{"id":22119,"date":"2019-10-30T08:58:31","date_gmt":"2019-10-30T11:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=22119"},"modified":"2019-10-30T08:58:32","modified_gmt":"2019-10-30T11:58:32","slug":"baixo-indice-de-vacinacao-ameaca-ressuscitar-doencas-esquecidas-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/10\/30\/baixo-indice-de-vacinacao-ameaca-ressuscitar-doencas-esquecidas-no-parana\/","title":{"rendered":"Baixo \u00edndice de vacina\u00e7\u00e3o amea\u00e7a \u2018ressuscitar\u2019 doen\u00e7as esquecidas no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 20 anos o Paran\u00e1 n\u00e3o registrava casos de sarampo. N\u00e3o registrava&#8230; Isso porque em 2019, em decorr\u00eancia do baixo \u00edndice de imuniza\u00e7\u00e3o, a doen\u00e7a acabou \u2018ressuscitando\u2019. A boa not\u00edcia \u00e9 que o epis\u00f3dio pode servir de alerta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o permitir que outras doen\u00e7as, como a poliomielite (cujo \u00faltimo caso foi registrado h\u00e1 33 anos no Paran\u00e1), voltem a ser diagnosticadas no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal alerta se faz necess\u00e1rio em decorr\u00eancia na redu\u00e7\u00e3o da cobertura vacinal de diversas doen\u00e7as. No caso da poliomielite, por exemplo, a taxa de cobertura em 2018 foi de 87,8%. Neste ano, at\u00e9 setembro, j\u00e1 caiu para 86,31%. O esquema vacinal s\u00e3o 3 doses de VIP (Vacina Inativada Poliomielite) dada aos 2, 4 e 6 meses de idade. O refor\u00e7o \u00e9 dado com a VOP (Vacina Oral Poliomielite) aos 15 meses e 4 anos de idade. Considerando-se todo o esquema, houve queda de 34,65% no n\u00famero de doses aplicadas, que passaram de 692.957 para 452.881.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao HPV (Papilomav\u00edrus Humano), o cen\u00e1rio \u00e9 o mesmo: no ano passado, a cobertura era de 15,74%. Neste ano, est\u00e1 em 12,78%, com o total de aplica\u00e7\u00f5es caindo 18,78%, passando de 69.311 doses em 2018 para 56.292 em 2019. A vacina \u00e9 aplicada em meninas de 9 a 14 anos e em meninos de 11 a 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernanda Crosewski, t\u00e9cnica do Programa de Imuniza\u00e7\u00e3o da Sesa, essa queda na cobertura vacinal tem a ver com o pr\u00f3prio sucesso do programa de imuniza\u00e7\u00e3o no estado. \u201cCostumamos dizer que o programa de imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00edtima do seu pr\u00f3prio sucesso. Atribu\u00edmos (a queda), at\u00e9 de outras vacina\u00e7\u00f5es, \u00e0 pr\u00f3pria aus\u00eancia da doen\u00e7a. A popula\u00e7\u00e3o em geral se alimenta pelo medo\u201d, cita a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo, inclusive, ela cita o pr\u00f3prio caso do sarampo. \u201cSarampo teve queda na cobertura nos \u00faltimos anos e a reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no estado foi pela baixa cobertura. Quando confirmou (o primeiro caso), teve explos\u00e3o (da procura) nas unidades. Ent\u00e3o a aus\u00eancia de casos faz com que diminua a procura por vacina\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da poliomielite, n\u00e3o temos casos no Paran\u00e1 h\u00e1 33 anos, com o \u00faltimo caso tendo sido registrado em 1986. J\u00e1 no Brasil como um todo, o \u00faltimo caso foi em 1989. \u201cO que n\u00e3o queremos \u00e9 a vulnerabilidade da nossa popula\u00e7\u00e3o. Baixa cobertura \u00e9 sin\u00f4nimo de n\u00e3o prote\u00e7\u00e3o. E a\u00ed h\u00e1 o risco de pessoas pegarem a doen\u00e7a, de reintrodu\u00e7\u00e3o da polio\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao HPV, cujos diagn\u00f3sticos da doen\u00e7a s\u00e3o mais frequentes, ela comenta que o problema estaria naquilo que poder\u00edamos chamar de invisibilidade da doen\u00e7a e tamb\u00e9m no perfil do p\u00fablico-alvo das campanhas de vacina\u00e7\u00e3o. \u201cO HPV \u00e9 uma doen\u00e7a invis\u00edvel e tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o vacinada. S\u00e3o mais adolescentes, que n\u00e3o costumam adoecer com frequ\u00eancia, comparaecer em sala de vacina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a t\u00e9cnica do Programa de Imuniza\u00e7\u00e3o da Sesa, a principal medida que tem sido tomada para se reverter o quadro de baixa na cobertura vacinal \u00e9 o combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. A ideia, explica Fernanda, \u00e9 que a pessoa precisa entender que se vacinar faz parte do processo de autocuidado e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA vacina\u00e7\u00e3o tem de estar na nossa listinha. Ao lado de atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o adequada, a vacina\u00e7\u00e3o em dia\u201d, afirma a especialista. \u201cQuanto mais informa\u00e7\u00f5es corretas a popula\u00e7\u00e3o obtiver, melhor ser\u00e1 o caminho na busca por qualidade de vida, preven\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 coadjuvante, tem de ter o autocuidado. N\u00e3o sou eu, o Estado ou algum profissional de sa\u00fade que tem de buscar essa pessoa (para se vacinar). Tem de ter consci\u00eancia que faz parte do cuidado dela.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imuniza\u00e7\u00e3o come\u00e7a no nascimento e segue at\u00e9 a velhice<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais importante do que a cobertura vacinal em si, explica Fernanda Crosewski, \u00e9 saber que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 protegida. E isso acontece quando se tem a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus confirmada, mas ainda assim a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem a doen\u00e7a. E para isso, \u00e9 fundamental que se quebre com o mito de que vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa para crian\u00e7a, conscientizando sobre a import\u00e2ncia de, em todas as fases da vida, a pessoa estar imunizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsclarecimento \u00e9 fundamental para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de manter a vacina\u00e7\u00e3o em dia. Tirar o mito de que vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa de crian\u00e7a. Vai do nascimento at\u00e9 a popula\u00e7\u00e3o mais idosa, todas as fases da vida t\u00eam calend\u00e1rio espec\u00edfico. E n\u00e3o \u00e0 toa esse calend\u00e1rio existe, \u00e9 de acordo com o risco\u201d, aponta a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>No site da Sesa (saude.pr.gov.br), inclusive, \u00e9 poss\u00edvel verificar o calend\u00e1rio do programa de imuniza\u00e7\u00e3o. Para isso, procure pela sess\u00e3o \u201cVacinas\u201d, na faixa direita de sua tela. Voc\u00ea ser\u00e1 encaminhado \u00e0 p\u00e1gina do Programa Estadual de Imuniza\u00e7\u00e3o e poder\u00e1 conferir mais detalhes clicando em \u201cCalend\u00e1rio Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 20 anos o Paran\u00e1 n\u00e3o registrava casos de sarampo. N\u00e3o registrava&#8230; Isso porque em 2019, em decorr\u00eancia do baixo \u00edndice de imuniza\u00e7\u00e3o, a doen\u00e7a acabou \u2018ressuscitando\u2019. 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