{"id":2539,"date":"2019-03-26T09:45:17","date_gmt":"2019-03-26T12:45:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=2539"},"modified":"2019-03-26T09:45:21","modified_gmt":"2019-03-26T12:45:21","slug":"parque-mais-procurado-de-mg-reduz-visitacao-pela-metade-e-espera-acoes-para-garantir-turismo-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/26\/parque-mais-procurado-de-mg-reduz-visitacao-pela-metade-e-espera-acoes-para-garantir-turismo-sustentavel\/","title":{"rendered":"Parque mais procurado de MG reduz visita\u00e7\u00e3o pela metade e espera a\u00e7\u00f5es para garantir &#8216;turismo sustent\u00e1vel&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Filas, eros\u00e3o no solo, picha\u00e7\u00e3o de grutas e caos em vila vizinha levaram a Justi\u00e7a de MG a reduzir de 1.200 para 600 o n\u00famero de turistas por dia no Parque do Ibitipoca.<\/h4>\n\n\n\n<p>H\u00e1 300 anos, o ouro estava na mira de sonhadores. Atualmente, a \u201c\u00e1gua com cor de Coca-Cola\u201d e a &#8220;Janela do C\u00e9u&#8221;, convidativa para selfies, s\u00e3o as atra\u00e7\u00f5es que levam aventureiros ao topo da serra onde fica o Parque Estadual do Ibitipoca.<\/p>\n\n\n\n<p>As belezas espalhadas em meio a um mar de morros fizeram desse o parque estadual mais visitado de Minas Gerais. Mas den\u00fancias de preju\u00edzos causados pelos turistas ao meio ambiente levaram, em 2018, \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/zona-da-mata\/noticia\/acordo-estabelece-normas-para-visitacao-no-parque-estadual-de-ibitipoca-e-limita-fluxo-de-pessoas.ghtml\">imposi\u00e7\u00e3o de um limite de 600 visitantes por dia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano depois da restri\u00e7\u00e3o, ainda faltam investimentos em estrutura, novos planos de manejo e estudos que ajudem a garantir um modelo de \u201cturismo sustent\u00e1vel\u201d na regi\u00e3o. A eros\u00e3o nas trilhas que levam a grutas espalhadas pelos 1.488 hectares de Ibitipoca est\u00e1 no topo da lista de problemas denunciados ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 no ano passado foram mais de 80 mil turistas sobre o solo de quartzito&nbsp;<em>(veja infogr\u00e1fico abaixo)<\/em>&nbsp;das trilhas que levam a grutas e cachoeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>G1<\/strong>&nbsp;esteve em Ibitipoca para ouvir turistas, comunidade e administradores na s\u00e9rie de reportagens do&nbsp;<strong>Desafio Natureza<\/strong>&nbsp;que avalia como o turismo tamb\u00e9m pode ser abordado como uma quest\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/RI04sgUQ9CjsRFtypZxokclNiTE=\/0x0:1600x2656\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/9\/h\/7EeM9pTWmdiwE1AQ0uFw\/mapa-do-parque-ibitipoca.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - localiza\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Igor Estrella\/Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; localiza\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Igor Estrella\/Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Limite alterado e den\u00fancias<\/h2>\n\n\n\n<p>As restri\u00e7\u00f5es ao turismo em Ibitipoca come\u00e7aram em 2006. O plano de manejo estimava que um limite de 800 pessoas por dia n\u00e3o causaria preju\u00edzos para a biodiversidade do parque.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, em 2015, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), \u00f3rg\u00e3o ligado ao Governo de Minas Gerais, liberou a entrada de at\u00e9 1.200 turistas por dia, apoiado na justificativa de ter realizado melhorias na estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a amplia\u00e7\u00e3o, a Promotoria de Justi\u00e7a de Lima Duarte recebeu den\u00fancias apontando que, entre outros pontos, a nova regra trazia danos \u00e0 flora e danos ao solo do parque, al\u00e9m de contrariar o plano de manejo e criar demanda incompat\u00edvel com o total de funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"17\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-134.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2541\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/E7pk-8QXCve0QGf1ODspKN-vvGA=\/0x0:1700x1133\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/R\/o\/RWjBAOQT6cwneHskkwpQ\/ibitipoca-trabalhador-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - trabalhador puxa areia que se acumula nas trilhas pelo pisoteio \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; trabalhador puxa areia que se acumula nas trilhas pelo pisoteio \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, o MP abriu investiga\u00e7\u00e3o. Um estudo preliminar da capacidade de carga apontou o limite de 600 visitantes por dia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Os peritos constataram processos erosivos, falta de monitoramento dos visitantes e chegaram a este n\u00famero&#8221;, explicou a promotora Natalia Salom\u00e3o de Pinho.