{"id":29767,"date":"2020-11-30T15:13:31","date_gmt":"2020-11-30T18:13:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=29767"},"modified":"2020-11-30T15:13:33","modified_gmt":"2020-11-30T18:13:33","slug":"projeto-da-uem-usa-horticultura-para-ressocializar-dependentes-quimicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/11\/30\/projeto-da-uem-usa-horticultura-para-ressocializar-dependentes-quimicos\/","title":{"rendered":"Projeto da UEM usa horticultura para ressocializar dependentes qu\u00edmicos"},"content":{"rendered":"\n<p>A Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM) est\u00e1 desenvolvendo um projeto de capacita\u00e7\u00e3o em horticultura para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua e pacientes em tratamento de depend\u00eancia qu\u00edmica no Noroeste do Estado. O objetivo \u00e9 promover a ressocializa\u00e7\u00e3o por meio da laborterapia, tamb\u00e9m chamada de terapia ocupacional, uma t\u00e9cnica psicoterap\u00eautica que usa o trabalho para afastar os problemas causados pela falta de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa foi contemplada com aporte financeiro de R$ 185,4 mil, oriundos do Fundo Paran\u00e1, que apoia o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, com o financiamento de programas e projetos de pesquisas institucionais. Esses recursos foram utilizados para o pagamento de bolsas de estudantes selecionados para as atividades pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Gisele Onuki, coordenadora de Ensino Superior da Superintend\u00eancia Geral de Ci\u00eancia, tecnologia e Ensino Superior, esse tipo de projeto promove a intera\u00e7\u00e3o transformadora entre a universidade e a sociedade e, tamb\u00e9m, enriquece a aprendizagem dos estudantes ao associar o conhecimento ao exerc\u00edcio da cidadania, dos direitos humanos e do compromisso social.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa troca de experi\u00eancias auxilia na forma\u00e7\u00e3o mais completa dos futuros profissionais, aperfei\u00e7oando a capacidade de di\u00e1logo, autonomia e gest\u00e3o emocional, para o exerc\u00edcio de uma lideran\u00e7a mais humanizada em alta performance\u201d, afirma Gisele.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do projeto considerado piloto, as atividades s\u00e3o desenvolvidas nas proximidades da Fazenda Experimental da UEM, nas ch\u00e1caras Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico de Jesus e Recanto Mundo Jovens, ambas localizadas no Distrito de Iguatemi, na zona rural de Maring\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parceria entre o Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJPR), por meio da Vara de Execu\u00e7\u00e3o de Penas e Medidas Alternativas de Maring\u00e1, e a Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores Ecologicamente Corretos de Maring\u00e1 (Amecom), possibilitou a instala\u00e7\u00e3o de duas casas-de-vegeta\u00e7\u00e3o (estufas) para as pr\u00e1ticas agr\u00edcolas voltadas \u00e0 horticultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Doutor em Agronomia e respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o do projeto, o professor da UEM Jos\u00e9 Gilberto Catunda Sales explica que as pessoas assistidas recebem orienta\u00e7\u00e3o sobre montagem, plantio e desenvolvimento de culturas de diversas esp\u00e9cies hort\u00edcolas e arb\u00f3reas, al\u00e9m de cursos sobre m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas. \u201cOs participantes plantam tomate, alface, almeir\u00e3o, maracuj\u00e1, cenoura, abobrinha, entre outras hort\u00edcolas\u201d, enumera.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda destaca os aspectos de seguran\u00e7a alimentar e nutricional, uma vez que a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 consumida pelos pr\u00f3prios envolvidos, todos residentes das ch\u00e1caras. \u201cEssa popula\u00e7\u00e3o dependia muito de doa\u00e7\u00f5es de alimentos, mas depois de seis meses de aprendizado se tornou autossuficiente, pelo menos em itens como verduras, legumes e frutas\u201d, destaca Sales.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto re\u00fane cinco estudantes de gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia da UEM, sob a orienta\u00e7\u00e3o de tr\u00eas professores do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias da institui\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas vezes por semana, eles se deslocam \u00e0s ch\u00e1caras para ensinar as t\u00e9cnicas e definir as tarefas a serem executadas no dia a dia pelos participantes. At\u00e9 o momento, a a\u00e7\u00e3o j\u00e1 alcan\u00e7ou, diretamente, cerca de 350 pessoas, que se dedicam a cavar a terra, plantar as mudas, regar e irrigar as plantas e cuidar da horta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara os alunos, \u00e9 uma excelente oportunidade para aplicar o aprendizado te\u00f3rico, inclusive como se comportar e agir com empatia e sensibilidade \u00e0 situa\u00e7\u00e3o das outras pessoas\u201d, explica o professor, ressaltando os aspectos did\u00e1ticos e pedag\u00f3gicos da a\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos futuros profissionais. \u201cAprendemos muito mais quando ensinamos\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXPECTATIVAS<\/strong>&nbsp;\u2013 A UEM pretende iniciar uma nova fase do projeto ap\u00f3s a pandemia do novo coronav\u00edrus (Sars-CoV-2). O intuito \u00e9 estender a participa\u00e7\u00e3o a estudantes e professores de outros cursos, como Psicologia, Odontologia, Enfermagem e Medicina, para propiciar orienta\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica, bucal e mental do p\u00fablico assistido, contribuindo ainda mais para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 possibilidade de amplia\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas, a exemplo da produ\u00e7\u00e3o de flores, com expectativa de gera\u00e7\u00e3o de renda para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a universidade articula parcerias com \u00f3rg\u00e3os governamentais de fomento rural e de expans\u00e3o da base de agroecologia para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos de qualidade, como o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1-Iapar-Emater (IDR-Paran\u00e1).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SA\u00daDE<\/strong>&nbsp;\u2013 A depend\u00eancia qu\u00edmica \u00e9 uma doen\u00e7a causada pelo consumo repetitivo de determinadas subst\u00e2ncias, trazendo preju\u00edzos severos aos indiv\u00edduos e familiares. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) define essa condi\u00e7\u00e3o como uma doen\u00e7a cr\u00f4nica e progressiva, ou seja, que piora com o passar do tempo; prim\u00e1ria, pois gera outras doen\u00e7as; e fatal. Por isso, atualmente, o uso de entorpecentes \u00e9 considerado um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos cient\u00edficos comprovam que diversas abordagens psicoterap\u00eauticas t\u00eam sido eficazes no tratamento da depend\u00eancia qu\u00edmica. O professor acredita que esse projeto pode restabelecer o bem-estar para essas pessoas, proporcionando uma alternativa de vida sem o consumo de entorpecentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO tratamento para a depend\u00eancia qu\u00edmica, por exemplo, pode aliar diferentes estrat\u00e9gias, inclusive a terapia ocupacional, capaz de proporcionar resultados significativos, mantendo as mentes desses pacientes ocupadas, e at\u00e9 mesmo devolver um prop\u00f3sito de vida\u201d, enfatiza Sales. \u201cEsse tipo de iniciativa ajuda essas pessoas a refletirem sobre como o uso abusivo de drogas faz com que percam suas identidades e autonomia como cidad\u00e3os\u201d, conclui o docente.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo do Estado<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM) est\u00e1 desenvolvendo um projeto de capacita\u00e7\u00e3o em horticultura para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua e pacientes em tratamento de depend\u00eancia qu\u00edmica no Noroeste do Estado. 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