{"id":30316,"date":"2021-01-28T14:49:54","date_gmt":"2021-01-28T17:49:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=30316"},"modified":"2021-01-28T14:49:55","modified_gmt":"2021-01-28T17:49:55","slug":"dia-do-portuario-destaca-desempenho-dos-trabalhadores-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/01\/28\/dia-do-portuario-destaca-desempenho-dos-trabalhadores-durante-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Dia do Portu\u00e1rio destaca desempenho dos trabalhadores durante a pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta quinta-feira, 28 de janeiro, \u00e9 comemorado o Dia do Portu\u00e1rio e, neste ano, a import\u00e2ncia deste trabalho \u00e9 ainda mais destacada por causa da pandemia. Enquanto muitos puderam desempenhar as fun\u00e7\u00f5es remotamente, esses trabalhadores seguiram na ponta, nos portos, para garantir que as cargas continuassem chegando ao pa\u00eds e saindo para o atender a demanda e necessidade do mundo. \u00c9 isso que seguem fazendo, diariamente, contribuindo para a economia mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Secretaria Nacional do Trabalho, do Minist\u00e9rio da Economia, atualmente, no Paran\u00e1, s\u00e3o pouco mais de 3,1 mil trabalhadores. \u201c\u00c9 um dia de reconhecimento, quando temos que ressaltar que sem o trabalhador portu\u00e1rio nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o seria realizada nos portos\u201d, afirma o diretor-presidente da Portos do Paran\u00e1, Luiz Fernando Garcia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exporta\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas, um setor que n\u00e3o parou e evitou uma gravidade maior na crise econ\u00f4mica, a importa\u00e7\u00e3o de medicamentos e equipamentos m\u00e9dicos, hospitalares. Nada disso seria poss\u00edvel sem o esfor\u00e7o, a dedica\u00e7\u00e3o e a coragem dos trabalhadores portu\u00e1rios\u201d,&nbsp;completa.<\/p>\n\n\n\n<p>A data de 28 de janeiro marca o in\u00edcio da atividade no Pa\u00eds, quando os portos brasileiros foram abertos por Dom Jo\u00e3o VI, em 1808.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRABALHADOR&nbsp;<\/strong>\u2013Um estudo do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), em parceria com a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Portu\u00e1rios, separa em tr\u00eas grandes \u00e1reas a atua\u00e7\u00e3o dos trabalhadores portu\u00e1rios: os que atuam na Administra\u00e7\u00e3o da Infraestrutura Portu\u00e1ria; na Opera\u00e7\u00e3o de Terminais (vinculados); e trabalhadores avulsos registrados ou cadastrados na opera\u00e7\u00e3o propriamente de movimenta\u00e7\u00e3o de carga e trabalhadores que realizam atividades do \u00f3rg\u00e3o em si (OGMO).<\/p>\n\n\n\n<p>Diretamente, nos diversos setores da administra\u00e7\u00e3o dos portos de Paranagu\u00e1 e Antonina, s\u00e3o quase 550 trabalhadores. Por\u00e9m, passa de 2 mil o n\u00famero de funcion\u00e1rios que acessam, diariamente, para trabalhar no cais e demais \u00e1reas dos portos organizados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles mant\u00eam suas posi\u00e7\u00f5es, trabalham 24 horas por dia, sete dias na semana. Mesmo vivendo uma pandemia mundial, nossos trabalhadores se mant\u00eam firmes. N\u00e3o apenas os que atuam na faixa portu\u00e1ria, mas toda a classe trabalhadora, incluindo os que est\u00e3o nos escrit\u00f3rios e que desempenham atividades importantes para que todo o complexo portu\u00e1rio funcione perfeitamente\u201d, comenta Garcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o diretor-presidente, no planejamento e nos projetos de desenvolvimento dos portos do Paran\u00e1 as melhorias na estrutura organizacional tamb\u00e9m s\u00e3o pensadas para