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2018, a promotoria fechou um acordo extrajudicial com o IEF, que se comprometeu a adotar o limite de 600 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O inqu\u00e9rito ainda est\u00e1 em andamento e essa limita\u00e7\u00e3o pode mudar. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 aguardar o resultado de um estudo mais aprofundado, que ser\u00e1 feito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e financiado pelo MP&#8221;, disse a promotora Natalia.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O acordo do MP com o IEF tamb\u00e9m prev\u00ea implantar trilhas suspensas, venda online de ingressos e a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental, al\u00e9m da elabora\u00e7\u00e3o de um plano de monitoramento de trilhas e outro de manejo para as grutas.<\/p>\n\n\n\n<p>Funcion\u00e1rios, moradores da regi\u00e3o e guias afirmam que a \u00fanica mudan\u00e7a no parque no \u00faltimo ano foi a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de turistas. Nenhuma outra medida saiu do papel. A UFJF tamb\u00e9m n\u00e3o recebeu o financiamento para execu\u00e7\u00e3o do novo estudo at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"16\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-133.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2542\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/88KrzgwE93r8a7cE-KvvulV4N9M=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/K\/7\/lKCjh7SZeBo9dCqrWkfA\/ibitipoca-vista-geral-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - Vista geral da regi\u00e3o no circuito da Janela do C\u00e9u \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; Vista geral da regi\u00e3o no circuito da Janela do C\u00e9u \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios do Parque do Ibitipoca<\/h2>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de 1.200 para 600 visitantes no parque \u00e9 motivo de pol\u00eamica em Concei\u00e7\u00e3o do Ibitipoca, distrito do munic\u00edpio de Lima Duarte que depende do ecoturismo na regi\u00e3o. Para especialistas na \u00e1rea, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 oportunidade para discutir como medir impacto do turismo e como construir um modelo sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, entenda os principais pontos citados no inqu\u00e9rito&nbsp;<em>(estrutura, eros\u00e3o, picha\u00e7\u00e3o e impacto na vila)<\/em>&nbsp;e saiba o que dizem especialistas e a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"16\" src=\"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/image-135.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2543\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/0ENUgD86ozgbwl934QK8YrHbaGk=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/c\/S\/R5nkRHSFCTl5xT2tDZgw\/bromelia.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - h\u00e1 registro de 32 variedades de brom\u00e9lia no parque \u2014 Foto: Vivian Reis\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; h\u00e1 registro de 32 variedades de brom\u00e9lia no parque \u2014 Foto: Vivian Reis\/G1<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrutura e filas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Parque Estadual do Ibitipoca teve m\u00e9dia de 90 mil visitantes nos \u00faltimos cinco anos, atra\u00eddos pela grande concentra\u00e7\u00e3o de grutas, cachoeiras e mirantes, rodeados por uma vegeta\u00e7\u00e3o que se alterna entre cerrado, campos rupestres, campos de altitude e florestas.<\/p>\n\n\n\n<p>O visitante, segundo o IEF, tem acesso a 2,82% da \u00e1rea total da unidade. A \u00e1rea de visita\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida em tr\u00eas circuitos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Circuito da Janela do C\u00e9u<\/strong>: com grutas, cachoeiras e mirantes ao longo de 16 km de caminhada, ida e volta, percorridos em aproximadamente seis horas;<\/li><li><strong>Circuito do Pi\u00e3o<\/strong>: um trajeto de 9 km de extens\u00e3o, percorridos em cerca de quatro horas, que inclui as ru\u00ednas da capela de Bom Jesus da Serra e duas grutas;<\/li><li><strong>Circuito das \u00c1guas<\/strong>: que se estende por 5 km onde est\u00e3o concentradas cachoeiras e piscinas naturais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/V4gdOHVP7YdnOD_FInZRHDbX1NY=\/0x0:1600x4726\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/x\/d\/09pIlzRuqVKCzjOAGw5g\/atrativos-do-parque.