{"id":21070,"date":"2019-10-15T09:57:05","date_gmt":"2019-10-15T12:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=21070"},"modified":"2019-10-15T09:57:19","modified_gmt":"2019-10-15T12:57:19","slug":"ocorrencias-de-maus-tratos-a-animais-crescem-23-no-parana-no-1o-semestre-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/10\/15\/ocorrencias-de-maus-tratos-a-animais-crescem-23-no-parana-no-1o-semestre-de-2019\/","title":{"rendered":"Ocorr\u00eancias de maus-tratos a animais crescem 23% no Paran\u00e1 no 1\u00ba semestre de 2019"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Levantamento feito com base em dados da Sesp-PR mostra que 914 casos do crime foram registrados no estado neste ano. Den\u00fancias podem ser feitas por telefone e internet.<\/h4>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de casos de maus-tratos a animais no Paran\u00e1 cresceu 23% no primeiro semestre de 2019, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2018. Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Estado de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Paran\u00e1 (Sesp-PR).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre janeiro e junho deste ano foram registradas 914 ocorr\u00eancias de maus-tratos no estado. No mesmo per\u00edodo de 2018, foram 740 casos, conforme a secretaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todo o ano de 2016, foram 1.470 ocorr\u00eancias. Tamb\u00e9m houve aumento nos anos de 2017 e 2018, quando foram registrados 1.577 e 1.616 casos, respectivamente.&nbsp;<em>Veja no gr\u00e1fico abaixo.<\/em>Casos de maus-tratos a animais no Paran\u00e1N\u00famero de ocorr\u00eancias apresentaram aumento nos \u00faltimos tr\u00eas anosOcorr\u00eancias1.4701.4701.5771.5771.6161.6169159152016201720182019 (at\u00e9 junho)0500100015002000Fonte: Sesp-PR<\/p>\n\n\n\n<p>Para o delegado Matheus Loiola, da Delegacia de Prote\u00e7\u00e3o ao Meio Ambiente (DPMA), o aumento de ocorr\u00eancias n\u00e3o significa necessariamente uma crescente no n\u00famero de animais maltratados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A leitura que a gente faz no aumento na quantidade de boletins de ocorr\u00eancias de maus-tratos \u00e9 que n\u00e3o houve aumento efetivo. O que houve \u00e9 uma conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em denunciar&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>As den\u00fancias de maus-tratos a animais podem ser feitas pelo telefone 181 e tamb\u00e9m por meio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.denuncia181.pr.gov.br\/validar-momento-crime\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site do Disque Den\u00fancia<\/a>. Nos dois canais, o contato com a pol\u00edcia pode ser feito de maneira an\u00f4nima.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trabalho da pol\u00edcia<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o delegado Matheus Loiola, todos os dias a DPMA tem feito flagrantes de maus-tratos. Ele explica que a rotina dos policiais come\u00e7a com as den\u00fancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s confirmar uma situa\u00e7\u00e3o de maus-tratos, o policial d\u00e1 voz de pris\u00e3o para o investigado. Ele \u00e9 conduzido para a delegacia e \u00e9 ouvido. Os animais resgatados s\u00e3o enviados para lares tempor\u00e1rios e n\u00e3o s\u00e3o restitu\u00eddos para os antigos propriet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Seria mais ou menos como se a gente devolvesse a droga para o traficante, o carro roubado para o dono do desmanche&#8221;, disse o delegado.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar da pris\u00e3o, Matheus Loiola conta que os infratores ficam poucas horas na delegacia, pois assinam um termo de compromisso para n\u00e3o repetir a pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O delegado diz que a lei atual \u00e9 branda, mas h\u00e1 projetos tramitando no Congresso Nacional que visam endurecer a puni\u00e7\u00e3o para o crime. Enquanto isso n\u00e3o acontece, a pol\u00edcia tem oficiado os munic\u00edpios a multarem os infratores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se a pessoa teve 50 passagens pela pol\u00edcia e praticou maus-tratos, se ela assinar o termo de compromisso a gente \u00e9 obrigado a liberar. Tentando endurecer um pouco a conduta do criminoso, a gente acaba mexendo no \u00f3rg\u00e3o mais sens\u00edvel do ser humano, que \u00e9 o bolso&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/RFIdPmRQmEOTNTEwWatfBehRjXA=\/0x0:1280x720\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/h\/u\/YcJxD5SgKiMc4TZUa96A\/sesp.jpeg\" alt=\"Secretaria diz que Pol\u00edcia Civil tem feito opera\u00e7\u00f5es de combate aos maus-tratos \u2014 Foto: Sesp-PR\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Secretaria diz que Pol\u00edcia Civil tem feito opera\u00e7\u00f5es de combate aos maus-tratos \u2014 Foto: Sesp-PR\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A