{"id":2987,"date":"2019-03-27T21:41:34","date_gmt":"2019-03-28T00:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=2987"},"modified":"2019-03-27T21:41:35","modified_gmt":"2019-03-28T00:41:35","slug":"autoestima-o-que-e-como-aumentar-e-importancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/27\/autoestima-o-que-e-como-aumentar-e-importancia\/","title":{"rendered":"Autoestima: o que \u00e9, como aumentar e import\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nossas qualidades e limita\u00e7\u00f5es trabalham juntas para nos tornar seres \u00fanicos<\/h4>\n\n\n\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.minhavida.com.br\/bemestar\/tudo-sobre\/34377-autoestima-o-que-e-como-aumentar-e-importancia\">autoestima<\/a>\u00a0\u00e9 o valor que atribu\u00edmos a n\u00f3s mesmos e nossa capacidade de nos amar, segundo a psic\u00f3loga Adriana de Ara\u00fajo. &#8220;Amar a si mesmo&#8221; requer atitudes como o autorrespeito, a autoaceita\u00e7\u00e3o e o autoconhecimento.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O autoconhecimento significa ter consci\u00eancia de nossa hist\u00f3ria e de todos aspectos de nossa personalidade. A autoconfian\u00e7a, de acordo com a especialista, \u00e9 acreditar em nossos pensamentos e decis\u00f5es, tendo em vista que temos coer\u00eancia em nossas ideias. J\u00e1 a autoaceita\u00e7\u00e3o \u00e9 acolher nossos erros e acertos. &#8220;Isso n\u00e3o significa se acomodar, mas ser capaz de reconhecer e celebrar quem somos, mudando alguns comportamentos caso necess\u00e1rio&#8221;, diz Adriana.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses sentimentos agem em harmonia na constru\u00e7\u00e3o de nossa autoimagem e fazem parte do conceito de autoestima.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A import\u00e2ncia da autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>Todos n\u00f3s j\u00e1 estivemos em contato com as narrativas de super-her\u00f3is. Alguns deles j\u00e1 nascem dotados de poderes, e outros precisam de uma vestimenta para exercer suas fun\u00e7\u00f5es com maestria. N\u00f3s, seres humanos comuns, estamos mais pr\u00f3ximos deste \u00faltimo grupo. Ao acordarmos, vestimos nossas roupas e partimos para mais um dia na rotina, em que precisamos conciliar as obriga\u00e7\u00f5es da vida profissional e nossas necessidades internas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, diferente de personagens como a mulher-maravilha, n\u00f3s n\u00e3o temos for\u00e7as sobrenaturais agindo a nosso favor. A \u00fanica semelhan\u00e7a que compartilhamos com estas personas s\u00e3o as grandes responsabilidades que precisamos sustentar. E isso pode assustar muitos de n\u00f3s, pois h\u00e1 dias em que n\u00e3o sabemos como encontrar confian\u00e7a para encarar os desafios que continuam surgindo, sem dar espa\u00e7o para as recompensas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, isso \u00e9 comum. A vida n\u00e3o \u00e9 feita de vit\u00f3rias cont\u00ednuas, apesar de sermos orientados a pensar dessa forma. H\u00e1 dias em que iremos acreditar no que o mundo nos conta, e talvez apenas n\u00e3o nos sintamos bons o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 neste momento que a autoestima pode tornar-se uma grande aliada. Muito mais do que olhar no espelho e gostar do que se v\u00ea, este sentimento nos faz acolher quem somos. N\u00f3s n\u00e3o precisamos dar conta de tudo, ter o corpo perfeito ou ser emocionalmente exemplares. N\u00f3s n\u00e3o precisamos nos amar o tempo inteiro. Existe espa\u00e7o dentro de n\u00f3s para as decep\u00e7\u00f5es e as d\u00favidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que precisamos \u00e9 aceitar nossa humanidade, que engloba falhas e for\u00e7as. Quando aprendemos a fazer isso, podemos nos sentir confort\u00e1veis em nossa pr\u00f3pria pele, o que nos fornece seguran\u00e7a para apenas ser quem somos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma autoestima est\u00e1vel est\u00e1 relacionada ao nosso senso de autopreserva\u00e7\u00e3o. Para Adriana, isso implica na tomada de decis\u00f5es que visem nosso bem-estar. Sendo assim, condi\u00e7\u00f5es como a ansiedade e estresse s\u00e3o reduzidas, j\u00e1 que tendemos a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para nossas necessidades, equilibrando o que \u00e9 importante para n\u00f3s e para os outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como