{"id":26053,"date":"2020-02-19T10:36:35","date_gmt":"2020-02-19T13:36:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=26053"},"modified":"2020-02-19T10:36:36","modified_gmt":"2020-02-19T13:36:36","slug":"grande-reserva-mata-atlantica-vai-potencializar-antonina-e-morretes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/02\/19\/grande-reserva-mata-atlantica-vai-potencializar-antonina-e-morretes\/","title":{"rendered":"Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica vai potencializar Antonina e Morretes"},"content":{"rendered":"\n<p>Antonina e Morretes s\u00e3o parte fundamental da Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica, iniciativa paranaense que congrega quase uma centena de pessoas em torno de projetos de turismo sustent\u00e1vel entre o Sul de S\u00e3o Paulo e o Norte de Santa Catarina. O objetivo desse coletivo \u00e9 al\u00e7ar esse remanescente (menos de 7% da cobertura original) de floresta com cerca de dois milh\u00f5es de hectares a destino de comunh\u00e3o com a natureza, como o Pantanal e a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento n\u00e3o tem dono e a meta \u00e9 a uni\u00e3o de esfor\u00e7os de todos os setores (p\u00fablico, privado e terceiro setor) em prol do desenvolvimento sustent\u00e1vel na regi\u00e3o, dentro do conceito de \u201cprodu\u00e7\u00e3o de natureza\u201d, ou seja, de gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda com a mata est\u00e1tica e o compromisso da preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Turismo e a Paran\u00e1 Turismo abra\u00e7am essa ideia. A entidade que promove as belezas naturais do Estado inclusive participar\u00e1 da Expo Turismo Paran\u00e1 2020 com um estande sobre a Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica, com intuito de fomentar ainda mais a iniciativa entre os players do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica conta com esp\u00e9cies \u00fanicas de \u00e1rvores, flores e animais. O mico-le\u00e3o-de-cara-preta, o papagaio-de-cara-roxa, o muriqui (maior primata das Am\u00e9ricas) e a toninha-comum, ou golfinho da Ba\u00eda da Babitonga (SC), s\u00f3 s\u00e3o encontrados nesse bioma. A on\u00e7a-pintada tamb\u00e9m \u00e9 marca registrada desse pequeno espa\u00e7o de Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMO \u00c9 &#8211;&nbsp;<\/strong>Uma das inspira\u00e7\u00f5es \u00e9 o Parque do Iber\u00e1, na Argentina, que \u00e9 um dos maiores destinos tur\u00edsticos do mundo e usa esse conceito de portais de acesso. A Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 dividida em cinco macrorregi\u00f5es: Lagamar Norte (Peru\u00edbe a Cananeia, em S\u00e3o Paulo), Alto Ribeira (Vale da Ribeira, em S\u00e3o Paulo), Alto Montana e Arauc\u00e1rias (entre S\u00e3o Paulo e Curitiba), Serra do Mar Lagamar (Ba\u00eda de Paranagu\u00e1, Pontal do Paran\u00e1, Morretes, Antonina e Guaraque\u00e7aba) e Serra do Mar Sul (de Matinhos-PR a S\u00e3o Francisco do Sul-SC).<\/p>\n\n\n\n<p>A Serra do Mar Lagamar, onde o projeto decolou, por sua vez, conta com cinco portais de acesso: Graciosa (Morretes e Antonina), Vale do Gigante (Antonina), Ilhas (toda a costa paranaense), Guaragua\u00e7u (Paranagu\u00e1 e Pontal do Paran\u00e1) e Guaraque\u00e7aba. Antonina e Morretes, com suas trilhas, montanhas, riachos e \u00e1reas rurais preservadas, s\u00e3o as bases de dois portais de acesso \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o 46 munic\u00edpios participantes nos tr\u00eas Estados, subdivididos em cinco setores. Essa estrutura\u00e7\u00e3o integrada permite contato facilitado com as principais empresas de turismo e, num pr\u00f3ximo passo, proje\u00e7\u00e3o internacional. O objetivo \u00e9 atingir quem est\u00e1 disposto a fazer turismo por mais cidades, em pacotes de 10 a 15 dias, por exemplo\u201d, explica Marcos Cruz Alves, do Instituto A Mudan\u00e7a Que Queremos (Iamuque), um dos idealizadores do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueremos romper definitivamente essa barreira de competi\u00e7\u00e3o e estimular o desenvolvimento regionalizado, as potencialidades de cada lugar, estabelecer essa sinergia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Alves, com o advento da Grande Reserva, foi iniciada uma rede corporativa que j\u00e1 conta com 78 membros. \u201cUm grupo de WhatsApp mesmo, com discuss\u00f5es di\u00e1rias. Buscamos o crescimento org\u00e2nico, com qualidade, e a partir de uma carta de princ\u00edpios conservacionistas\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa carta-compromisso que acompanha a iniciativa incorpora a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e da cultura regional como parte da prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, e indica para os empres\u00e1rios atua\u00e7\u00e3o de forma respons\u00e1vel e integrada junto a fornecedores, o reconhecimento e preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, e transmiss\u00e3o de servi\u00e7os que t\u00eam como intuito minimizar os impactos sobre a floresta. Tamb\u00e9m h\u00e1 compromisso de est\u00edmulo ao consumo de produtos locais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PR\u00d3XIMOS PASSOS &#8211;&nbsp;<\/strong>A iniciativa foi lan\u00e7ada oficialmente em meados de 2018 e o trabalho colaborativo online tem garantido a expans\u00e3o da ideia. Segundo o diretor do Iamuque, 2019 foi um ano decisivo no planejamento e 2020 ser\u00e1 um ano de consolida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 14 de junho do ano passado fizemos uma reuni\u00e3o encabe\u00e7ada pela prefeitura de Antonina com todos os prefeitos do Litoral do Paran\u00e1. No dia 5 de julho, a secret\u00e1ria de Turismo de Santa Catarina e um representante do secret\u00e1rio de Turismo de S\u00e3o Paulo estiveram no Estado para conhecer o projeto, al\u00e9m do vice-governador Darci Piana e do secret\u00e1rio de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Turismo, M\u00e1rcio Nunes\u201d, pontua Marcos Cruz Alves.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia \u00e9 continuar crescendo. Estamos buscando recursos para viabilizar mais o projeto e reter regionalmente os turistas. O perfil do turista do Litoral do Paran\u00e1 ainda \u00e9 \u2018de sexta a domingo\u2019. A ideia \u00e9 que ele permane\u00e7a por mais tempo, e volte sempre que puder\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Tiago Choinski, gerente do escrit\u00f3rio da Serra Verde Express em Morretes e diretor de projetos da Ag\u00eancia de Desenvolvimento do Turismo Sustent\u00e1vel do Litoral do Paran\u00e1 (Adetur), explica que uma das ideias \u00e9 se posicionar melhor no mercado para atrair novos interessados de outros Estados e pa\u00edses. Ele participa do grupo de trabalho da Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica na cadeira da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBuscamos quebrar a quest\u00e3o geogr\u00e1fica de Morretes, fazer com que ela se some a Antonina. Estamos estruturando as c\u00e9lulas regionais para tentar se colocar no mercado de uma forma diferente, muito mais din\u00e2mica. Vender as duas juntas\u201d, destaca. \u201cQueremos que as pessoas digam: quero viajar para a Mata Atl\u00e2ntica como dizem que querem conhecer a Amaz\u00f4nia, que se estende por alguns pa\u00edses, e o Pantanal, a maior plan\u00edcie alagada do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o haver\u00e1 um lan\u00e7amento oficial. A Serra Verde Express&nbsp;organiza&nbsp;uma comitiva de jornalistas e influenciadores para descer de trem de Curitiba at\u00e9 Morretes e conhecer os principais atrativos da Serra do Mar Lagamar. Para setembro j\u00e1 est\u00e1 planejado um festival da Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica, com intuito de favorecer ainda mais a liga\u00e7\u00e3o com S\u00e3o Paulo e Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ANTONINA E MORRETES \u2013<\/strong>&nbsp;Antonina e Morretes s\u00e3o cidades hist\u00f3ricas do Paran\u00e1, ber\u00e7os dos primeiros ciclos econ\u00f4micos, e abrigam o Pico Paran\u00e1 e o Pico Marumbi, respectivamente. Elas contam com cultura gastron\u00f4mica, trilhas, rafting, parques, rios para banho e turismo rural, al\u00e9m de calend\u00e1rios festivos de jazz, blues e samba (Carnaval). As ba\u00edas que as beiram s\u00e3o testemunhas dos ciclos do ouro, da erva-mate e da extra\u00e7\u00e3o de madeira no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica, s\u00e3o tentativas de resgate de uma cultura regionalizada a Maria Fuma\u00e7a, o turismo do Vale do Gigante, os produtos t\u00edpicos locais e iniciativas pr\u00f3prias de empres\u00e1rios locais.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antonina e Morretes s\u00e3o parte fundamental da Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica, iniciativa paranaense que congrega quase uma centena de pessoas em torno de projetos de turismo sustent\u00e1vel entre o Sul de S\u00e3o Paulo e o Norte de Santa Catarina. 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