de infec\u00e7\u00f5es do novo coronav\u00edrus caiu cerca de 45% entre meados de janeiro e meados de fevereiro. Foi a primeira vez, desde o in\u00edcio da pandemia, que se registrou uma redu\u00e7\u00e3o t\u00e3o significativa. Nos EUA \u2013 o pa\u00eds com o maior n\u00famero de casos \u2013 havia uma m\u00e9dia m\u00f3vel de quase 300 mil novos casos em meados de janeiro de 2021 e caiu para menos de 100 mil no dia 13 de fevereiro. A \u00cdndia \u2013 o segundo pa\u00eds com maior n\u00famero acumulado de casos \u2013 tinha uma m\u00e9dia m\u00f3vel de 95 mil novos casos em meados de setembro de 2020 e caiu para 11 mil casos em 13\/02. O Reino Unido que tinha m\u00e9dia de 60 mil casos caiu para 15 mil em um m\u00eas. At\u00e9 Portugal que passou por um tsunami de infec\u00e7\u00f5es em janeiro (saltou de 3 mil para 12 mil casos no primeiro m\u00eas de 2021) voltou a ficar na casa de 3 mil casos no dia 13\/02.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dia m\u00f3vel global de mortes tamb\u00e9m caiu, mas em menor propor\u00e7\u00e3o, passando de pouco mais de 14 mil \u00f3bitos di\u00e1rios no final de janeiro para cerca de 12 mil no dia 13 de fevereiro (redu\u00e7\u00e3o de 16%). Desta forma, a queda tem sido ampla, geral e irrestrita e espera-se que o pior j\u00e1 tenha passado. Mesmo assim os n\u00fameros globais de 2021 assustam, pois nos primeiros 44 dias do ano ocorreram 25 milh\u00f5es de novos casos e 573 mil vidas perdidas. Desta maneira, n\u00e3o d\u00e1 para relaxar, pois ainda falta muito para o controle e a elimina\u00e7\u00e3o do surto pand\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no Brasil a queda no n\u00famero de casos da covid-19 foi pequena e ainda houve um aumento na m\u00e9dia de mortes di\u00e1rias. Durante todo o m\u00eas de janeiro a m\u00e9dia de infectados ficou acima de 50 mil casos e caiu para 45 mil casos di\u00e1rios em 13\/02. Mas o n\u00famero de \u00f3bitos se manteve em alto patamar. No dia 01\/02 a m\u00e9dia di\u00e1ria de mortes estava em 1.062 \u00f3bitos e subiu para 1.074 \u00f3bitos no dia 13\/02 (a segunda maior j\u00e1 registrada em todo o per\u00edodo). O ritmo da pandemia no Brasil \u00e9 preocupante, pois nos primeiros 44 dias do ano, houve 2,1 milh\u00f5es de casos (m\u00e9dia di\u00e1ria de 48,5 mil) e 43.583 vidas perdidas (m\u00e9dia de 991 \u00f3bitos di\u00e1rios). No s\u00e1bado de carnaval (13\/02), 11 estados tinham tend\u00eancia de alta, 10 estados com estabilidade e somente 5 apresentavam n\u00fameros em queda. O carnaval est\u00e1 proibido praticamente em todo o pa\u00eds, mesmo assim n\u00e3o se pode menosprezar as medidas de preven\u00e7\u00e3o, especialmente diante das transgress\u00f5es que podem ocorrer durante o per\u00edodo carnavalesco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Leia mais<\/h3>\n\n\n\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o entre as medidas de higiene, de preven\u00e7\u00e3o coletiva e de vacina\u00e7\u00e3o em massa \u00e9 a esperan\u00e7a para a redu\u00e7\u00e3o significativa das curvas epidemiol\u00f3gicas. A boa not\u00edcia \u00e9 que j\u00e1 s\u00e3o mais de 70 pa\u00edses que iniciaram o processo de imuniza\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia 12\/02. A m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que o n\u00famero global de doses ainda est\u00e1 na casa de 166 milh\u00f5es (2,1% da popula\u00e7\u00e3o mundial). O pa\u00eds l\u00edder na vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 Israel que j\u00e1 imunizou 72% de seus habitantes. Gibraltar \u2013 que \u00e9 um territ\u00f3rio brit\u00e2nico de 35 mil pessoas \u2013 j\u00e1 vacinou 69% de seus habitantes. Os Emirados \u00c1rabes Unidos e Seychelles j\u00e1 cobriram 50% da popula\u00e7\u00e3o. Outros dois pa\u00edses de destaque s\u00e3o o Reino Unido, com 21,4% e os EUA com 14,5%, que seguem liderando entre a lista dos pa\u00edses do G-20.