{"id":28324,"date":"2020-07-13T10:55:00","date_gmt":"2020-07-13T13:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=28324"},"modified":"2020-07-13T10:55:12","modified_gmt":"2020-07-13T13:55:12","slug":"dia-do-rock-como-ter-banda-ajudou-na-vida-profissional-de-roqueiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/07\/13\/dia-do-rock-como-ter-banda-ajudou-na-vida-profissional-de-roqueiros\/","title":{"rendered":"Dia do Rock: como ter banda ajudou na vida profissional de roqueiros"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\nTer uma banda de&nbsp;<em>rock\u2019n\u2019roll<\/em>&nbsp;foi o primeiro passo para a forma\u00e7\u00e3o profissional de muita gente, mesmo fora do estrelato. Mais do que entretenimento, essa experi\u00eancia foi, para v\u00e1rios roqueiros, a porta de entrada para conhecimentos t\u00e9cnicos nas mais diversas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste dia 13 de julho, data em que o Brasil comemora o Dia do Rock, a&nbsp;Ag\u00eancia Brasil&nbsp;mostra que, mais do que m\u00fasica, divers\u00e3o ou estilo de vida, o&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;\u00e9 coisa muito s\u00e9ria. Pode representar oportunidades tamb\u00e9m profissionais, a partir do dom\u00ednio de instrumentos musicais; da produ\u00e7\u00e3o de eventos; e da complexidade que envolve procedimentos t\u00e9cnicos em grava\u00e7\u00f5es, produ\u00e7\u00f5es e divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns dos roqueiros que viveram na capital do r<em>ock<\/em>&nbsp;\u2013 a Bras\u00edlia dos anos 80 e 90\u2013, os conhecimentos adquiridos a partir da devo\u00e7\u00e3o e da dedica\u00e7\u00e3o a esse estilo musical, que muitas vezes se confunde com estilo de vida, est\u00e1 presente at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Marcello Linhos<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/2NIQeQCgK5omqE6pDfkCiMdnpyU=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/11_07_2020_materia_rock-5.jpg?itok=PRcpcQ58\" alt=\"Marcello Linhos com os Melhores do Mundo\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Marcello Linhos, ao centro&nbsp;com a guitarra&nbsp;e os demais integrantes da companhia Os Melhores do Mundo &#8211;&nbsp;Divulga\u00e7\u00e3o\/Nick Elmoor<\/h6>\n\n\n\n<p>Sonoplasta, produtor fonogr\u00e1fico, cen\u00f3grafo, iluminador c\u00eanico e compositor de trilhas sonoras originais para o teatro. Essas s\u00e3o algumas das habilidades de Marcello Linhos, 48, s\u00f3cio integrante da companhia de teatro Melhores do Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 80 e 90, Linhos integrava a banda Restless, bastante presente nos palcos montados em festas e eventos da cidade. \u201cHoje posso ser v\u00e1rios profissionais gra\u00e7as aos conhecimentos que adquiri desde aqueles tempos\u201d, resume o coringa do Melhores do Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A versatilidade de Linhos \u00e9 percebida tamb\u00e9m em sua m\u00fasica. Se antes desenvolvia solos, melodias e harmonias em um dos estilos mais pesados e agressivos do&nbsp;<em>rock<\/em>, o&nbsp;<em>thrash<\/em>&nbsp;metal, hoje ele tem na viola caipira o seu principal canal de express\u00e3o art\u00edstica, al\u00e9m de ser mais um de seus campos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;foi a melhor forma de me expressar, quando adolescente. Foi o canal por onde exerci minha liberdade de fala, colaborando tamb\u00e9m para minha forma\u00e7\u00e3o enquanto ser humano, cidad\u00e3o e artista. Resumindo, \u00e9 uma forma de express\u00e3o \u00e0s vezes forte e violenta, por\u00e9m libert\u00e1ria por reinventar constantemente as formas de se fazer m\u00fasica\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na medida em que a maturidade foi chegando, Linhos se deu conta de que n\u00e3o precisava ficar preso a um estilo musical para se expressar artisticamente. \u201cDescobri que n\u00e3o estar preso a algo ampliava minha liberdade de express\u00e3o. Vi que n\u00e3o precisava ter medo da mudan\u00e7a\u201d, disse ele \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. A migra\u00e7\u00e3o para a viola caipira, no entanto, n\u00e3o o fez abandonar a veia roqueira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda sinto dentro de mim a liberdade de poder propor uma fala nova. Como artista, tenho total no\u00e7\u00e3o de que isso veio da minha adolesc\u00eancia no rock. Sinto ainda essa pulsa\u00e7\u00e3o e a coloco na viola caipira. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de mistura ou est\u00e9tica. Est\u00e1 no esp\u00edrito. Continuo roqueiro e metaleiro. Mas toco viola caipira. \u00c9 o mesmo artista nas duas coisas\u201d, disse o artista que j\u00e1 tem, na viola, trabalhos autorais, releituras de m\u00fasicas tradicionais caipira e o musical infantil Violinha Caipira, que aborda as riquezas biol\u00f3gicas e culturais do cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia com bandas o ajudou tamb\u00e9m a trabalhar como t\u00e9cnico no teatro da Rede de Hospitais de Reabilita\u00e7\u00e3o Sarah e como roadie [t\u00e9cnico ou pessoal de apoio] de bandas, e em festivais.<\/p>\n\n\n\n<p>No grupo teatral Melhores do Mundo, do qual \u00e9 integrante desde o in\u00edcio da trupe, suas atribui\u00e7\u00f5es iam se ampliando com o tempo. Al\u00e9m de compor toda trilha sonora, fazia a sonoriza\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos e atuava em algumas pe\u00e7as. \u201cEra tamb\u00e9m o contra-regra, trabalho que \u00e9 uma esp\u00e9cie de roadie do teatro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Geraldo Ribeiro<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Geraldo Ribeiro \u2013 ou Gerusa, como \u00e9 conhecido na cena roqueira desde a famosa Turma da Colina&nbsp;citada entre os agradecimentos nos discos da Legi\u00e3o Urbana \u2013 cuidar da sonoriza\u00e7\u00e3o das audi\u00eancias nas comiss\u00f5es e plen\u00e1rias da C\u00e2mara dos Deputados \u00e9 algo bem mais simples do que cuidar dos sons dos instrumentos de sua antiga banda, chamada Escola de Esc\u00e2ndalo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde sempre, o que gosto de ouvir \u00e9&nbsp;<em>rock<\/em>. De prefer\u00eancia, pesado\u201d, apresenta-se o baixista, que at\u00e9 os dias atuais continua sendo refer\u00eancia pela \u201cpegada&nbsp;<em>punk<\/em>\u201d que aplicava no instrumento. \u201cComo todo adolescente de minha \u00e9poca, meu sonho era ter uma banda de&nbsp;<em>rock.<\/em>&nbsp;Era por divers\u00e3o mesmo, sem grandes pretens\u00f5es, apesar de alguns integrantes da turma terem alcan\u00e7ado o estrelato [no caso, as bandas Legi\u00e3o Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude]\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das dificuldades para gravar, uma vez que s\u00f3 havia um est\u00fadio em Bras\u00edlia, Gerusa se juntou com um amigo e montou o est\u00fadio Artimanha. \u201cInicialmente bem simples, com uma mesa de apenas quatro canais\u201d, diz o m\u00fasico, hoje com 58 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTive de estudar muita eletr\u00f4nica e produ\u00e7\u00e3o musical para melhorar meus conhecimentos. E foi necess\u00e1rio fazer muita improvisa\u00e7\u00e3o por conta principalmente das limita\u00e7\u00f5es iniciais que t\u00ednhamos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gerusa, essa experi\u00eancia o ajuda at\u00e9 hoje em seu trabalho na C\u00e2mara. \u201c\u00c9 bem mais f\u00e1cil cobrir as sess\u00f5es do que gravar bandas de&nbsp;<em>rock<\/em>. Al\u00e9m da estrutura maior, tenho aqui necessidades menores, al\u00e9m de as tarefas serem divididas. A coisa \u00e9 voltada apenas para obter uma voz com textura bem-feita, o que \u00e9 bem simples por n\u00e3o envolver coisas como timbragem\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A dificuldade de acesso a instrumentos musicais durante os anos 80 o ajudaram a desenvolver uma outra profiss\u00e3o: a de luthier. \u201cNa \u00e9poca em que comecei a querer tocar, os instrumentos musicais eram absurdamente caros e era imposs\u00edvel import\u00e1-los. Por isso resolvi fazer um baixo, aproveitando o fato de meu pai ser escultor e ter conhecimentos sobre madeiras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixado de lado por um tempo, esse hobby voltou \u00e0 tona h\u00e1 alguns anos, quando Gerusa teve de recuperar alguns instrumentos antigos que tinha. \u201cComprei o maquin\u00e1rio e, ao ver que havia mercado para isso em Bras\u00edlia, resolvi voltar \u00e0 ativa. \u00c9 algo que fa\u00e7o por lazer, mas que me possibilita uma renda extra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gast\u00e3o de Medeiros<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao montar um card\u00e1pio no qual os sandu\u00edches tinham nome de bandas de&nbsp;<em>rock<\/em>, o gastr\u00f4nomo Gast\u00e3o de Medeiros, de 53 anos, percebeu que, muitas vezes, o amor de seus clientes por uma banda era t\u00e3o relevante quanto os ingredientes dos sandu\u00edches, na hora de se fazer o pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>A influ\u00eancia do&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;em sua vida profissional n\u00e3o para por a\u00ed. Vocalista, nos anos 80, da banda Elite Sofisticada, Gast\u00e3o teve, na popularidade local de sua banda, ajuda para tocar alguns neg\u00f3cios, entre eles, o bar War Games que, na d\u00e9cada seguinte, era frequentado por um p\u00fablico bastante fiel ao estilo musical.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodo roqueiro quer ter um bar para chamar de seu. Juntei com uns amigos que tinham&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;no sangue e resolvemos tocar esse neg\u00f3cio, que acabou se tornando um ambiente de comunh\u00e3o de roqueiros. Com o tempo, come\u00e7amos a abrir espa\u00e7o para apresenta\u00e7\u00f5es de bandas locais. Chegamos inclusive a patrocinar shows de bandas internacionais na cidade, como o Deep Purple e o Manowar\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra oportunidade aberta pela experi\u00eancia na banda foi a profiss\u00e3o de programador musical na R\u00e1dio Transam\u00e9rica. \u201cIsso foi ap\u00f3s o Elite ter participado de um programa chamado&nbsp;<em>New Rock<\/em>, onde as bandas apresentavam as m\u00fasicas que gostavam e suas principais influ\u00eancias. Acabei fazendo amizade com a equipe, que gostava dos meus pitacos. Passei a ser quem escolhia as m\u00fasicas da programa\u00e7\u00e3o\u201d, disse ele sobre a experi\u00eancia como radialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Gast\u00e3o \u00e9 dono do restaurante Carmelita Rest\u00f4, localizado no Parque das Castanheiras, em Vila Velha (ES). \u201cN\u00e3o deu para viver de<em>&nbsp;rock<\/em>. Chega uma hora que a gente tem de apostar naquilo que nos d\u00e1 condi\u00e7\u00e3o de sobreviver; de pagar o aluguel e alimentar os filhos. Foi o que aconteceu comigo, mas vejo claramente que, em meio aos meus neg\u00f3cios, estou sempre dando um jeito de trazer o rock\u201d, disse ele ao comentar a decora\u00e7\u00e3o do restaurante ou a disponibiliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para a apresenta\u00e7\u00e3o de artistas locais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 engra\u00e7ado o poder de intera\u00e7\u00e3o que o&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;tem. N\u00e3o sei o nome de muitos dos nossos clientes, mas j\u00e1 sei quais curtem&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;e fa\u00e7o quest\u00e3o de, sempre que poss\u00edvel, colocar, no som, as bandas que eles gostam. Al\u00e9m disso eu cozinho, fa\u00e7o faxina e malho sempre ouvindo&nbsp;<em>rock<\/em>. \u00c9 uma companhia que terei sempre em minha vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Adriano Faquini<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"Adriano Faquini\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Adriano Faquini durante show em Bras\u00edlia &#8211;&nbsp;Arquivo pessoal\/Adriano Faquini<\/h6>\n\n\n\n<p>Foi gra\u00e7as \u201c\u00e0s respostas hormonais e cognitivas\u201d que sentia ao ouvir Led Zeppelin, AC\/DC e Beatles que o m\u00fasico Adriano Faquini, 55, se interessou pelo idioma que, atualmente, representa sua principal fonte&nbsp;de renda: as aulas de ingl\u00eas. Foi tamb\u00e9m gra\u00e7as a essa paix\u00e3o que ele complementa sua renda com apresenta\u00e7\u00f5es junto a bandas covers ou, sozinho, cantando e tocando seu viol\u00e3o da marca Ovation.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu era fascinado com a sonoridade do ingl\u00eas nas m\u00fasicas, e a paix\u00e3o que tinha \u00e0s bandas de&nbsp;<em>rock&nbsp;<\/em>me fez deslanchar nesse idioma. Como eu conseguia cantar igual aos caras que eu adorava, eu sonhava em montar bandas cover numa \u00e9poca em que isso sequer existia\u201d, lembra o m\u00fasico e professor de ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de passar por diversas bandas e trabalhos autorais, Faquini ganhou p\u00fablico em Bras\u00edlia com interpreta\u00e7\u00f5es de m\u00fasicas que, para serem executadas, requeriam t\u00e9cnicas vocais extremamente apuradas, como as da cantora Janis Joplin.