{"id":25635,"date":"2020-02-05T15:48:31","date_gmt":"2020-02-05T18:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=25635"},"modified":"2020-02-05T15:48:33","modified_gmt":"2020-02-05T18:48:33","slug":"jovem-descobre-novas-especies-de-serpente-e-estrela-do-mar-em-regiao-a-200-km-do-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/02\/05\/jovem-descobre-novas-especies-de-serpente-e-estrela-do-mar-em-regiao-a-200-km-do-oceano\/","title":{"rendered":"Jovem descobre novas esp\u00e9cies de serpente e estrela-do-mar em regi\u00e3o a 200 km do oceano"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Malton Carvalho Fraga, 23 anos, iniciou pesquisa em inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da UFPR. Estudante analisou f\u00f3sseis com mais de 400 milh\u00f5es de anos coletados nos Campos Gerais do Paran\u00e1.<\/h4>\n\n\n\n<p>Um jovem universit\u00e1rio descobriu durante um projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica novas esp\u00e9cies de serpente e estrela-do-mar, que foram encontradas por meio de f\u00f3sseis coletados em cidades da regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas mostram que a \u00e1rea \u2014 atualmente a 200 km do Oceano Atl\u00e2ntico \u2014 j\u00e1 foi um dia coberta pelo mar.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante de geologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) Malton Carvalho Fraga, 23 anos, fez as descobertas analisando amostras colhidas nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas em cidades como Jaguaria\u00edva e Ponta Grossa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os f\u00f3sseis t\u00eam entre 359 milh\u00f5es e 416 milh\u00f5es de anos, conforme a pesquisa. Isso significa que os seres vivos catalogados passaram pelo planeta antes mesmo dos dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<p>Malton conta que antes de iniciar a an\u00e1lise das amostras descobriu que nenhum pesquisador havia publicado material sobre os tipos de f\u00f3sseis coletados no Paran\u00e1 em mais de 100 anos, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A \u00fanica vez que algu\u00e9m descreveu esp\u00e9cies desses f\u00f3sseis no Paran\u00e1 foi em 1913. Nos \u00faltimos anos, o pessoal coletava com frequ\u00eancia f\u00f3sseis desses animais&#8221;, diz o estudante.<\/p>\n\n\n\n<p>O universit\u00e1rio notou que as coletas dos f\u00f3sseis foram atribu\u00eddas a esp\u00e9cies que j\u00e1 eram conhecidas. No entanto, fazendo a an\u00e1lise das amostras, encontrou diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Quando eu sentei para comparar, ver esqueleto e morfologia, falei: &#8216;opa, tem coisa diferente&#8217;. Busquei outras esp\u00e9cies de outros locais, conversei com pesquisadores estrangeiros e vi que eram duas esp\u00e9cies novas&#8221;, conta.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A pesquisa teve a orienta\u00e7\u00e3o da professora e paleont\u00f3loga do Departamento de Geologia da UFPR Cristina Silveira Vega.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/mA_8eeo6-bMkVv212vkasHKxnls=\/0x0:1113x742\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/U\/a\/EFBhemTXy9yN1QeFGA4g\/whatsapp-image-2020-02-04-at-16.54.01.jpeg\" alt=\"Marginix notatus \u00e9 uma esp\u00e9cie de serpente-do-mar \u2014 Foto: UFPR\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Marginix notatus \u00e9 uma esp\u00e9cie de serpente-do-mar \u2014 Foto: UFPR\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mar nos Campos Gerais<\/h2>\n\n\n\n<p>As amostras de esp\u00e9cies marinhas foram encontradas em cidades que est\u00e3o atualmente a, pelo menos, 200 km de dist\u00e2ncia do oceano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os f\u00f3sseis s\u00f3 confirmam o que \u00e9 fato para os pesquisadores h\u00e1 algum tempo: a regi\u00e3o dos Campos Gerais j\u00e1 foi coberta pelo mar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa regi\u00e3o um dia foi um fundo de mar. Temos v\u00e1rios f\u00f3sseis que atestam a origem marinha dessa regi\u00e3o. Com o estudo dos f\u00f3sseis e das camadas de rocha conseguimos mostrar isso para o p\u00fablico&#8221;, explica a professora Cristina Silveira Vega.