{"id":24940,"date":"2020-01-09T16:20:43","date_gmt":"2020-01-09T19:20:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=24940"},"modified":"2020-01-09T16:20:47","modified_gmt":"2020-01-09T19:20:47","slug":"fim-dos-semaforos-na-linha-verde-e-preciso-unir-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2020\/01\/09\/fim-dos-semaforos-na-linha-verde-e-preciso-unir-curitiba\/","title":{"rendered":"Fim dos sem\u00e1foros na Linha Verde! \u00c9 preciso unir Curitiba"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta quarta-feira, 8, a partir das 14h, eu e o arquiteto e urbanista Luiz Forte Netto, vamos expor detalhes da proposta que ser\u00e1 inclu\u00edda no plano de governo do MDB e que prev\u00ea superar um dos principais gargalos de mobilidade urbano de Curitiba: o lento e, \u00e1s vezes, ca\u00f3tico tr\u00e2nsito da Linha Verde. Forte Netto, em outro artigo publicado na imprensa, j\u00e1 adiantou parte da proposta e eu devo repeti-lo aqui, mas essa \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o. Vamos l\u00e1.<br>Quando a BR-116 foi inaugurada em 1961, ligando Curitiba a S\u00e3o Paulo, a capital paranaense tinha exatos 361.309 habitantes, segundo o Censo daquele ano. A nova rodovia cortava uma \u00e1rea rural praticamente desabitada. Apenas dez anos depois, a popula\u00e7\u00e3o mais do que dobrou, para 624.362, e a cidade expandiu seus limites. A urbaniza\u00e7\u00e3o chegava tamb\u00e9m ao \u201coutro lado\u201d da BR-116.<\/p>\n\n\n\n<p>Corta para 2019. O trecho urbano de 22 quil\u00f4metros da BR-116, que j\u00e1 tinha mudado para BR-476, tem agora o nome de Linha Verde, uma solu\u00e7\u00e3o urban\u00edstica que pretendia \u2013 e ainda pretende \u2013 unificar a cidade e beneficiar moradores de 22 bairros, onde moram quase 290 mil pessoas (um n\u00famero bem pr\u00f3ximo ao da popula\u00e7\u00e3o inteira de Curitiba na \u00e9poca da inaugura\u00e7\u00e3o da BR-116).<\/p>\n\n\n\n<p>A dura realidade \u00e9 que a Linha Verde, que come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 2007, com a ideia de ligar Curitiba do Sul ao Norte, desde o Pinheirinho at\u00e9 o Atuba, revelou-se ao longo desses anos o maior problema de tr\u00e2nsito da cidade, com engarrafamentos, muita perda de tempo e de paci\u00eancia, sem lograr o objetivo de integrar os dois lados que artificialmente continuou a dividir, repetindo o \u201cfeito\u201d da BR-116 nas primeiras d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Linha Verde, 12 anos depois, ainda est\u00e1 em obras. E, onde est\u00e1 conclu\u00edda, n\u00e3o integra, s\u00f3 complica. Na Curitiba que j\u00e1 foi considerada a mais inovadora no urbanismo brasileiro, a Linha Verde pode ainda representar um acerto de planejamento com os seus devidos reparos. A via concentra os v\u00e1rios modais de transporte, do \u00f4nibus em canaleta pr\u00f3pria \u00e0 ciclovia, dos ve\u00edculos e caminh\u00f5es de cargas urbanas \u00e0 passagem intensa de pedestres, que correm risco de vida todos os dias apenas para chegar ao outro lado da imensa avenida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse m\u00eas de janeiro e mais nos pr\u00f3ximos meses, pode ter certeza: milhares de ve\u00edculos v\u00e3o ficar parados nos sinaleiros da Linha Verde, congestionada, com seus milhares de ocupantes perdendo tempo (e dinheiro), enquanto \u00f4nibus, caminh\u00f5es, carros e motos aumentam a emiss\u00e3o de poluentes no ar. Sabe quanto tempo um pedestre pode demorar para atravessar a linha, se n\u00e3o quiser perder a vida? Nos hor\u00e1rios de pico, cerca de 30 minutos. Sob o sol ou sob a chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a Linha Verde \u00e9 irrevers\u00edvel, ent\u00e3o h\u00e1 que se tomar provid\u00eancias para integrar a cidade de fato, e n\u00e3o apenas avan\u00e7ar nos projetos sem que se invista em melhorias. E o que pode ser feito, a um custo relativamente baixo, para dar solu\u00e7\u00e3o \u00e0 divis\u00e3o que a avenida traz? Temos que repensar Curitiba e trazer para o s\u00e9culo XXI, a cidade que j\u00e1 foi a mais inovadora do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a Linha Verde divide a cidade, como se pode fazer com que o tr\u00e2nsito flua por ela, sem interrup\u00e7\u00f5es, enquanto o tr\u00e1fego entre os bairros de um e de outro lado se processa normalmente? Na verdade, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: eliminar todos os sem\u00e1foros, de ponta a ponta dessa via, com a constru\u00e7\u00e3o, nos nove cruzamentos estrat\u00e9gicos, de viadutos e trincheiras. Prazo para se concretizar esse projeto? Quatro anos, apenas.<\/p>\n\n\n\n<p>A elimina\u00e7\u00e3o dos sem\u00e1foros reduziria o tempo de travessia pela Linha Verde de mais de uma hora para menos de 25 minutos. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 mais seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, tanto para motoristas quanto para os pedestres que se arriscam na travessia das pistas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 um projeto caro, pelo contr\u00e1rio. A prefeitura de Curitiba tem como reserva para investimento, no or\u00e7amento municipal, cerca de R$ 600 milh\u00f5es por ano. Com 10% desse valor podem ser executadas todas as obras e transformar a Linha Verde em uma linha expressa sem interrup\u00e7\u00f5es. Com isso, os 22 quil\u00f4metros do trajeto do Atuba ao Pinheirinho poder\u00e3o ser percorridos em menos de meia hora para ir e outro tanto para voltar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ganho de tempo e ganho com economia de combust\u00edvel, redu\u00e7\u00e3o de poluentes no ar e, principalmente, ganho na qualidade de vida. Porque h\u00e1 duas situa\u00e7\u00f5es que podem ser consideradas as piores perdas de tempo: o engarrafamento no tr\u00e2nsito e as filas em bancos e outros locais de grande afluxo de p\u00fablico. Para essa segunda perda de tempo ainda n\u00e3o existem solu\u00e7\u00f5es, a n\u00e3o ser que se elimine de vez a burocracia no Brasil. Mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Arruda \u00e9 presidente do MDB do Paran\u00e1<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta-feira, 8, a partir das 14h, eu e o arquiteto e urbanista Luiz Forte Netto, vamos expor detalhes da proposta que ser\u00e1 inclu\u00edda no plano de governo do MDB e que prev\u00ea superar um dos principais gargalos de mobilidade urbano de Curitiba: o lento e, \u00e1s vezes, ca\u00f3tico tr\u00e2nsito da Linha Verde. 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