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - circuitos e atrativos do parque \u2014 Foto: Rodrigo Sanches\/Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; circuitos e atrativos do parque \u2014 Foto: Rodrigo Sanches\/Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro circuito \u00e9 o mais famoso. &#8220;No feriado a Janela do C\u00e9u fica cheia, com 400 pessoas buscando um local que enche com 20. J\u00e1 fiquei 2 horas e 30 minutos esperando minha turma&#8221;, conta Rodrigo Paranhos, o Minhoca, guia tur\u00edstico e frequentador do parque desde 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>O guia avalia que faltam informa\u00e7\u00f5es para o turista. &#8220;As pessoas param na bifurca\u00e7\u00e3o, leem a placa \u2018Janela do C\u00e9u\u2019 e v\u00e3o sem saber que percorrer\u00e3o a p\u00e9 16 km de trilha para ir e voltar, durante aproximadamente seis horas, com riscos de esgotamento f\u00edsico e sem bons cal\u00e7ados, \u00e1gua e lanches&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/jnGcf33sTa89FNEZ2OsHkQlc3Go=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/e\/3\/vYRKKvTH63Ega8GizHJQ\/sem-titulo.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - vista a partir do mirante Janela do C\u00e9u, atrativo mais procurado da unidade \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; vista a partir do mirante Janela do C\u00e9u, atrativo mais procurado da unidade \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, ano em que o MP iniciou as investiga\u00e7\u00f5es sobre os impactos do excesso de visitantes no parque,&nbsp;<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mg\/zona-da-mata\/noticia\/2016\/04\/era-fotografada-quando-escorreguei-diz-jovem-que-caiu-de-cachoeira.html\">uma jovem caiu do famoso mirante<\/a>, ap\u00f3s escorregar enquanto fazia uma foto na beira do atrativo. Sobreviveu porque, ao alcan\u00e7ar o final da primeira queda, com mais de 30 metros de altura, parou em um po\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-gestor do parque, Jo\u00e3o Carlos Lima de Oliveira, rec\u00e9m-afastado do cargo, culpou a turista pelo acidente. &#8220;Total imprud\u00eancia dela. Existem placas no local falando que \u00e9 uma \u00e1rea de risco, temos funcion\u00e1rios pr\u00f3ximos, tanto \u00e9 que o funcion\u00e1rio estava pr\u00f3ximo da \u00e1rea. Ela se aventurou a chegar na beirada de uma cachoeira&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eros\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O parque fica sobre uma forma\u00e7\u00e3o de quartzito. Esse solo torna a paisagem curiosa porque s\u00e3o vis\u00edveis as camadas de sedimentos que comp\u00f5em as rochas, proporcionando atrativos como o Pared\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio, com dois mirantes, e a Prainha, um banco de areia \u00e0s margens do Rio do Salto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/XnsylGOeaeV0EuuKb-0v6BL0qEg=\/0x0:650x2824\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/P\/r\/ruxzIKT3uW5RFrhlQh7Q\/formacao-rochosa-do-ibitipoca.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - rochas e eros\u00e3o \u2014 Foto: Arte\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; rochas e eros\u00e3o \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>O tipo de rocha tamb\u00e9m impacta na colora\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, \u00e1cidas e espumantes, que variam do dourado ao marrom, tingidas pelo tanino das folhas filtradas pelo solo poroso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/6KVZVD2bzS8TU41xJkEdSn25Efw=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/t\/h\/cJwxEeTACzvQSEyz6EQA\/img-7355.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - Pisoteio da trilha forma sulcos, que exp\u00f5e o quartzito \u00e0 eros\u00e3o pela \u00e1gua \u2014 Foto: Vivian Reis\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; Pisoteio da trilha forma sulcos, que exp\u00f5e o quartzito \u00e0 eros\u00e3o pela \u00e1gua \u2014 Foto: Vivian Reis\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O excesso de pessoas nas trilhas aumenta a forma\u00e7\u00e3o de sulcos, canaletas, eros\u00e3o chamada vo\u00e7oroca. Quando a \u00e1gua da chuva passa por ali, ela afunda o solo ainda mais e leva os sedimentos para os rios, causando assoreamento. Hoje, h\u00e1 lagos que tinham profundidade consider\u00e1vel onde hoje a \u00e1gua bate no joelho&#8221;, explica Gabriel Fortes, integrante de uma das fam\u00edlias pioneiras do Ibitipoca e dono da ag\u00eancia Sau\u00e1 Turismo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/iJrN8dl78LmW3Fd7Y2exLgieJ4U=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/f\/l\/LRhN1BTG2IQAmWyMfFeg\/ibitipoca-trilha2-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - Trilha em recupera\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; Trilha em recupera\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Picha\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Serra do Ibitipoca abriga pelo menos 70 cavidades, todas elas de quartzito, de acordo com a Sociedade Brasileira de Espeleologia. Nelas vivem aranhas, insetos, anf\u00edbios, algumas esp\u00e9cies de morcegos, pacas, gatos-do-mato e andorinh\u00f5es, ave migrat\u00f3ria que anualmente deixa o frio do Canad\u00e1 para o per\u00edodo de acasalamento no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>No parque, nove cavernas est\u00e3o abertas \u00e0 visita\u00e7\u00e3o e cada uma ajuda a recontar a hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, como a Gruta dos Viajantes, que servia de abrigo para muitos tropeiros, e Gruta dos Fugitivos, que foi esconderijo para escravos.