{"id":24485,"date":"2019-12-23T16:42:39","date_gmt":"2019-12-23T19:42:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=24485"},"modified":"2019-12-23T16:42:40","modified_gmt":"2019-12-23T19:42:40","slug":"depois-de-mais-de-dois-seculos-guaras-reaparecem-em-manguezais-de-florianopolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/12\/23\/depois-de-mais-de-dois-seculos-guaras-reaparecem-em-manguezais-de-florianopolis\/","title":{"rendered":"Depois de mais de dois s\u00e9culos, guar\u00e1s reaparecem em manguezais de Florian\u00f3polis"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como&nbsp;<em>n\u00e3o&nbsp;<\/em>not\u00e1-los. Os&nbsp;<strong>guar\u00e1s<\/strong>&nbsp;s\u00e3o uma das mais belas&nbsp;<strong>aves<\/strong>&nbsp;existentes na natureza. Por causa do&nbsp;<strong>vermelho<\/strong>&nbsp;vibrante de sua&nbsp;<strong>plumagem<\/strong>, a esp\u00e9cie&nbsp;<em>Eudocimus ruber&nbsp;<\/em>\u00e9 conhecida por diversos nomes populares, como guar\u00e1-vermelho, ibis-escarlate, guar\u00e1-rubro, guar\u00e1-piranga e gar\u00e7a-vermelha.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi justamente por causa de sua beleza exuberante e tamb\u00e9m, por n\u00e3o ser avistada h\u00e1 exatos 256 anos, na cidade de&nbsp;<strong>Florian\u00f3polis<\/strong>, que houve tanto alvoro\u00e7o quando um enorme grupo de de guar\u00e1s apareceu em&nbsp;<strong>manguezais&nbsp;<\/strong>da capital catarinense recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta ave j\u00e1 era observada desde a chegada dos viajantes naturalistas, nos s\u00e9culos XVII e XVIII, quando passaram por Florian\u00f3polis, todavia, os \u00faltimos registros de guar\u00e1s na ilha de Santa Catarina remontam a 1763\u201d, conta o bioge\u00f3grafo Fabricio Basilio Almeida, pesquisador do Laborat\u00f3rio de Gest\u00e3o Costeira Integrada e do Observat\u00f3rio de \u00c1reas Protegidas da Universidade Federal de Santa Catarina e diretor do Instituto Aprender Ecologia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/depois-mais-dois-seculos-guaras-reaparecem-manguezais-florianopolis-conexao-planeta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-398528\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>S\u00e3o mais de mil aves no bando que chegou a Florian\u00f3polis<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Almeida, os guar\u00e1s teriam desaparecido da regi\u00e3o por tr\u00eas motivos: a&nbsp;<strong>perda de habitat<\/strong>, ou seja, degrada\u00e7\u00e3o do seu principal ambiente de sobreviv\u00eancia que s\u00e3o os manguezais; a&nbsp;<strong>ca\u00e7a&nbsp;<\/strong>(as aves eram abatidas para que suas penas fossem utilizadas em adornos festivos e at\u00e9, exportadas para fora do Brasil) e por \u00faltimo, devido \u00e0<strong>&nbsp;polui\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;dos oceanos e consequentemente, dos manguezais.<\/p>\n\n\n\n<p>O bando avistado nas \u00faltimas semanas tem mais de 1 mil indiv\u00edduos. Os pesquisadores est\u00e3o tentando compreender o que motivou o retorno deles para Florian\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda precisamos investigar mais para saber realmente de onde os guar\u00e1s vieram e se v\u00e3o se estabelecer por aqui. Uma hip\u00f3tese \u00e9 que vieram da regi\u00e3o norte do estado, como da Ba\u00eda da Babitonga (munic\u00edpios de S\u00e3o Francisco do Sul, Itapo\u00e1 e Joinville), pois nestes locais existem bandos grandes tamb\u00e9m, mas ainda n\u00e3o temos certeza disso\u201d, explica o especialista. \u201cFoi uma surpresa para n\u00f3s este retorno, mas estamos muito felizes com isso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa agora tamb\u00e9m \u00e9 saber se as aves permanecer\u00e3o nos manguezais de Florian\u00f3polis. Almeida destaca que essa \u00e9 a \u00e9poca de&nbsp;<strong>reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;da&nbsp;<strong>esp\u00e9cie<\/strong>&nbsp;e elas podem ter chegado ali na busca de um lugar para procriar. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que elas se estabele\u00e7am por aqui, pois existe ambiente prop\u00edcio para que isso ocorra e \u00e9 isso que estamos torcendo que aconte\u00e7a, j\u00e1 que o guar\u00e1 \u00e9 natural daqui\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O guar\u00e1-vermelho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>Eudocimus ruber&nbsp;<\/em>pode ser encontrado em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, como Col\u00f4mbia, Venezuela e Guianas, e tamb\u00e9m, na ilha caribenha de Trinidad e Tobago, onde a ave \u00e9 um s\u00edmbolo nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o guar\u00e1 \u00e9 visto ao longo da costa brasileira, nos estados do Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. Todavia, nesse \u00faltimo, ficou quase um s\u00e9culo sem ser observado, o que o fez ser inserido na lista vermelha de animais amea\u00e7ados do estado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/depois-mais-dois-seculos-guaras-reaparecem-manguezais-florianopolis-2-conexao-planeta.jpg\" alt=\"Depois de mais de dois s\u00e9culos, guar\u00e1s reaparecem em manguezais de Florian\u00f3polis \" class=\"wp-image-398527\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns anos, a ave voltou a aparecer tamb\u00e9m, de forma natural, no litoral do Paran\u00e1&nbsp;<em>(leia mais sobre o assunto&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/blog\/o-retorno-dos-guaras\/\" target=\"_blank\">aqui)<\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nome ind\u00edgena<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Essa linda ave de plumagem vermelha influenciou a escolha do nome de v\u00e1rias localidades litor\u00e2neas do pa\u00eds. Muitas delas foram batizadas devido \u00e0 presen\u00e7a do guar\u00e1, como Guaratuba \u2013 que em tupi significa ajuntamento de guar\u00e1s -, Guaraque\u00e7aba (Paran\u00e1), Guaratiba (Rio de Janeiro) e Guarapari (Esp\u00edrito Santo).<br><br>Medindo entre 50 e 60 cm, a esp\u00e9cie possui bico fino, longo e levemente curvado para baixo. Seus ninhos s\u00e3o feitos no alto das \u00e1rvores, na beira de mangues e lama\u00e7ais litor\u00e2neos. Se alimentam de caranguejos, que vivem nos manguezais, onde s\u00e3o abundantes, e por isso, este ambiente \u00e9 essencial para a esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/depois-mais-dois-seculos-guaras-reaparecem-manguezais-florianopolis-6-conexao-planeta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-398555\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>A linda revoada dos guar\u00e1s em Santa Catarina<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Conexao Planeta<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 como&nbsp;n\u00e3o&nbsp;not\u00e1-los. Os&nbsp;guar\u00e1s&nbsp;s\u00e3o uma das mais belas&nbsp;aves&nbsp;existentes na natureza. Por causa do&nbsp;vermelho&nbsp;vibrante de sua&nbsp;plumagem, a esp\u00e9cie&nbsp;Eudocimus ruber&nbsp;\u00e9 conhecida por diversos nomes populares, como guar\u00e1-vermelho, ibis-escarlate, guar\u00e1-rubro, guar\u00e1-piranga e gar\u00e7a-vermelha. 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