{"id":25087,"date":"2020-01-17T11:20:48","date_gmt":"2020-01-17T14:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=25087"},"modified":"2020-01-17T11:20:50","modified_gmt":"2020-01-17T14:20:50","slug":"supermercados-do-rj-nao-podem-mais-oferecer-sacolas-plasticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/01\/17\/supermercados-do-rj-nao-podem-mais-oferecer-sacolas-plasticas\/","title":{"rendered":"Supermercados do RJ n\u00e3o podem mais oferecer sacolas pl\u00e1sticas"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A meta do setor de supermercados \u00e9 reduzir 2 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas em um ano.<br><\/h4>\n\n\n\n<p>Desde a \u00faltima quarta-feira (15), os supermercados do Rio de Janeiro n\u00e3o oferecem mais sacolas pl\u00e1sticas gratuitas, em cumprimento \u00e0 Lei Estadual n\u00ba 8.006\/18, que entrou em vigor em 26 de junho do ano passado. Os consumidores, agora, ter\u00e3o de levar suas sacolas de casa quando forem fazer suas compras nas lojas das redes de varejo, ou pagar pelas sacolas pl\u00e1sticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s recomendamos e sugerimos, em nome do meio ambiente, que eles levem suas sacolas de casa\u201d, disse o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), F\u00e1bio Queir\u00f3z.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros seis meses de vig\u00eancia da lei, o setor retirou de circula\u00e7\u00e3o do meio ambiente um bilh\u00e3o de sacolas pl\u00e1sticas, destacou, acrescentando que o resultado foi acima do esperado. \u201cN\u00f3s agradecemos ao consumidor porque reconhecemos que \u00e9 uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito, mas ele comprou a ideia de uma maneira que surpreendeu positivamente a todos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Asserj disse que a meta do setor de supermercados \u00e9 reduzir 2 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas em um ano. Segundo ele, no mundo inteiro a cobran\u00e7a se mostrou o instrumento mais eficaz no combate \u00e0 sacola pl\u00e1stica. \u201cE aqui [no Rio de Janeiro] n\u00e3o foi diferente, como j\u00e1 se provou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00e1bio Queir\u00f3z disse que, agora, com a n\u00e3o distribui\u00e7\u00e3o gratuita das duas primeiras sacolas, \u201ca gente espera atingir essa meta important\u00edssima de redu\u00e7\u00e3o de 2 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas em apenas um ano. \u00c9 muito significativo, em nome do meio ambiente\u201d. A meta dever\u00e1 ser cumprida at\u00e9 junho pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da lei, o estado do Rio de Janeiro consumia 4 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas por ano. \u201cA gente estima chegar a 50% de redu\u00e7\u00e3o\u201d, assinalou F\u00e1bio Queir\u00f3z. Os estabelecimentos que cobravam pelas sacolas retorn\u00e1veis aderiram ao movimento \u201cDesplastifique J\u00e1!\u201d, lan\u00e7ado no dia 25 junho de 2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sustentabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A aut\u00f4noma Amanda Sales acha mais f\u00e1cil e mais pr\u00e1tico levar suas pr\u00f3prias sacolas para o supermercado. \u201cCada um tem que fazer a sua parte, para melhora do nosso planeta. Se cada um fizer a sua parte, d\u00e1 tudo certo para todo mundo\u201d. Para compras grandes, Amanda prefere tamb\u00e9m suas sacolas retorn\u00e1veis, porque as sacolas pl\u00e1sticas \u201ccortam, machucam, al\u00e9m de prejudicar o meio ambiente. Ent\u00e3o, acho (a norma que entrou em vigor) a melhor coisa. Tem que ir acabando aos poucos, tirando o que puder, colocando copos de papel em vez dos de pl\u00e1stico. Acho que \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Reinaldo Lacerda, tamb\u00e9m aut\u00f4nomo, considerou v\u00e1lida a cobran\u00e7a pelas sacolas pl\u00e1sticas a partir de hoje nos supermercados. \u201c\u00c9 melhor para o meio ambiente, vamos ajudar\u201d. De agora em diante, ele prefere seguir a norma. \u201cO meio ambiente est\u00e1 precisando muito. Tem que ser bom para todo mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a