{"id":20687,"date":"2019-10-08T09:28:41","date_gmt":"2019-10-08T12:28:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=20687"},"modified":"2019-10-08T09:28:42","modified_gmt":"2019-10-08T12:28:42","slug":"araucaria-deve-ser-extinta-em-2070-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/10\/08\/araucaria-deve-ser-extinta-em-2070-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Arauc\u00e1ria deve ser extinta em 2070, diz estudo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo publicado pela Universidade de Reading, no Reino Unido, revela que a esp\u00e9cie pode deixar de existir nos pr\u00f3ximos anos devido \u00e0 intensa explora\u00e7\u00e3o e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<br><\/h4>\n\n\n\n<p>Dos 20 milh\u00f5es de hectares da extens\u00e3o original da Floresta com Arauc\u00e1rias, hoje restam apenas de 1 a 3%. Para o futuro, a expectativa de cientistas da Universidade de Reading, no Reino Unido, n\u00e3o \u00e9 nada positiva. Segundo estudo publicado este ano na<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/gcb.14755\" target=\"_blank\">&nbsp;Wiley Online Library<\/a>, a arauc\u00e1ria (<em>Araucaria angustifolia<\/em>) deve ser totalmente extinta at\u00e9 2070, como resultado da intensa e predat\u00f3ria explora\u00e7\u00e3o madeireira e do manejo inadequado das sementes. O cen\u00e1rio \u00e9 agravado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que interferem nesse e em outros ecossistemas. Para os cientistas, apenas interven\u00e7\u00f5es direcionadas podem ajudar a garantir a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Componente importante da Mata Atl\u00e2ntica, a arauc\u00e1ria ocorre predominantemente nos estados do Sul do Brasil e em algumas regi\u00f5es serranas do Sudeste. Conhecida como s\u00edmbolo do Paran\u00e1, a \u00e1rvore de grande porte pode atingir 50 metros de altura. Atualmente, os poucos remanescentes da esp\u00e9cie est\u00e3o localizados em pequenas e m\u00e9dias propriedades rurais, que asseguram aos agricultores uma importante fatia de renda por meio da extra\u00e7\u00e3o do pinh\u00e3o (semente da Arauc\u00e1ria) e das folhas de erva-mate, que fazem parte do ecossistema da Floresta com Arauc\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Arauc\u00e1ria+<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como forma de conciliar a conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e o desenvolvimento econ\u00f4mico, em 2013, foi criada a iniciativa Arauc\u00e1ria+ por meio da parceria entre as funda\u00e7\u00f5es Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza e CERTI. A proposta objetiva impulsionar a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, reduzindo a tend\u00eancia de desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o desse ecossistema por meio de um modelo de valoriza\u00e7\u00e3o da Floresta com Arauc\u00e1rias e de desenvolvimento sustent\u00e1vel das comunidades associadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o Arauc\u00e1ria+ conta com mais de 50 organiza\u00e7\u00f5es parceiras, entre empresas, institutos de Ci\u00eancia e Tecnologia, investidores, poder p\u00fablico e cerca de 80 produtores articulados. Mais de 6,5 milh\u00f5es de metros quadrados de floresta est\u00e3o sendo conservados e monitorados pela iniciativa. Tamb\u00e9m foi firmada a parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e estrutura\u00e7\u00e3o da cadeia de restaura\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es de remanescente, visando a prote\u00e7\u00e3o de 2,6 milh\u00f5es de metros quadrados de Floresta com Arauc\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da iniciativa, produtores locais s\u00e3o conectados a um mercado diferenciado, formado por empresas que adotam estrat\u00e9gias de inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade em seus produtos, demandando insumos de origem sustent\u00e1vel, com informa\u00e7\u00e3o e rastreabilidade agregada. Para acessar esse mercado, os agricultores devem adotar o Padr\u00e3o Sustent\u00e1vel de Produ\u00e7\u00e3o, com an\u00e1lise das cadeias produtivas em que se identificam os principais impactos derivados da extra\u00e7\u00e3o de produtos da floresta. Integrados, eles recebem orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e capacita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um plano de melhorias direcionado para cada propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s formamos uma rede de atores que est\u00e3o envolvidos das mais variadas formas com as cadeias produtivas n\u00e3o-madeireiras desta floresta e que, por falta de incentivos ou conhecimento, acabam trabalhando de forma isolada. Ao conectarmos esses atores, potencializamos os impactos de suas iniciativas. Com isso, geramos renda e conservamos a Floresta com Arauc\u00e1rias\u201d, destaca Guilherme Karam, coordenador de Neg\u00f3cios e Biodiversidade da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciclo Vivo<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado pela Universidade de Reading, no Reino Unido, revela que a esp\u00e9cie pode deixar de existir nos pr\u00f3ximos anos devido \u00e0 intensa explora\u00e7\u00e3o e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. 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