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>G1<\/strong>&nbsp;encontrou marcas deixadas por turistas em algumas grutas, que assinaram seus nomes por meio da fric\u00e7\u00e3o de pedras nas paredes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/2zG7Q94EKCkd1eN-I7vMy1LKsZ4=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/B\/A\/tsEG7MSiWNxFHbZznO7A\/picho.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - marcas deixadas por turistas nas paredes de grutas s\u00e3o alvo de inqu\u00e9rito \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; marcas deixadas por turistas nas paredes de grutas s\u00e3o alvo de inqu\u00e9rito \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Atribu\u00edmos isso a a\u00e7\u00e3o de v\u00e2ndalos. Picha\u00e7\u00f5es n\u00f3s temos no mundo todo, inclusive aqui, infelizmente. As pessoas querem deixar sua marca, seu nome e a data de quando estiveram aqui. Mas \u00e9 importante destacar que essas marcas s\u00e3o da d\u00e9cada de 1980. Nosso p\u00fablico hoje \u00e9 muito diferente, mais consciente&#8221;, disse Jo\u00e3o Carlos Lima de Oliveira, ex-gestor do parque.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/S2Ve9rxzR7nc_QmCGXjZK-p8ouE=\/0x0:1700x2022\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/O\/T\/wxIB26QwGfj8hJpKsCNA\/ibitipoca-queda-da-agua-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - Cachoeirinha, um dos atrativos no circuito Janela do C\u00e9u \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; Cachoeirinha, um dos atrativos no circuito Janela do C\u00e9u \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vila<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O parque fica a 100 km de Juiz de Fora. Ele abrange os munic\u00edpios de Bias Fortes, \u00e0 leste, Santa Rita do Ibitipoca, ao norte, e Lima Duarte, ao sul e ao oeste. Lima Duarte, cujo nome homenageou em 1884 o visconde Jos\u00e9 Rodrigues de Lima Duarte, ministro da marinha e senador do Imp\u00e9rio \u00e0 \u00e9poca, possui diversas vilas, entre elas, Concei\u00e7\u00e3o do Ibitipoca, que abriga pousadas e restaurantes a 3 km da portaria do parque.<\/p>\n\n\n\n<p>Se por um lado s\u00e3o beneficiados pela alta procura dos turistas, por outro, os moradores e comerciantes de Concei\u00e7\u00e3o reconhecem que a vila de pouco mais de mil habitantes n\u00e3o tem estrutura para atender a um grande volume de visitantes. &#8220;As datas mais dif\u00edceis e complicadas s\u00e3o os feriados. \u00c9 quando falta \u00e1gua e luz porque a popula\u00e7\u00e3o flutuante triplica&#8221;, afirma M\u00e1rcia Macambira, chef e dona do restaurante Serrafina, acrescentando que o tr\u00e2nsito fica ca\u00f3tico, com tempos de percursos que saltam de 5 minutos para 40 minutos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/JsqpCkAl3p7d4cAHiLHi4fyU5Ek=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/L\/F\/Kaa6B5TAAlfFfhKVBZUw\/ibitipoca-vila-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - rua da Vila de Concei\u00e7\u00e3o de Ibitipoca, que parte da cidade de Lima Duarte. \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; rua da Vila de Concei\u00e7\u00e3o de Ibitipoca, que parte da cidade de Lima Duarte. \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avan\u00e7os na estrutura<\/h2>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o dos moradores do Ibitipoca, o parque n\u00e3o suportou o limite de 1.200 visitantes em feriados devido \u00e0 falta de infraestrutura e organiza\u00e7\u00e3o para esse volume de turistas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O parque est\u00e1 lindo e tem uma \u00f3tima estrutura, mas se quer receber mais gente, tem que melhorar. A venda online de parte dos ingressos poderia evitar filas; abordagens simples, como a distribui\u00e7\u00e3o de pulseiras de cores diferentes para cada circuito poderiam evitar superlota\u00e7\u00e3o em atrativos; se todos que assistissem a um v\u00eddeo de educa\u00e7\u00e3o ambiental na entrada, talvez reduziria a ocorr\u00eancia de picha\u00e7\u00f5es&#8221;, avalia o guia Gabriel Fortes.