{"id":24514,"date":"2019-12-30T20:20:18","date_gmt":"2019-12-30T23:20:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=24514"},"modified":"2019-12-30T20:20:20","modified_gmt":"2019-12-30T23:20:20","slug":"bombeiros-nao-registram-mortes-em-areas-protegidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/12\/30\/bombeiros-nao-registram-mortes-em-areas-protegidas\/","title":{"rendered":"Bombeiros n\u00e3o registram mortes em \u00e1reas protegidas"},"content":{"rendered":"\n<p>Balan\u00e7o divulgado pelo Corpo de Bombeiros aponta que n\u00e3o houve mortes por afogamentos ou afogamentos graves em \u00e1reas protegidas por guarda-vidas entre \u00e0s 8 horas do dia 20 e \u00e0s 7 horas desta segunda-feira (30).<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo per\u00edodo do ano passado, haviam ocorrido quatro afogamentos graves, os quais culminaram em tr\u00eas mortes e uma hospitaliza\u00e7\u00e3o. Com um efetivo de 650 bombeiros militares e civis e atua\u00e7\u00e3o em 91 postos destes profissionais, a aten\u00e7\u00e3o dos guarda-vidas est\u00e1 voltada a cada passo ou a cada nova bra\u00e7ada dos banhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, foi registrada uma \u00fanica morte por afogamento e ocorreu em local onde n\u00e3o h\u00e1 a presen\u00e7a de guarda-vidas. \u201cA nossa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que os banhistas estejam sempre atentos ao nosso lema: \u00e1gua no umbigo, sinal de perigo. Este ano, o que estamos percebendo \u00e9 que os banhistas realmente est\u00e3o seguindo isso, o que tem contribu\u00eddo com o trabalho dos guarda-vidas\u201d, disse o comandante do 8.\u00ba Grupamento do Corpo de Bombeiros, major Jonas Emmanuel Benghi Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros dez dias do Ver\u00e3o Maior 2019\/2020, al\u00e9m dos salvamentos, foram feitas 15,3 mil orienta\u00e7\u00f5es e 7,4 mil advert\u00eancias a pessoas em risco de afogamento. Enquanto o n\u00famero de orienta\u00e7\u00f5es praticamente se manteve no mesmo per\u00edodo da temporada passada, quando foram 15,4 mil orienta\u00e7\u00f5es, o de advert\u00eancias reduziu quase 17%, tinham sido 9 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo no in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o, no dia 22, tivemos um afogamento muito grave na Curva do F\u00e9lix, em Morretes, que levou a v\u00edtima \u00e0 morte. Al\u00e9m dele, j\u00e1 atendemos outros dois afogamentos moderados que ocorreram neste local, o qual \u00e9 sinalizado como uma regi\u00e3o de perigo e n\u00e3o deve ser usada para banho\u201d, destacou o comandante do 8\u00baGB.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve ainda outra ocorr\u00eancia de afogamento grave em Pontal do Paran\u00e1. \u201cSoubemos de um caso, tamb\u00e9m em uma \u00e1rea n\u00e3o protegida por guarda-vidas, que o afogamento culminou na hospitaliza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>RESGATES &#8211; Desde o in\u00edcio do Ver\u00e3o Maior 2019\/2020, j\u00e1 foram retiradas da \u00e1gua 206 pessoas com afogamentos leves, que estavam com dificuldade para sa\u00edrem sozinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este n\u00famero \u00e9 19,2% menor do que o registrado no mesmo per\u00edodo da \u00faltima temporada, quando foram 255 resgates. \u201cNestes casos, os banhistas nem chegaram a se afogar de fato, mas precisaram ser resgatadas. Normalmente, eles ocorrem em locais de aumento de profundidade, ou seja, com buracos, ou com correntes de retorno\u201d, explicou o major.