{"id":23859,"date":"2019-11-30T16:52:39","date_gmt":"2019-11-30T19:52:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=23859"},"modified":"2019-11-30T16:52:40","modified_gmt":"2019-11-30T19:52:40","slug":"armadores-buscam-opcoes-para-volumes-adicionais-de-transbordo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/11\/30\/armadores-buscam-opcoes-para-volumes-adicionais-de-transbordo\/","title":{"rendered":"Armadores buscam op\u00e7\u00f5es para volumes adicionais de transbordo"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\nAp\u00f3s o fechamento do terminal da Libra em Santos em mar\u00e7o deste ano, os demais terminais de cont\u00eaineres de Santos operaram com m\u00e9dias de utiliza\u00e7\u00e3o de ber\u00e7os entre 60% e 70% no terceiro trimestre de 2019, levando alguns armadores a buscar op\u00e7\u00f5es em outros portos para volumes adicionais de transbordo de carga. Um dos desafios, contudo, \u00e9 avaliar quais portos estariam habilitados a realizar esse tipo de opera\u00e7\u00e3o para os atuais navios de 330 metros de comprimento em opera\u00e7\u00e3o na costa brasileira e, principalmente, para os navios com 366 metros que dever\u00e3o aportar na costa brasileira nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (22), a CMA CGM e a Maersk anunciaram a reorganiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o Sirius\/Bossa Nova, que conecta o Mediterr\u00e2neo \u00e0 costa leste da Am\u00e9rica do Sul. O servi\u00e7o semanal passar\u00e1 a contar com sete embarca\u00e7\u00f5es, uma menos que na configura\u00e7\u00e3o atual. As empresas v\u00e3o descontinuar as escalas diretas de M\u00e1laga (Espanha) e Buenos Aires (Argentina). As altera\u00e7\u00f5es entrar\u00e3o em vigor a partir do Maersk Lota, que partir\u00e1 de G\u00eanova na pr\u00f3xima segunda-feira (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leandro Barreto, s\u00f3cio da Solve Shipping, o cancelamento da escala em Buenos Aires para a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de navios empregados em um servi\u00e7o n\u00e3o seria exatamente uma surpresa. Ele observa que os armadores j\u00e1 simulam essa possibilidade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, em raz\u00e3o do constante crescimento do tamanho dos navios e das consequentes limita\u00e7\u00f5es de calado e aumento dos custos operacionais no Rio da Prata. Barreto, por\u00e9m, considera que essa conta nunca fechou, em raz\u00e3o dos grandes volumes de importa\u00e7\u00e3o, do perfil da carga de exporta\u00e7\u00e3o e dos custos com feeder e transbordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, a Argentina sempre foi um grande importador de produtos manufaturados, enquanto nas exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 um reconhecido fornecedor de carnes e frutas, com valor agregado e fretes maiores e mais sens\u00edveis a transbordos. \u201cContudo, com a economia argentina em crise e as importa\u00e7\u00f5es em queda no pa\u00eds vizinho, \u00e9 poss\u00edvel que a conta comece a fechar tamb\u00e9m para outros servi\u00e7os e o volume de transbordos no Brasil aumente\u201d, avaliou Barreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao comunicar as mudan\u00e7as nesse servi\u00e7o, a CMA CGM esclareceu que ir\u00e1 transbordar em Salvador (BA) as cargas do Mediterr\u00e2neo com destino ao Rio da Prata e em Rio Grande (RS) as exporta\u00e7\u00f5es argentinas com destino ao Mediterr\u00e2neo. Mesmo com a reorganiza\u00e7\u00e3o, o armador afirma que o servi\u00e7o para os portos da Bacia do Prata ser\u00e1 mantido com tempos de tr\u00e2nsito competitivos oferecidos pelo uso dos servi\u00e7os de cabotagem da Mercosul Line, subsidi\u00e1ria do grupo CMA CGM.<\/p>\n\n\n\n<p>A Solve Shipping percebe que a novidade est\u00e1 nos armadores j\u00e1 buscando alternativas a Santos para volumes adicionais de transbordo. \u201cEsse fato corrobora com nossa an\u00e1lise de que Santos j\u00e1 estaria operando pr\u00f3ximo de um limite de seguran\u00e7a\u201d, salienta Barreto. Al\u00e9m das utiliza\u00e7\u00f5es dos ber\u00e7os de atraca\u00e7\u00e3o, atualmente cerca de 60% dos navios porta-cont\u00eaineres que operam no cais santista necessitariam de um calado entre 14 e 16 metros para operar em plena capacidade, por\u00e9m o calado oficial do porto \u00e9 de 13,5 metros. Cada metro de restri\u00e7\u00e3o de calado significa cerca de 750 TEUs deixando de ser embarcados. Al\u00e9m disso, como o canal de acesso est\u00e1 limitado a navios de 340 metros, hoje n\u00e3o seria poss\u00edvel receber navios de 14 mil TEUs de capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto aguardam a defini\u00e7\u00e3o do modelo de dragagem por parte do poder p\u00fablico para viabilizar a recep\u00e7\u00e3o dessa classe de navios, o que depende de pelo menos 16 metros de calado e constante manuten\u00e7\u00e3o da profundidade, os terminais continuam a investir. A DP World Santos estendeu o cais em 446 metros e, at\u00e9 o final do ano, ter\u00e1 um ber\u00e7o dedicado para celulose, deixando de compartilh\u00e1-lo com cont\u00eaineres. A BTP arrematou parte da \u00e1rea STS-10, vem refor\u00e7ando o piso para permitir o empilhamento de at\u00e9 seis cont\u00eaineres em cada posi\u00e7\u00e3o do p\u00e1tio e est\u00e1 na imin\u00eancia de encomendar novos guindastes. J\u00e1 a Santos Brasil deve inaugurar, nos pr\u00f3ximos 15 meses, mais 300 metros de cais e quatro guindastes.<\/p>\n\n\n\n<p>Portos e navios<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o fechamento do terminal da Libra em Santos em mar\u00e7o deste ano, os demais terminais de cont\u00eaineres de Santos operaram com m\u00e9dias de utiliza\u00e7\u00e3o de ber\u00e7os entre 60% e 70% no terceiro trimestre de 2019, levando alguns armadores a buscar op\u00e7\u00f5es em outros portos para volumes adicionais de transbordo de carga. 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