{"id":30147,"date":"2021-01-14T12:51:14","date_gmt":"2021-01-14T15:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=30147"},"modified":"2021-01-14T12:51:15","modified_gmt":"2021-01-14T15:51:15","slug":"industria-cresce-pelo-7o-mes-consecutivo-e-recupera-patamar-pre-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/01\/14\/industria-cresce-pelo-7o-mes-consecutivo-e-recupera-patamar-pre-pandemia\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cresce pelo 7\u00ba m\u00eas consecutivo e recupera patamar pr\u00e9-pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial paranaense cresceu 1,2% em novembro, s\u00e9timo resultado positivo consecutivo e nono m\u00eas com aumento na atividade em 2020. O \u00edndice \u00e9 da compara\u00e7\u00e3o com os meses imediatamente anteriores e est\u00e1&nbsp;na&nbsp;pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)&nbsp;divulgada&nbsp;nesta quinta-feira (14).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado mostra que o Paran\u00e1 superou o patamar pr\u00e9-coronav\u00edrus em 5,9%, no comparativo entre o \u00edndice de base fixa de fevereiro e de novembro, e est\u00e1 entre as melhores retomadas do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m houve aumento expressivo no volume de produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a novembro do ano passado, de 14%, maior resultado do Brasil nesse recorte. Esse salto ajudou a recuperar parte das perdas ainda acumuladas em 2020: -4,3% no ano e -3,8% nos \u00faltimos doze meses, n\u00fameros melhores do que a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial cresceu no Paran\u00e1 em janeiro (1,8%), fevereiro (1,7%), maio (21,2%), junho (4,9%), julho (2,8%), agosto (3,1%), setembro (9,2%), outubro (3,5%) e novembro (1,2%). Mar\u00e7o e abril, meses subsequentes \u00e0 chegada da Covid-19, registraram perdas. Apenas Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Cear\u00e1 acompanham o Paran\u00e1 com nove meses de crescimento em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ind\u00fastria paranaense \u00e9 um dos motores da retomada econ\u00f4mica por conta de sua diversidade e presen\u00e7a tanto na Capital como no Interior. E ela \u00e9 bastante segmentada, o que ajuda no crescimento org\u00e2nico e em cadeias bem estabelecidas\u201d, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. \u201cA produ\u00e7\u00e3o industrial paranaense come\u00e7a a reviver os patamares alcan\u00e7ados no per\u00edodo de normalidade de 2019, ano em que atingimos o maior resultado do Pa\u00eds\u201d, afirma o governador.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse movimento j\u00e1 havia sido percebido no n\u00edvel de contrata\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, que acumula saldo positivo de 6.956 em novembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). \u00c9 o terceiro setor que mais gerou novas vagas em 2020, atr\u00e1s de com\u00e9rcio (11.832) e servi\u00e7os (10.134).<\/p>\n\n\n\n<p>O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre tamb\u00e9m havia apontado essa recupera\u00e7\u00e3o mais consistente. A ind\u00fastria cresceu 10,94% entre julho e setembro no comparativo com abril a junho, agregando R$ 27,3 bilh\u00f5es ao valor global adicionado no Estado. A economia do Paran\u00e1, nesse mesmo espa\u00e7o, cresceu 5,58%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VARIA\u00c7\u00c3O MENSAL<\/strong>&nbsp;\u2013 No recorte mensal, que compara os meses de 2020 com os mesmos per\u00edodos de 2019, novembro registrou o maior salto do ano no Paran\u00e1, com 14%. A an\u00e1lise do IBGE indica que a atividade sentiu mais o peso da crise no segundo trimestre, voltando a crescer no fim do ano. Houve varia\u00e7\u00e3o positiva em janeiro (2,5%), fevereiro (3,5%), mar\u00e7o (1,5%), setembro (3,1%) e outubro (4,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento foi impulsionado pela recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria pesada e o setor ampliado de m\u00e1quinas e equipamentos, que tem bases s\u00f3lidas na ind\u00fastria do Estado. As ind\u00fastrias aliment\u00edcias tamb\u00e9m ajudaram a compor o crescimento do m\u00eas, impulsionadas pelas exporta\u00e7\u00f5es e vendas do com\u00e9rcio nas festas de Natal e Ano Novo.