menina dos cachorros<\/h2>\n\n\n\n<p>Nem todos os pedidos de resgate s\u00e3o comunicados diretamente para autoridades, como a Pol\u00edcia Civil. Em muitas cidades, o trabalho de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o-Governamentais (ONGs) e at\u00e9 mesmo de cuidadores independentes acabam se tornando refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da enfermeira veterin\u00e1ria Ianara Hadassa, de 26 anos. Moradora de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paran\u00e1, Ianara come\u00e7ou a ajudar animais quando tinha nove anos. O trabalho a deixou conhecida no bairro onde mora como a &#8220;menina dos cachorros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todo dia da semana eu tava com um cachorro diferente aqui em casa. Quando eu encontrava filhote na rua abandonado, dependendo da situa\u00e7\u00e3o dele, eu saia casa por casa perguntando se algu\u00e9m queria adotar. E eu conseguia&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2010, data que ela conta ter feito o primeiro resgate oficial, foram cerca de 760 animais cuidados por Ianara, como c\u00e3es, gatos e at\u00e9 mesmo uma ovelha. Atualmente, ela est\u00e1 com seis animais em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o resgate, os bichos s\u00e3o examinados e cuidados. Na sequ\u00eancia, s\u00e3o encaminhados para ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ianara conta que o trabalho \u00e9 cansativo, tanto fisicamente, quanto psicologicamente. Mesmo assim, n\u00e3o pensa em abandonar a miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Eu amo o que eu fa\u00e7o, eu amo bicho. Pode me cansar, mas saber que estou fazendo a diferen\u00e7a, fico grata comigo mesma. Vou continuar fazendo isso, por mais que as pessoas falem que estou perdendo a minha vida&#8221;, disse.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/k7Hq-18pH8yuYg7oOPeqFXjbxi0=\/0x0:2917x1641\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/t\/j\/pnwf6rQVmlgriTPQsVEA\/img-e8766.jpg\" alt=\"Ianara Hadassa com uma de suas cachorras resgatadas \u2014 Foto: Wesley Bischoff\/G1 PR\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ianara Hadassa com uma de suas cachorras resgatadas \u2014 Foto: Wesley Bischoff\/G1 PR<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ado\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os cachorros resgatados por Ianara Hadassa est\u00e1 Chewie. Ele foi encontrado com o pelo todo embolado e doente. Ap\u00f3s ser tratado, foi encaminhado para ado\u00e7\u00e3o por meio das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>A foto do Chewie foi vista pela psiquiatra Juliana dos Santos Souza e pelo aut\u00f4nomo Rubens Kiyoshibaba. &#8220;Vimos aquela cara de cachorro sem dono, literalmente, e a gente se apaixonou&#8221;, lembrou Rubens.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos ap\u00f3s o resgate, Chewie est\u00e1 saud\u00e1vel e em casa. O casal conta que, quando foi adotado, o cachorro era um pouco arisco. Mas aos poucos foi se apegando aos donos e se tornou d\u00f3cil.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia foi t\u00e3o positiva, que Juliana e Rubens decidiram recentemente adotar mais uma companheira: a Jujubinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles contam que preferem adotar a comprar, j\u00e1 que acreditam que os animais tamb\u00e9m precisam ter a oportunidade de ter um lar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Eles fazem parte da fam\u00edlia. Tratamos como se fossem duas crian\u00e7as em casa. S\u00e3o muito companheiros e trazem muita alegria para a gente. O dia fica muito mais leve e agrad\u00e1vel&#8221;, conta Juliana.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/CkYNyI5GHyqNemMMhGbt6-AF-08=\/0x0:4032x3024\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/Q\/D\/hMJyCdSbu5O9Bn7f0fEg\/img-e8829.jpg\" alt=\"Juliana e Rubens adotaram Chewie e Jujubinha \u2014 Foto: Wesley Bischoff\/G1 PR\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Juliana e Rubens adotaram Chewie e Jujubinha \u2014 Foto: Wesley Bischoff\/G1 PR<\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento feito com base em dados da Sesp-PR mostra que 914 casos do crime foram registrados no estado neste ano. Den\u00fancias podem ser feitas por telefone e internet. O n\u00famero de casos de maus-tratos a animais no Paran\u00e1 cresceu 23% no primeiro semestre de 2019, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2018. Os dados [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21074,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-21070","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/maus.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21070"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21070"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21075,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21070\/revisions\/21075"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}