&nbsp; Na Am\u00e9rica Latina, o pa\u00eds mais avan\u00e7ado \u00e9 o Chile, com 9,7% da popula\u00e7\u00e3o vacinada. O Brasil chegou a 2,2% no dia 12 de fevereiro, n\u00famero muito baixo diante das necessidades do pa\u00eds, que \u00e9 o segundo colocado no triste ranking global do n\u00famero acumulado de mortes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-670.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-670.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63348\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses como Nova Zel\u00e2ndia, Taiwan e Vietn\u00e3 ainda n\u00e3o come\u00e7aram a vacinar, pois possuem baix\u00edssimos n\u00edveis de transmiss\u00e3o do SARS-CoV-2 e conseguiram controlar a transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria do coronav\u00edrus via medidas sanit\u00e1rias e rastreamento dos casos. Desta forma, seguem tendo tempo para planejar a vacina\u00e7\u00e3o em massa e negociar melhores pre\u00e7os dos insumos imunizantes sem colocar em risco a vida de seus habitantes. A pr\u00f3pria China que possui baix\u00edssimos coeficientes de incid\u00eancia (62 casos por milh\u00e3o) e de mortalidade (3 \u00f3bitos por milh\u00e3o) tem avan\u00e7ado pouco com a vacina\u00e7\u00e3o interna (somente 2,8% da popula\u00e7\u00e3o) e tem dado prioridade \u00e0 venda das vacinas e dos insumos farmac\u00eauticos. A China sabe defender seu territ\u00f3rio e sua popula\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o perde a oportunidade de fazer neg\u00f3cios internacionais como demostrou em 2020 quando exportou 240 bilh\u00f5es de m\u00e1scaras faciais (40 m\u00e1scaras para cada habitante da Terra fora da China) al\u00e9m de exportar um enorme montante de outros equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPI), medicamentos e equipamentos m\u00e9dicos, segundo as informa\u00e7\u00f5es do\u00a0site Bloomberg\u00a0(14\/01\/2021). Com todas as dificuldades do ano passado, a economia chinesa cresceu 2,5% em 2020, o maior percentual entre todas as grandes economias do mundo e ainda teve o maior super\u00e1vit comercial da hist\u00f3ria (US$ 535 bilh\u00f5es). J\u00e1 o Brasil foi mal tanto no controle da pandemia, quanto no est\u00edmulo \u00e0 economia, pois apresentou queda nas exporta\u00e7\u00f5es e deve registrar uma diminui\u00e7\u00e3o do PIB entre 4 e 4,5% em 2020 (os n\u00fameros oficiais ser\u00e3o divulgados no dia 03 de mar\u00e7o pelo IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O panorama nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil se aproxima de 10 milh\u00f5es de pessoas infectadas (cerca de 5% da sua popula\u00e7\u00e3o) e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade indicou os n\u00fameros exatos registrados no dia 13 de fevereiro: 9.809.754 casos e 238.532 vidas perdidas, com taxa de letalidade de 2,4%. O Brasil est\u00e1 em 2\u00ba lugar no ranking global de mortes (atr\u00e1s somente dos EUA) e est\u00e1 em 3\u00ba lugar no ranking global de casos (atr\u00e1s dos EUA e da \u00cdndia), mas pode ultrapassar o pa\u00eds asi\u00e1tico at\u00e9 o final de mar\u00e7o, pois tem uma m\u00e9dia di\u00e1ria de novas infec\u00e7\u00f5es bem superior.