{"id":2143,"date":"2019-03-24T09:32:11","date_gmt":"2019-03-24T12:32:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=2143"},"modified":"2019-03-24T09:32:12","modified_gmt":"2019-03-24T12:32:12","slug":"comunidade-de-morretes-faz-simulacao-de-desastre-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/24\/comunidade-de-morretes-faz-simulacao-de-desastre-natural\/","title":{"rendered":"Comunidade de Morretes faz simula\u00e7\u00e3o de desastre natural"},"content":{"rendered":"\n<p>O final de semana passado foi diferente para a comunidade do Rio Sagrado, em Morretes, no litoral do Estado. Ao inv\u00e9s do corriqueiro barulho da mata, se ouviam sirenes e alertas. Eram os avisos para que a popula\u00e7\u00e3o se deslocasse ao ponto de encontro, simulando uma situa\u00e7\u00e3o de risco de desastres naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade foi uma das atingidas pelas enchentes de 2011, que afetou todo o Litoral do Paran\u00e1, mas principalmente Antonina e Morretes.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade foi coordenada pela Defesa Civil Estadual, envolvendo tamb\u00e9m a Regional do \u00f3rg\u00e3o no Litoral, Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o foi colocar em pr\u00e1tica os protocolos de envio de informa\u00e7\u00e3o entre as Defesas Civis e de alertas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o no caso de fortes chuvas que possam causar problemas como alagamentos, deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador estadual do \u00f3rg\u00e3o, coronel Ricardo Silva, explicou que a opera\u00e7\u00e3o analisa os trabalhos de aperfei\u00e7oamento dos sistemas e da equipe da Defesa Civil, j\u00e1 que o simulado marcou os oito anos dos desastres que atingiram o litoral paranaense, evento que ficou conhecido como \u00c1guas de Mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi a oportunidade de colocar \u00e0 prova todo o planejamento feito h\u00e1 oito anos, que inclui nosso sistema informatizado e o treinamento feito nos munic\u00edpios\u201d, disse Silva. \u201cA atividade envolveu a popula\u00e7\u00e3o, as autoridades municipais e \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a. Com isso, demonstramos que o Estado trabalha de forma preventiva na seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o paranaense\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Previamente&nbsp;<\/strong>\u2013 Os moradores participaram de uma reuni\u00e3o pr\u00e9via para que as atividades do simulado fossem explicadas, assim como os locais para reuni\u00e3o antes de se deslocar ao abrigo. Com isso, a popula\u00e7\u00e3o se condiciona a agir preventivamente quando alertas e informa\u00e7\u00f5es da Defesa Civil chegarem. A comunidade conta com cerca de 200 fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que o simulado foi feito no Litoral, equipes da Defesa Civil Estadual monitoram as atividades a partir do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd), localizado em Curitiba. \u201cAcompanhamos remotamente tudo o que aconteceu no simulado, de onde iniciamos as a\u00e7\u00f5es com o envio de alerta de abandono de \u00e1rea, al\u00e9m dos alertas que come\u00e7aram a ser enviados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, de maneira simulada, desde quinta-feira\u201d, explicou o chefe do Cegerd, capit\u00e3o Anderson Gomes das Neves.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resili\u00eancia<\/strong>&nbsp;\u2013 A\u00e7\u00f5es como essa s\u00e3o importantes para que danos e preju\u00edzos sejam diminu\u00eddos, especialmente para as pessoas. A resili\u00eancia, isto \u00e9, a capacidade de suportar o desastre, \u00e9 um dos fatores mais importantes de uma comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o major Jonas Emanuel Benghi Pinto, subcomandante do Corpo de Bombeiros do Litoral, o treinamento salva vidas. \u201cEle nos capacita a responder maior efetividade em caso de desastre. Hoje temos os fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos chegando com maior intensidade e cada vez mais o poder p\u00fablico e a comunidade tem que estar preparada\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, com a atua\u00e7\u00e3o conjunta entre o poder p\u00fablico e a sociedade, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver essa capacidade de evitar riscos e agir rapidamente quando h\u00e1 desastres.