{"id":23958,"date":"2019-12-04T16:10:07","date_gmt":"2019-12-04T19:10:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=23958"},"modified":"2019-12-04T16:10:09","modified_gmt":"2019-12-04T19:10:09","slug":"o-policial-mirou-no-meu-rosto-atirou-e-debochou-de-mim-o-relato-da-garota-cega-por-uma-bala-de-borracha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/12\/04\/o-policial-mirou-no-meu-rosto-atirou-e-debochou-de-mim-o-relato-da-garota-cega-por-uma-bala-de-borracha\/","title":{"rendered":"\u201cO policial mirou no meu rosto, atirou e debochou de mim\u201d: o relato da garota cega por uma bala de borracha"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Jovem de 16 anos foi atingida na entrada de um baile funk<\/h4>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/dialog\/share?display=popup&amp;app_id=94039431626&amp;href=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2019%2F11%2F13%2Fpolitica%2F1573674883_958915.html%3Fssm=FB_CC&amp;quote=%E2%80%9CO%20policial%20mirou%20no%20meu%20rosto%2C%20atirou%20e%20debochou%20de%20mim%E2%80%9D%3A%20o%20relato%20da%20garota%20cega%20por%20uma%20bala%20de%20borracha\" target=\"_blank\"><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2019%2F11%2F13%2Fpolitica%2F1573674883_958915.html%3Fssm=TW_CC&amp;text=%E2%80%9CO%20policial%20mirou%20no%20meu%20rosto%2C%20atirou%20e%20debochou%20de%20mim%E2%80%9D%3A%20o%20relato%20da%20garota%20cega%20por%20uma%20bala%20de%20borracha&amp;via=elpais_brasil&amp;lang=pt-br\" target=\"_blank\"><\/a><a href=\"mailto:?subject=%E2%80%9CO%20policial%20mirou%20no%20meu%20rosto%2C%20atirou%20e%20debochou%20de%20mim%E2%80%9D%3A%20o%20relato%20da%20garota%20cega%20por%20uma%20bala%20de%20borracha&amp;body=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2019%2F11%2F13%2Fpolitica%2F1573674883_958915.html%3Fprm=enviar_email\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles debocharam de mim enquanto eu sangrava, n\u00e3o me prestaram socorro.\u201d Essa \u00e9 a lembran\u00e7a mais viva na mem\u00f3ria da estudante Gabriella Talhaferro, 16 anos, ap\u00f3s ficar cega do olho esquerdo. A causa? Uma bala de borracha disparada por um policial militar do 28\u00ba Batalh\u00e3o de\u00a0Pol\u00edcia Militar\u00a0Metropolitano durante a dispers\u00e3o a um\u00a0baile funk\u00a0na regi\u00e3o de Guaianases, no extremo leste da cidade de S\u00e3o Paulo, na madrugada de domingo, dia 10 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">MAIS INFORMA\u00c7\u00d5ES<\/h3>\n\n\n\n<p>Gabriella e sua m\u00e3e, Kelly Talhaferro, receberem a reportagem da Ponte na cobertura do apartamento d\u00faplex em que moram, no bairro Vila Virg\u00ednia, em Itaquaquecetuba, cidade localizada na Grande S\u00e3o Paulo. A for\u00e7a da menina, que ainda tenta\u00a0entender o que aconteceu, contrasta com a de sua m\u00e3e, que, durante a entrevista, se emocionou por diversas vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem estudante do primeiro ano do Ensino M\u00e9dio agora n\u00e3o pretende mais voltar para a escola neste ano. Ela contou que era a sua segunda vez naquele baile e que saiu de casa muito contente. A ideia era se encontrar com mais 15 amigos e seguirem em trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) da cidade onde moram para o&nbsp;<em>Baile do Beira Rio<\/em>, como \u00e9 conhecida a festa de rua que re\u00fane centenas de jovens nas madrugadas de s\u00e1bado para domingo. Os grupos s\u00e3o vindos dos mais diferentes bairros do lado leste da capital e de cidades na regi\u00e3o metropolitana.<\/p>\n\n\n\n<p>A menina vaidosa agora precisa fazer curativos no olho de hora em hora. Gabriella relembra que, no local do baile, foram avisados de que\u00a0n\u00e3o seria realizado o tradicional evento, j\u00e1 que a PM estava ali desde as primeiras horas da tarde impedindo sua realiza\u00e7\u00e3o. A rua em que a reuni\u00e3o acontece que fica a poucos metros da esta\u00e7\u00e3o de trem de Guaianases, tamb\u00e9m administrada pela CPTM, do 44\u00ba DP (Guaianases) e da sede da 1\u00aa Companhia do 28\u00ba Batalh\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gabriella, mesmo sem o baile ela e seus amigos decidiram permanecer no local pois, j\u00e1 era meia-noite e n\u00e3o teriam como voltar para Itaquaquecetuba, j\u00e1 que o trem havia parado de circular. N\u00e3o h\u00e1 transporte coletivo nesse hor\u00e1rio. A menina ent\u00e3o conta que, por volta das 2 horas, policiais militares passaram a dispersar os pequenos grupos que ainda permaneciam no local com bombas e exigindo que deixassem a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNessa hora fomos at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o para tentar ir embora, mas os guardas de l\u00e1 n\u00e3o deixaram a gente ficar, ent\u00e3o voltamos\u201d, lembra. Ap\u00f3s voltar, a menina conta que ela e seus amigos decidiram ficar em frente a uma adega, na tentativa de fazer com que os policiais que continuavam no local n\u00e3o confrontassem o grupo. Foi nesse momento que o disparo aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu estava em frente a adega quando tomei o tiro. Eles vieram na viatura, pararam na rua e quando virei o rosto o policial atirou. Estavam bem na minha frente. Ele estava dentro da viatura. Nem desceu. Mirou no meu rosto e atirou\u201d, conta a garota.