{"id":27785,"date":"2020-06-29T21:24:25","date_gmt":"2020-06-30T00:24:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=27785"},"modified":"2020-06-29T21:24:29","modified_gmt":"2020-06-30T00:24:29","slug":"caixas-misteriosas-voltam-a-aparecer-em-praias-de-ipojuca-no-litoral-de-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/06\/29\/caixas-misteriosas-voltam-a-aparecer-em-praias-de-ipojuca-no-litoral-de-pernambuco\/","title":{"rendered":"Caixas misteriosas voltam a aparecer em praias de Ipojuca, no litoral de Pernambuco"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Segundo professor Clemente Junior, da UPE, a mesma corrente que transportou o \u00f3leo levou fardos de l\u00e1tex. Prefeitura diz que material \u00e9 semelhante ao encontrado em 2018.<\/h4>\n\n\n\n<p>&#8220;Caixas misteriosas&#8221; voltaram a aparecer nas praias de&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pe\/pernambuco\/cidade\/ipojuca\/\">Ipojuca<\/a>, no Litoral Sul de Pernambuco. Segundo a prefeitura, 14 fardos &#8220;do mesmo tipo do material localizado em 2018&#8221; foram localizados entre a semana passada e esta segunda (29). O professor Clemente Coelho J\u00fanior, da Universidade de Pernambuco (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/universidade\/upe\/\">UPE<\/a>), informou que eles chegaram com a corrente sul equatorial, a mesma que transportou as manchas de \u00f3leo, em setembro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Os&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pe\/pernambuco\/noticia\/2018\/10\/27\/pacotes-sem-identificacao-aparecem-em-praias-e-sao-recolhidos-para-analise-no-grande-recife.ghtml\">primeiros fardos apareceram no litoral pernambucano em outubro de 2018<\/a>. Eram cerca de 40 unidades, segundo o munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura informou, nesta segunda (29), que, na \u00e9poca, a investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/policia-federal\/\">PF<\/a>) apontou que se tratava de l\u00e1tex natural. Seria uma mat\u00e9ria-prima utilizada na ind\u00fastria da borracha, especialmente na produ\u00e7\u00e3o de pneus e luvas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do novo aparecimento das caixas, o professor Clemente J\u00fanior, do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UPE, disse que a chegada do inverno agitou a correnteza e provocou o retorno dos fardos. Segundo ele, o material foi observado nas praias de Cupe e Muro Alto.<\/p>\n\n\n\n<p>As caixas parecem compactas, feitas de um tipo de tecido, com cerca de 1metro c\u00fabico. Segundo Clemente, o &#8220;tecido viscoso molhado&#8221;, na verdade, \u00e9 borracha, l\u00e1tex extra\u00eddo de seringueiras.\u00a0O material foi visto, tamb\u00e9m neste ano, em\u00a0Jo\u00e3o Pessoa, na\u00a0Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00e3o prensados de l\u00e1tex que servem como mat\u00e9ria prima na fabrica\u00e7\u00e3o de pneus, preservativos, luvas, botas e materiais emborrachados. Uma borracha que passa por um processo industrial&#8221;, explicou Clemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o professor, o material \u00e9 tratado com compostos que podem ser nocivos. Por isso, existe a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o mexam nos fardos e comuniquem ao \u00f3rg\u00e3o ambiental devido para que sejam retirados da areia. O material pode ser levado para um aterro sanit\u00e1rio ou ser reutilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses fardos come\u00e7aram a aparecer em setembro de 2018 em\u00a0Alagoas, mas se espalhou pelo Nordeste. Veio com a corrente sul equatorial, a mesma que trouxe as manchas de \u00f3leo em setembro de 2019. Eles j\u00e1 foram encontrados no\u00a0Piau\u00ed\u00a0e no\u00a0Rio Grande do Norte&#8221;, contou o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Clemente, a chegada do inverno tem forte influ\u00eancia no novo aparecimento dos fardos. &#8220;Eles v\u00eam com correntes e est\u00e3o surgindo agora por causa de uma agita\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do inverno. S\u00e3o ventos mais fortes e correnteza. Esse material estava no fundo do oceano e voltou a ser &#8216;cuspido'&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Mar\u00e9.-2.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-27702\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prefeitura<\/h2>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a prefeitura de Ipojuca disse que se trata de um crime ambiental. Ainda de acordo com a administra\u00e7\u00e3o municipal, o laudo da PF &#8220;sugere que o material descartado seja oriundo do Sudeste asi\u00e1tico em dire\u00e7\u00e3o ao canal do Panam\u00e1 e portos dos Estados Unidos, j\u00e1 que os principais pa\u00edses produtores deste material s\u00e3o a Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia, Tail\u00e2ndia e Vietn\u00e3&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura informou, ainda, que &#8220;apesar das evid\u00eancias, desde 2018, entende que as investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7aram e as caixas voltaram a aparecer sem nenhum tipo de marca que auxilie na origem da carga&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do surgimento das novas unidades, a prefeitura informou ter enviado um comunicado sobre \u00e0 Marinha, \u00e0 Capitania dos Portos e \u00e0 Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia do Meio Ambiente do da cidade informou que &#8220;realiza monitoramento di\u00e1rio e pede refor\u00e7o das autoridades neste monitoramento para al\u00e9m dos limites do munic\u00edpio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a prefeitura, o &#8220;descarte do material, conforme a orienta\u00e7\u00e3o da per\u00edcia criminal e ambiental da PF, poder\u00e1 ser feito tanto em aterros sanit\u00e1rios como tamb\u00e9m em empresas consumidoras de borracha natural para reutiliza\u00e7\u00e3o do produto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Natureza dos fardos<\/h2>\n\n\n\n<p>Em outubro de 2018, a Diretoria de Controle de Fontes Poluidoras, CPRH,\u00a0investigou a possibilidade dos fardos\u00a0serem equipamentos usados para amenizar o impacto de navios ao atracar em portos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), conclu\u00edram que os pacotes eram\u00a0provenientes de um navio alem\u00e3o que naufragou no litoral nordestino em 1944.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta ocorreu durante pesquisas para tentar identificar a origem das manchas de \u00f3leo que surgiram no litoral do Nordeste. O navio naufragou entre 1\u00ba e 4 de janeiro de 1944, mas s\u00f3 foi descoberto mais de 50 anos depois, em 1996, a cerca de mil quil\u00f4metros do litoral.<\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo professor Clemente Junior, da UPE, a mesma corrente que transportou o \u00f3leo levou fardos de l\u00e1tex. Prefeitura diz que material \u00e9 semelhante ao encontrado em 2018. &#8220;Caixas misteriosas&#8221; voltaram a aparecer nas praias de&nbsp;Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. 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