<\/p>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo, mostra a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia di\u00e1ria de casos nas diversas semanas epidemiol\u00f3gicas de 22 de mar\u00e7o de 2020 a 13 de fevereiro de 2021. Nota-se que o n\u00famero de casos subiu rapidamente de mar\u00e7o at\u00e9 o pico de 45,7 mil casos di\u00e1rios na semana de 19 a 25\/07. A partir do final de julho o n\u00famero m\u00e9dio de casos, com algumas oscila\u00e7\u00f5es, caiu at\u00e9 o m\u00ednimo de 16,8 mil casos na primeira semana de novembro. Mas a partir da\u00ed teve in\u00edcio uma segunda onda do cont\u00e1gio que culminou com 47,5 mil casos em meados de dezembro, uma breve queda nos feriados de fim de ano e o pico geral da curva epidemiol\u00f3gica no valor de 54.152 casos di\u00e1rios na semana de 10 a 16 de janeiro de 2021. Nas \u00faltimas 4 semanas epidemiol\u00f3gicas houve uma pequena queda, mas a m\u00e9dia da semana 07 a 13 de fevereiro foi ainda elevada, de 44,6 mil casos, que \u00e9 semelhante ao valor do pico da 1\u00aa onda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-671.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-671.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63349\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo, mostra a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia di\u00e1ria de \u00f3bitos nas diversas semanas epidemiol\u00f3gicas de 22 de mar\u00e7o de 2020 a 13 de fevereiro de 2021. Observa-se que o n\u00famero di\u00e1rio de \u00f3bitos da covid-19 passou de 13 v\u00edtimas di\u00e1rias na semana de 22 a 28 de mar\u00e7o para o pico de 1.097 em 19 a 25\/07. Nas semanas seguintes, com pequenas oscila\u00e7\u00f5es, os n\u00fameros foram caindo at\u00e9 343 \u00f3bitos di\u00e1rios em 01 a 07\/11. Por\u00e9m, houve inflex\u00e3o da curva e o n\u00famero m\u00e9dio de v\u00edtimas fatais chegou a 987 \u00f3bitos di\u00e1rios em 03 a 09\/12 e a 1.071 \u00f3bitos em 24 a 30 de janeiro de 2021. A m\u00e9dia de v\u00edtimas fatais diminuiu na semana seguinte, mas voltou a subir para 1.074 \u00f3bitos di\u00e1rios na semana de 07 a 13 de fevereiro (a maior m\u00e9dia do ano e a segunda maior de toda a s\u00e9rie). Em 2020, o n\u00famero de 50 mil mortes pela covid-19 foi atingido no dia 21 de junho, mas, em 2021, o mesmo valor de 50 mil mortes dever\u00e1 ser atingido at\u00e9 o dia 20 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-672.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-672.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63350\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>O impacto da covid-19 nos eventos vitais no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro trimestre de 2020, quando as primeiras medidas de isolamento social e de quarentena foram decretadas, surgiram analistas dizendo que haveria um baby boom no pa\u00eds, pois os casais ficariam trancados dentro de casa e, sem ter outra coisa para fazer, aumentariam a frequ\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es sexuais e, consequentemente, haveria uma \u201cexplos\u00e3o\u201d de nascimentos no pa\u00eds. Contudo, este tipo de vis\u00e3o desconsidera que a popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses avan\u00e7ados na transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica sabe separar sexo de reprodu\u00e7\u00e3o e, em geral, usa m\u00e9todos contraceptivos. No dia 16\/03\/2020 dei uma entrevista ao jornal Valor, que saiu com um t\u00edtulo que j\u00e1 apontava para uma perspectiva diferente: \u201cDem\u00f3grafo descarta \u2018baby boom\u2019 provocado pelo coronav\u00edrus\u201d. Quase um ano depois, mesmo sem ter ainda os dados definitivos, j\u00e1 podemos dizer que o efeito da covid-19 sobre a taxa de natalidade no Brasil foi de reduzir o n\u00famero de nascimentos e n\u00e3o de aumentar. Ou seja, a pandemia teve o efeito simult\u00e2neo de reduzir os nascimentos e aumentar os \u00f3bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo, com dados do Portal da Transpar\u00eancia, que n\u00e3o s\u00e3o definitivos, pois existem registros tardios que ainda n\u00e3o foram contabilizados, aponta