{"id":29520,"date":"2020-11-05T10:24:59","date_gmt":"2020-11-05T13:24:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=29520"},"modified":"2020-11-05T10:25:01","modified_gmt":"2020-11-05T13:25:01","slug":"imbituva-ganhara-177-casas-novas-em-programa-de-requalificacao-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/11\/05\/imbituva-ganhara-177-casas-novas-em-programa-de-requalificacao-urbana\/","title":{"rendered":"Imbituva ganhar\u00e1 177 casas novas em programa de requalifica\u00e7\u00e3o urbana"},"content":{"rendered":"\n<p>A Vila Zezo, em Imbituva, nos Campos Gerais, \u00e9 um canteiro de obras de casas novas. O som do sobe e desce de tijolos, do r\u00e1dio de pilha dos pedreiros e do entra e sai de caminh\u00f5es no pequeno bairro desgarrado da Rodovia dos Imigrantes (estrada para Teixeira Soares) acontece em apenas seis quadras, mas reverbera na ansiedade das fam\u00edlias que aguardam a transforma\u00e7\u00e3o das antigas estruturas de madeira ou de materiais improvisados em im\u00f3veis de alvenaria.<\/p>\n\n\n\n<p>A requalifica\u00e7\u00e3o urbana se d\u00e1 em um espa\u00e7o em formato de U nos limites do terreno do vilarejo, que faz divisa com planta\u00e7\u00f5es de eucalipto de uma ind\u00fastria de compensados. A prefeitura comprou essa \u00e1rea h\u00e1 mais de vinte anos e a Cohapar executou um projeto de moradia popular nessas quadras no come\u00e7o dos anos 1990, mas desde ent\u00e3o as beiradas come\u00e7aram a ser ocupadas na gambiarra. Essas laterais s\u00e3o os alvos do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras envolvem 177 casas, divididas em 157 constru\u00e7\u00f5es novas e 20 reformas completas. Elas est\u00e3o distribu\u00eddas em nove blocos ou pequenos conjuntos espa\u00e7ados no curioso e religioso bairro residencial de apenas 12 ruas, mas que tem tr\u00eas mercados e quatro templos: Igreja da Assembleia de Deus, a Capela Nossa Senhora Aparecida, a Igreja Evang\u00e9lica Menonita de Imbituva e a Igreja Menonita Mensagem da Paz.<\/p>\n\n\n\n<p>O investimento do Governo do Estado \u00e9 de R$ 16,3 milh\u00f5es, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e engloba, al\u00e9m das unidades habitacionais, a terraplanagem para um campo de futebol, que ser\u00e1 implementado pela prefeitura de Imbituva, e pavimenta\u00e7\u00e3o com drenagem nas ruas de acesso, al\u00e9m de cal\u00e7amento e meio-fio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa obra \u00e9 especial porque envolve requalifica\u00e7\u00e3o completa, mais qualidade de vida. As pessoas deixaram as suas casas, est\u00e3o vivendo com alugu\u00e9is sociais, e em breve retornar\u00e3o para espa\u00e7os totalmente adaptados e seguros\u201d, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. \u201c\u00c9 um projeto voltado para popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis e que nos orgulha. Estamos investindo muito forte em programas de desfaveliza\u00e7\u00e3o e acesso digno \u00e0 moradia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de entrega definitiva do empreendimento \u00e9 em agosto de 2021. As obras j\u00e1 atingiram 25%, o que significa algumas casas j\u00e1 totalmente constru\u00eddas, com paredes, reboco e lajes. As constru\u00e7\u00f5es envolvem de 35 a 50 trabalhadores, dependendo do est\u00e1gio e da disponibilidade de equipamentos, todos de Imbituva, Rebou\u00e7as, Ipiranga e Iva\u00ed, munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras fazem parte do Nossa Gente, programa desenvolvido pela Secretaria de Justi\u00e7a, Fam\u00edlia e Trabalho e pela Cohapar. Essa \u00e9 uma estrat\u00e9gia que n\u00e3o envolve \u00f4nus financeiro para as fam\u00edlias e que serve para garantir seguran\u00e7a e conforto para os mais vulner\u00e1veis