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gabriella, os quatro PMs que estavam em um carro da corpora\u00e7\u00e3o de porte pequeno teriam ent\u00e3o seguido mais adiante, onde pararam. \u00c9 desse momento que ela n\u00e3o se esquece. Ensanguentada, com muitas dores e vomitado, os PMs teriam recusado atendimento m\u00e9dico, inclusive com um deles rindo o tempo todo da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPedimos para eles ligarem para o socorro e eles disseram \u2018se vira\u2019. Um deles ainda me disse \u2018v\u00e1 se foder\u2019, enquanto o outro dava risada. Sou capaz de reconhecer todos: o que atirou em mim, o que me xingou e o que dava risada. N\u00e3o sai da minha cabe\u00e7a\u201d, disse, em um dos poucos momentos que troca sua voz doce e fina, t\u00edpica de uma menina de sua idade, por&nbsp; um timbre mais forte, de revolta.<\/p>\n\n\n\n<p>O socorro da menina foi providenciando por pessoas que estavam na pr\u00f3pria adega, j\u00e1 que os policiais se recusaram a prestar socorro e um pouco antes de ser baleada ela havia se perdido de amigos e seu celular estava descarregado. O dono da adega ligou para um motorista da Uber, que a socorreu at\u00e9 a UPA de Itaquera. Como a unidade n\u00e3o tinha um m\u00e9dico especializado para o caso, a jovem foi conduzida at\u00e9 um hospital p\u00fablico em Ermerlino Matarazzo, outro centro hospitalar em que n\u00e3o p\u00f4de ser atendida.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/FZl4J6OympvuqXUdyCuW4JqhP3M=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/WDOP5GDMWYUZUESQRNNIXBYTMM.jpg\" alt=\"M\u00e3e troca curativo no olho de Gabriella\"\/><figcaption>M\u00e3e troca curativo no olho de GabriellaDANIEL ARROYO&nbsp;(PONTE)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Gabriella conta que s\u00f3 recebeu socorro por volta das 6 horas do domingo, quando chegou ao Hospital S\u00e3o Paulo, na Vila Mariana, na zona sul, distante 30 quil\u00f4metros de onde foi baleada. No local, segundo a m\u00e3e de Gabriella, uma cirurgia de emerg\u00eancia foi realizada, mas constatada a perda da vis\u00e3o do olho esquerdo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora que est\u00e1 em casa precisamos fazer a troca do curativo e pingar um col\u00edrio de hora em hora. J\u00e1 um outro col\u00edrio \u00e9 aplicado a cada quatro horas. Esse \u00e9 mais doloroso e inc\u00f4modo para minha filha\u201d, conta a manicure aut\u00f4noma, que disse ter gasto R$ 200 com medicamentos at\u00e9 aqui. A menina ainda deve voltar nesta quinta-feira ao hospital S\u00e3o Paulo para dar andamento no tratamento, que pode resultar na remo\u00e7\u00e3o do globo ocular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que me d\u00f3i \u00e9 que n\u00e3o estavam em guerra contra bandidos. S\u00e3o adolescentes. Pesquisei e vi que minha filha n\u00e3o foi a \u00fanica a ser baleada nessas condi\u00e7\u00f5es. E todos os baleados foram no olho esquerdo e nunca um culpado foi punido\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme publicado pela Ponte, documentos secretos da PM descrevem as regras para o\u00a0uso de bala de borracha\u00a0por integrantes da tropa. Elas s\u00f3 devem ser usadas em casos restritos, contra um \u201cagressor ativo, certo e espec\u00edfico\u201d, e nunca disparada aleatoriamente contra uma multid\u00e3o. A regra deixa claro que \u00e9 um \u201cerro\u201d usar bala de borracha para dispersar manifestantes, que o tiro deve ser dado a 20 metros do alvo, \u201cque dever\u00e1 ser preciso\u201d e \u201cdirecionado para os membros inferiores do agressor ativo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriella afirma que mesmo gostando muito do som e do passeio com os amigos, nunca mais pisar\u00e1 em um baile funk e que agora entende a revolta de algumas pessoas com a pol\u00edcia. \u201cFizeram isso porque s\u00e3o ruins. Fazem isso com qualquer pessoa. Eu achava normal as not\u00edcias de pol\u00edcia em baile funk at\u00e9 acontecer comigo. Quando