{"id":22685,"date":"2019-11-05T11:59:43","date_gmt":"2019-11-05T14:59:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=22685"},"modified":"2019-11-05T11:59:44","modified_gmt":"2019-11-05T14:59:44","slug":"laboratorio-da-uel-investiga-e-monitora-o-clima-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/11\/05\/laboratorio-da-uel-investiga-e-monitora-o-clima-no-estado\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio da UEL investiga e monitora o clima no Estado"},"content":{"rendered":"\n<p>O Laborat\u00f3rio de Pesquisas em Climatologia Geogr\u00e1fica (LabClima) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai destinar cerca de R$ 1 milh\u00e3o para o desenvolvimento de pesquisas dentro do projeto &#8220;Implanta\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Intelig\u00eancia Territorial (NIT) &#8211; Monitoramento e an\u00e1lise da variabilidade e tend\u00eancias clim\u00e1ticas&#8221;. O projeto visa analisar a varia\u00e7\u00e3o do clima e suas tend\u00eancias no Oeste do Paran\u00e1, al\u00e9m da bacia de contribui\u00e7\u00e3o direta do Paraguai. O objetivo \u00e9 identificar \u00e1reas sens\u00edveis aos impactos de eventos climato-meteorol\u00f3gicos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 resultado da parceria com o N\u00facleo de Intelig\u00eancia Territorial (NIT), que \u00e9 associado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Parque Tecnol\u00f3gico Itaipu (FPTI), localizada em Foz do Igua\u00e7u, que repassa os recursos. O n\u00facleo contempla pesquisas sobre a variabilidade clim\u00e1tica, principalmente da regi\u00e3o de abrang\u00eancia do Lago de Itaipu.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Deise Fabiana Ely, professora que coordena LabClima, do Departamento de Geoci\u00eancias, do Centro de Ci\u00eancias Exatas (CCE), o convite para integrar o N\u00facleo de Intelig\u00eancia \u00e9 muito importante para a universidade. &#8220;Isso mostra que os bra\u00e7os da UEL v\u00e3o muito al\u00e9m da regi\u00e3o Norte do Paran\u00e1&#8221;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cinco anos em atividade na UEL, o LabClima promove estudos que relacionam a variabilidade clim\u00e1tica com a superf\u00edcie terrestre, principalmente na escala do Paran\u00e1. O objetivo, segundo a coordenadora, \u00e9 analisar as diversas vari\u00e1veis clim\u00e1ticas, como chuva e temperatura, a fim de tra\u00e7ar tend\u00eancias sobre as caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O LabClima foi criado para contribuir com o desenvolvimento das pesquisas dos alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do curso de Geografia. Segundo Denise, o laborat\u00f3rio n\u00e3o produz dados clim\u00e1ticos. Por isso, os pesquisadores utilizam informa\u00e7\u00f5es do Instituto Agron\u00f4mico do Paran\u00e1 (Iapar), Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como base para suas an\u00e1lises, que compreendem longos per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a base de dados que o LabClima disp\u00f5e \u00e9 de 1976, os estudos j\u00e1 existentes correspondem aos \u00faltimos trinta anos. Entre eles est\u00e3o a identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas sujeitas aos eventos extremos no Estado, varia\u00e7\u00e3o das chuvas e identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis tend\u00eancias, al\u00e9m do levantamento da situa\u00e7\u00e3o ambiental das bacias hidrogr\u00e1ficas urbanas de Londrina, cujo objetivo \u00e9 facilitar as a\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da Secretaria de Meio Ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer as an\u00e1lises, tr\u00eas orientandos de doutorado e oito alunos de gradua\u00e7\u00e3o que participam das atividades do laborat\u00f3rio contam com computadores e miniesta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas. Eles coletam dados de temperatura, umidade relativa do ar, velocidade dos ventos, altitude e press\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>GANHO<\/strong>&nbsp;&#8211; Na avalia\u00e7\u00e3o da professora, o Laborat\u00f3rio de Climatologia \u00e9 uma conquista para os estudantes. &#8220;Eles t\u00eam um ganho muito bom em termos pedag\u00f3gicos