{"id":30132,"date":"2021-01-14T10:34:55","date_gmt":"2021-01-14T13:34:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=30132"},"modified":"2021-01-14T10:34:57","modified_gmt":"2021-01-14T13:34:57","slug":"museu-oscar-niemeyer-apresenta-duas-exposicoes-ineditas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2021\/01\/14\/museu-oscar-niemeyer-apresenta-duas-exposicoes-ineditas\/","title":{"rendered":"Museu Oscar Niemeyer apresenta duas exposi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas"},"content":{"rendered":"\n<p>O p\u00fablico que visitar o Museu Oscar Niemeyer pode conferir duas exposi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas: Yutaka Toyota \u2013 O Ritmo do Espa\u00e7o e Fernando Velloso por ele mesmo. O MON reabriu no s\u00e1bado (09) seguindo todas as orienta\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a determinadas pela Secretaria de Estado da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o Fernando Velloso por ele mesmo \u00e9 uma homenagem do MON aos 90 anos de vida do artista curitibano, que segue na ativa. A mostra, com curadoria de Maria Jos\u00e9 Justino e Fernando Bini, est\u00e1 aberta para visita\u00e7\u00e3o na Sala 1.<\/p>\n\n\n\n<p>O p\u00fablico pode contemplar seu primeiro trabalho premiado no tempo da Escola de Belas Artes, a produ\u00e7\u00e3o influenciada por sua passagem a Paris, onde estudou com um dos maiores mestres do Cubismo, passando pelo despontar do apelo irresist\u00edvel do Abstracionismo e a prol\u00edfica produ\u00e7\u00e3o, at\u00e9 as obras mais recentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com mais de 70 anos de vida dedicados \u00e0 arte, Fernando Velloso enriquece o acervo do MON com quatro obras de sua autoria: Grande Composi\u00e7\u00e3o em Azul, Evoca\u00e7\u00e3o de Elementos Simb\u00f3licos, Totem da Floresta e Partida em Busca do Imagin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exposi\u00e7\u00e3o apresenta a inquietude existente em todo o percurso art\u00edstico rigoroso e inovador de Velloso\u201d, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. \u201cComo artista, te\u00f3rico e cr\u00edtico de arte ou produtor em todas as \u00e1reas da cultura, ele sempre foi um grande influenciador da renova\u00e7\u00e3o, do vanguardismo\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a superintendente de Cultura, Luciana Casagrande Pereira, Fernando Velloso \u00e9 um artista fundamental dentro da narrativa da arte paranaense, que sempre merece ser (re)descoberto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInconteste, Velloso completou 90 anos com uma juventude invej\u00e1vel. Na vida dos mortais, diferencia-se como uma pessoa inteligente, culta, com um senso de humor singular. No mundo da arte, continua um artista radical, sem concess\u00f5es, m\u00e3o e olho cada vez mais apurados, numa entrega plena ao ato de pintar\u201d, concordam os curadores Fernando Bini e Maria Jos\u00e9 Justino.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio artista define sua pintura como \u201cuma escada\u201d, explicando que cada nova obra tem uma refer\u00eancia da anterior. \u201cUma vida talvez seja pouco para fazer um bom quadro, de modo que n\u00e3o se pode ficar pulando de um galho a outro. O artista precisa manter a coer\u00eancia at\u00e9 o fim da vida, principalmente porque de um momento em diante j\u00e1 n\u00e3o tem mais esp\u00edrito para aventuras perigosas\u201d, afirma Velloso.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde muito cedo, Fernando Velloso teve afinidade com o desenho. Essa aptid\u00e3o levou-o a se matricular na primeira turma de pintura, em 1948, da Escola de M\u00fasica e Belas Artes do Paran\u00e1, onde teve aulas com o artista italiano Guido Viaro. Formou-se tamb\u00e9m em Direito na Universidade Federal do Paran\u00e1, em 1955.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Paris, estudou na academia do renomado artista e te\u00f3rico cubista Andr\u00e9 Lhote, com quem aperfei\u00e7oou seu processo de estudo e trabalho. Ap\u00f3s passar pelo Expressionismo de Guido Viaro e pelo P\u00f3s-Cubismo de Andr\u00e9 Lhote, Velloso ficou encantado pela mat\u00e9ria e pela cor, caracter\u00edsticas da Abstra\u00e7\u00e3o. E s\u00e3o essas as marcas principais de suas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, Velloso foi al\u00e9m: passou da reprodu\u00e7\u00e3o da textura, criada at\u00e9 ent\u00e3o pelo excesso de tinta, para o uso da renda, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o de Fernando Velloso para a arte e a cultura paranaense n\u00e3o se limitou \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Participou ativamente de comiss\u00f5es organizadoras em sal\u00f5es de arte e mostras coletivas e foi um dos protagonistas do Movimento de Renova\u00e7\u00e3o, que culminou com o Sal\u00e3o dos Pr\u00e9-Julgados, realizado em decorr\u00eancia do 14\u00b0 Sal\u00e3o Paranaense, em 1957.