melhorar a condi\u00e7\u00e3o do trabalhador portu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para se pensar em desenvolver o porto sem melhorar a condi\u00e7\u00e3o do trabalhador, n\u00e3o apenas a quest\u00e3o financeira, mas, principalmente de seguran\u00e7a, de capacita\u00e7\u00e3o. A gente busca estar sempre um passo \u00e0 frente para que esses trabalhadores continuem tendo condi\u00e7\u00f5es de oferecer um servi\u00e7o de qualidade, como \u00e9 reconhecido, no Paran\u00e1, por todo o mercado\u201d, conclui Luiz Fernando Garcia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ORGULHO&nbsp;<\/strong>\u2013 Ant\u00f4nio do Carmo Tramujas Neto, 71 anos, \u00e9 parnanguara, engenheiro mec\u00e2nico, portu\u00e1rio do quadro da Portos do Paran\u00e1 h\u00e1 quase 47 anos. Lotado na Diretoria de Engenharia e Manuten\u00e7\u00e3o, \u201cTramujinhas\u201d, como \u00e9 conhecido, segue colaborando para o desenvolvimento da atividade no Estado. \u201cNa \u00e1rea t\u00e9cnica eu passei, praticamente, por todas as fun\u00e7\u00f5es. Desde a parte de engenharia at\u00e9 a parte operacional. No Porto eu cresci pessoal e profissionalmente. Agrade\u00e7o a todos os meus colegas que colaboraram para o meu aprendizado nas lidas portu\u00e1rias\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O orgulho de ser portu\u00e1rio&nbsp;emociona o engenheiro, quando fala sobre o tema. \u201c\u00c9 uma satisfa\u00e7\u00e3o muito grande trabalhar em um porto como o de Paranagu\u00e1. Quando eu aqui cheguei era um porto considerado pequeno, eu tive a felicidade de ajudar a colocar uma pedrinha em cada peda\u00e7o. Isso tudo devido \u00e0 credibilidade, confian\u00e7a, determina\u00e7\u00e3o e fruto de um trabalho em equipe, que fez desse porto o que ele \u00e9 hoje\u201d, diz Tramujinhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DISTIN\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/strong>\u2013A antoninense Maricy Meira da Rocha come\u00e7ou a trabalhar no Porto quando tinha 18 anos. Hoje, aos 64, prestes a completar 47 anos de trabalho portu\u00e1rio, ela se orgulha muito da carreira que construiu. \u201cFoi meu primeiro emprego e \u00fanico. Eu cheguei aqui ainda adolescente. Foi tudo na minha vida. Comecei aprendendo, sempre gostei e gosto de ser portu\u00e1ria. \u00c9 um servi\u00e7o que me distingue\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela come\u00e7ou na \u00e1rea de Recursos Humanos, no Porto de Paranagu\u00e1. \u201cEu tratava de 1.100 fichas funcionais. Passava as f\u00e9rias de cada um deles. Depois eu cuidava do Pasep, cuidava do rendimento de cada funcion\u00e1rio e mandava para o banco\u201d, lembra a portu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos depois de ingressar, Maricy foi transferida para o Porto de Antonina, onde est\u00e1 at\u00e9 hoje. \u201cEm Antonina comecei como secret\u00e1ria de diretoria, depois fui para a parte administrativa e h\u00e1 dez anos estou lotada na diretoria de&nbsp;opera\u00e7\u00f5es. Desde ent\u00e3o, trabalho com a documenta\u00e7\u00e3o dos navios\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sendo mulher e tendo ingressado em uma carreira que, \u00e0 \u00e9poca, era predominantemente masculina, ela nunca se intimidou. \u201cQuando comecei meu pai ainda dizia: voc\u00ea vai a um setor eminentemente masculino. \u00c9 diferente, mas sempre foi muito bom. A gente chega junto, sem nenhuma distin\u00e7\u00e3o\u201d, complementa a portu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira, 28 de janeiro, \u00e9 comemorado o Dia do Portu\u00e1rio e, neste ano, a import\u00e2ncia deste trabalho \u00e9 ainda mais destacada por causa da pandemia. 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