{"id":23361,"date":"2019-11-25T15:22:56","date_gmt":"2019-11-25T18:22:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=23361"},"modified":"2019-11-25T15:22:57","modified_gmt":"2019-11-25T18:22:57","slug":"assembleia-promove-debate-sobre-a-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/11\/25\/assembleia-promove-debate-sobre-a-violencia-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"Assembleia promove debate sobre a Viol\u00eancia contra a Mulher"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Semin\u00e1rio proposto pela Procuradoria da Mulher da Assembleia marcou o Dia internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra a Mulher.<\/h4>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o como mecanismo de enfrentamento da viol\u00eancia. Este foi o ponto principal debatido durante o Semin\u00e1rio de Pol\u00edticas em Defesa da Mulher, realizado nesta segunda-feira (25), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paran\u00e1. O debate, proposto pela Procuradoria da Mulher da Assembleia, comandada pela deputada Cristina Silvestri (PPS), visou sensibilizar a sociedade e os agentes p\u00fablicos ao Dia Internacional para Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro. \u201cNosso objetivo \u00e9 sensibilizar e promover a uni\u00e3o de esfor\u00e7os da sociedade e dos agentes p\u00fablicos sobre este tema t\u00e3o urgente e absurdo\u201d, afirmou a deputada Cristina. &nbsp;\u201cA viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 um problema real e mundial. No Brasil, quase cinco mil mulheres foram mortas em 2017. E no Paran\u00e1 n\u00e3o \u00e9 diferente, tivemos um aumento de 40% nos n\u00fameros de feminic\u00eddio. Os casos de estupro tamb\u00e9m passam de cinco mil no estado. Dados expressivos e alarmantes que precisam ser combatidos. E faremos isso com aprimoramento das pol\u00edticas p\u00fablicas e pelo aprendizado\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma opini\u00e3o a deputada Mabel Canto (PSC), ressaltou a import\u00e2ncia de se buscar a igualdade de direitos, de unir for\u00e7as e falar sobre o tema. \u201cAgora temos que repreender, mas temos que procurar educar a nova gera\u00e7\u00e3o sobre o respeito a todos. S\u00f3 com educa\u00e7\u00e3o que podemos mudar isso\u201d, disse, ao comentar que no m\u00eas passado quatro mulheres morreram v\u00edtimas de feminic\u00eddio e duas sofreram tentativa, em Ponta Grossa. \u201cIsso \u00e9 alarmante e precisamos fazer algo para mudar isso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um momento importante de reflex\u00e3o sobre o que podemos fazer, de como diminuir essa viol\u00eancia, porque o ideal seria acabar com ela, mas isso ainda \u00e9 um sonho\u201d, disse a deputada Luciana Rafagnin (PT) ao citar que a cada quatro minutos uma mulher \u00e9 v\u00edtima de agress\u00e3o no pa\u00eds e no Paran\u00e1 a cada 36 minutos. \u201cS\u00e3o dados preocupantes e acredito que semin\u00e1rios como estes ajudam a abrir os olhos da sociedade ao problema. Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para entendermos o problema e ajudar a combater\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia no trabalho &#8211;&nbsp;<\/strong>A ju\u00edza e presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (Amatra IX), Camila Gabriela Greber Caldas falou sobre a viol\u00eancia no ambiente de trabalho. \u201cA viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o isolada na sociedade e acontece em todos os segmentos. Para alguns damos mais relev\u00e2ncia, outros n\u00f3s toleramos mais. Mas, chegou a hora de n\u00e3o tolerarmos mais nada com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher\u201d, afirmou ao lamentar que n\u00e3o existem estat\u00edsticas claras sobre a viol\u00eancia contra a mulher nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. \u201cMas ela existe e ainda \u00e9 silenciosa\u201d, comentou.