<\/p>\n\n\n\n<p>A fidelidade de seu p\u00fablico fez dele a principal atra\u00e7\u00e3o no maior reduto musical brasiliense da \u00e9poca, o restaurante Bom Demais, famoso por ter projetado artistas como C\u00e1ssia \u00c9ller e Z\u00e9lia Duncan.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;ent\u00e3o abriu caminho para que ele se tornar \u201cum m\u00fasico da noite\u201d, chegando a ser capa da revista Veja Bras\u00edlia e ganhar os mais altos cach\u00eas da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Faquini integra algumas bandas que fazem, esporadicamente, apresenta\u00e7\u00f5es de covers, o que lhe garante um extra para o sustento. Um de seus parceiros \u00e9 o guitarrista Kiko Peres, da banda Natiruts. Com ele, integra tanto uma banda de cover do Led Zeppelin como a banda Os Marcianos, com quem toca&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;acompanhado de m\u00fasicos das bandas Jota Quest e Pato Fu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Maur\u00edcio Laven\u00e8re<\/h2>\n\n\n\n<p>Quatro panquecas e um envelope com US$ 100. Este foi o primeiro cach\u00ea recebido pelo m\u00fasico, arranjador e produtor musical Maur\u00edcio Laven\u00e8re, 50, quando tinha de 12 para 13 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Filho de um etnomusic\u00f3logo, ramo da antropologia que estuda a m\u00fasica em seu contexto cultural, Maur\u00edcio come\u00e7ou a aprender guitarra com o pai aos 5 anos. Aos 12 j\u00e1 conseguia reproduzir, com o irm\u00e3o baterista Ticho Laven\u00e8re \u2013 hoje professor na Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia \u2013 riffs e solos bastante complexos de bandas como Led Zeppelin e Rush.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o era f\u00e1cil tirar o som das bandas, com os equipamentos limitados que tinha\u201d, lembra ele citando, como exemplo, a necessidade de colocar o amplificador dentro de um arm\u00e1rio, com o volume no m\u00e1ximo, para conseguir reproduzir a distor\u00e7\u00e3o de guitarras que ouvia em alguns discos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA simplicidade e as limita\u00e7\u00f5es que tive durante meus tempos de bandas de&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;foram determinantes para que eu aprendesse a improvisar com equipamentos\u201d, resume o roqueiro que, aos 14 anos, foi diretor musical de um projeto no \u00fanico est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O bom trabalho acabou resultando em convites para trabalhar como produtor e como m\u00fasico em bandas profissionais. \u201cEu recebia o equivalente, hoje, a uns R$ 50 por ensaio\u201d, lembra. Hoje, como m\u00fasico profissional, ele acompanha grupos e projetos dos mais diversos estilos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA import\u00e2ncia do&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;para minha forma\u00e7\u00e3o profissional e para minha vida social \u00e9 indiscut\u00edvel. At\u00e9 porque, para mim, ele vai al\u00e9m da m\u00fasica e personifica, em si, a liberdade que todo ser humano deve ter\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Kiko Freitas<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"Kiko Freitas\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Kiko Freitas&nbsp;j\u00e1 produziu 178 discos pelo selo Blue Records &#8211;&nbsp;Arquivo pessoal\/Kiko Freitas<\/h6>\n\n\n\n<p>Trabalhar em r\u00e1dios e gravadoras como Sony, Warner e EMI foram alguns frutos que Kiko Freitas, 48, colheu a partir da experi\u00eancia que teve com o&nbsp;<em>rock\u2019n\u2019roll<\/em>. Dono do selo Blue Records, Kiko j\u00e1 produziu 178 discos.