enxergamos o mundo tamb\u00e9m depende do valor que atribu\u00edmos a n\u00f3s mesmos. De acordo com a psic\u00f3loga Milena Lhano, a autoestima funciona como um \u00f3culos, onde uma boa autoimagem torna as lentes cor de rosa, deixando o mundo colorido e positivo. J\u00e1 a autoimagem negativa deixa as lentes cinzas, fazendo a realidade perder a cor, o brilho e a divers\u00e3o. &#8220;Vemos o que est\u00e1 ao nosso redor de acordo com o padr\u00e3o que usamos para ver a n\u00f3s mesmos&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Autoestima x beleza<\/h3>\n\n\n\n<p>A terap\u00eauta hol\u00edstica Karla Assis explica que existe um equ\u00edvoco conceitual entre autoestima e vaidade. &#8220;A primeira envolve a rela\u00e7\u00e3o &#8216;eu-comigo mesma&#8217;, e a \u00faltima \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o &#8216;eu-e outras pessoas'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o temos um grande autoconhecimento, \u00e9 normal sentir que seremos valorizados e amados pelo corpo e apar\u00eancia que temos. Entretanto, ao fazer isso, podemos estar apenas cedendo aos padr\u00f5es estabelecidos pela sociedade, o que n\u00e3o significa que estamos de fato nos aceitando.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitas pessoas usam a beleza como medida de autoestima porque pode ser a \u00fanica qualidade que reconhecem em si. Ou ent\u00e3o, esta pode ter sido a caracter\u00edstica mais elogiada pelos outros&#8221;, afirma Milena Lhano. Entretanto, de acordo com a especialista, a apar\u00eancia \u00e9 mut\u00e1vel e n\u00e3o deve ser vista como \u00fanico ponto forte que temos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a psic\u00f3loga Lia Clerot, devemos primeiro agradar a n\u00f3s mesmos, pensando que todas nossas qualidades e limita\u00e7\u00f5es andam juntas e s\u00e3o importantes para a forma\u00e7\u00e3o de nossa singularidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Causas da baixa autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>Adriana de Ara\u00fajo explica que uma das principais causas da baixa autoestima pode ser a estagna\u00e7\u00e3o de problemas em nossas vidas. Quando n\u00e3o conseguimos encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para as adversidades, passamos a acreditar que n\u00e3o somos capazes de ter boas escolhas ou realizar o que precisa ser feito, o que reduz nossa autoconfian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>As rela\u00e7\u00f5es sociais tamb\u00e9m exercem uma grande influ\u00eancia sobre a autoestima. Ao entrarmos em contato com pessoas que constantemente nos colocam para baixo, desmerecendo quem somos, podemos adquirir uma autoimagem pessimista, concluindo que somos feitos apenas de limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparar-se com os outros tamb\u00e9m \u00e9 prejudicial. &#8220;A falta de oportunidades e desafios que nos d\u00eaem a chance de agir por n\u00f3s mesmos e viver as pr\u00f3prias escolhas tamb\u00e9m pode reduzir a autoestima&#8221;, afirma Adriana.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista conta que precisamos exercitar o cuidado com n\u00f3s mesmos, pois isso potencializa a nossa autoconfian\u00e7a, o que consequentemente nos faz enxergar quem somos de forma otimista.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sintomas da baixa autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com a psic\u00f3loga Adriana de Ara\u00fajo, alguns sinais podem indicar que voc\u00ea est\u00e1 com baixa autoestima:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>N\u00e3o confiar em si<\/li><li>N\u00e3o acreditar que sabe realizar as melhores escolhas<\/li><li>N\u00e3o saber lidar com as consequ\u00eancias das pr\u00f3prias decis\u00f5es<\/li><li>Medo do arrependimento<\/li><li>Inseguran\u00e7a em interagir com outras pessoas<\/li><li>D\u00favidas constantes e paralisantes sobre diversos aspectos da vida<\/li><li>Incerteza em rela\u00e7\u00e3o aos valores e ideais<\/li><li>Falta de objetivos<\/li><li>Falta de motiva\u00e7\u00e3o<\/li><li>A opini\u00e3o do pr\u00f3ximo possui um impacto desproporcional.