para uma tend\u00eancia estrutural de queda no n\u00famero de nascimentos e de alta do n\u00famero de \u00f3bitos. Esta \u00e9 a realidade da din\u00e2mica demogr\u00e1fica brasileira, independentemente das varia\u00e7\u00f5es conjunturais. Em 2020 houve aumento das mortes por covid-19, por S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG) e, tamb\u00e9m, aumentou o n\u00famero de homic\u00eddios (o \u00faltimo levantamento registrou 43.892 mortes violentas em 2020, contra 41.730 em 2019). O Portal da Transpar\u00eancia mostra tamb\u00e9m que o n\u00famero de nascimentos caiu de 245 mil em janeiro de 2020 para 209 mil em janeiro de 2021, enquanto o n\u00famero de \u00f3bitos subiu de 111 mil para 158 mil, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Menor n\u00famero de nascimentos e maior n\u00famero de mortes significa menor crescimento vegetativo da popula\u00e7\u00e3o, que, pelos dados do gr\u00e1fico, foi de 1,5 milh\u00f5es em 2019 e caiu para 1,2 milh\u00f5es em 2020 (sendo que o saldo da migra\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 bem pequeno). Ou seja, a popula\u00e7\u00e3o brasileira continua crescendo, s\u00f3 que em ritmo um pouco mais lento. Os dados de janeiro de 2021 indicam que esta tend\u00eancia deve continuar no atual ano. Por\u00e9m, se a pandemia for controlada, o n\u00famero de \u00f3bitos deve cair em 2022 e os nascimentos devem aumentar um pouco nos pr\u00f3ximos anos, pois muitas mulheres e casais est\u00e3o apenas adiando a reprodu\u00e7\u00e3o para um momento mais favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-673.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-673.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63351\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A taxa de fecundidade no Brasil come\u00e7ou a cair na segunda metade da d\u00e9cada de 1960. Mas o n\u00famero de nascimentos continuou aumentando at\u00e9 1985 porque cresceu o n\u00famero de mulheres em idade reprodutiva. Ou seja, as mulheres estavam tendo menos filhos, mas havia mais mulheres prol\u00edferas. No quinqu\u00eanio 1980-85 nasceram em m\u00e9dia 4 milh\u00f5es de beb\u00eas por ano. Mas este n\u00famero caiu para menos de 3 milh\u00f5es anuais a partir do quinqu\u00eanio 2010-15. At\u00e9 meados do atual s\u00e9culo o n\u00famero de nascimentos deve cair para valores pr\u00f3ximos de 2 milh\u00f5es de beb\u00eas por ano e o n\u00famero de \u00f3bitos deve aumentar para o mesmo patamar, gerando, em um primeiro momento, crescimento zero da popula\u00e7\u00e3o e, num momento posterior, decrescimento demogr\u00e1fico na segunda metade do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o cabe nenhum alarmismo do tipo \u201cexplos\u00e3o demogr\u00e1fica\u201d ou \u201cimplos\u00e3o demogr\u00e1fica\u201d, como mostrei em artigo publicado na virada do s\u00e9culo (Alves, 2000). A popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu 50 vezes entre 1822 e 2022 (200 anos da Independ\u00eancia). Vai crescer mais um pouco at\u00e9 a d\u00e9cada de 2040 e deve decrescer ap\u00f3s 2050. Existem desafios tanto no crescimento, quanto no decrescimento populacional. A quest\u00e3o \u00e9 ter intelig\u00eancia e sensatez para lidar com as diversas realidades em constante transforma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o cabe demonizar o baixo crescimento (ou decrescimento) da popula\u00e7\u00e3o e sim adaptar as pol\u00edticas p\u00fablicas para responder as necessidades da nova din\u00e2mica demogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O panorama global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mundo chegou a 108,6 milh\u00f5es de pessoas infectadas e a 2,4 milh\u00f5es de vidas perdidas pela covid-19 no dia 13 de