economicamente. O projeto de Imbituva \u00e9 um dos mais emblem\u00e1ticos da requalifica\u00e7\u00e3o urbana do Estado nesta d\u00e9cada e o maior empreendimento do programa em quantidade de im\u00f3veis em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia desse projeto \u00e9 manter as pessoas no mesmo lugar de origem, onde j\u00e1 est\u00e3o habituadas, desmanchando casas prec\u00e1rias e impr\u00f3prias para construir espa\u00e7os mais dignos, com infraestrutura e urbaniza\u00e7\u00e3o adequadas\u201d, destaca o presidente da Cohapar, Jorge Lange. \u201cEssas fam\u00edlias passam um tempo longe de casa enquanto entramos com as m\u00e1quinas e com os projetos. Depois desse per\u00edodo a casa nova vira uma casa definitiva, sem improviso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as casas de Imbituva t\u00eam dois quartos, sala, cozinha e banheiro e laje de concreto, mais est\u00e1vel para enfrentar as instabilidades do clima. S\u00e3o tr\u00eas modelos, com 42 metros quadrados, 49 metros quadrados (apenas quatro, para portadores de defici\u00eancia) e 50 metros quadrados. Elas ser\u00e3o entregues como todos os acabamentos necess\u00e1rios para mudan\u00e7a imediata, como piso, pintura, portas, liga\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e de \u00e1gua, e tanque do lado de fora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PROJETO<\/strong>&nbsp;\u2013 O projeto da Vila Zezo come\u00e7ou a sair do papel em julho do ano passado, com as primeiras retiradas das casas antigas, muito simples e surradas pelo tempo. Em setembro, com os im\u00f3veis vazios, as m\u00e1quinas e os t\u00e9cnicos come\u00e7aram o processo de demoli\u00e7\u00e3o e limpeza dos terrenos. Logo em seguida aconteceu a primeira sondagem da construtora porque o projeto era antigo, de 2012, e foram detectados erros no desenho original.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa contratou uma topografia com RTK, sistema mais moderno do mercado, e a partir dele foram geradas duas conclus\u00f5es: um ajuste permitiu espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de mais duas casas, mas alguns problemas no terreno provocaram mudan\u00e7as estrat\u00e9gicas no formato das funda\u00e7\u00f5es para garantir mais seguran\u00e7a para as casas.<\/p>\n\n\n\n<p>O empreendimento sofreu altera\u00e7\u00f5es principalmente por quest\u00f5es ligadas ao solo, muito inclinado, arenoso e em alguns locais com infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e detec\u00e7\u00e3o de turfa, que \u00e9 um material pantanoso. Foi por isso que nos anos 1990 n\u00e3o foram permitidas constru\u00e7\u00f5es nas laterais, apenas no miolo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atender o rascunho original, com pilotis, a funda\u00e7\u00e3o nesse terreno teria que ser feita com estacas profundas, at\u00e9 nas pedras, para garantir a seguran\u00e7a, o que encareceria muito o projeto. Os t\u00e9cnicos da Cohapar e da construtora consentiram em alterar a funda\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o de radier, tipo de caixa rasa que se assemelha a uma placa ou laje que abrange toda a \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o. O radier tem 20 cent\u00edmetros de altura e duas malhas de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do final do ano passado, resolvidos esses impasses, foram abertas diversas frentes de trabalho nos locais sem banhado, com aterros onde era poss\u00edvel, e onde ainda n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel est\u00e1 em elabora\u00e7\u00e3o um projeto de drenagem e de muros de arrimo nas divisas, que deve ser conclu\u00eddo nos pr\u00f3ximos dias para dar novo ritmo no projeto. S\u00f3 em terraplanagem ser\u00e3o 60 mil