{"id":23789,"date":"2019-11-30T13:24:05","date_gmt":"2019-11-30T16:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=23789"},"modified":"2019-11-30T13:24:06","modified_gmt":"2019-11-30T16:24:06","slug":"sindrome-rara-estaria-por-tras-de-milhares-de-casos-de-autismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/11\/30\/sindrome-rara-estaria-por-tras-de-milhares-de-casos-de-autismo\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome rara estaria por tr\u00e1s de milhares de casos de autismo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa estima que 12 mil autistas brasileiros carregariam uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica respons\u00e1vel pela chamada s\u00edndrome Phelan-McDermid. J\u00e1 ouviu falar dela?<\/h4>\n\n\n\n<p>Os\u00a0transtornos do espectro autista\u00a0s\u00e3o resultado da combina\u00e7\u00e3o de diversos fatores. E um que pode contribuir para milhares de casos no Brasil, segundo um estudo da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o no DNA que causa a\u00a0s\u00edndrome Phelan-McDermid.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de falar da pesquisa e da rela\u00e7\u00e3o com o autismo, precisamos entender essa doen\u00e7a rara, que foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos no fim da d\u00e9cada de 1980. A pedagoga Cl\u00e1udia Spadoni, representante brasileira da ONG americana\u00a0Phelan McDermid Syndrome Foundation, conta que o problema \u00e9 fruto da desordem em um dos nossos 23 pares de cromossomos, que s\u00e3o as estruturas das c\u00e9lulas onde o DNA fica guardado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o pessoas que n\u00e3o t\u00eam parte do cromossomo 22, mais especificamente numa regi\u00e3o chamada 22q13. A altera\u00e7\u00e3o pode ser herdada dos familiares ou vir de uma muta\u00e7\u00e3o nova, que s\u00f3 aconteceu com aquele sujeito\u201d, explica a volunt\u00e1ria, que \u00e9 m\u00e3e de uma menina portadora.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a bi\u00f3loga Maria Rita Passos Bueno, do Departamento de Gen\u00e9tica e Biologia Evolutiva da USP \u2014 que participou da pesquisa brasileira \u2014, essas modifica\u00e7\u00f5es levam ao mal funcionamento do gene Shank3, que se localiza no cromossomo 22.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm geral, as pessoas possuem duas c\u00f3pias funcionais do Shank3. Quem tem a s\u00edndrome de Phelan-McDemid deixa de ter uma delas\u201d, arremata.<\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 definida como um transtorno global no desenvolvimento que afeta a condi\u00e7\u00e3o motora, intelectual e verbal, al\u00e9m de causar complica\u00e7\u00f5es nos rins e no aparelho gastrointestinal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas j\u00e1 aparecem antes de 1 ano de vida. \u201cOs primeiros sinais s\u00e3o motores, como n\u00e3o conseguir segurar a cabe\u00e7a, sentar sem apoio, engatinhar e andar\u201d, relata Cl\u00e1udia. Depois, a fala e a intera\u00e7\u00e3o com os outros n\u00e3o se desenvolvem.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, existem 2 200 portadores diagnosticados no mundo, segundo a ONG Phelan McDermid Syndrome Foundation. Cem est\u00e3o no nosso pa\u00eds, onde a enfermidade come\u00e7ou a ser detectada somente h\u00e1 dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, como s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel flagrar o problema por meio de\u00a0exames gen\u00e9ticos, a institui\u00e7\u00e3o suspeita que o n\u00famero seja consideravelmente maior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">E como os transtornos do espectro autista entram na hist\u00f3ria?<\/h3>\n\n\n\n<p>Maria Rita conta que ele nada mais \u00e9 do que um sintoma da s\u00edndrome. \u201cO autismo \u00e9 observado em 70% dos portadores\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte\u00a0daquele estudo, ela e seus colegas resolveram identificar quantas pessoas com transtornos do espectro autista possuem a s\u00edndrome Phelan-McDermid. Para isso, recorreram a dois levantamentos anteriores, que mapearam o DNA de 3 160 autistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado: a varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica estava presente em 0,6% dos volunt\u00e1rios. Transpondo isso para a popula\u00e7\u00e3o total de autistas brasileiros \u2014 que est\u00e3o na casa dos 2 milh\u00f5es \u2014, ter\u00edamos 12 mil casos relacionados a essa\u00a0condi\u00e7\u00e3o rara. Portanto, um n\u00famero muito maior do que aqueles cem pacientes brasileiros que j\u00e1 receberam o diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, uma parcela dos indiv\u00edduos com transtornos do espectro autista carregaria a s\u00edndrome de Phelan-McDermid sem saber. At\u00e9 porque a presen\u00e7a do autismo via de regra \u00e9 confirmada apenas pelas manifesta\u00e7\u00f5es comportamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso se deve possivelmente a dois principais fatores: os m\u00e9dicos n\u00e3o indicam com frequ\u00eancia o teste gen\u00e9tico e os pacientes n\u00e3o t\u00eam recursos para pagar\u201d, esclarece Rita.<\/p>\n\n\n\n<p>Abril<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa estima que 12 mil autistas brasileiros carregariam uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica respons\u00e1vel pela chamada s\u00edndrome Phelan-McDermid. J\u00e1 ouviu falar dela? Os\u00a0transtornos do espectro autista\u00a0s\u00e3o resultado da combina\u00e7\u00e3o de diversos fatores. 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