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A vice-procuradora chefe da procuradoria Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes tamb\u00e9m falou sobre a viol\u00eancia que as mulheres sofrem no ambiente de trabalho. \u201cTemos o racismo, o ass\u00e9dio moral e sexual e a importuna\u00e7\u00e3o sexual. S\u00e3o todas formas de viol\u00eancia contra a mulher que precisam ser debatidas e combatidas\u201d, afirmou ao pontuar que \u00e9 \u201cobriga\u00e7\u00e3o do empregador manter um ambiente seguro, salubre, inclusivo e n\u00e3o discriminat\u00f3rio \u00e0s mulheres\u201d. Ela apresentou casos trabalhistas e destacou que \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia devem ter prioridade no atendimento \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos que ter aten\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que estamos dando \u00e0s nossos filhos e filhas\u201d, disse a desembargadora do Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 e coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar (Cevid \u2013 TJPR), Lenice Bodstein, ao falar sobre mulher, g\u00eanero e pol\u00edtica. Ela fez um hist\u00f3rico das conquistas das mulheres na sociedade e a representatividade delas na pol\u00edtica. \u201cSomos mais da metade de eleitores no Brasil, mas menos de 10% ocupam uma cadeira na C\u00e2mara Federal e isso precisa mudar\u201d, afirmou. Ela tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o ao fato de que o Paran\u00e1 \u00e9 o terceiro estado mais violento do pa\u00eds, um fato \u201cn\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel\u201d. Al\u00e9m disso, o Brasil \u00e9 o 159\u00ba no ranking de viol\u00eancia contra a mulher. \u201c\u00c9 uma realidade do planeta, mas uma realidade brasileira que n\u00e3o condiz com o seu povo que \u00e9 pacifico, alegre, saud\u00e1vel e que n\u00e3o tem guerra ou quest\u00f5es clim\u00e1ticas fort\u00edssimas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o &#8211;&nbsp;<\/strong>\u201c\u00c9 de extrema import\u00e2ncia debater o tema de combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher e de promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos da mulher, porque quanto mais tivermos o envolvimento da sociedade e das institui\u00e7\u00f5es procurando sa\u00eddas mais podemos fortalecer o atendimento \u00e0s mulheres\u201d, afirmou o defensor p\u00fablico geral do Paran\u00e1, Eduardo Abra\u00e3o. Ele falou sobre o trabalho da Defensoria P\u00fablica na busca pela defesa das mulheres e ressaltou que o atendimento tem aumentado. \u201cQuando eu atuava na Casa da Mulher Brasileira atend\u00edamos uma m\u00e9dia de 350 mulheres por m\u00eas. Do ano passado para c\u00e1, esse n\u00famero passou para 500 por m\u00eas. Por um lado, as mulheres est\u00e3o denunciando e procurando mais atendimento, mas por outro mostra que a viol\u00eancia vem aumentado e precisa ser combatida\u201d, alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>A defensora p\u00fablica e coordenadora do N\u00facleo Itinerante das Quest\u00f5es Fundi\u00e1rias e Urban\u00edsticas (Nufurb), Olenka Lins e Silva falou da import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o em direitos, do racismo e da participa\u00e7\u00e3o da mulher na pol\u00edtica. \u201c\u00c9 por meio da informa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s podemos mudar o contexto social, sobretudo no que tange a exclus\u00e3o das mulheres nos espa\u00e7os mais importantes da sociedade. E semin\u00e1rios como este s\u00e3o de grande import\u00e2ncia para a divulga\u00e7\u00e3o destes direitos e de como alterar a situa\u00e7\u00e3o viva hoje\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente da Comiss\u00e3o de Estudos sobre Viol\u00eancia de G\u00eanero da OAB\/Paran\u00e1, Helena de Souza Rocha destacou os papeis dos Conselhos municipal e estadual da Mulher que s\u00e3o locais de difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, espa\u00e7os para di\u00e1logos e de constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cAl\u00e9m disso, destaco a educa\u00e7\u00e3o como uma grande possibilidade de avan\u00e7o para o enfrentamento da viol\u00eancia contra a mulher\u201d. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora de Justi\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 (MP\/PR), Samia Saad Gallotti Bonavides, falou sobre \u201cPol\u00edtica para Igualdade de G\u00eanero: aten\u00e7\u00e3o plena aos direitos das mulheres visando uma sociedade mais inclusiva\u201d, apresentando um hist\u00f3rico sobre a evolu\u00e7\u00e3o do feminismo e da inclus\u00e3o da mulher no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semin\u00e1rio proposto pela Procuradoria da Mulher da Assembleia marcou o Dia internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra a Mulher. 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