{"id":29463,"date":"2020-10-22T11:35:51","date_gmt":"2020-10-22T14:35:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=29463"},"modified":"2020-10-22T11:35:57","modified_gmt":"2020-10-22T14:35:57","slug":"cresce-lideranca-das-mulheres-nos-negocios-agropecuarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/10\/22\/cresce-lideranca-das-mulheres-nos-negocios-agropecuarios\/","title":{"rendered":"Cresce lideran\u00e7a das mulheres nos neg\u00f3cios agropecu\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p>A produtora rural Juliana Mikolaiewski Dziurza, de 30 anos, decide junto com o marido o futuro da propriedade que sustenta a fam\u00edlia, em Cruz Machado, no Sul do Paran\u00e1. Ela recebe assist\u00eancia t\u00e9cnica do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 \u2013 Iapar-Emater (IDR-Paran\u00e1) h\u00e1 pelo menos cinco anos. Os profissionais a ajudaram a investir na infraestrutura da propriedade e na diversifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu nasci no campo e nunca quis sair do meio rural. Trabalhando aqui, sempre vi a necessidade de as mulheres tomarem um pouco mais a frente dos neg\u00f3cios e n\u00e3o s\u00f3 dos cuidados da casa. N\u00f3s temos uma vis\u00e3o diferente, porque conseguimos observar coisas que passam despercebidas aos olhos dos homens. Ent\u00e3o, eu achei que poderia dar certo dividir o comando da propriedade com o meu marido\u201d, conta a produtora rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio divulgado em 2017 pelo IBGE \u2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, 19% dos estabelecimentos agropecu\u00e1rios no Brasil s\u00e3o comandados por mulheres. O n\u00famero aumentou desde o censo anterior, em 2016, quando elas comandavam 13% das propriedades rurais do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres tamb\u00e9m est\u00e3o ao lado dos maridos fazendo a gest\u00e3o compartilhada e tomando as decis\u00f5es nas propriedades. Em 20% dos mais de 5 milh\u00f5es de estabelecimentos agropecu\u00e1rios, o casal define unido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAIS GEST\u00c3O&nbsp;<\/strong>&#8211; Juliana recebeu orienta\u00e7\u00e3o para come\u00e7ar com a atividade leiteira, trabalhar com fruticultura e com oler\u00edcolas. \u201cEu tive o apoio do IDR-Paran\u00e1 desde o in\u00edcio recebendo orienta\u00e7\u00e3o, participando de cursos de forma\u00e7\u00e3o e da assist\u00eancia t\u00e9cnica. Isto melhorou bastante o trabalho na propriedade\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do IDR foi al\u00e9m dos servi\u00e7os de assist\u00eancia t\u00e9cnica, pois a produtora destacava-se tamb\u00e9m \u00e0 frente da Cooperativa Agroecol\u00f3gica Vale do Igua\u00e7u \u2013 Cooavi, que tem 55 cooperados produtores de hortali\u00e7as org\u00e2nicas e \u00e9 assistida pelo IDR-Paran\u00e1, por meio do Programa Mais Gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEla j\u00e1 tinha um acompanhamento da extens\u00e3o rural. Isto fortaleceu a atividade produtiva at\u00e9 para se destacar e assumir um papel de lideran\u00e7a em um empreendimento coletivo importante para a regi\u00e3o de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria e para o munic\u00edpio de Cruz Machado\u201d, destaca a economista dom\u00e9stica do IDR-Paran\u00e1, Francieli Gervasoni.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXEMPLO<\/strong>&nbsp;&#8211; A vis\u00e3o da economista dom\u00e9stica, neste caso, foi preparar Juliana para se tornar uma mulher exemplo para as demais n\u00e3o s\u00f3 na cooperativa, quando ela se tornou presidente, mas tamb\u00e9m no meio rural, como produtora e exercendo um papel estrat\u00e9gico nos locais onde atua.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso papel de extensionista \u00e9 de fortalecer cada vez mais a lideran\u00e7a da Juliana porque ela est\u00e1 \u00e0 frente de um empreendimento coletivo, que tem uma import\u00e2ncia tanto no mercado institucional quanto no mercado privado, porque eles fazem a venda das oler\u00edcolas\u201d, diz a extensionista.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 chegar \u00e0 presid\u00eancia da cooperativa, Juliana encontrou alguns percal\u00e7os. \u201cEu j\u00e1 ouvi questionamentos de outras mulheres sobre o porqu\u00ea de eu estar fazendo algo, j\u00e1 que aquilo n\u00e3o era coisa para mulher. S\u00f3 que eu vejo com outros olhos. Eu enxergo que a gente \u00e9 capaz. E a hora que a gente come\u00e7a a liderar, em que a gente come\u00e7a a puxar outras mulheres junto, elas tamb\u00e9m passam a agir diferente e a acreditar em si mesmas, porque elas percebem que s\u00e3o capazes\u201d, afirma a agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PEDAGOGIA<\/strong>&nbsp;&#8211; Agora, ela come\u00e7ou a cursar Pedagogia para aumentar o conhecimento, j\u00e1 que a ideia \u00e9 n\u00e3o sair da propriedade t\u00e3o cedo. \u201cEu gosto de desafios e me formar na faculdade \u00e9 tamb\u00e9m um. Quando eu comecei a atividade leiteira aqui, meu marido n\u00e3o acreditava. Peguei esse desafio para mim. Fui participando de cursos, fui aprendendo, hoje at\u00e9 fa\u00e7o insemina\u00e7\u00e3o\u201d, comemora a produtora.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, ela produz e comercializa em torno de 200 quilos mensais de morango org\u00e2nico para os mercados privado e institucional. Alface, br\u00f3colis, couve flor, cenoura, beterraba, tomate, pepino e abobrinha representam outros mil quilos por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a economista dom\u00e9stica, modelos como o da Juliana s\u00e3o vistos em muitas regi\u00f5es do Estado, mas podem ser multiplicados. \u201cA gente fica muito feliz quando v\u00ea exemplos de mulheres na produ\u00e7\u00e3o e em um papel mais estrat\u00e9gico\u201d, celebra Francieli.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo do Estado<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produtora rural Juliana Mikolaiewski Dziurza, de 30 anos, decide junto com o marido o futuro da propriedade que sustenta a fam\u00edlia, em Cruz Machado, no Sul do Paran\u00e1. Ela recebe assist\u00eancia t\u00e9cnica do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 \u2013 Iapar-Emater (IDR-Paran\u00e1) h\u00e1 pelo menos cinco anos. 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