{"id":21988,"date":"2019-10-29T10:48:13","date_gmt":"2019-10-29T13:48:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=21988"},"modified":"2019-10-29T10:48:14","modified_gmt":"2019-10-29T13:48:14","slug":"parana-registra-um-caso-de-violencia-contra-a-mulher-a-cada-36-minutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/10\/29\/parana-registra-um-caso-de-violencia-contra-a-mulher-a-cada-36-minutos\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 registra um caso de viol\u00eancia contra a mulher a cada 36 minutos"},"content":{"rendered":"\n<p>No \u00faltimo domingo (27), mais um caso de viol\u00eancia contra a mulher ganhou as manchetes. No bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, um homem foi flagrado agredindo sua namorada com socos, esganaduras e pontap\u00e9s. A cena toda foi filmada por uma terceira pessoa, que foi \u00e0s redes sociais denunciar o ocorrido e se ofereceu \u00e0 v\u00edtima como testemunha. \u201cSe voc\u00eas conhecem este cara, denunciem!\u201d, publicou a internauta.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia depois do caso viralizar, a v\u00edtima, que tem 34 anos, se apresentou \u00e0 pol\u00edcia e registrou um Boletim de Ocorr\u00eancia (BO) contra o homem, que tem 39 anos e era seu namorado h\u00e1 cerca de dois anos e meio. O crime registrado na delegacia foi de les\u00e3o corporal e um inqu\u00e9rito policial j\u00e1 foi instaurado. Ao ser interrogado, o suspeito reservou-se ao direito de permanecer em sil\u00eancio, ao passo que a v\u00edtima realizou a solicita\u00e7\u00e3o de medida protetiva de urg\u00eancia \u2014 proibi\u00e7\u00e3o de aproxima\u00e7\u00e3o e de manter contato.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da repercuss\u00e3o alcan\u00e7ada por este caso espec\u00edfico, epis\u00f3dios de viol\u00eancia contra a mulher s\u00e3o mais comuns do que se poderia imaginar no Paran\u00e1. \u00c9 o que revelam dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade compilados pelo Bem Paran\u00e1, os quais apontam que, em m\u00e9dia, uma notifica\u00e7\u00e3o de agress\u00e3o contra a mulher \u00e9 registrada a cada 36 minutos no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os anos de 2013 e 2017 (\u00faltimo ano com dados dispon\u00edveis ao p\u00fablico no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o \u2013 Sinan), um total de 72.966 casos suspeitos ou confirmados foram notificados por profissionais de sa\u00fade no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, inclusive, a notifica\u00e7\u00e3o desses casos \u00e9 compuls\u00f3ria, ou seja, obrigat\u00f3ria. Se a v\u00edtima for uma mulher adulta (e que n\u00e3o idosas nem deficientes), n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para qualquer tipo de comunica\u00e7\u00e3o e acionamento de \u00f3rg\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Isso significa, tamb\u00e9m, que se a pessoa n\u00e3o deseja registrar o boletim de ocorr\u00eancia, sua vontade dever\u00e1 ser respeitada, sem preju\u00edzo ao atendimento integral \u00e0 sa\u00fade e de todas as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sobre os seus direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando aos dados, o tipo de viol\u00eancia mais comum contra as mulheres \u00e9 justamente a f\u00edsica. No Paran\u00e1, 40.083 (54,9% das notifica\u00e7\u00f5es) dizem respeito a esse tipo de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O dado que mais chama a aten\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 que os casos de viol\u00eancia est\u00e3o se tornando mais comuns. Em 2016, por exemplo, haviam sido registradas 15.591 notifica\u00e7\u00f5es. Em 2017, j\u00e1 foram 20.273 \u2013 um crescimento de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia contra as mulheres no Paran\u00e1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>2017 20.273<br>2016 15.591<br>2015 14.087<br>2014 12.341<br>2013 10.674<br>TOTAL 72.966<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade\/SVS &#8211; Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o &#8211; Sinan Net<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Epis\u00f3dios assim devem ser divulgados, diz delegada da Delegacia especializada<\/strong><br>Al\u00e9m da viol\u00eancia em si, outra situa\u00e7\u00e3o que chamou a aten\u00e7\u00e3o no caso registrado em Santa Felicidade foi o fato de a testemunha ter divulgado o v\u00eddeo da agress\u00e3o em redes sociais. Segundo a delegada M\u00e1rcia Rejane Vieira Marcondes, coordenadora da Delegacia Mulher, casos assim devem, sim, ser divulgados nas redes sociais e na imprensa, at\u00e9 para que os agressores entendam que esse tipo de atitude n\u00e3o \u00e9 mais aprovada pela sociedade.<br>\u201cA divulga\u00e7\u00e3o destes casos, principalmente em locais p\u00fablicos \u00e9 muito importante, mas sempre protegendo a v\u00edtima, porque s\u00e3o casos muito complicados. Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil para a v\u00edtima se libertar do agressor\u201d, disse a delegada, que ainda explicou que, independente do registro de boletim de ocorr\u00eancia, a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava sendo investigada.<br>\u201cQualquer les\u00e3o corporal, independente da iniciativa da v\u00edtima, pode se tornar uma a\u00e7\u00e3o penal. \u00c9 claro que, com a colabora\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, todo o processo de investiga\u00e7\u00e3o fica mais f\u00e1cil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo domingo (27), mais um caso de viol\u00eancia contra a mulher ganhou as manchetes. No bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, um homem foi flagrado agredindo sua namorada com socos, esganaduras e pontap\u00e9s. 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