com o aprendizado de diversas t\u00e9cnicas. Tamb\u00e9m ampliam os conhecimentos que adquirem no curso de Geografia. O laborat\u00f3rio busca a forma\u00e7\u00e3o de pessoas para a pesquisa em climatologia&#8221;, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Futuramente, o Laborat\u00f3rio de Climatologia pretende ampliar a divulga\u00e7\u00e3o das pesquisas que realiza no site da universidade. &#8220;A ideia \u00e9 reunir previs\u00f5es do Brasil e do Paran\u00e1 para, em seguida, desdobrar as an\u00e1lises para o Norte do Paran\u00e1&#8221;, comenta a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pr\u00f3ximo ano, uma das metas \u00e9 publicar trabalhos que ser\u00e3o apresentados pelos alunos da gradua\u00e7\u00e3o, que participam do LabClima, no 14\u00b0 Simp\u00f3sio Brasileiro de Climatologia Geogr\u00e1fica. O evento ser\u00e1 neste m\u00eas de novembro em Jo\u00e3o Pessoa, na Para\u00edba. Outro objetivo \u00e9 levar trabalhos para o 33\u00b0 Col\u00f3quio Internacional da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Climatologia, que ocorrer\u00e1 em julho, na Fran\u00e7a. A participa\u00e7\u00e3o nos eventos, segundo ela, permite absorver novos conhecimentos e a troca de experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PARCERIA<\/strong>&nbsp;&#8211; A coordenadora destaca que os estudos do LabClima sobre a variabilidade da chuva em Londrina t\u00eam contribu\u00eddo com o projeto de extens\u00e3o Sacolas Camponesas, desenvolvido no assentamento Eli Vive.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades desenvolvidas pelas agricultoras exigem an\u00e1lises mais detalhadas sobre a disponibilidade das chuvas no assentamento. Em raz\u00e3o disso, foram instalados termohigr\u00f3grafos, aparelhos que registram as temperaturas e a umidade relativa do ar, e pluvi\u00f4metros, instrumentos usados para coletar e medir as chuvas, em oito lotes do assentamento, para que as agricultoras pudessem registrar a quantidade de chuva, a partir de um treinamento que tiveram com a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises visam contribuir para que as camponesas escolham os cultivos mais adequados em rela\u00e7\u00e3o aos per\u00edodos de maior ou menor necessidade de \u00e1gua. Tamb\u00e9m auxiliam no mapeamento da capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva para ser utilizada em \u00e9pocas de estiagem, o que depende de investimento na constru\u00e7\u00e3o de cacimbas ou cisternas nos lotes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CLIMA&nbsp;<\/strong>&#8211; Estudos realizados com dez esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas t\u00eam mostrado a recorr\u00eancia de noites mais quentes em algumas \u00e1reas do Paran\u00e1, sobretudo ap\u00f3s o ano 2000. Isso significa uma tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas m\u00ednimas. De acordo com a professora, o fen\u00f4meno pode significar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas apenas se permanecer nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela alerta que nesta \u00e9poca do ano, a partir de setembro, s\u00e3o recorrentes os epis\u00f3dios de vendaval e chuvas concentradas em Londrina. Contudo, Deise ressalta que isso faz parte da caracter\u00edstica clim\u00e1tica da cidade. O principal, acrescenta, \u00e9 dedicar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura urbana no que diz respeito ao servi\u00e7o de podas de \u00e1rvores ou elimina\u00e7\u00e3o daquelas que n\u00e3o est\u00e3o saud\u00e1veis. Tamb\u00e9m \u00e9 importante aten\u00e7\u00e3o com a limpeza das galerias pluviais e bueiros para evitar inunda\u00e7\u00f5es, uma vez que as chuvas s\u00e3o previstas.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Laborat\u00f3rio de Pesquisas em Climatologia Geogr\u00e1fica (LabClima) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai destinar cerca de R$ 1 milh\u00e3o para o desenvolvimento de pesquisas dentro do projeto &#8220;Implanta\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Intelig\u00eancia Territorial (NIT) &#8211; Monitoramento e an\u00e1lise da variabilidade e tend\u00eancias clim\u00e1ticas&#8221;. 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