eu ouvia relatos, a primeira coisa que eu dizia era que a pessoa n\u00e3o tinha que estar l\u00e1. Eu estava e n\u00e3o estava fazendo nada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriella diz n\u00e3o ter planos para o futuro, mas que n\u00e3o pensa em voltar a cursar o final do primeiro ano do Ensino M\u00e9dio enquanto n\u00e3o terminar o tratamento do olho lesionado. \u201cA ficha ainda n\u00e3o caiu. Eu achava que minha vida tinha acabado, estava me culpando muito. Mas n\u00e3o tenho culpa. Eu n\u00e3o pedi para isso acontecer. Sa\u00ed de casa toda feliz. Minha vida n\u00e3o pode acabar por causa disso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto conversava com a reportagem, Gabriella e sua m\u00e3e estavam acompanhadas do amigo da menina, o modelo Gabriel Bueno, de 22 anos. O jovem conta que foi convidado pela estudante para ir ao baile, mas recusou o convite por ter sofrido na pele viol\u00eancia policial numa festa h\u00e1 dois anos. \u201cFui baleado na perna no baile da Pantanal\u201d, se referindo \u00e0 regi\u00e3o no Itaim Paulista, tamb\u00e9m na zona leste, e aponta para a cicatriz que tem ap\u00f3s o disparo de bala de borracha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha irm\u00e3 de 6 anos s\u00f3 chora. Ela olha para minha m\u00e3e, chora e diz que a \u2018pol\u00edcia n\u00e3o pode fazer isso, n\u00e3o\u2019. Eu nunca tive nada contra a pol\u00edcia, at\u00e9 cumprimentava. Agora entendo porque as pessoas tem tanta raiva da pol\u00edcia\u201d, conta a garota. O sentimento de dor e revolta \u00e9 compartilhado pela m\u00e3e. \u201cVer minha filha desse jeito\u2026 Ser\u00e1 que esses PMs j\u00e1 fizeram algo que honrou seu batalh\u00e3o para desonrar o pelot\u00e3o dessa forma?\u201d, finaliza Kelly.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ativista dos direitos humanos, Darlan Mendes, que tem prestado apoio \u00e0 fam\u00edlia e atua junto \u00e0 comunidade do Funk, n\u00e3o adianta fazer proibi\u00e7\u00e3o dos bailes se o governo n\u00e3o d\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 a op\u00e7\u00e3o de lazer noturna, nossa juventude realmente gosta de curtir a vida, sair e se divertir. N\u00e3o d\u00e1 para aguentar mais essa pol\u00edtica de que tudo se resolve na bomba e na paulada\u201d, critica. \u201cTemos que refor\u00e7ar que \u00e9 importante denunciar n\u00e3o s\u00f3 casos como o da Gabriella, mas tamb\u00e9m agress\u00f5es verbais e f\u00edsicas. Muitos policiais usam golpes na costela pra n\u00e3o deixar marcas, obrigam a sentar nas m\u00e3os entrela\u00e7adas, ou invadem a privacidade em abordagem, obrigando a pessoa a colocar a senha no celular e deixar ver suas redes sociais e fotos\u201d, continua.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado, o ouvidor das pol\u00edcias de S\u00e3o Paulo, Benedito Mariano, afirmou que aguarda m\u00e3e e filha para serem ouvidas e registrarem a den\u00fancia. Antes, por\u00e9m, elas v\u00e3o elaborar o boletim de ocorr\u00eancia no 44\u00ba DP, que fica a poucos passos do baile funk, e colado parede com parede ao batalh\u00e3o dos policiais autores do disparo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a SSP (Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica), comandada pelo general Jo\u00e3o Camilo Pires de Campos nesta gest\u00e3o do governador paulista Jo\u00e3o Doria (PSDB) informou que \u201ca Pol\u00edcia Militar esclarece que, em 9 de novembro, policiais do 28\u00ba BPM\/M realizavam a opera\u00e7\u00e3o \u2018Noite Tranquila\u2019, com o objetivo coibir ocorr\u00eancias de perturba\u00e7\u00e3o de sossego, quando foi necess\u00e1rio o uso de t\u00e9cnicas de controle de dist\u00farbios para conter a multid\u00e3o\u201d, garante a pasta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 o t\u00e9rmino da ocorr\u00eancia n\u00e3o havia relato de pessoas feridas, mas, ao tomar conhecimento do caso citado pela reportagem, o Comando do 28\u00ba Batalh\u00e3o Metropolitano instaurou procedimento apurat\u00f3rio para investigar as circunst\u00e2ncias. At\u00e9 o momento, a Pol\u00edcia Civil n\u00e3o localizou registro de boletim de ocorr\u00eancia sobre o fato\u201d, prossegue a nota oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>El Pais<br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jovem de 16 anos foi atingida na entrada de um baile funk \u201cEles debocharam de mim enquanto eu sangrava, n\u00e3o me prestaram socorro.\u201d Essa \u00e9 a lembran\u00e7a mais viva na mem\u00f3ria da estudante Gabriella Talhaferro, 16 anos, ap\u00f3s ficar cega do olho esquerdo. A causa? 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