<\/li><li><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Consequ\u00eancias da baixa autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>A falta de autoestima nos deixa em um estado de baixa energia, semelhante ao que acontece na depress\u00e3o. Adriana explica que quando n\u00e3o acreditamos em nosso potencial para tomar as r\u00e9deas de nossas vidas, perdemos a esperan\u00e7a de que podemos ser felizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a baixa autoestima tamb\u00e9m pode causar um ac\u00famulo de energia. &#8220;O fato de n\u00e3o conseguirmos tomar decis\u00f5es causa ansiedade, pois nos perdemos no agora e no que est\u00e1 por vir. Essa inseguran\u00e7a nos faz ver um futuro negativo, onde n\u00e3o existem possibilidades de boas escolhas. Acabamos desenvolvendo um grande medo decorrente da antecipa\u00e7\u00e3o&#8221;, esclarece a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante ressaltar que a falta de amor pr\u00f3prio nos faz colocar o outro em primeiro lugar. Como consequ\u00eancia, podemos nos encontrar em situa\u00e7\u00f5es que trazem grande sofrimento. A qualidade de nossa vida pessoal e profissional decai, e nossos relacionamentos tendem a seguir um caminho semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p>Milena Lhano alerta que uma vis\u00e3o negativa de n\u00f3s mesmos pode nos tornar indiv\u00edduos submissos e pouco questionadores, que apenas aceitam e concordam com as cr\u00edticas que recebem. O risco de entrarmos em relacionamentos abusivos e sermos manipulados torna-se muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea n\u00e3o tem consci\u00eancia do seu valor, fica sujeito aos valores atribu\u00eddos pelos outros&#8221;, afirma Karla Assis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Baixa autoestima e dist\u00farbios psicol\u00f3gicos<\/h3>\n\n\n\n<p>Adriana de Ara\u00fajo explica que quem tem depress\u00e3o costuma ter grandes dificuldades em aliviar o pr\u00f3prio mal-estar. Isso potencializa uma queda nos n\u00edveis de autoestima, pois a pessoa se sente incapaz de mudar.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo acontece com quem tem ansiedade: Segundo a especialista, a sensa\u00e7\u00e3o de falta de controle nos faz acreditar que n\u00e3o podemos gerenciar a n\u00f3s mesmos, e isso est\u00e1 intimamente ligado a autoestima. Em ambos os casos, \u00e9 necess\u00e1rio o acompanhamento de um especialista que realize uma interven\u00e7\u00e3o psicoter\u00e1pica e em alguns casos medicamentosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como aumentar nossa autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>Antes de nos proteger da negatividade externa, \u00e9 preciso trabalhar o nosso pr\u00f3prio desenvolvimento emocional e o respeito que temos conosco. Para isso, Adriana de Ara\u00fajo indica ter foco nas qualidades e limita\u00e7\u00f5es que temos atualmente, acolhendo quem se \u00e9 para estipular metas e desafios. Cobrar-se excessivamente s\u00f3 ir\u00e1 causar danos a sua autoestima.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra recomenda\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 treinar fazer escolhas. Colocar-se em situa\u00e7\u00f5es onde voc\u00ea precisa agir treina a mente para ficar bem e aceitar quaisquer resultados, mesmo que estes n\u00e3o correspondam \u00e0s expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana tamb\u00e9m conta que pequenos desafios podem ser adotados no dia a dia, a fim de provarmos a n\u00f3s mesmos que temos a capacidade de trilhar nossos caminhos. E sempre que fizermos isso, \u00e9 importante reconhecer nossas conquistas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exerc\u00edcio pr\u00e1tico para aumentar autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>Lia Clerot afirma que h\u00e1 um exerc\u00edcio indicado pelo Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade do Reino Unido que pode trazer benef\u00edcios para a autoestima. Veja como faz\u00ea-lo:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Fa\u00e7a uma lista com todas cren\u00e7as negativas que voc\u00ea tem sobre si. <\/p>\n\n\n\n<p>2. Depois, se defenda de cada item listado. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O objetivo \u00e9 entender que nossas cren\u00e7as negativas n\u00e3o s\u00e3o completamente verdadeiras, e n\u00f3s podemos melhorar o que n\u00e3o gostamos em n\u00f3s mesmos&#8221;, explica a psic\u00f3loga. Dessa forma, voc\u00ea refor\u00e7a a sua autoconfian\u00e7a e autoconhecimento, o que \u00e9 importante para lidar com situa\u00e7\u00f5es negativas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ter autoestima em situa\u00e7\u00f5es adversas<\/h3>\n\n\n\n<p>Mesmo com a autoestima est\u00e1vel, existem algumas ocasi\u00f5es que testam a nossa autoconfian\u00e7a, podendo nos abalar por um per\u00edodo indeterminado. Isso \u00e9 comum, e n\u00e3o precisamos nos martirizar por nem sempre conseguirmos manter as nossas estruturas. \u00c9 necess\u00e1rio permitir-se errar e ter emo\u00e7\u00f5es negativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja a seguir, situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o sob nosso controle e como manter a autoestima nelas:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Quando vivemos em um ambiente hostil<\/h3>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas convivem com fam\u00edlias que possuem din\u00e2micas agressivas, regadas a cr\u00edticas. Torna-se uma tarefa complexa nutrir autoestima quando vivemos em um local que vai de encontro a tudo o que acreditamos. Milena Lhano afirma que esses casos s\u00e3o delicados, uma vez que o n\u00facleo familiar representa nosso primeiro contato social com o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tudo o que acontece nesse ambiente acaba tendo um grande peso, e o que escutamos acaba se tornando uma verdade absoluta. \u00c9 dif\u00edcil acreditar que sou capaz se as pessoas que eu amo me dizem o contr\u00e1rio&#8221;, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas ocasi\u00f5es, \u00e9 preciso reconstruir a autoestima, refletindo e aceitando que algumas fam\u00edlias podem ser t\u00f3xicas e depreciativas, e voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 culpado por isso. Assim que a aceita\u00e7\u00e3o da realidade acontecer, a especialista indica sempre pensar que o reconhecimento de nossas qualidades deve sempre partir de n\u00f3s e de outros ambientes que nos deem acolhimento e positividade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O outro s\u00f3 doa aquilo que tem dentro de si&#8221;, afirma Karla Assis. Quando temos consci\u00eancia disso, \u00e9 poss\u00edvel identificar quais s\u00e3o nossas cren\u00e7as e quais s\u00e3o as do pr\u00f3ximo, diferenciando-as. Segundo a terapeuta, devemos abandonar os padr\u00f5es limitantes que aprendemos ao longo da vida e trilhar uma nova jornada por meio do autoconhecimento, para que aprendamos a ter novos comportamentos que curem as dores emocionais que causam a baixa autoestima.<\/p>\n\n\n\n<p>Karla aconselha que n\u00e3o precisamos fazer isso sozinhos. A ajuda de um terap\u00eauta \u00e9 sempre bem-vinda e pode trazer novos \u00e2ngulos positivos para que enxerguemos a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino de um relacionamento<\/h3>\n\n\n\n<p>Sentir-se rejeitado ap\u00f3s um t\u00e9rmino nos faz acreditar que temos menos valor. Entretanto, Lia Clerot afirma que o valor de uma pessoa independe de uma rela\u00e7\u00e3o. Todos carregam uma parcela de responsabilidade pelo fim de um v\u00ednculo amoroso, e o foco deve estar no aprendizado que ser\u00e1 obtido com essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precisamos primeiro amar a n\u00f3s mesmos antes de amar o pr\u00f3ximo, e isso implica em aceitar que nossa felicidade n\u00e3o deve depender apenas de um relacionamento&#8221;, diz a psic\u00f3loga. Para potencializar a autoestima, Milena Lhano afirma que \u00e9 necess\u00e1rio ressignificar o t\u00e9rmino, encarando-o menos como uma derrota e mais como um fortalecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Quando carregamos uma grande culpa pelo passado<\/h3>\n\n\n\n<p>O passado n\u00e3o deve nos definir, pois o presente oferece constantemente a oportunidade de realizar mudan\u00e7as. Segundo Karla Assis, devemos praticar o autoperd\u00e3o para voltar a ter autoestima. A terap\u00eauta afirma que n\u00f3s mudamos todos os dias, mesmo que n\u00e3o percebamos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A vida \u00e9 um exerc\u00edcio eterno de erros e acertos. Ame-se e respeite sua jornada&#8221;, diz. N\u00f3s apenas somos quem somos pelo caminho que trilhamos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Quando a sociedade n\u00e3o nos aceita<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando fazemos parte de grupos minorit\u00e1rios ou desfavorecidos socialmente, podemos sofrer press\u00f5es internas e externas que prejudicam nossa autoestima. Esse pode ser o caso de mulheres, homossexuais, negros e outros grupos que sofrem opress\u00f5es e podem se ver exclu\u00eddos do padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para