<\/p>\n\n\n\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de placas tect\u00f4nicas ajudam a explicar como as caracter\u00edsticas de regi\u00f5es de todo o planeta foram sofrendo altera\u00e7\u00f5es durante milhares de ano, e continuam se modificando todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O movimento geol\u00f3gico do planeta, que n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel diretamente aos nossos olhos, faz com que surjam cadeias de montanhas, que apare\u00e7am mares. O que hoje a gente v\u00ea como mar, provavelmente no futuro n\u00e3o ser\u00e1 mais assim&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/HbmYkiMw0YBko2bVPjbxxEHOi1U=\/0x0:1280x640\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/5\/n\/SPfEgnTjWY2AHvGdNE5A\/whatsapp-image-2020-02-04-at-16.59.21.jpeg\" alt=\"Regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1 j\u00e1 foi coberta pelo mar um dia \u2014 Foto: Ilustra\u00e7\u00e3o\/UFPR\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1 j\u00e1 foi coberta pelo mar um dia \u2014 Foto: Ilustra\u00e7\u00e3o\/UFPR<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Estrela do Paran\u00e1<\/h2>\n\n\n\n<p>As amostras analisadas por Malton eram t\u00e3o diferentes que n\u00e3o se encaixavam em nenhum g\u00eanero de esp\u00e9cies j\u00e1 catalogadas. Por conta disso, o trabalho dele foi al\u00e9m da descoberta da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a estrela-do-mar, foram descobertos a fam\u00edlia&nbsp;<em>Paranasteridae,&nbsp;<\/em>o g\u00eanero<em>&nbsp;Paranaster&nbsp;<\/em>e a esp\u00e9cie&nbsp;<em>Paranaster crucis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O&nbsp;<em>crucis<\/em>&nbsp;da esp\u00e9cie \u00e9 em homenagem ao oss\u00edculo que ela tem no esqueleto, que \u00e9 em forma de cruz. O g\u00eanero&nbsp;<em>Paranaster<\/em>&nbsp;\u00e9 uma homenagem ao Paran\u00e1, sendo &#8216;aster&#8217; estrela, ou seja a &#8216;Estrela do Paran\u00e1'&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para a serpente-do-mar, foi criada a esp\u00e9cie&nbsp;<em>Marginix notatus.&nbsp;<\/em>O&nbsp;<em>notatus<\/em>&nbsp;faz refer\u00eancia a uma caracter\u00edstica da esp\u00e9cie, que tem um disco central bem evidente, segundo o estudante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda durante a pesquisa, Malton notou que uma esp\u00e9cie de estrela-do-mar estava catalogada no g\u00eanero errado. Por este motivo, teve que criar o g\u00eanero&nbsp;<em>Magnasterella,<\/em>&nbsp;revisando a descoberta publicada em 1913.<\/p>\n\n\n\n<p>Os termos g\u00eanero, fam\u00edlia e esp\u00e9cie s\u00e3o utilizados na biologia para a classifica\u00e7\u00e3o dos seres vivos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/14ouOwIxs1QtDsTHYZ970i_BmCU=\/0x0:1113x742\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/b\/V\/QNYeqARbGIkX6Ng7664g\/whatsapp-image-2020-02-04-at-16.53.36.jpeg\" alt=\"Paranaster crucis, a 'Estrela do Paran\u00e1', descoberta recentemente \u2014 Foto: UFPR\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Paranaster crucis, a &#8216;Estrela do Paran\u00e1&#8217;, descoberta recentemente \u2014 Foto: UFPR\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto que desvendou novas esp\u00e9cies paranaenses durou aproximadamente tr\u00eas anos. No in\u00edcio de 2020, a pesquisa foi publicada em uma revista cient\u00edfica internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Malton acabou se tornando o projeto de conclus\u00e3o de curso dele, que deve ser apresentado no fim deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o, o estudante j\u00e1 pensa em dar sequ\u00eancia na carreira com um mestrado na \u00e1rea de paleontologia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Gostei muito da pesquisa. Depois que esse trabalho foi publicado j\u00e1 percebi muitas outras possibilidades dentro deste estudo&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo antes da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a professora Cristina Silveira Vega ressalta a import\u00e2ncia de apresentar a ci\u00eancia para quem est\u00e1 nos primeiros n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em escolas e col\u00e9gios, projetos de extens\u00e3o explicam para crian\u00e7as e adolescentes aquilo que eles conhecem por meio dos filmes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;A gente v\u00ea como \u00e9 importante investir em ci\u00eancia e tecnologia. Esse incentivo a gente come\u00e7a muito antes, levando a paleontologia para a escola. Vamos formando os cientistas para o futuro&#8221;, pontua.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Kj8cpbhXCK4nQhXMgiOpq6e-YLU=\/0x0:5598x3149\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/D\/g\/FLkBhVQMuGkL2ncMARNg\/20170612-152142000-ios-1.jpg\" alt=\"Pesquisadores participam de coleta de f\u00f3sseis na regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1 \u2014 Foto: UFPR\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pesquisadores participam de coleta de f\u00f3sseis na regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1 \u2014 Foto: UFPR\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Malton Carvalho Fraga, 23 anos, iniciou pesquisa em inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da UFPR. Estudante analisou f\u00f3sseis com mais de 400 milh\u00f5es de anos coletados nos Campos Gerais do Paran\u00e1. 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