{"id":26206,"date":"2020-02-20T17:24:52","date_gmt":"2020-02-20T20:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=26206"},"modified":"2020-02-20T17:24:53","modified_gmt":"2020-02-20T20:24:53","slug":"estado-amplia-lideranca-em-piscicultura-de-cultivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/02\/20\/estado-amplia-lideranca-em-piscicultura-de-cultivo\/","title":{"rendered":"Estado amplia lideran\u00e7a em piscicultura de cultivo"},"content":{"rendered":"\n<p>O Paran\u00e1 teve um crescimento superior \u00e0 m\u00e9dia nacional na produ\u00e7\u00e3o de pescados de cultivo em 2019 e consolidou ainda mais a lideran\u00e7a nesse setor. Enquanto no Brasil o aumento foi de 4,9%, o do Paran\u00e1 alcan\u00e7ou 18,7%, com 154.200 toneladas produzidas. O levantamento foi feito pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Piscicultura (Peixe BR) e divulgado esta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o Estado j\u00e1 liderava a produ\u00e7\u00e3o, com 129.900 toneladas. Agora, ficou mais dilatada a diferen\u00e7a para os seguidores mais pr\u00f3ximos. A segunda coloca\u00e7\u00e3o \u00e9 de S\u00e3o Paulo, que teve um decr\u00e9scimo de 4,6%, caindo de 73.200 toneladas para 69.800 toneladas. Segundo a Peixe BR, em terceiro lugar aparece Rond\u00f4nia, que reduziu em 5,5% a produ\u00e7\u00e3o, baixando de 72.800 para 68.800 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma atividade bem acolhida por cooperativas do Estado. Os investimentos na agroind\u00fastria e na infraestrutura de comercializa\u00e7\u00e3o e log\u00edstica deram seguran\u00e7a para os produtores\u201d, afirmou o secret\u00e1rio da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Para ele, o pescado deve adquirir cada vez mais import\u00e2ncia como fonte de prote\u00edna, com presen\u00e7a forte no mercado internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ortigara tamb\u00e9m destacou os ajustes feitos pelo governo nas resolu\u00e7\u00f5es de libera\u00e7\u00e3o e validade das licen\u00e7as ambientais. \u201cForam identificados os entraves e tomadas provid\u00eancias para que os processos fossem agilizados\u201d, disse. Como resultado, dos empreendimentos de m\u00e9dio e pequeno porte passou-se a exigir apenas o Licenciamento Ambiental Simplificado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAIS ESPA\u00c7O &#8211;&nbsp;<\/strong>Para o t\u00e9cnico do Departamento de Economia Rural (Deral), respons\u00e1vel pelo setor de pescados, Edmar Gerv\u00e1sio, o peixe \u00e9 um produto que deve conquistar mais espa\u00e7o em futuro breve tanto em \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o quanto no gosto do consumidor. \u201c\u00c9 uma fonte rica de prote\u00edna e seguramente pode contribuir para a seguran\u00e7a alimentar da popula\u00e7\u00e3o, assim como representa uma alternativa rent\u00e1vel e segura para a agricultura familiar\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TIL\u00c1PIAS &#8211;&nbsp;<\/strong>A pesquisa do Anu\u00e1rio Peixe BR mostra que o Brasil passou de 722.560 toneladas para pouco mais de 758 mil toneladas de pescados de cultivo. O destaque \u00e9 a til\u00e1pia, esp\u00e9cie da qual o Pa\u00eds \u00e9 o quarto maior produtor mundial, com 432.149 toneladas. Esse mercado \u00e9 liderado pela China, com 1,93 milh\u00e3o de toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com crescimento de 7,96% em 2019, a esp\u00e9cie representa 57% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de pescados de cultivo. O Paran\u00e1 mant\u00e9m lideran\u00e7a folgada em til\u00e1pia, com produ\u00e7\u00e3o de 146.212 toneladas, bastante \u00e0 frente de S\u00e3o Paulo, que est\u00e1 na segunda coloca\u00e7\u00e3o, com 64.900 toneladas, e de Santa Catarina, em terceiro lugar, com 38.559 toneladas. A participa\u00e7\u00e3o paranaense no mercado nacional de produ\u00e7\u00e3o de til\u00e1pias \u00e9 de 33,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em peixes nativos, a produ\u00e7\u00e3o brasileira teve crescimento de apenas 20 toneladas, passando para 287.930 toneladas \u2013 38% do mercado nacional. No Paran\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o de peixe nativos (entre eles, bagre, dourado, ja\u00fa, pintado e lambari) foi de 4.194 toneladas. As demais esp\u00e9cies (principalmente carpa, truta e panga) ocupam apenas 5% da produ\u00e7\u00e3o brasileira. A lideran\u00e7a neste caso \u00e9 do Rio Grande do Sul, com 16.304 toneladas, e o Paran\u00e1 est\u00e1 em terceiro, com 3.794 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXPORTA\u00c7\u00c3O \u2013<\/strong>&nbsp;No ano passado, de acordo com os dados do Minist\u00e9rio da Economia citados pelo levantamento da Peixe BR, as exporta\u00e7\u00f5es da piscicultura de cultivo (fil\u00e9s e subprodutos aliment\u00edcios ou n\u00e3o \u2013 peles, escamas, farinhas e outros) renderam US$ 12 milh\u00f5es. Os pescados em geral geraram US$ 275 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O volume de produtos de pesca de cultivo exportado ainda \u00e9 pequeno, mas crescem a cada ano. De 2018, quando foram enviados para fora do Pa\u00eds 5.185 toneladas, para 2019 o acr\u00e9scimo foi de 26% e passou a 6.543 toneladas. A til\u00e1pia est\u00e1 no topo, com 81% de participa\u00e7\u00e3o. O Paran\u00e1 foi o segundo Estado exportador de til\u00e1pia e derivados, com pouco mais de 1.302 toneladas (24,47% do total). A primeira coloca\u00e7\u00e3o \u00e9 de Mato Grosso do Sul, com 2.085 toneladas (39.19% de participa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Jap\u00e3o, China e Estados Unidos s\u00e3o os principais compradores da piscicultura de cultivo brasileira. Os Estados Unidos, apesar de ser o terceiro em volume, \u00e9 o que traz mais divisas para o Brasil pois a prefer\u00eancia \u00e9 pelo fil\u00e9 de til\u00e1pia fresco, que tem alto valor agregado. Jap\u00e3o e China importam mais subprodutos.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Paran\u00e1 teve um crescimento superior \u00e0 m\u00e9dia nacional na produ\u00e7\u00e3o de pescados de cultivo em 2019 e consolidou ainda mais a lideran\u00e7a nesse setor. Enquanto no Brasil o aumento foi de 4,9%, o do Paran\u00e1 alcan\u00e7ou 18,7%, com 154.200 toneladas produzidas. 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