{"id":22876,"date":"2019-11-08T12:48:23","date_gmt":"2019-11-08T15:48:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=22876"},"modified":"2019-11-08T12:48:24","modified_gmt":"2019-11-08T15:48:24","slug":"avancos-em-biodiesel-exigem-investimentos-em-biomassas-alternativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/11\/08\/avancos-em-biodiesel-exigem-investimentos-em-biomassas-alternativas\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7os em biodiesel exigem investimentos em biomassas alternativas"},"content":{"rendered":"\n<p>A necessidade de diversifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, a partir de \u00f3leos vegetais, mobilizou representantes de &nbsp;universidades, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e associa\u00e7\u00f5es de produtores, no terceiro dia, 6 de novembro, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressobiodiesel.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">VII Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o de Biodiesel<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Palestrantes, em tr\u00eas paineis sobre o assunto, defenderam novos investimentos na pesquisa de biomassas alternativas e pol\u00edticas p\u00fablicas que contribuam para a estrutura\u00e7\u00e3o de cadeias produtivas a elas relacionadas. O Congresso \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (<a href=\"http:\/\/www.mctic.gov.br\/portal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MCTIC<\/a>) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Embrapa<\/a>). O evento prossegue at\u00e9 esta quinta-feira, 7, em Florian\u00f3polis (SC).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das teses comuns \u00e0s discuss\u00f5es e aos &nbsp;trabalhos apresentados &nbsp;\u00e9 a proje\u00e7\u00e3o de maior demanda mundial por \u00f3leos vegetais, tendo em vista o &nbsp;aumento da popula\u00e7\u00e3o do planeta e as poss\u00edveis novas aplica\u00e7\u00f5es dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados apresentados pelo professor S\u00e9rgio Yoshimitsu Motoike, da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), o mercado mundial de \u00f3leos vegetais tem aumentado 3% ao ano. Lidera esse mercado a palma de \u00f3leo, que responde hoje por cerca de 69 milh\u00f5es de toneladas, seguida pela soja, com participa\u00e7\u00e3o aproximada de 57 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Motoike, a atual popula\u00e7\u00e3o do planeta, de 7,7 bilh\u00f5es de pessoas, &nbsp;consome 197 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3leo vegetal (produ\u00e7\u00e3o mundial), um consumo per capita de, aproximadamente, 26 quilos de \u00f3leo.&nbsp; Mais dois bilh\u00f5es de pessoas em 2050 exigiria um acr\u00e9scimo de 51 milh\u00f5es de toneladas na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo vegetal para atender o mesmo padr\u00e3o de consumo. \u201cO que significa que temos um mercado potencial enorme. Se fossemos contar com a soja para resolver essa demanda projetada, ter\u00edamos que plantar outros 125 milh\u00f5es de hectares. Temos espa\u00e7o para isso?\u201d, perguntou o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA maca\u00faba \u00e9 grande tesouro da biodiversidade brasileira\u201d, disse &nbsp;Motoike, defendendo a palmeira como alternativa vi\u00e1vel para atender \u00e0 demanda de \u00f3leo. \u201cEla \u00e9 excepcional para a alimenta\u00e7\u00e3o e para a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel. E tem papel important\u00edssimo na \u00e1rea ambiental. Produz uma quantidade de \u00f3leo muito parecida com a obtida pela soja, necessitando de muito menos \u00e1gua\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor chamou a aten\u00e7\u00e3o para outras vantagens da palmeira. Lembrou que a maca\u00faba tem uma plataforma multi produtos. \u201cUm pouco diferente da palma, que concentra 90% dos seus produtos no \u00f3leo, com a maca\u00faba temos outras op\u00e7\u00f5es de valor agregado, a exemplo do farelo da torta, comest\u00edvel e rico em nutrientes.&nbsp; E ainda h\u00e1 as folhas e a casca que podem gerar energia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Experi\u00eancias de cultivo, tecnologia e a possibilidade de implantar a cultura em pastagens degradadas e em cultivos consorciados &nbsp;foram outras vantagens apontadas pelo professor.