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento de 14% em novembro foi resultado de aumentos em produtos de metal, exceto m\u00e1quinas e equipamentos (41,5%), produtos de madeira (32,4%), m\u00e1quinas e equipamentos (30,1%), coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (28,9%), produtos minerais n\u00e3o-met\u00e1licos (24,2%), m\u00e1quinas e aparelhos el\u00e9tricos (15,2%), ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (14%) e m\u00f3veis (13,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de bebidas (25,7%) e alimentos (8%) foi destaque nacional em novembro. No primeiro caso foi o maior \u00edndice do Pa\u00eds, \u00e0 frente dos estados do Norte e Nordeste, que tamb\u00e9m registraram valores altos. O Paran\u00e1 ficou na vice-lideran\u00e7a em alimentos, atr\u00e1s apenas do Esp\u00edrito Santo. Oito estados registraram perdas nesse setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ACUMULADO DO ANO<\/strong>&nbsp;\u2013 O acumulado de 2020 ainda aponta recuo da ind\u00fastria (-4,3%), mas j\u00e1 indica recupera\u00e7\u00e3o de parte das perdas \u2013 em maio essa diferen\u00e7a era de -8,9%, por exemplo. Os n\u00fameros indicam que investimentos mais robustos ficaram em stand-by pelas fam\u00edlias em 2020, que usaram a inje\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial para consumo mais imediato, o que afetou a atividade industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado sofre impacto direto das baixas na ind\u00fastria de m\u00e1quinas e equipamentos (-23,5%), ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (-35,1%), produtos qu\u00edmicos (-8,3%) e ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o (-4,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Na outra ponta, estimulada pelo consumo, houve crescimento nas vendas de produtos para o dia a dia, como alimentos (9,3%), bebidas (5,2%) e m\u00f3veis (4,7%), al\u00e9m de plantas de metal (10,6%), minerais n\u00e3o-met\u00e1licos (5,6%), borracha e material pl\u00e1stico (2,3%) e papel e celulose (0,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse indicador, que engloba a capacidade produtiva em onze meses de 2020 frente ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, 12 dos 15 locais analisados pelo IBGE registraram indicadores negativos. O \u00edndice nacional \u00e9 de -5,5%. No acumulado dos \u00faltimos 12 a m\u00e9dia do Pa\u00eds foi de -5,2%, com as mesmas 12 unidades federativas com perdas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00c9DIA TRIMESTRAL<\/strong>&nbsp;\u2013 O Paran\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 destaque na m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral, com crescimento de 4,5% no trimestre encerrado em novembro de 2020 frente ao n\u00edvel do m\u00eas anterior. \u00c9 o maior resultado do Pa\u00eds e ajudou a recupera\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia nacional, interrompendo trajet\u00f3ria descendente iniciada em novembro de 2019. A m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral nacional cresceu 1,7%, ap\u00f3s avan\u00e7ar em outubro (2,4%), setembro (4,8%), agosto (7%) e julho (9%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NACIONAL<\/strong>\u00a0\u2013 Dez dos 15 locais pesquisados tiveram aumento na produ\u00e7\u00e3o industrial de outubro para novembro. Segundo o IBGE, as taxas positivas refletiram a amplia\u00e7\u00e3o do retorno \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s paralisa\u00e7\u00f5es\/interrup\u00e7\u00f5es causadas pela pandemia da Covid-19. Frente a igual m\u00eas do ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o industrial cresceu 2,8% em novembro, com dez dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo do Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial paranaense cresceu 1,2% em novembro, s\u00e9timo resultado positivo consecutivo e nono m\u00eas com aumento na atividade em 2020. O \u00edndice \u00e9 da compara\u00e7\u00e3o com os meses imediatamente anteriores e est\u00e1&nbsp;na&nbsp;pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)&nbsp;divulgada&nbsp;nesta quinta-feira (14). 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