{"id":21043,"date":"2019-10-14T15:26:02","date_gmt":"2019-10-14T18:26:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=21043"},"modified":"2019-10-14T15:26:04","modified_gmt":"2019-10-14T18:26:04","slug":"quebra-de-patente-baixa-preco-de-medicamentos-contra-cancer-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/10\/14\/quebra-de-patente-baixa-preco-de-medicamentos-contra-cancer-no-brasil\/","title":{"rendered":"Quebra de patente baixa pre\u00e7o de medicamentos contra c\u00e2ncer no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 normal no varejo: sempre que um produto entra para concorrer com outro, os pre\u00e7os caem e o benef\u00edcio, geralmente, \u00e9 do consumidor. Desta vez, a boa not\u00edcia \u00e9 para pacientes em tratamento do&nbsp;<strong>c\u00e2ncer<\/strong>&nbsp;e que utilizam o&nbsp;<strong>medicamento Rituximabe<\/strong>. Depois de 20 anos com apenas um laborat\u00f3rio explorando comercialmente o medicamento no&nbsp;<strong>Brasil<\/strong>, outros dois entraram nesta briga. Com a&nbsp;<strong>queda nos pre\u00e7os<\/strong>, a expectativa \u00e9 que mais pessoas tenham acesso ao Rituximabe.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, apenas o laborat\u00f3rio&nbsp;<strong>Roche<\/strong>&nbsp;detinha a patente exclusiva e o comercializava, com o nome comercial de&nbsp;<strong>MabThera<\/strong>, produto incorporado no rol de medicamentos fornecidos pelo&nbsp;<strong>SUS<\/strong>&nbsp;h\u00e1 anos. Mas, no Brasil, as patentes caem ap\u00f3s 20 anos, o que d\u00e1 direito de outros laborat\u00f3rios explorarem a f\u00f3rmula. Neste segundo semestre de 2019, dois laborat\u00f3rios entraram na concorr\u00eancia, o&nbsp;<strong>Sandoz\/Novartis<\/strong>, comercializando o Riximyo, e o&nbsp;<strong>Libbs<\/strong>, que entrou com o&nbsp;<strong>Vivaxxia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que o&nbsp;<strong>Libbs \u00e9 uma empresa brasileira<\/strong>&nbsp;e o primeiro laborat\u00f3rio a produzir, em escala industrial, o medicamento no Brasil, pa\u00eds que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha essa compet\u00eancia industrial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parceria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Libbs fechou uma parceria com o&nbsp;<strong>governo federal<\/strong>. O poder p\u00fablico ajudou na constru\u00e7\u00e3o da planta industrial da Libbs, em Embu das Artes-SP, atrav\u00e9s de financiamento pelo BNDES, bem como nos estudos cl\u00ednicos do medicamento atrav\u00e9s da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Tudo isso ao custo de R$ 523 milh\u00f5es. Por alguns anos, o governo tamb\u00e9m se comprometeu a comprar o Vivaxxia, da Libbs. Em contrapartida, a Libbs transferiu todos os seus estudos do rituximabe ao poder p\u00fablico. O Instituto Butantan, em S\u00e3o Paulo, participou da pesquisa, recebeu a f\u00f3rmula e, no futuro, se houver necessidade, estar\u00e1 habilitado a produzir o medicamento em escala para atender demandas do SUS, bem como realizar outros estudos em cima desta f\u00f3rmula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que faz o rituximabe?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O medicamento n\u00e3o \u00e9 sint\u00e9tico, ou seja, n\u00e3o \u00e9 uma mistura de qu\u00edmicos. Ele \u00e9 um produto biol\u00f3gico porque \u00e9 produzido a partir de c\u00e9lulas vivas, ou seja, a partir da multiplica\u00e7\u00e3o celular (e por isso \u00e9 chamado de anticorpo monoclonal). O rituximabe atua no combate a c\u00e2nceres hematol\u00f3gicos (sangue). No SUS, ele \u00e9 usado no tratamento de linfomas n\u00e3o-Hodgkin e leucemia linfoc\u00edtica cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 v\u00e1rios outros tipos de tumores (linf\u00f3citos B) que ele pode tratar e, conforme a pesquisadora e m\u00e9dica hematologista Danielle Le\u00e3o, por causa desta \u201climita\u00e7\u00e3o\u201d, 80% dos pacientes do SUS diagnosticados com linfomas n\u00e3o possuem acesso ao rituximabe. O desafio \u00e9 aumentar esse rol de tratamentos com rituximabe no SUS. \u201cA cada grupo de 100 mil pessoas, 22 adultos e tr\u00eas crian\u00e7as ter\u00e3o linfomas (c\u00e2ncer no sangue) em algum momento da vida\u201d, alerta Danielle. Antes da utiliza\u00e7\u00e3o do rituximabe, explicou a pesquisadora e m\u00e9dica hematologista Danielle Le\u00e3o, ap\u00f3s cinco anos de quimio e radioterapia, apenas 50% dos pacientes sobreviviam. Hoje, com o uso do rituximabe, esta sobrevida aumentou para 70%<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Combina\u00e7\u00e3o eficaz<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tribunapr.com.br\/blogs\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/14102603\/t122-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-29746\"\/><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na quimioterapia, os medicamentos sint\u00e9ticos \u201cmatam\u201d as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, mas tamb\u00e9m as saud\u00e1veis do corpo. Por agirem em c\u00e9lulas da pele, dos cabelos, do sangue e do revestimento do intestino, fazem o paciente passar muito mal. J\u00e1 os medicamentos biol\u00f3gicos (\u00e9 o caso dos \u201cmabes\u201d) s\u00e3o \u201cinteligentes\u201d, pois procuram e destroem apenas as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas. N\u00e3o atacam as saud\u00e1veis. Isto \u00e9 o que se chama de imunoterapia, o que evita todos os efeitos colaterais das outras terapias.<\/p>\n\n\n\n<p>TribunaPr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 normal no varejo: sempre que um produto entra para concorrer com outro, os pre\u00e7os caem e o benef\u00edcio, geralmente, \u00e9 do consumidor. Desta vez, a boa not\u00edcia \u00e9 para pacientes em tratamento do&nbsp;c\u00e2ncer&nbsp;e que utilizam o&nbsp;medicamento Rituximabe. 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