cuidadora de idosos aposentada Arina Ferreira Pinheiro, a nova medida veio a calhar, porque considera que as sacolas s\u00f3 servem \u201cpara atrair barata e guardar mofo\u201d. Como viaja muito, ela tem o costume de comprar sacolas retorn\u00e1veis nos pa\u00edses que visita. Tamb\u00e9m ganha muitas. Algumas datam de 1998, como as adquiridas durante viagem \u00e0 Fran\u00e7a. H\u00e1 muitos anos, Arina transformou o uso dessas sacolas grandes em um h\u00e1bito. \u201cAcho que tenho umas 50 dessas sacolas. Acho que n\u00e3o vou pagar nunca (pelas sacolas pl\u00e1sticas) porque tenho as minhas sacolas em casa\u201d, disse, rindo.<\/p>\n\n\n\n<p>O guia de turismo Marcos Santos chegou ao supermercado preparado, com duas sacolas grandes retorn\u00e1veis. Considerou o in\u00edcio de cobran\u00e7a pelas sacolinhas pl\u00e1sticas uma medida normal para proteger o planeta. \u201cQuanto menos bolsas se gastar, menos pl\u00e1stico se joga nas ruas e as pessoas aprendem a se conscientizar em reciclar mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernanda Barbosa, assistente administrativa, disse que o fim das sacolas gratuitas est\u00e1 de acordo com as tend\u00eancias mundiais recentes de reduzir cada vez mais o uso do pl\u00e1stico, em prol do meio ambiente. Ela avaliou que para os brasileiros uma medida como essa \u00e9 complicada de ser adotada, porque \u201ca nossa educa\u00e7\u00e3o \u00e9 (usar) sacola pl\u00e1stica no lixo, no banheiro. Mas a gente vai acostumando. N\u00e3o vi problema nenhum [em pagar pelas sacolas]. E a quest\u00e3o do meio ambiente nem se fala. A quest\u00e3o \u00e9 esquecer as sacolas em casa. Vai deixar um dinheiro para o supermercado\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sacolas<\/h2>\n\n\n\n<p>As sacolas pl\u00e1sticas convencionais, que os supermercados distribu\u00edam, eram produzidas 100% com petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00e3o da Asserj, desde 26 de junho do ano passado, os supermercados de grande porte passaram a disponibilizar somente as novas sacolas, produzidas com mais de 51% de fontes renov\u00e1veis, a pre\u00e7o de custo de R$ 0,08, sem lucro para os lojistas. A Lei 8.472, publicada no dia 15 de julho de 2019, determina que os estabelecimentos comerciais do estado do Rio de Janeiro devem reduzir, progressivamente, o n\u00famero de sacolas pl\u00e1sticas disponibilizadas ao consumidor, na propor\u00e7\u00e3o de 40% no primeiro ano de vig\u00eancia da lei e 10% nos anos subsequentes, at\u00e9 o quarto ano. A norma revoga tamb\u00e9m a Lei 1.299, de 28 de abril de 1988, que determinava a entrega de embalagens para acondicionamento de produtos adquiridos pelos consumidores, nas compras acima de tr\u00eas quilos.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00e3o cumprimento de qualquer das regras impostas na lei das sacolas pl\u00e1sticas sujeitar\u00e1 o infrator \u00e0s penalidades previstas na Lei de Pol\u00edtica Estadual de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, bem como na aplica\u00e7\u00e3o de multa pecuni\u00e1ria de 100 a 10 mil UFIR\u2019S, o que equivalia, para o exerc\u00edcio de 2019, a valores entre R$ 342,11 e R$ 34.211,00.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vanguarda<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a Asserj, o estado do Rio de Janeiro foi o primeiro do pa\u00eds a banir a distribui\u00e7\u00e3o das sacolas pl\u00e1sticas nos estabelecimentos comerciais. Em 2011, a cidade de Belo Horizonte implementou uma lei municipal proibindo tamb\u00e9m as sacolas. J\u00e1 a cidade de S\u00e3o Paulo tinha a lei municipal n\u00ba 15.374\/2011, que entrou em vigor em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Agencia Brasil<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A meta do setor de supermercados \u00e9 reduzir 2 bilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas em um ano. Desde a \u00faltima quarta-feira (15), os supermercados do Rio de Janeiro n\u00e3o oferecem mais sacolas pl\u00e1sticas gratuitas, em cumprimento \u00e0 Lei Estadual n\u00ba 8.006\/18, que entrou em vigor em 26 de junho do ano passado. 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