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Radioamadores<\/strong>&nbsp;\u2013 Al\u00e9m da Defesa Civil e Bombeiros, participaram tamb\u00e9m os radioamadores volunt\u00e1rios da Rede Estadual de Emerg\u00eancia de Radioamadores (REER), que auxiliam na comunica\u00e7\u00e3o e acompanhamento do exerc\u00edcio. Com o aux\u00edlio dos radioamadores nos desastres, \u00e9 poss\u00edvel transmitir informa\u00e7\u00f5es e garantir a comunica\u00e7\u00e3o das equipes de resposta mesmo quando existe falha nos sistemas normais de telefonia e transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Geologia<\/strong>&nbsp;\u2013 Uma das etapas do simulado \u00e9 a an\u00e1lise de risco de deslizamento a partir de um protocolo estabelecido na Defesa Civil Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ge\u00f3loga da Defesa Civil, Fabiane Acordes, s\u00e3o feitas visitas nas resid\u00eancias para uma an\u00e1lise t\u00e9cnica de risco. \u201cEstamos desenvolvendo um check list para que os agentes municipais observem o que tem no terreno que pode predispor uma situa\u00e7\u00e3o de deslizamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ge\u00f3logos do \u00f3rg\u00e3o fazem a an\u00e1lise do local, procurando por ind\u00edcios de que um deslizamento pode ocorrer e afetar uma resid\u00eancia pr\u00f3xima \u00e0 encosta. S\u00e3o ind\u00edcios presen\u00e7as de trincas, rachaduras, \u00e1gua escorrendo no solo, se a moradia se encontra em declive, entre outros fatores.<\/p>\n\n\n\n<p>O protocolo visa facilitar a an\u00e1lise pelas Defesa Civis municipais de situa\u00e7\u00f5es que possam ter risco para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na pr\u00e1tica<\/strong>&nbsp;\u2013 A a\u00e7\u00e3o deste s\u00e1bado envolveu cerca de 200 resid\u00eancias na comunidade do Rio Sagrado. Foram utilizados tr\u00eas \u00f4nibus para levar os moradores a um lugar de abrigo, duas viaturas do Corpo de Bombeiros 4\u00d74 e duas viaturas da Defesa Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Os moradores que n\u00e3o receberam SMS com o alerta da Defesa Civil foram avisados pelo som das sirenes que percorreram a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ouviu a sirene, a dona de casa Izaura Nunes Machado, 64, saiu de casa e foi direto ao \u00f4nibus que aguardava a popula\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 Igreja, um dos pontos de encontro marcados pela Defesa Civil. Ela presenciou o desastre de 2011 e disse que agora com conhecimento, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de seguran\u00e7a. \u201cEu acho muito bom isso, porque as pessoas precisam aprender a agir\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Franciele Morgesde Andrade, 24, mora com o marido e tr\u00eas filhos em uma casa no mesmo terreno que os pais e conta que teve que ser resgatada no incidente de 2011. \u201cN\u00e3o tinha para onde correr e eu estava gr\u00e1vida do segundo filho. Fui resgatada pelo meu pai e j\u00e1 presenciei bastante risco\u2019, disse. A casa dela \u00e9 atingida pelo Rio Sagrado, que passa na parte de tr\u00e1s. \u201cCom o treinamento, nos preparamos para onde correr e o que pegar. Antes, quando a gente via, a \u00e1gua j\u00e1 estava dentro de casa e agora est\u00e3o fazendo um bom servi\u00e7o com a comunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O prefeito de Morretes, Osmair Costa Coelho, agradeceu o apoio da Defesa Civil e do Governo do Estado. \u201cQuando aconteceu o transtorno em 2011, n\u00e3o t\u00ednhamos o preparo necess\u00e1rio e agora esse estudo em todas as localidades de risco e a simula\u00e7\u00e3o nos permite fazer o resgate em tempo e ofere\u00e7a um local adequado para acomodar a popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o capit\u00e3o Romero Nunes da Silva Filho, da Defesa Civil, o simulado colocou em pr\u00e1tica diversos protocolos desenvolvidos para poss\u00edvel atendimento de desastre. \u201cConseguimos emitir SMS, fazer com que eles fossem aos pontos de encontro, a transmiss\u00e3o de dados em tempo real para Curitiba e a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, mesmo em dia chuvoso\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O simulado tamb\u00e9m teve o objetivo de identificar o que pode ser melhorado e o que deve ser alterado. \u201cEm 2011, a maior dificuldade era saber quantas pessoas estavam nessas \u00e1reas e hoje todas as casas s\u00e3o georreferenciadas, mapeadas, classificadas, em qual delas tem morador com necessidade, o que otimiza o tempo de resposta\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O final de semana passado foi diferente para a comunidade do Rio Sagrado, em Morretes, no litoral do Estado. 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