{"id":20156,"date":"2019-09-27T08:06:00","date_gmt":"2019-09-27T11:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=20156"},"modified":"2019-09-27T08:06:02","modified_gmt":"2019-09-27T11:06:02","slug":"rock-in-rio-tera-comandos-de-voz-para-deficientes-visuais-com-aplicativo-de-startup-de-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/09\/27\/rock-in-rio-tera-comandos-de-voz-para-deficientes-visuais-com-aplicativo-de-startup-de-curitiba\/","title":{"rendered":"Rock in Rio ter\u00e1 comandos de voz para deficientes visuais com aplicativo de startup de Curitiba"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Aplicativo Veever vai auxiliar cegos com audiodescri\u00e7\u00f5es de palcos e outros estruturas do evento, que come\u00e7a nesta sexta-feira (27); grupo de deficientes testou a tecnologia na Cidade do Rock.<\/h4>\n\n\n\n<p>Um aplicativo desenvolvido por uma startup de Curitiba vai possibilitar maior acessibilidade para deficientes visuais no\u00a0Rock In Rio 2019, que come\u00e7a nesta sexta-feira (27). Cegos e pessoas com vis\u00e3o comprometida poder\u00e3o ter acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre a Cidade do Rock transmitidas por comando de voz.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 60 dispositivos bluetooth foram instalados no local para que, ao acessar o aplicativo Veever e apontar o celular em determinadas dire\u00e7\u00f5es, os deficientes visuais recebam audiodescri\u00e7\u00f5es sobre tamanho, formas e cores de palcos e outras \u00e1reas do festival.<\/p>\n\n\n\n<p>Um grupo de deficientes visuais do projeto Ver com as M\u00e3os, de Curitiba, visitou a Cidade do Rock na ter\u00e7a-feira (24) para testar o aplicativo. &#8220;Achei bem bacana porque tem descri\u00e7\u00e3o dos locais. \u00c9 muito bom para se localizar&#8221;, afirma Laura Kaiser, de 18 anos, que participou do teste.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que nasceu com um glaucoma cong\u00eanito. Gradativamente, a jovem foi perdendo a vis\u00e3o. &#8220;Come\u00e7ou a ficar bem ruim aos 16 anos. Hoje, enxergo bem pouquinho. Fa\u00e7o as coisas normalmente, mas se fosse uma pessoa cega&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Laura afirma que nunca tinha visto uma tecnologia que auxiliasse pessoas com defici\u00eancia visual como o Veever. &#8220;O aplicativo ainda est\u00e1 em desenvolvimento, mas vai ajudar bastante. Principalmente em locais de grande movimenta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De onde surgiu a ideia<\/h2>\n\n\n\n<p>Um convite para fazer um trabalho volunt\u00e1rio no Instituto Paranaense de Cegos, em Curitiba, permitiu que um dos s\u00f3cios da startup, Jo\u00e3o Pedro Novochadlo, conhecesse a dificuldade dos deficientes, como saber qual linha de \u00f4nibus estava passando no ponto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o tenho ningu\u00e9m cego na fam\u00edlia e, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o tinha amigos com essa defici\u00eancia. A ideia era garantir a autonomia a essas pessoas. A gente n\u00e3o resolve, mas minimiza&#8221;, afirma Novochadlo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, durante uma maratona de programa\u00e7\u00e3o organizada pela prefeitura a proposta ganhou corpo. &#8220;Tivemos um hiato com a troca de gest\u00e3o no munic\u00edpio e com a sa\u00edda de algumas pessoas do projeto, mas no come\u00e7o do ano passado revivemos a ideia&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, o aplicativo ainda n\u00e3o foi validado no transporte p\u00fablico. &#8220;O Rock in Rio vai ser nosso primeiro grande teste&#8221;, afirma. &#8220;J\u00e1 testamos em escolas, museus, sempre com pessoas cegas. N\u00e3o adianta pensar como um cego, mas sim pensar com um cego&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/y29RHZ2hkS9Zm6_GSDjoB8I2Ziw=\/0x0:1920x1920\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/5\/j\/iftR89TFSrgOqfx4QJdA\/veever.png\" alt=\"Pra cego ver: Foto mostra um celular com o aplicativo Veever em funcionamento. O aparelho est\u00e1 em cima de embalagens como se fossem caixas. \u2014 Foto: Veever\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pra cego ver: Foto mostra um celular com o aplicativo Veever em funcionamento. O aparelho est\u00e1 em cima de embalagens como se fossem caixas. \u2014 Foto: Veever\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o aplicativo foi parar no Rock in Rio<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o s\u00f3cio, a startup estava trabalhando &#8220;de forma mais t\u00edmida&#8221; no aplicativo. O projeto, segundo ele, conta com uma empresa como investidora na parte t\u00e9cnica e outra para auxiliar na parte da audiodescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, um contato acelerou o processo. Mesmo sem saber do que se tratava exatamente, Novochadlo foi at\u00e9 o Rio de Janeiro (RJ) para encontrar um interessado na ideia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acharam a gente de alguma forma na internet, mas foi omisso em rela\u00e7\u00e3o a quem queria&#8221;, conta. &#8220;Quando a gente chegou l\u00e1, descobrimos que era uma demanda do Rock in Rio&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aplicativo Veever vai auxiliar cegos com audiodescri\u00e7\u00f5es de palcos e outros estruturas do evento, que come\u00e7a nesta sexta-feira (27); grupo de deficientes testou a tecnologia na Cidade do Rock. Um aplicativo desenvolvido por uma startup de Curitiba vai possibilitar maior acessibilidade para deficientes visuais no\u00a0Rock In Rio 2019, que come\u00e7a nesta sexta-feira (27). 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