&nbsp; Ele citou, ainda, o \u201caumento impressionante\u201d&nbsp; de publica\u00e7\u00f5es no Google Scholar sobre a maca\u00faba \u2013 de 300 publica\u00e7\u00f5es em 2000 a cinco mil publica\u00e7\u00f5es hoje. \u201cPelo &nbsp;menos 360 publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o em revistas de alto impacto, inclusive na \u00e1rea de bioenergia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Simone Favaro, da Embrapa Agroenergia, cuja palestra foi voltada a oportunidades de pol\u00edticas p\u00fablicas associadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de maca\u00faba pela agricultura familiar, a cadeia&nbsp; produtiva da planta est\u00e1 no seu \u201cnascedouro\u201d. Por isso, segundo ela, precisa de a\u00e7\u00e3o conjunta dos setores envolvidos para \u201ctransformar o potencial da maca\u00faba em realidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua palestra, Simone Favaro definiu e apresentou tipos de&nbsp; pol\u00edticas p\u00fablicas e falou sobre iniciativas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). \u201cA estrutura\u00e7\u00e3o de fato da cadeia da maca\u00faba exige passos que devem ser seguidos pela academia, pelo governo e pelo setor privado\u201d, disse a pesquisadora.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00d3leo de palma<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Roberto Yokoyama, Diretor da Dend\u00ea do Brasil S\/A (Denpasa), v\u00ea para a palma de \u00f3leo, j\u00e1 l\u00edder no mercado de \u00f3leos vegetais, um \u201cfuturo ainda mais promissor\u201d. Segundo ele, a palm\u00e1cea \u00e9 especializada em produzir \u00f3leo por meio da fotoss\u00edntese, com potencial significativo para o biodiesel, apesar de estar direcionada, hoje, somente para o setor aliment\u00edcio. Yokoyama \u00e9 tamb\u00e9m presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de \u00d3leo de Palma (Abrapalma) e da C\u00e2mara Setorial de Palma de \u00d3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como S\u00e9rgio Motoike, Yokoyama chamou a aten\u00e7\u00e3o para a crescente demanda internacional por \u00f3leos vegetais e, em especial, pelo \u00f3leo de palma, &nbsp;o que pode abrir, na opini\u00e3o dele, oportunidades para o Brasil. No Pa\u00eds, 90% da produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada no nordeste do Par\u00e1, com alta produtividade e condi\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o, segundo o diretor da Denpasa, para quem o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es de chegar a competir com o sudeste asi\u00e1tico. Indon\u00e9sia e Mal\u00e1sia s\u00e3o atualmente os maiores produtores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComparada \u00e0 soja, a palma produz dez vezes mais por unidade de \u00e1rea. E aqui \u00e9 produzida de forma sustent\u00e1vel, sem causar desmatamento\u201d, afirmou Yokoyama, lembrando o fato de que, no fim da d\u00e9cada de 1990 e in\u00edcio dos anos 2000, a Embrapa elaborou o zoneamento&nbsp; agroecol\u00f3gico para a cultura, orientando que&nbsp; o plantio se desse apenas em \u00e1reas j\u00e1 desflorestadas. \u201cA expans\u00e3o ocorreu seguindo \u00e0 risca essas orienta\u00e7\u00f5es\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Abrapalma, a cultura gera, no Brasil, 20 mil empregos diretos e promove renda, em especial para o agricultor familiar \u2013 a palm\u00e1cea pode ser produzida em pequenas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Yokoyama lembrou tamb\u00e9m que a palma de \u00f3leo \u00e9 uma cultura perene e, dependendo da variedade, tem um ciclo de 25 a 35 anos. \u201cPrecisa ent\u00e3o do qu\u00ea para chamar os investidores?\u201d, perguntou. \u201cSeguran\u00e7a jur\u00eddica e isso significa regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, ponto j\u00e1 levantado h\u00e1 mais de dez anos e qe pouco avan\u00e7ou, e um modelo de financiamento de pesquisa que venha a&nbsp; atender culturas perenes.&nbsp; Hoje pesquisas s\u00e3o financiadas por um per\u00edodo de tr\u00eas anos e n\u00e3o se consegue renovar, o que faz com que todo um trabalho seja perdido\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inova\u00e7\u00f5es em engenharia de processos e destinadas a ampliar a efici\u00eancia industrial, tecnologias de produ\u00e7\u00e3o, maior escala de produ\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies anuais e de microalgas para biodiesel, e produ\u00e7\u00e3o do biocombust\u00edvel a partir de mat\u00e9rias primas residuais e de baixa qualidade s\u00e3o temas tamb\u00e9m tratados no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira, 7 de novembro, &nbsp; os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no transporte a\u00e9reo e as&nbsp;perspectivas para os combust\u00edveis renov\u00e1veis para a avia\u00e7\u00e3o no Brasil ser\u00e3o discutidos.&nbsp; A industrializa\u00e7\u00e3o na cadeia produtiva das oleaginosas e as novas oportunidades para o biodiesel no contexto da bioeconomia tamb\u00e9m est\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Embrapa<\/em><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A necessidade de diversifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, a partir de \u00f3leos vegetais, mobilizou representantes de &nbsp;universidades, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e associa\u00e7\u00f5es de produtores, no terceiro dia, 6 de novembro, do&nbsp;VII Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o de Biodiesel. 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