{"id":22429,"date":"2019-11-01T17:22:01","date_gmt":"2019-11-01T20:22:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=22429"},"modified":"2019-11-01T17:22:04","modified_gmt":"2019-11-01T20:22:04","slug":"ecobarreira-que-limpa-rio-na-grande-curitiba-foi-feita-no-quintal-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/11\/01\/ecobarreira-que-limpa-rio-na-grande-curitiba-foi-feita-no-quintal-de-casa\/","title":{"rendered":"Ecobarreira que limpa rio na Grande Curitiba foi feita no \u2018quintal de casa\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p>Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 perto de uma pessoa do bem e que dali s\u00f3 vai sair boas hist\u00f3rias. A miss\u00e3o de entrevistar o Diego Saldanha, de 33 anos, em Colombo, foi daquelas reportagens que todo jornalista gosta de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>O personagem \u00e9 um verdadeiro campe\u00e3o na vida com exemplos de solidariedade e ajuda ao pr\u00f3ximo. Ali\u00e1s, Diego \u00e9 um dos 5 finalistas do Pr\u00eamio Bom Exemplo Paran\u00e1 2019, da RPC. Iniciativas como a dele, de limpar o&nbsp;<strong>Rio Atuba<\/strong>, se destacam pelo desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da cidadania. \u201cEstar entre os cinco finalistas do pr\u00eamio Bom Exemplo \u00e9 uma gratid\u00e3o e um honra muito grande. Um reconhecimento pelo trabalho que realizo e pela luta de ver o Rio Atuba melhor. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o ainda os outros finalistas, mas tenho certeza que s\u00e3o pessoas especiais\u201d, disse Diego Saldanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem, l\u00e1 fomos n\u00f3s para o bairro Jardim das Flores. O nome \u00e9 convidativo e penso logo em um lugar florido e com toda a estrutura para morar. Realmente, o espa\u00e7o \u00e9 tranquilo, ar puro, barulho de rio, cachorros brincando e um clima pac\u00edfico no ar. At\u00e9 que uma voz surge e um bra\u00e7o no ar aparece para dar boas-vindas. Chegamos na terra do Diego, o cara que madruga para comprar frutas na Ceasa, vende os produtos em sem\u00e1foros durante o dia e ainda entra no rio para recolher o lixo que algu\u00e9m jogou.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Diego e da fam\u00edlia com o rio \u00e9 antiga, semelhante a de todos os paranaenses. O Atuba avan\u00e7a por&nbsp;<strong>Curitiba, Colombo e Pinhais<\/strong>. Historicamente, nas suas margens se deu o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o da cidade de Curitiba e na uni\u00e3o com o rio Ira\u00ed, \u00e9 formado o Rio Igua\u00e7u, o maior do Estado e que desemboca l\u00e1 nas Cataratas em Foz. Com o Atuba passando na lateral de casa, Diego aproveitava a \u00e9poca em que se nadava no rio e se alimentava dos peixes. \u201cNa d\u00e9cada de 1990, brincava com meus amigos dentro do Atuba. Com o tempo, fui percebendo que o rio foi ficando sujo e decidi sair do comodismo para tentar trazer uma vida melhor ao rio\u201d, relatou Saldanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ecobarreira com gal\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tribunapr.com.br\/blogs\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/31204808\/ecobarreira-hedeson-alves-tribuna2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30011\"\/><figcaption>Gal\u00f5es serviram pra Diego criar sua ecobarreira. Foto: Hedeson Alves\/Tribuna do Paran\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Chateado e revoltado com o que via passar no rio da sua inf\u00e2ncia, Diego procura entender mais sobre ecologia e, especialmente, fazer a sua parte para melhorar o dia o dia. Afetado com a sujeira que era cada vez maior, uma Ecobarreira foi confeccionada aos poucos. O bolso n\u00e3o ajudou e a grana era pouca para o tamanho da proeza. A princ\u00edpio, em janeiro de 2017, ele pegou garrafas pet de dois litros e uma rede e estendeu de uma margem \u00e0 outra com uma extens\u00e3o de 12 metros. O simples prot\u00f3tipo teve \u00f3timo resultado, mas a ideia de aprimorar o projeto avan\u00e7ou e Diego comprou 25 gal\u00f5es de 50 litros, uma rede bem mais forte e o resultado aumentou. \u201cNeste caso, a quantidade de material recolhido n\u00e3o \u00e9 nada legal. Eu fico triste demais por recolher os objetos, mas logo chega a felicidade de limpar o rio\u201d, desabafa Diego. <\/p>\n\n\n\n<p>Em quase tr\u00eas anos de projeto, 3 toneladas de lixo foram retiradas por Diego. A quantidade exagerada de produtos recolhidos no rio assusta qualquer um. Depois de tirar, tudo \u00e9 secado ao ar livre at\u00e9 para n\u00e3o deixar resqu\u00edcio de \u00e1gua parada que pode ocasionar doen\u00e7as como a dengue. O material reciclado \u00e9 vendido e a renda (R$ 400) \u00e9 utilizada para outros projetos ou at\u00e9 mesmo o deslocamento de Diego para escolas de Colombo, onde ministra palestras para crian\u00e7as. \u201cElas perguntam de tudo e demonstram muita aten\u00e7\u00e3o no tema. Acredito que esta gera\u00e7\u00e3o vai mudar um pouco desta realidade. Infelizmente, temos a falta do poder p\u00fablico. \u00c9 preciso mais incentivo e orientar as crian\u00e7as sobre a import\u00e2ncia da limpeza dos rios urbanos do Brasil. Eles est\u00e3o sofrendo\u201d, ressaltou o vendedor\/ ativista. <\/p>\n\n\n\n<p>TribunaPr<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 perto de uma pessoa do bem e que dali s\u00f3 vai sair boas hist\u00f3rias. A miss\u00e3o de entrevistar o Diego Saldanha, de 33 anos, em Colombo, foi daquelas reportagens que todo jornalista gosta de fazer. 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