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Oa2lv0iLtafM-TIhz8tVmlLjYvE=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/i\/J\/vdJpaCQAKS40yGgvZYxA\/ibitipoca-gruta-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - uma das grutas espalhadas pela \u00e1rea do parque \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; uma das grutas espalhadas pela \u00e1rea do parque \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>O turism\u00f3logo e gestor da Associa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios do Circuito Tur\u00edstico Serras de Ibitipoca, M\u00e1rcio Lucinda, aposta na abertura de novos atrativos dentro e fora do parque.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio que se discuta a possibilidade de abertura de mais um ou dois roteiros dentro do parque, como o roteiro &#8216;Circuito das \u00c1guas parte alta&#8217;. A cria\u00e7\u00e3o de um acesso ao norte do parque tamb\u00e9m reduziria o pisoteio das trilhas, pois ao inv\u00e9s de ir e voltar para a portaria principal, os turistas atravessariam a serra uma \u00fanica vez e gerariam desenvolvimento para as comunidades do entorno, distribuindo melhor o turismo na regi\u00e3o&#8221;, afirma M\u00e1rcio Lucinda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Q_VvdDnuTb7QlcjDCbti08FwHKM=\/0x0:1700x1065\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/a\/6\/qvgGOISkCrqftPBD654A\/coca.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - \u00e1guas 'cor de coca-cola' atraem milhares de turistas a Ibitipoca todos os anos \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; \u00e1guas &#8216;cor de coca-cola&#8217; atraem milhares de turistas a Ibitipoca todos os anos \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos respons\u00e1veis por ajudar a definir o destino do turismo no Parque Estadual do Ibitipoca \u00e9 o pesquisador Cezar Henrique Barra Rocha, l\u00edder do N\u00facleo de An\u00e1lise Geo-Ambiental (Nagea) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).<\/p>\n\n\n\n<p>Sua equipe j\u00e1 realizou estudos de capacidade no parque, sempre por meio do m\u00e9todo de Miguel Cifuentes, que leva em considera\u00e7\u00e3o as trilhas, e n\u00e3o os atrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A capacidade f\u00edsica do Lago dos Espelhos, por exemplo, \u00e9 de 12.500 turistas por dia. Quando entram fatores de corre\u00e7\u00e3o, como ra\u00edzes expostas, falta de estrutura f\u00edsica e comunica\u00e7\u00e3o no trajeto, essa capacidade cai para 104 visitantes&#8221;, afirmou o professor. &#8220;Corrigindo esses problemas, a capacidade poderia aumentar&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/9I31puqyTCNwoUud4Z3y2rL9NTc=\/0x0:1700x1053\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/0\/a\/JwSdR6QPK1OkCWbeHvLg\/ibitipoca-circuito-dimas.jpg\" alt=\"Parque Estadual do Ibitipoca - pontos de circuito da \u00e1gua \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parque Estadual do Ibitipoca &#8211; pontos de circuito da \u00e1gua \u2014 Foto: Dimas Stephan\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns especialistas, como o professor Sidnei Raimundo, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), outros m\u00e9todos podem ser mais eficientes do que o estudo da capacidade de carga. &#8220;O estudo da capacidade de carga \u00e9 fr\u00e1gil porque foca em n\u00fameros&#8221;, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para que ocorra turismo sustent\u00e1vel pensa em um trip\u00e9: uma perna \u00e9 a resili\u00eancia do local, a outra s\u00e3o os moradores do entorno e, no meio, o visitante. Os m\u00e9todos VIM (Visitor Impact Management) e LAC (Limits of Accetable Change) trabalham com isso&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Em outras palavras, um turismo sustent\u00e1vel \u00e9 aquele que considera o ambiente por meio de t\u00e9cnicas que garantam sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, que envolvam as comunidades locais nos processos de decis\u00e3o, e que o visitante tenha acesso a um conjunto de atividades de forma que seja mais emancipat\u00f3rio, uma abordagem ambiental mais emancipat\u00f3ria&#8221;, disse o turism\u00f3logo M\u00e1rcio Lucinda.<\/p><p>G1<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filas, eros\u00e3o no solo, picha\u00e7\u00e3o de grutas e caos em vila vizinha levaram a Justi\u00e7a de MG a reduzir de 1.200 para 600 o n\u00famero de turistas por dia no Parque do Ibitipoca. H\u00e1 300 anos, o ouro estava na mira de sonhadores. Atualmente, a \u201c\u00e1gua com cor de Coca-Cola\u201d e a &#8220;Janela do C\u00e9u&#8221;, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2555,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2539","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-qualidade-de-vida"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/parque.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2539"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2539"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2556,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2539\/revisions\/2556"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}