{"id":25327,"date":"2020-01-24T10:02:36","date_gmt":"2020-01-24T13:02:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=25327"},"modified":"2020-01-24T10:02:42","modified_gmt":"2020-01-24T13:02:42","slug":"aumentam-as-exportacoes-de-carne-pelos-portos-do-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/01\/24\/aumentam-as-exportacoes-de-carne-pelos-portos-do-parana\/","title":{"rendered":"Aumentam as exporta\u00e7\u00f5es de carne pelos Portos do Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de carne, pelo Porto de Paranagu\u00e1, subiram 17,58%. Em 2019, durante todo o ano, foram mais de dois milh\u00f5es de toneladas; em 2018, 1,7 milh\u00e3o. Com as medidas do Minist\u00e9rio da Agricultura que refor\u00e7am o reconhecimento do Paran\u00e1 como \u00e1rea livre de peste su\u00edna cl\u00e1ssica e que abrem caminho para o status de \u00e1rea livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, o setor produtivo espera movimentar ainda mais a partir deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostram os dados do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, a carne que mais apresentou aumento na compara\u00e7\u00e3o entre as exporta\u00e7\u00f5es dos dois \u00faltimos anos foi a bovina, que cresceu 64,5%. Com quase 226 mil toneladas exportadas no ano, o Porto de Paranagu\u00e1 \u00e9 o segundo nas exporta\u00e7\u00f5es do produto entre os portos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Paran\u00e1 oferece qualidade, quantidade e efici\u00eancia para suprir o mercado\u201d, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paran\u00e1, Luiz Fernando Garcia. Segundo ele, a log\u00edstica da exporta\u00e7\u00e3o pelo porto paranaense \u00e9 \u00e1gil, com redu\u00e7\u00e3o dos custos operacionais e administrativos, al\u00e9m de uma excelente estrutura de armazenagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A carne de boi que sai por Paranagu\u00e1 representa 14,55% do total do produto exportado pelo pa\u00eds e tem como principais destinos a China, Hong Kong, Egito, Israel e Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>SU\u00cdNOS \u2013 A exporta\u00e7\u00e3o de carne su\u00edna aumentou 23,22% na compara\u00e7\u00e3o entre 2019 e 2018. No ano passado, o volume exportado foi de 100,67 mil toneladas, colocando o terminal paranaense na terceira posi\u00e7\u00e3o entre os portos do pa\u00eds na opera\u00e7\u00e3o desse produto.<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de carne su\u00edna pelo Paran\u00e1 representam 11,4% do total exportado pelo pa\u00eds. Os principais destinos s\u00e3o Hong Kong, China, Cingapura, \u00c1frica do Sul e Vietn\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>SETOR PRODUTIVO &#8211; Apesar das exporta\u00e7\u00f5es de frango terem registrado menor aumento &#8211; a diferen\u00e7a entre as movimenta\u00e7\u00f5es de 2019 e 2018 foi de 12,5% (positivo) -, o Porto de Paranagu\u00e1 segue sendo o l\u00edder nacional, respondendo por mais de 42% das exporta\u00e7\u00f5es nacionais do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, um pouco mais de 1,65 milh\u00e3o de toneladas de carne de aves foram enviadas principalmente para China, Jap\u00e3o, Emirados \u00c1rabes, Ar\u00e1bia Saudita e Hong Kong.<\/p>\n\n\n\n<p>ORIGEM \u2013 Pouco mais de 74% da carne exportada pelo Porto de Paranagu\u00e1 tem origem no pr\u00f3prio Estado. Recentemente, por instru\u00e7\u00e3o normativa, o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento refor\u00e7ou o reconhecimento do Paran\u00e1 como \u00e1rea livre da peste su\u00edna cl\u00e1ssica (PSC). A medida retira o Estado de um grupo formado por 14 unidades federativas e reduzindo sua vulnerabilidade a eventuais casos da doen\u00e7a na \u00e1rea n\u00e3o livre.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no final de 2019, o Minist\u00e9rio da Agricultura tamb\u00e9m proibiu o uso e a comercializa\u00e7\u00e3o da vacina contra febre aftosa no Estado, assim como o ingresso de animais vacinados contra a doen\u00e7a (com exce\u00e7\u00e3o para a entrada de bois e b\u00fafalos destinados a abate, que devem estar em ve\u00edculo lacrado e ter como destino abatedouro com inspe\u00e7\u00e3o oficial).