metros c\u00fabicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente h\u00e1 75 unidades com funda\u00e7\u00e3o conclu\u00edda, 65 casas em constru\u00e7\u00e3o, e previs\u00e3o de alcan\u00e7ar 105 unidades entregues at\u00e9 o final de dezembro de 2020. Dez casas est\u00e3o aguardando solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e as demais come\u00e7ar\u00e3o a ser constru\u00eddas a partir do ano que vem, com esses projetos de drenagem zerados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das adapta\u00e7\u00f5es de projeto, a pandemia provocada pelo novo coronav\u00edrus tamb\u00e9m atrasou as entregas, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da retomada da economia e do boom da constru\u00e7\u00e3o civil, justamente porque a construtora n\u00e3o encontra, em certos per\u00edodos, tijolo, cimento, concreto e outros materiais, espelhando a realidade atual desse mercado. Numa expectativa otimista, no entanto, as obras ficam prontas em julho de 2021, antes do prazo acordado com o BID, em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom esse novo projeto regularizamos definitivamente uma \u00e1rea onde havia casas irregulares e improvisa\u00e7\u00e3o. Tivemos diversas altera\u00e7\u00f5es, mas elas est\u00e3o avan\u00e7ando rapidamente. \u00c9 uma \u00e1rea importante da cidade e que precisava desse apoio\u201d, arremata Ari Ribeiro Filho, chefe do escrit\u00f3rio regional da Cohapar de Ponta Grossa. \u201c\u00c9 um marco hist\u00f3rico para os Campos Gerais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>HIST\u00d3RICO<\/strong>&nbsp;\u2013 H\u00e1 cinco anos Imbituva, cidade de pouco menos de 30 mil habitantes, n\u00e3o recebia um projeto de moradias populares da Cohapar. O \u00faltimo foi um conjunto de 156 casas na entrada da cidade, em parceria com o governo federal. H\u00e1, ainda, um deficit de mil unidades no munic\u00edpio, mas um novo terreno j\u00e1 foi adquirido pela prefeitura no Morro das Pedras. Em paralelo, 1,2 mil fam\u00edlias est\u00e3o passando por processo de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria nas vilas Zezo, Brasil, Nova e Athaydes Beraldo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Box<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paran\u00e1 tem 41 empreendimentos do programa Nossa Gente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Cohapar e a Secretaria de Justi\u00e7a, Fam\u00edlia e Trabalho t\u00eam 41 empreendimentos do programa Nossa Gente em 37 munic\u00edpios de diferentes regi\u00f5es do Estado. No total, o investimento \u00e9 de R$ 104 milh\u00f5es. S\u00e3o 1.454 unidades habitacionais, sendo 945 em constru\u00e7\u00e3o (22 projetos, R$ 74,5 milh\u00f5es) e 509 j\u00e1 conclu\u00eddas (19 projetos, R$ 29,5 milh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o as casas de Cafezal do Sul, Cantagalo, Centen\u00e1rio do Sul, Coronel Vivida, F\u00eanix, Fl\u00f3rida, Gua\u00edra, Imbituva, Itaguaj\u00e9, Le\u00f3polis, Lunardelli, Mangueirinha, Marmeleiro, Marumbi, Nova Aurora, Prudent\u00f3polis, Quer\u00eancia do Norte, Salgado Filho, Santa Cruz de Monte Castelo, Sertaneja e Wenceslau Braz. Os mais adiantados s\u00e3o os de Coronel Vivida (21 casas), Marmeleiro (40) e Salgado Filho (17), que devem ser entregues nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os crit\u00e9rios do programa, os moradores cadastrados dever\u00e3o permanecer por, pelo menos, dez anos nesses im\u00f3veis. Nesse per\u00edodo o munic\u00edpio far\u00e1 o acompanhamento social das fam\u00edlias, inclusive em rela\u00e7\u00e3o ao acesso das crian\u00e7as ao ensino regular. Apenas depois desse tempo elas receber\u00e3o as escrituras definitivas e poder\u00e3o vender ou alugar o