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao voltar da Fran\u00e7a, em 1961, ele passou a atuar como gestor em \u00f3rg\u00e3os culturais do Estado e de Curitiba. Um destaque foi a cria\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o do Museu de Arte Contempor\u00e2nea do Paran\u00e1 (MAC).<\/p>\n\n\n\n<p>O MON agradece aos colecionadores e a outras institui\u00e7\u00f5es (como MAC, Musa, Margs, Muma e Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1), que gentilmente cederam obras de seus acervos para esta exposi\u00e7\u00e3o e contribu\u00edram para que o p\u00fablico possa conhecer o conjunto dos melhores trabalhos de Fernando Velloso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>YUTAKA<\/strong>&nbsp;&#8211; A premiada exposi\u00e7\u00e3o Yutaka Toyota \u2013 O Ritmo do Espa\u00e7o est\u00e1 na Sala 4 do MON. Escultor, pintor, desenhista, gravador e cen\u00f3grafo, o artista \u00e9 tamb\u00e9m um dos pioneiros do movimento cin\u00e9tico internacional e da arte interativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o,&nbsp;com o patroc\u00ednio da Vonder e curadoria de Denise Mattar, apresenta&nbsp;86 obras, uma instalada na \u00e1rea externa do MON. Embora seja retrospectiva do artista, que completar\u00e1 90 anos em 2021 e continua em pleno vigor criativo, a mostra n\u00e3o \u00e9 estruturada de forma rigidamente cronol\u00f3gica. Contempla trabalhos produzidos a partir dos anos 1960 em diversos suportes e recebeu, em 2018, o pr\u00eamio de Melhor Retrospectiva do Ano pela Associa\u00e7\u00e3o Paulista dos Cr\u00edticos de Arte (APCA).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cToyota \u00e9 um artista m\u00faltiplo, muito importante para a arte japonesa e mundial, cuja obra dialoga com muito do que o sucedeu. Pioneiro no mais preciso sentido do adjetivo\u201d, diz a superintendente da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO espetacular cinetismo proposto pelo artista nos encanta e nos conecta com suas obras\u201d, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. \u201cPremiado internacionalmente, com obras em importantes cole\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios museus no mundo e mais de 100 monumentos instalados em locais p\u00fablicos, Toyota usa o movimento de estruturas como linguagem art\u00edstica numa produ\u00e7\u00e3o espetacular e exemplo de vivacidade\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Juliana comenta que a mostra dialoga com a exposi\u00e7\u00e3o \u00c1sia: a Terra, os Homens, os Deuses, que est\u00e1 na sala ao lado (5) e cujas obras fazem parte da maior cole\u00e7\u00e3o de arte asi\u00e1tica da Am\u00e9rica Latina, incorporada ao acervo do MON recentemente. A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 alinhada com o Marco Referencial do museu, que estabelece diretrizes para constitui\u00e7\u00e3o do acervo da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse documento orienta a atua\u00e7\u00e3o do MON em artes visuais, arquitetura e design, com \u00eanfase em arte paranaense e brasileira, mas tamb\u00e9m expande a sua miss\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de acervo de arte africana contempor\u00e2nea, latino-americana e asi\u00e1tica\u201d, afirma Vosnika.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OUTRAS MOSTRAS<\/strong>&nbsp;\u2013 Tamb\u00e9m est\u00e3o em cartaz no MON as exposi\u00e7\u00f5es \u00c1sia: a Terra, os Homens, os Deuses \u2013 Segunda Edi\u00e7\u00e3o; Tony Cragg \u2013 Esp\u00e9cies Raras; Gente no MON, de Dico Kremer; A Viol\u00eancia sob a Delicadeza, de Vera Martins; O Mundo M\u00e1gico dos Ningyos; Luz \u2245 Mat\u00e9ria; \u00c1frica, M\u00e3e de Todos N\u00f3s; Museu em Constru\u00e7\u00e3o; Espa\u00e7o Niemeyer; Cones e obras do P\u00e1tio das Esculturas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COVID-19<\/strong>\u00a0&#8211; Em 2020, devido \u00e0 pandemia, o MON ficou fechado ao p\u00fablico no per\u00edodo de 17 de mar\u00e7o a 16 de outubro e, depois, ap\u00f3s 06 de dezembro. Entre as v\u00e1rias medidas adotadas na reabertura est\u00e1 o limite de pessoas para visita\u00e7\u00e3o nas salas expositivas e em todo o museu para garantir o distanciamento seguro. O material impresso, como guias e folders, foi substitu\u00eddo por vers\u00f5es digitais, dispon\u00edveis por QR codes. O protocolo detalhado est\u00e1 dispon\u00edvel no site da institui\u00e7\u00e3o (<strong><a href=\"http:\/\/museuoscarniemeyer.org.br\/\">http:\/\/museuoscarniemeyer.org.br<\/a><\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Governo do Estado<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O p\u00fablico que visitar o Museu Oscar Niemeyer pode conferir duas exposi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas: Yutaka Toyota \u2013 O Ritmo do Espa\u00e7o e Fernando Velloso por ele mesmo. O MON reabriu no s\u00e1bado (09) seguindo todas as orienta\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a determinadas pela Secretaria de Estado da Sa\u00fade. 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