fevereiro de 2021, com uma taxa de letalidade de 2,2%. O gr\u00e1fico abaixo mostra a evolu\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia di\u00e1ria dos casos da covid-19 no mundo, desde o in\u00edcio de mar\u00e7o. Nota-se que o n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es passou de 3 mil casos di\u00e1rios entre 01 e 07 de mar\u00e7o para 75 mil casos, quatro semanas depois. At\u00e9 meados de maio o n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es ficou abaixo de 100 mil casos. Mas em agosto j\u00e1 tinha ultrapassado 250 mil casos di\u00e1rios, pulou para 495 mil casos na semana de 25 a 31\/10, duas semanas depois avan\u00e7ou para 594 mil casos di\u00e1rios e ultrapassou a marca de 600 mil casos na semana de 29\/11 a 05\/12, atingindo o pico de 728 mil casos di\u00e1rios na semana de 10 a 16 de janeiro de 2021. A partir da\u00ed come\u00e7ou uma queda abrupta e o n\u00famero de casos di\u00e1rios atingiu 398 mil na semana de 07 a 13 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-674.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-674.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63352\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo mostra a evolu\u00e7\u00e3o do n\u00famero di\u00e1rio de \u00f3bitos no mundo. Na primeira semana de mar\u00e7o houve menos de 1 mil mortes di\u00e1rias, mas na semana de 29\/03 a 04\/04 j\u00e1 tinha saltado para 5,2 mil \u00f3bitos di\u00e1rios. O primeiro pico aconteceu na semana de 12 a 18 de abril com 7 mil mortes di\u00e1rias. Nas 26 semanas seguintes os n\u00fameros variaram, mas foram sempre menores do que o pico de abril, atingindo 6,5 mil na \u00faltima semana de outubro. Todavia, nas semanas de novembro foram batidos recordes sucessivos e na quarta semana o limiar de 10 mil mortes di\u00e1rias foi ultrapassado. O pico da 2\u00aa onda ocorreu na semana de 24 a 30 de janeiro, com 14,1 mil \u00f3bitos. Nas duas primeiras semas de fevereiro houve queda, com m\u00e9dia de 11,8 mil v\u00edtimas fatais na semana de 07 a 13\/02.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-675.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-675.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63353\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A pandemia avan\u00e7ou por todo o territ\u00f3rio internacional, j\u00e1 atingiu cerca de 215 pa\u00edses e territ\u00f3rios e h\u00e1 136 pa\u00edses com mais de 10 mil casos da covid-19. Mas a distribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uniforme, pois a maioria absoluta dos casos e das mortes est\u00e3o localizadas em dois continentes. As Am\u00e9ricas e a Europa, com 1,8 bilh\u00e3o de habitantes (representando 22,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial de 7,8 bilh\u00f5es de pessoas) registraram, no dia 12\/02\/2021, cerca de 84 milh\u00f5es de casos (78,3% do total) e cerca de 1,93 milh\u00e3o de mortes (81,6% das mortes globais).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, os pa\u00edses com maiores coeficientes de mortalidade (\u00f3bitos por milh\u00e3o) s\u00e3o todos da Europa ou das Am\u00e9ricas, conforme mostra o gr\u00e1fico abaixo, que inclui apenas os pa\u00edses com mais de 1 milh\u00e3o de habitantes. O pa\u00eds com o maior coeficiente de mortalidade \u00e9 a B\u00e9lgica, com 1.855 vidas perdidas para cada 1 milh\u00e3o de habitantes (quase 2 mortes em cada 1 mil habitantes). Os EUA est\u00e3o em s\u00e9timo lugar com 1.485 mortes por milh\u00e3o. O pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina com o maior coeficiente de mortalidade \u00e9 o M\u00e9xico (em 13\u00ba lugar global) com 1.320 mortes por milh\u00e3o. Logo em seguida vem o Peru com 1.294 mortes por milh\u00e3o. O Brasil apresentou um