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a corrente de retorno \u00e9 forte, estreita e r\u00e1pida. Geralmente, \u00e9 formada em regi\u00f5es de \u00e1guas rasas e com bancos de areia sedimentados aos lados dela (onde as ondas quebram). Ao voltar para o mar, as \u00e1guas formam uma corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela \u00e1rea (coisas ou pessoas). Sendo assim, se algu\u00e9m decidir nadar ali, pode ser carregado, ter dificuldades para voltar e, por isso, \u00e9 poss\u00edvel que precise ser resgatado pelo guarda-vida.<br>PREVEN\u00c7\u00c3O &#8211; \u00c9 somente seguro que o veranista nade em locais entre duas bandeiras de cores vermelho sobre amarelo (com estas duas cores na mesma bandeira), as quais sinalizam a \u00e1rea protegida por guarda-vidas. \u201cSe a pessoa for para onde est\u00e3o as bandeiras pretas, que indicam que n\u00e3o h\u00e1 prote\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea, est\u00e1 se sujeitando aos riscos de afogamentos\u201d, alertou o major.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra forma de saber da presen\u00e7a dos guarda-vidas \u00e9 por meio do aplicativo \u201cBombeiros Paran\u00e1\u201d, dispon\u00edvel gratuitamente nas lojas Play Store e App Store. \u201cUsando o aplicativo, o cidad\u00e3o vai ter acesso aos mapas e poder\u00e1 saber onde est\u00e3o os postos de guarda-vidas mais pr\u00f3ximos, al\u00e9m de muitas outras informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias aos banhistas, veranistas e comunidade em geral\u201d, explicou o comandante do 8\u00ba GB. O aplicativo abrange n\u00e3o apenas o Litoral, mas tamb\u00e9m a Regi\u00e3o Metropolitana, a Capital e o interior do Estado, de acordo com a localiza\u00e7\u00e3o do smartphone do usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>ANIMAIS MARINHOS &#8211; Enquanto os casos de afogamentos diminu\u00edram, os incidentes com \u00e1guas-vivas ou caravelas foram multiplicados quase quatro vezes. Nestes dez primeiros dias de Ver\u00e3o Maior, j\u00e1 foram registrados 1.253 acidentes deste tipo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no mesmo per\u00edodo da \u00faltima temporada, foram 356 casos. \u201c\u00c9 importante sempre lembrar que as pessoas que n\u00e3o s\u00e3o profissionais da \u00e1rea jamais devem tocar nestes animais, ainda que eles estejam na areia e pare\u00e7am mortos. A queimadura pode ser grave\u201d, explica o major.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, no caso de ocorrer um acidente e a pele queimar ao encostar em um destes animais, \u00e9 importante buscar ajuda rapidamente. \u201cA queimadura por \u00e1gua-viva ou caravela deve ser lavada com a pr\u00f3pria \u00e1gua do mar ou vinagre, nunca com \u00e1gua doce. Se estiver em um local onde h\u00e1 posto de guarda-vidas, pe\u00e7a ajuda. Se for necess\u00e1rio, eles mesmos encaminhar\u00e3o para atendimento m\u00e9dico\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>OUTRAS A\u00c7\u00d5ES &#8211; A atua\u00e7\u00e3o do Corpo de Bombeiros vai al\u00e9m da quest\u00e3o dos afogamentos tamb\u00e9m durante a temporada. Gra\u00e7as aos dados descritos nas pulseirinhas entregues \u00e0s crian\u00e7as que est\u00e3o no litoral, 167 crian\u00e7as que estavam perdidas foram devolvidas aos pais ou respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, na Costa Leste do Estado, foram atendidos 29 casos de inc\u00eandio e 25 acidentes de tr\u00e2nsito. Sem contar estas e outras ocorr\u00eancias no tr\u00e2nsito, a ambul\u00e2ncia do Corpo de Bombeiros ainda prestou socorro a 72 veranistas. Foram ainda feitas tr\u00eas buscas a pessoas e um resgate em altura.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Balan\u00e7o divulgado pelo Corpo de Bombeiros aponta que n\u00e3o houve mortes por afogamentos ou afogamentos graves em \u00e1reas protegidas por guarda-vidas entre \u00e0s 8 horas do dia 20 e \u00e0s 7 horas desta segunda-feira (30). 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