manter a autoconfian\u00e7a e o amor pr\u00f3prio nessas condi\u00e7\u00f5es, Milena Lhano recomenda que compreendamos que tudo que \u00e9 diferente na sociedade sempre ser\u00e1 criticado e julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando as pessoas nos depreciam, n\u00e3o est\u00e3o olhando para nossa ess\u00eancia. Elas est\u00e3o apenas respondendo ao inc\u00f4modo emocional que a quebra de padr\u00f5es proporciona&#8221;, afirma a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a especialista, as pessoas que fazem parte ou n\u00e3o das minorias devem continuar lutando contra as normas culturais, entendendo que os ataques muitas vezes sofridos n\u00e3o dizem respeito a quem somos. &#8220;Devemos continuar vivendo com orgulho de ser \u00fanicos, sem dar ao outro o poder de te limitar&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. Ao nos comparar nas redes sociais<\/h3>\n\n\n\n<p>As redes sociais incentivam o nosso senso de compara\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 prejudicial. &#8220;A internet nos permite ?maquiar? a realidade, para corresponder ao que comumente \u00e9 esperado de n\u00f3s&#8221;, explica Milena.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, para n\u00e3o nos sentirmos inferiores, \u00e9 importante lembrar que as pessoas s\u00f3 compartilham o lado positivo da vida virtualmente, e a realidade est\u00e1 distante disso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Cada pessoa tem seu tempo, suas metas e sonhos. N\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o est\u00e1 realizando neste momento que a vida est\u00e1 estagnada. \u00c0s vezes, o momento n\u00e3o \u00e9 o ideal. Por isso, \u00e9 t\u00e3o importante n\u00e3o se comparar, sen\u00e3o a pessoa viver\u00e1 frustrada e com baixa autoestima&#8221;, explica Lia Clerot.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">J\u00e1 nascemos com autoestima?<\/h3>\n\n\n\n<p>A autoestima n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica inerente ao ser humano. Segundo Adriana de Ara\u00fajo, este sentimento \u00e9 constru\u00eddo dentro de n\u00f3s com o passar dos anos por meio de nossas viv\u00eancias. Crian\u00e7as que se sentem inseguras e s\u00e3o incentivadas a encontrarem solu\u00e7\u00f5es para seus problemas j\u00e1 come\u00e7am a desenvolver uma boa autoimagem logo cedo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pessoas que convivemos, admiramos e em que nos inspiramos contribuem para a forma\u00e7\u00e3o de nossa autoestima, pois &#8216;copiamos&#8217; ideias e padr\u00f5es de comportamento de quem est\u00e1 pr\u00f3ximo de nossa realidade&#8221;, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Equilibrando nossa autoestima<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma baixa autoestima pode acarretar em problemas de autoimagem, entretanto, a confian\u00e7a excessiva pode nos fazer beirar a arrog\u00e2ncia. Para encontrar o equil\u00edbrio, Milena indica reconhecer que n\u00e3o somos feitos compostos s\u00f3 de defeitos, nem apenas de qualidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Lia afirma que a autoestima representa autoconhecimento e autoaceita\u00e7\u00e3o. Diferente da arrog\u00e2ncia, que pode estar representando alguma inseguran\u00e7a dentro de n\u00f3s que precisa ser analisada.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha Vda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossas qualidades e limita\u00e7\u00f5es trabalham juntas para nos tornar seres \u00fanicos A\u00a0autoestima\u00a0\u00e9 o valor que atribu\u00edmos a n\u00f3s mesmos e nossa capacidade de nos amar, segundo a psic\u00f3loga Adriana de Ara\u00fajo. &#8220;Amar a si mesmo&#8221; requer atitudes como o autorrespeito, a autoaceita\u00e7\u00e3o e o autoconhecimento. O autoconhecimento significa ter consci\u00eancia de nossa hist\u00f3ria e de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2987","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-qualidade-de-vida"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/auto.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2987"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2987"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2987\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2989,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2987\/revisions\/2989"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}