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00fasico, compositor, arranjador, produtor musical e engenheiro de \u00e1udio, Kiko teve, no&nbsp;<em>rock<\/em>, uma forma de contestar o pai, que tamb\u00e9m era m\u00fasico e participou do movimento da Bossa Nova no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVirei roqueiro de raiva mesmo, porque meu pai n\u00e3o me deixava escutar nem Beatles. Para ele era jazz, MPB ou cl\u00e1ssico, e ponto\u201d, lembra. Sua primeira guitarra s\u00f3 veio quando tinha 12 anos. \u201cA\u00ed eu infernizei\u201d, disse ele ao lembrar do impacto que o&nbsp;<em>rock&nbsp;<\/em>causou ao associar \u201catitudes, sonoridades e novas t\u00e9cnicas desenvolvidas pelos grandes guitarristas\u201d \u00e0 \u201cexplos\u00e3o hormonal da adolesc\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na medida em que ia ampliando os trabalhos de produtor e de engenheiro de \u00e1udio, mais ele se via retornando \u00e0s origens pr\u00e9-<em>rock\u2019n\u2019roll<\/em>&nbsp;estimuladas pelo pai. \u201cM\u00fasico profissional n\u00e3o pode negar trabalhos. Por isso vou em tudo. Seja samba, jazz, sertanejo,&nbsp;<em>rock<\/em>, m\u00fasica cl\u00e1ssica ou \u00e1rabe, o importante \u00e9 sempre ampliar meus horizontes musicais. O legal da m\u00fasica \u00e9 exatamente esse: o de estar em todos os lugares ao mesmo tempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gabriel Thomaz<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/p62PLbpt2gUaDZ7pUKflH0qCp7I=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/11_07_2020_materia_rock-6.jpg?itok=98a_Ki5Q\" alt=\"Gabriel Thomaz\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Atualmente, Gabriel Thomaz integra a banca&nbsp;<em>Autoramas<\/em>&nbsp;&#8211;&nbsp;Divulga\u00e7\u00e3o\/Claudio Uch\u00f4a\/Casanova Produ\u00e7\u00f5es<\/h6>\n\n\n\n<p>Autor do livro Magn\u00e9ticos 90: A Gera\u00e7\u00e3o do Rock Brasileiro Lan\u00e7ada em Fita Cassete, Gabriel Thomaz, 48, \u00e9 tamb\u00e9m m\u00fasico, integrando atualmente a banda Autoramas. Ele despontou no cen\u00e1rio nacional ainda nos anos 90, com a banda brasiliense Little Quail and The Mad Birds, pelo selo Banguela Records.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriel foi um dos poucos de sua gera\u00e7\u00e3o a conseguir, at\u00e9 os dias atuais, manter a carreira de roqueiro. \u201cSempre busquei, no&nbsp;<em>rock<\/em>, a minha originalidade\u201d, diz o autor da m\u00fasica I Saw You Saying\u201d, eternizada pela banda tamb\u00e9m brasiliense Raimundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os elementos que comp\u00f5em sua originalidade, Gabriel aponta a associa\u00e7\u00e3o inteligente entre&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;e humor. \u201cFazer obra com humor \u00e9 quest\u00e3o de intelig\u00eancia. Tenho muitas m\u00fasicas de protesto. H\u00e1 pessoas que n\u00e3o notam, mas s\u00e3o\u201d, disse ele ao vincular suas composi\u00e7\u00f5es ao&nbsp;<em>rock<\/em>&nbsp;de protesto que caracterizou Bras\u00edlia nos anos 80.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez um dos frutos que ele colha atualmente, por ter se dedicado tanto ao<em>&nbsp;rock<\/em>, seja a eterniza\u00e7\u00e3o de sua juventude. \u201cSou igual at\u00e9 hoje. Acho at\u00e9 que com mais pique. Gra\u00e7as ao rock conheci todos os estados de meu pa\u00eds e fiz shows em 23 pa\u00edses. Sempre conversando com as pessoas sobre todas as coisas. \u00c9 \u00f3timo para quem, como eu, sempre gostou de estudar hist\u00f3ria e geografia\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuase tudo que eu consegui na vida foi por causa do\u00a0<em>rock\u2019n\u2019roll<\/em>. Sou muito grato a isso. E \u00e9 engra\u00e7ado porque o tempo vai passando e cada vez mais eu vou mergulhando nesse universo. Gosto de ajudar bandas e artistas. Isso para mim \u00e9 uma forma de retribuir todo esse privil\u00e9gio que eu tive\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter uma banda de&nbsp;rock\u2019n\u2019roll&nbsp;foi o primeiro passo para a forma\u00e7\u00e3o profissional de muita gente, mesmo fora do estrelato. Mais do que entretenimento, essa experi\u00eancia foi, para v\u00e1rios roqueiros, a porta de entrada para conhecimentos t\u00e9cnicos nas mais diversas \u00e1reas. Neste dia 13 de julho, data em que o Brasil comemora o Dia do Rock, a&nbsp;Ag\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[78],"tags":[],"class_list":{"0":"post-28324","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-cultura"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/noticia_787115_img1_guitarras.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28324"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28324"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28326,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28324\/revisions\/28326"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}