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desses passos, com vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria redobrada, o Paran\u00e1 adota medidas para conquistar o reconhecimento como \u00c1rea Livre de Febre Aftosa sem Vacina\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Agricultura (que deve vir no segundo semestre deste ano) e o reconhecimento internacional, no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>PARTICIPA\u00c7\u00c3O &#8211; Para o secret\u00e1rio estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, conforme a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria paranaense vai evoluindo, qualificando, ganhando novas chancelas e avan\u00e7ando na quest\u00e3o do fim da vacina\u00e7\u00e3o da febre aftosa e outros processos, a participa\u00e7\u00e3o da carne do Paran\u00e1 nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras tende a crescer cada vez mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom certeza vamos manter e at\u00e9 ampliar a participa\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es do frango. A participa\u00e7\u00e3o em suinocultura tamb\u00e9m aumentar\u00e1. Nos pr\u00f3ximos anos o Paran\u00e1 ter\u00e1 uma participa\u00e7\u00e3o ampliada e n\u00e3o ser\u00e1 imposs\u00edvel imaginar que vai liderar tamb\u00e9m o processo de produ\u00e7\u00e3o de carne su\u00edna nos pr\u00f3ximos cinco anos ou menos que isso\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a obten\u00e7\u00e3o do reconhecimento pelo Minist\u00e9rio e da chancela pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade Anima (OIE), at\u00e9 maio de 2021, abrem ainda a perspectiva de mais negocia\u00e7\u00e3o e mercado tamb\u00e9m para a carne bovina.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fim da vacina\u00e7\u00e3o pode consolidar esse movimento. Temos condi\u00e7\u00e3o de evoluir e aumentar nossa participa\u00e7\u00e3o no conjunto de exporta\u00e7\u00f5es de carne, principalmente pelo Porto de Paranagu\u00e1, fortalecendo cada vez mais a imagem e a efic\u00e1cia do nosso porto\u201d, afirma o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>BOX &#8211; Competitividade e diferencial na carne paranaense<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Comiss\u00e3o de Bovinocultura de Corte da Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura do Estado do Paran\u00e1 (Faep) e do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, diz que o Paran\u00e1 ainda n\u00e3o \u00e9 um grande produtor de carne como commodity, como o Mato Grosso, por exemplo. Por\u00e9m, tem competitividade e muito potencial para ampliar essa oferta, tanto para o mercado nacional, quanto internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Paran\u00e1 \u00e9 um dos estados com mais potencial. O Estado \u00e9, hoje, o maior produtor de carnes do pa\u00eds, somando todas as carnes n\u00e3o apenas a bovina. Isso se deve ao potencial agropecu\u00e1rio do Estado: grande oferta de alimentos, pela produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que tem; e infraestrutura log\u00edstica que tamb\u00e9m se destaca \u2013 ainda que possa melhorar -, principalmente por estar t\u00e3o perto do Porto\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A competitividade do Estado ainda est\u00e1 no crescimento das \u00e1reas que integram as duas atividades: pecu\u00e1ria e lavoura. \u201cEsse desenvolvimento das culturas, em harmonia, gera muitos benef\u00edcios para as duas atividades. Tem crescido muito e, se os produtores tiveram ainda mais acesso \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o, tecnologia e conhecimento, pode crescer ainda mais\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a carne bovina do Paran\u00e1, Botelho diz que, no mercado nacional, j\u00e1 se destaca pela qualidade e rastreabilidade. \u201c\u00c9 uma carne muito diferenciada, no sabor e na maciez, que tem atingido um mercado bastante exigente e mais gourmet. Esse tamb\u00e9m pode ser um nicho de mercado internacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, para que o Estado conquiste ainda mais mercado externo, tamb\u00e9m \u00e9 preciso que os frigor\u00edficos se habilitem para atender a exporta\u00e7\u00e3o. \u201cPodemos ter uma oferta maior de carne para exporta\u00e7\u00e3o. Os frigor\u00edficos t\u00eam que entrar nesse mercado. A demanda por carne, de maneira geral, no mundo, est\u00e1 muito grande e em ascens\u00e3o. Novos mercados sempre surgem, o que abre um leque de neg\u00f3cios fant\u00e1sticos para todo o setor\u201d, diz o presidente da Comiss\u00e3o da Faep.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es de carne, pelo Porto de Paranagu\u00e1, subiram 17,58%. Em 2019, durante todo o ano, foram mais de dois milh\u00f5es de toneladas; em 2018, 1,7 milh\u00e3o. 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