coeficiente de 1.112 \u00f3bitos por milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>No mundo, o coeficiente m\u00e9dio est\u00e1 em 307 mortes por milh\u00e3o de habitantes. O Uruguai que \u00e9 um dos pa\u00edses menos impactados pela pandemia na Am\u00e9rica Latina tem um coeficiente de 151 \u00f3bitos por milh\u00e3o. A \u00cdndia \u2013 o segundo pa\u00eds mais populoso do mundo \u2013 tem um coeficiente de 112 mortes por milh\u00e3o. Entre os pa\u00edses menos impactados est\u00e3o a Nova Zel\u00e2ndia (5 \u00f3bitos por milh\u00e3o), a China (3 \u00f3bitos por milh\u00e3o), Taiwan e Vietn\u00e3 (com 0,4 \u00f3bitos por milh\u00e3o) e Camboja que n\u00e3o registrou nenhuma morte pelo SARS-CoV-2 at\u00e9 o dia 12\/02\/2021.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-676.png?x33110\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/diario-676-710x800.png?x33110\" alt=\"\" class=\"wp-image-63354\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O contraste entre a parte de cima e a parte de baixo do gr\u00e1fico \u00e9 vultoso e mesmo o Brasil estando em 22\u00ba lugar no ranking global tem uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel para os pa\u00edses que tiveram sucesso no controle da pandemia. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, para cada uruguaio morto pelo novo coronav\u00edrus houve a morte de 8 brasileiros, para cada neozeland\u00eas morto houve a morte de 222 brasileiros; para cada chin\u00eas tivemos a morte de 371 brasileiros e para cada \u00f3bito vietnamita pela covid-19 tivemos 2.780 brasileiros que perderam a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses do hemisf\u00e9rico ocidental, de modo geral, fracassaram no controle da pandemia e os pa\u00edses do hemisf\u00e9rio oriental tiveram um desempenho muito melhor na redu\u00e7\u00e3o dos danos da covid-19. Por exemplo, os EUA, que s\u00e3o um dos pa\u00edses mais ricos e avan\u00e7ados tecnologicamente do mundo, tiveram um desempenho p\u00edfio e est\u00e3o pagando um alto pre\u00e7o em termos de vidas perdidas e tamb\u00e9m em termos de resultados econ\u00f4micos. Em n\u00fameros acumulados, os EUA j\u00e1 ultrapassaram a marca de 28 milh\u00f5es de pessoas infectadas e quase 500 mil vidas perdidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Relat\u00f3rio de uma comiss\u00e3o de cientistas publicados na revista acad\u00eamica brit\u00e2nica The Lancet, com o t\u00edtulo \u201cPublic policy and health in the Trump era\u201d (10\/02\/2021) mostra que os EUA poderiam ter evitado 40% das mortes por Covid-19 se tivessem tomado as medidas de preven\u00e7\u00e3o oportunas e tempestivas, mas tamb\u00e9m se n\u00e3o houvessem as falhas sociais que existem h\u00e1 bastante tempo, como o aumento hist\u00f3rico da desigualdade no pa\u00eds, a falta de acesso a seguros de sa\u00fade e o enfraquecimento do programa Obamacare. A esperan\u00e7a de vida ao nascer dos americanos ficou estagnada na \u00faltima d\u00e9cada. O ex-presidente Trump foi amplamente criticado no relat\u00f3rio por n\u00e3o ter levado a pandemia a s\u00e9rio, ter negado as consequ\u00eancias da doen\u00e7a, difundido teorias da conspira\u00e7\u00e3o, desestimulado o uso de m\u00e1scaras e minado as iniciativas de cientistas e outros que buscavam conter a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, cr\u00edticas semelhantes tamb\u00e9m s\u00e3o feitas ao presidente Jair Bolsonaro que, igualmente, poderia ter evitado grande parte das quase 250 mil vidas perdidas para a covid-19 se n\u00e3o tivesse menosprezado a gravidade da doen\u00e7a, adotado uma postura negacionista e esvaziado a capacidade de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O presidente da Rep\u00fablica demitiu um m\u00e9dico que