{"id":29270,"date":"2020-10-08T11:39:49","date_gmt":"2020-10-08T14:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=29270"},"modified":"2020-10-08T11:39:50","modified_gmt":"2020-10-08T14:39:50","slug":"2020-pode-ser-o-mais-quente-no-parana-nos-ultimos-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/10\/08\/2020-pode-ser-o-mais-quente-no-parana-nos-ultimos-25-anos\/","title":{"rendered":"2020 pode ser o mais quente no Paran\u00e1 nos \u00faltimos 25 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>O ano de 2020 deve entrar para a hist\u00f3ria como um dos mais quentes j\u00e1 registrados, segundo o Servi\u00e7o de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica Copernicus, do Programa de Observa\u00e7\u00e3o da Terra, da Uni\u00e3o Europeia, que monitora o clima desde 1979. O levantamento, divulgado nesta semana, repete a an\u00e1lise da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA) e aponta que h\u00e1 99,9% de chance de 2020 entrar no ranking dos cinco anos mais quentes j\u00e1 registrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a NOAA, esse aumento na temperatura do ar ocorre em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo, como no Norte da Sib\u00e9ria, no Oriente M\u00e9dio, em partes da Am\u00e9rica do Sul, Estados Unidos, Austr\u00e1lia e Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>As altas temperatura tamb\u00e9m moveram os term\u00f4metros no Paran\u00e1. Segundo os registros do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1 (Simepar), setembro foi um dos mais quentes da s\u00e9rie hist\u00f3rica de medi\u00e7\u00e3o, que teve in\u00edcio em 1998. \u201cCom exce\u00e7\u00e3o do Litoral, em todas as outras regi\u00f5es do Estado a temperatura m\u00e9dia ficou acima dos registros hist\u00f3ricos. Em Curitiba, os term\u00f4metros marcaram entre 2 e 3 graus acima, e no Noroeste at\u00e9 4 graus mais alta\u201d, afirma o coordenador da Opera\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica do Simepar, Marco Ant\u00f4nio Jusevicius.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMBINA\u00c7\u00c3O EXPLOSIVA<\/strong>&nbsp;&#8211; \u201c\u00c9 quase certo que 2020 se configure como um dos anos mais quentes dos \u00faltimos 25 no Paran\u00e1. O diferencial \u00e9 que est\u00e1 havendo uma combina\u00e7\u00e3o explosiva de temperaturas elevadas com d\u00e9ficit h\u00eddrico de chuvas, que est\u00e3o abaixo da m\u00e9dia h\u00e1 um ano e meio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave que o Paran\u00e1 foi inclu\u00eddo no mapeamento h\u00eddrico do Monitor de Secas, plataforma regulamentada pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA). O monitor foi criado em 2014, inicialmente para atender o Nordeste, onde s\u00e3o mais recorrentes as secas prolongadas. Com a crise h\u00eddrica, o Paran\u00e1 foi inclu\u00eddo no monitoramento.<\/p>\n\n\n\n<p>E a tend\u00eancia de temperaturas elevadas continua. Nos primeiros dias de outubro, a onda de calor em todo o Paran\u00e1 elevou o consumo de \u00e1gua a n\u00edveis recordes, demandando produ\u00e7\u00f5es acima da m\u00e9dia dos sistemas de abastecimento p\u00fablico. Em Maring\u00e1, o consumo chegou a ser 20% maior do que nos dias normais. Em Londrina, foi 17% maior, com recorde de consumo de 255 milh\u00f5es de litros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1, atualmente, encontra-se em situa\u00e7\u00e3o de seca moderada, grave e extrema, de acordo com a regi\u00e3o. Em Curitiba e Regi\u00e3o Metropolitana, que enfrentam crise no abastecimento de \u00e1gua, a classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 de seca extrema.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo do Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2020 deve entrar para a hist\u00f3ria como um dos mais quentes j\u00e1 registrados, segundo o Servi\u00e7o de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica Copernicus, do Programa de Observa\u00e7\u00e3o da Terra, da Uni\u00e3o Europeia, que monitora o clima desde 1979. 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