im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse modelo, os moradores deixam as antigas casas, recebem ajuda de custo para aluguel na vida tempor\u00e1ria (R$ 480), e retornam para um novo conjunto, inclusive com a casa no mesmo terreno. O programa \u00e9 destinado para a chamada Faixa 1, a mais vulner\u00e1vel, e n\u00e3o gera nenhum compromisso de d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante todo o processo de cadastramento e inclus\u00e3o no aluguel social um comit\u00ea formado por moradores e integrantes da prefeitura de Imbituva e do Governo do Estado acompanham o processo. Nessa inst\u00e2ncia s\u00e3o discutidas algumas das quest\u00f5es centrais do projeto, que conta com apoio da comunidade. Os alugu\u00e9is sociais s\u00e3o custeados pela Secretaria da Justi\u00e7a, Fam\u00edlia e Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um compromisso ajudar essas fam\u00edlias que vivem em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e risco social\u201d, explica o secret\u00e1rio de Justi\u00e7a, Fam\u00edlia e Trabalho, Ney Leprevost. \u201cUma casa nova significa qualidade de vida, novas possibilidades de proje\u00e7\u00e3o do futuro, autoestima. \u00c9 um pacote completo para garantir bem-estar aos paranaenses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CADASTRO<\/strong>&nbsp;\u2013 Para integrar projetos da Cohapar como o Nossa Gente \u00e9 necess\u00e1rio fazer um cadastro no site da companhia. As inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o familiares e devem ser preenchidas pelo endere\u00e7o eletr\u00f4nico&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cohapar.pr.gov.br\/cadastro\">www.cohapar.pr.gov.br\/cadastro<\/a>. Elas valem dois anos e o cadastro deve estar sempre atualizado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Box 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cohapar investe em 2.639 casas na regi\u00e3o de Ponta Grossa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Cohapar investiu desde o come\u00e7o do ano passado R$ 193,7 milh\u00f5es na regi\u00e3o de Ponta Grossa. Os recursos envolvem 29 empreendimentos e 2.639 unidades habitacionais, entre aquelas j\u00e1 entregues e as que ainda est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o. Os projetos envolvem 15 munic\u00edpios: Arapoti, Carambe\u00ed, Castro, Fernandes Pinheiro, Imbituva, Iva\u00ed, Jaguaria\u00edva, Ortigueira, Palmeira, Ponta Grossa, Seng\u00e9s, Teixeira Soares, Tel\u00eamaco Borba, Ventania e Wenceslau Braz.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o 602 casas em sete cidades: Imbituva (177), Palmeira (100), Ponta Grossa (20), Seng\u00e9s (44), Tel\u00eamaco Borba (40), Ventania (84) e Wenceslau Braz (137). Detalhadamente ainda h\u00e1 unidades em projeto em Iva\u00ed (37), Ponta Grossa (1.230) e Seng\u00e9s (58), e em fase de licita\u00e7\u00e3o o Condom\u00ednio do Idoso de Ponta Grossa, com mais 40 unidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses projetos envolvem todos os programas da Cohapar: Viver Mais (idosos), Nossa Gente (popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel), Casa F\u00e1cil (financiadas para a popula\u00e7\u00e3o em geral), Vida Nova (desfavelamento) e parcerias com programas federais do FGTS e Programa Nacional Habita\u00e7\u00e3o Rural. Al\u00e9m disso h\u00e1 dois projetos de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria dentro do programa Morar Legal Paran\u00e1. S\u00e3o 2.540 lotes, com investimento estadual de R$ 1,8 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo do Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vila Zezo, em Imbituva, nos Campos Gerais, \u00e9 um canteiro de obras de casas novas. 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