{"id":2151,"date":"2019-03-24T09:38:13","date_gmt":"2019-03-24T12:38:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=2151"},"modified":"2019-03-24T09:38:15","modified_gmt":"2019-03-24T12:38:15","slug":"os-5-paises-que-fabricam-75-das-armas-do-mundo-e-seus-maiores-compradores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/24\/os-5-paises-que-fabricam-75-das-armas-do-mundo-e-seus-maiores-compradores\/","title":{"rendered":"Os 5 pa\u00edses que fabricam 75% das armas do mundo (e seus maiores compradores)"},"content":{"rendered":"\n<p>Cinco pa\u00edses controlam tr\u00eas quartos do mercado de vendas de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/71846058-f4e0-4090-96c8-f0531e8cc41e\">armas<\/a>&nbsp;no mundo. O \u00faltimo relat\u00f3rio do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em ingl\u00eas) aponta que Estados Unidos, R\u00fassia, Fran\u00e7a, Alemanha e China responderam, nesta ordem, por 75% das exporta\u00e7\u00f5es de armas no per\u00edodo entre 2014 e 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/82857f8e-8134-462a-bb32-b7b14f4eab75\">Estados Unidos<\/a>\u00a0n\u00e3o apenas lideram a lista como est\u00e3o bem \u00e0 frente da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/39267b85-1784-4f4b-80ed-f8cb4a35f337\">R\u00fassia<\/a>, o segundo maior vendedor de armas do mundo. Entre 2009 e 2013, os n\u00fameros de vendas de armas americanas eram 12% maiores do que as dos russos. De acordo com o relat\u00f3rio do Sipri, entre 2014 e 2018, essa diferen\u00e7a alcan\u00e7ou 75%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por d\u00e9cadas, os Estados Unidos t\u00eam sido o principal exportador de armas do mundo. \u00c9 impressionante como a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses tem ficado cada vez mais not\u00e1vel&#8221;, disse \u00e0 BBC News Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC News, Aude Fleurant, que \u00e9 diretora do programa de gastos militares e armas do Sipri.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados Unidos respondem por 36% das exporta\u00e7\u00f5es mundiais, enquanto a Fran\u00e7a vende 6,8%, a Alemanha contribuiu com 6,4% e a China com 5,2% neste lucrativo mercado. Americanos, franceses e alem\u00e3es aumentaram suas vendas se comparados os per\u00edodos 2009-2013 e 2014-2018. A R\u00fassia, por sua vez, viu suas exporta\u00e7\u00f5es despencarem 17%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Oriente M\u00e9dio \u00e9 o principal destino das armas. A regi\u00e3o registrou um aumento das compras, enquanto foi identificada uma redu\u00e7\u00e3o em outras partes do mundo se comparado o volume registrado nos per\u00edodos 2009-2013 e 2014-2018.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a venda de armas caiu na R\u00fassia?<\/h2>\n\n\n\n<p>Aude Fleurant, diretora do Sipri, explica que \u00cdndia e Venezuela, principais clientes dos russos, cancelaram compras.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00cdndia foi buscar armamentos em outros mercados, e a Venezuela sentiu o impacto da crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica no pa\u00eds e reduziu drasticamente a aquisi\u00e7\u00e3o de armas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16B18\/production\/_104725929_051112603.jpg\" alt=\"Tupolev 160, o &quot;Cisne branco&quot;, na pista\"\/><figcaption>Image captionAeronave desenhada pelos sovi\u00e9ticos chegou \u00e0 Venezuela no ano passado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio do Sipri, a Venezuela foi o maior importador de armas da Am\u00e9rica Latina entre 2009 e 2013. Mas as aquisi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds ca\u00edram 83% nos cinco anos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Venezuela foi por anos um cliente muito importante da R\u00fassia, um dos poucos compradores das armas russas na Am\u00e9rica Latina. Agora, com a crise econ\u00f4mica, a hiperinfla\u00e7\u00e3o, e a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, muitos contratos foram postergados ou cancelados. Isso tem influenciado de forma negativa as exporta\u00e7\u00f5es de armas russas&#8221;, avalia Fleurant.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia, depois da China, \u00e9 o segundo parceiro comercial e credor da Venezuela. Entre 2005 e 2013, os governos de Caracas e Moscou firmaram mais de 30 contratos na \u00e1rea de defesa or\u00e7ados em aproximadamente US$ 11 bilh\u00f5es (cerca de R$ 42,3 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro passado, chegaram \u00e0 Venezuela dois Tupolev 160, o &#8220;Cisne Branco&#8221;, um bombardeiro estrat\u00e9gico supers\u00f4nico desenhado por sovi\u00e9ticos e um grupo de pilotos de treinamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, segundo Fleurant, apesar das aquisi\u00e7\u00f5es recentes e de algumas doa\u00e7\u00f5es de armas, os n\u00edveis de compras ca\u00edram drasticamente na Venezuela e impactaram negativamente o mercado de armas russo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que os EUA s\u00e3o os maiores vendedores de armas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os Estados Unidos lideram h\u00e1 anos o mercado mundial de venda de armas, apesar de oferecer produtos muitas vezes mais caros.<\/p>\n\n\n\n<p>Fleurant diz que o \u00eaxito est\u00e1 relacionado a uma estrat\u00e9gia complexa de vendas, que inclui capacita\u00e7\u00e3o, treinamento e garantia de seguran\u00e7a, al\u00e9m de apoio em caso de conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso muitos pa\u00edses preferem comprar equipamentos americanos, apesar de China e R\u00fassia, por exemplo, oferecerem produtos mais baratos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F1F9\/production\/_105954916_gettyimages-1074978072.jpg\" alt=\"F-35 em v\u00f4o\"\/><figcaption>Image captionCa\u00e7as F-35 est\u00e3o na lista de armamentos mais vendidos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para a diretora do Sipri, h\u00e1 ainda quest\u00f5es geopol\u00edticas em jogo. Pa\u00edses que apoiam bloqueios regionais, como as san\u00e7\u00f5es impostas pela Otan, preferem comprar equipamentos e tecnologias de na\u00e7\u00f5es aliadas e n\u00e3o de pa\u00edses que se colocam como inimigos em potencial, como a R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 tamb\u00e9m o fato de ser estrat\u00e9gico nessas alian\u00e7as regionais ter uma tecnologia comum a todos os pa\u00edses&#8221;, acrescenta Fleurant.