estava fazendo uma boa gest\u00e3o no Ministro da Sa\u00fade, depois demitiu um segundo m\u00e9dico e, em terceiro lugar, colocou um militar, inexperiente na \u00e1rea de sa\u00fade, no comando do minist\u00e9rio respons\u00e1vel pelo controle da pandemia. O general Eduardo Pazuello tem cometido in\u00fameros erros na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de sa\u00fade e o Senado Federal registrou um pedido de abertura de Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) para investigar suas a\u00e7\u00f5es na pasta. Em sess\u00e3o tem\u00e1tica no Plen\u00e1rio do Senado, no dia 11\/02, o senador Fabiano Contarato da Rede Sustentabilidade do Esp\u00edrito Santo, fez duras cr\u00edticas \u00e0 postura do governo no combate \u00e0 pandemia. O senador criticou o Presidente e o Ministro dizendo: \u201cO senhor \u2013 e a\u00ed eu falo com muita convic\u00e7\u00e3o \u2013 deve ser responsabilizado criminalmente como o Presidente da Rep\u00fablica porque voc\u00eas estimularam aglomera\u00e7\u00e3o, estimularam o n\u00e3o distanciamento social, estimularam a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras e, ainda por cima, estimularam o uso de medica\u00e7\u00e3o sem nenhuma comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. \u00c9 um Governo negacionista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida, para vencer a pandemia \u00e9 necess\u00e1rio haver uma sinergia entre o Poder P\u00fablico e a sociedade civil. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso ter uma boa infraestrutura de sa\u00fade e um bom planejamento para se avan\u00e7ar no plano de imuniza\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, s\u00f3 a intera\u00e7\u00e3o e a uni\u00e3o entre a\u00e7\u00f5es individuais e coletivas pode interromper a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Por exemplo, o presidente Joe Biden tomou posse no dia 20 de janeiro de 2021 e come\u00e7ou a organizar um \u201cesfor\u00e7o de guerra\u201d contra covid-19. A estrat\u00e9gia envolveu a\u00e7\u00f5es para acelerar a vacina\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, medidas sanit\u00e1rias para controlar dissemina\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus e um pacote de est\u00edmulo econ\u00f4mico no valor de 1,9 trilh\u00e3o de d\u00f3lares (mais de R$ 10 trilh\u00f5es). O fato \u00e9 que, em menos de um m\u00eas, a m\u00e9dia de pessoas infectadas caiu de 270 mil para 90 mil casos di\u00e1rios e a m\u00e9dia de mortes caiu de 3,5 mil para 2,5 mil \u00f3bitos di\u00e1rios. Ainda falta muito a ser feito, mas, atualmente, o pa\u00eds est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros da pandemia est\u00e3o em queda na maioria dos pa\u00edses do mundo. Todavia, como vimos nos gr\u00e1ficos acima, o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o da tend\u00eancia internacional, tem atualmente a segunda maior m\u00e9dia di\u00e1ria de casos globais e, nacionalmente, apresentou a maior m\u00e9dia di\u00e1ria de mortes do ano no dia 13 de fevereiro. O pa\u00eds est\u00e1 encalacrado, pois sem controlar a pandemia ser\u00e1 invi\u00e1vel recuperar a economia e a energia do povo brasileiro. O ano de 2021 vai passar para a hist\u00f3ria como o ano sem carnaval. Ainda assim, n\u00e3o precisa ser um ano sem esperan\u00e7a e sem sonhos de um pa\u00eds melhor, mais saud\u00e1vel, feliz e pr\u00f3spero.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto Colabora<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros globais da pandemia diminu\u00edram significativamente em fevereiro, mas o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o do processo da queda mundial das v\u00edtimas fatais da covid-19. 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