<\/p>\n\n\n\n<p>No governo do presidente americano Barack Obama, Pr\u00eamio Nobel da Paz em 2009, a Casa Branca implantou uma ampla manobra para promover a assinatura de acordos internacionais sobre armas, que, segundo o Centro de Estudos sobre Pol\u00edticas Internacionais, foi o maior da hist\u00f3ria ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial (1939-45).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, em uma entrevista \u00e0 rede de televis\u00e3o americana CNN, o senador republicano Marco Rubio considerou que, por tr\u00e1s dessa estrat\u00e9gia de venda de armas, h\u00e1 a possibilidade de influ\u00eancia em conflitos potenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As vendas de armamentos s\u00e3o importantes n\u00e3o apenas pelo dinheiro, mas tamb\u00e9m porque proporcionam influ\u00eancia sobre comportamentos futuros. Armas precisam de nossas pe\u00e7as sobressalentes, nosso treinamento&#8230; e essas s\u00e3o coisas que podemos usar para influenciar comportamentos&#8221;, disse o senador.<\/p>\n\n\n\n<p>A China, por exemplo, vem expandindo seu mercado consumidor e, por extens\u00e3o, sua influ\u00eancia. Entre 2004 e 2008, eram 32 pa\u00edses importadores. Nos quadri\u00eanios seguintes, passou a 41 e depois a 53 compradores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Que tipo de armas s\u00e3o as mais vendidas?<\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o diversos os tipos de armamentos complexos que dominam o mercado internacional de compra e venda. Entre 2014 e 2018, os mais vendidos foram:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ca\u00e7as F-35, avi\u00f5es de combate de quinta gera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; M\u00edsseis<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sistemas antim\u00edsseis<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Helic\u00f3pteros<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem mais compra armas?<\/h2>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio do Sipri indica que pa\u00edses da \u00c1sia e da Oceania (entre eles \u00cdndia, Austr\u00e1lia, China, Coreia do Sul e Vietn\u00e3 como os principais compradores regionais) receberam 40% do total das importa\u00e7\u00f5es mundiais de armas entre 2014 e 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio representaram 35% do total global nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ar\u00e1bia Saudita \u00e9 o principal comprador global de armas. Comprou 12% do total de armas vendidas entre 2014 e 2018, ante 4,4% no quinqu\u00eanio anterior. Os Estados Unidos s\u00e3o o principal fornecedor de armas para os sauditas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se sabe, contudo, se essa parceria ser\u00e1 afetada pela morte de Jamal Khashoggi, jornalista saudita que trabalhava no jornal americano Washington Post e que foi assassinado em um consulado da Ar\u00e1bia Saudita na Turquia. H\u00e1 ainda alega\u00e7\u00f5es de supostos crimes de guerra cometidos pela avia\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e1rabe no conflito do I\u00eamen.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15A9C\/production\/_104423788_gettyimages-1052166428.jpg\" alt=\"Donald Trump e bin Salman\"\/><figcaption>Image captionTrump defendeu a venda de armas \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita mesmo depois do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, morto no consulado saudita na Turquia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Trump, que escolheu as terras sauditas como seu primeiro destino para uma visita externa como chefe de Estado, recusou-se a impor san\u00e7\u00f5es por causa da morte de Khashoggi, alegando que tal decis\u00e3o poderia significar que a Ar\u00e1bia Saudita se abriria ao mercado de armas da R\u00fassia ou da China.<\/p>\n\n\n\n<p>Fleurant explica que nos pa\u00edses do Golfo as armas dos Estados Unidos assim como as de pa\u00edses europeus, a exemplo de Fran\u00e7a e Reino Unido, tamb\u00e9m desfrutam de maior popularidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo maior comprador \u00e9 a \u00cdndia, mesmo tendo reduzido as importa\u00e7\u00f5es de armas nos \u00faltimos cinco anos analisados na pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, o M\u00e9xico, a Am\u00e9rica Central e pa\u00edses caribenhos compraram 49% mais armas nos \u00faltimos cinco anos analisados. Na Am\u00e9rica do Sul, por sua vez, as aquisi\u00e7\u00f5es ca\u00edram em 51% de acordo com os dados coletados pelo Sipri.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil foi respons\u00e1vel por 27% das compras de armas na Am\u00e9rica do Sul no per\u00edodo analisado, apesar de ter comprado 28% menos que no quinqu\u00eanio anterior. O pa\u00eds ocupa a 23\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os exportadores e a 35\u00aa entre os importadores.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco pa\u00edses controlam tr\u00eas quartos do mercado de vendas de&nbsp;armas&nbsp;no mundo. O \u00faltimo relat\u00f3rio do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em ingl\u00eas) aponta que Estados Unidos, R\u00fassia, Fran\u00e7a, Alemanha e China responderam, nesta ordem, por 75% das exporta\u00e7\u00f5es de armas no per\u00edodo entre 2014 e 2018. 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