{"id":20032,"date":"2019-09-25T11:33:25","date_gmt":"2019-09-25T14:33:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=20032"},"modified":"2019-09-25T11:33:28","modified_gmt":"2019-09-25T14:33:28","slug":"hiv-na-terceira-idade-um-problema-que-cresce-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/09\/25\/hiv-na-terceira-idade-um-problema-que-cresce-no-brasil\/","title":{"rendered":"HIV na terceira idade, um problema que cresce no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p> A epidemia de HIV no Brasil teve, na \u00faltima d\u00e9cada, uma taxa anual de crescimento est\u00e1vel na popula\u00e7\u00e3o geral. Como um carro que avan\u00e7a na estrada com uma velocidade de 100 km\/h. Entretanto, quando analisamos diferentes subgrupos, \u00e9 n\u00edtido que existem parcelas da popula\u00e7\u00e3o para quem o ponteiro do veloc\u00edmetro do HIV encontra-se subindo. Dois dos grupos que preocupam pela acelera\u00e7\u00e3o nesse crescimento s\u00e3o os jovens com menos de 30, e os idosos a partir dos 55 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00faltimo Boletim Epidemiol\u00f3gico do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, nos \u00faltimos 10 anos, por exemplo, a taxa de detec\u00e7\u00e3o de casos de Aids entre homens de 20 a 24 anos saltou de 15 para 36, enquanto entre maiores de 60  anos, de 10 para 13, ambas por 100.000 habitantes. J\u00e1 no miolo da pir\u00e2mide et\u00e1ria, que vai de 30 a 55 anos, o Brasil tem uma epidemia em franca desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> Tudo aquilo que diz respeito aos jovens costuma chamar mais a aten\u00e7\u00e3o da grande m\u00eddia, e aqui mesmo nessa coluna j\u00e1 discutimos essa quest\u00e3o algumas vezes. Por\u00e9m, os idosos, mesmo que apresentem um crescimento relativamente menor dos casos no per\u00edodo, merecem urgentemente um olhar atento de cuidado \u00e0 sa\u00fade nesse campo da preven\u00e7\u00e3o e tratamento do HIV e outras infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs). <\/p>\n\n\n\n<p> Os estudos que tentam delinear o perfil epidemiol\u00f3gico do crescimento do HIV na terceira idade encontram principalmente a via de transmiss\u00e3o sexual entre indiv\u00edduos que, por n\u00e3o estarem cientes dos riscos que corriam, n\u00e3o se preocupavam em usar estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o com boa ades\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p> S\u00e3o in\u00fameros os casos de pessoas que durante a vida tiveram relacionamentos fixos em que n\u00e3o usavam o preservativo, chegando \u00e0 terceira idade muitas vezes desquitados ou vi\u00favos, ainda com vida sexual ativa e sem a percep\u00e7\u00e3o de risco nem as orienta\u00e7\u00f5es sobre a import\u00e2ncia de se prevenirem em rela\u00e7\u00f5es sexuais com suas novas parcerias casuais.<\/p>\n\n\n\n<p> Soma-se a esse cen\u00e1rio, a mudan\u00e7a na cultura brasileira, que valoriza que a vida sexual continue at\u00e9 idades mais avan\u00e7adas, e fatores fisiol\u00f3gicos, como a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til que muitas vezes \u00e9 potencializada no contexto do uso do preservativo masculino.<\/p>\n\n\n\n<p> Apesar de os casos da doen\u00e7a estarem aumentando nesse grupo, n\u00e3o houve ainda uma rea\u00e7\u00e3o franca, direcionada e eficiente dos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade p\u00fablica respons\u00e1veis pelo controle da epidemia. \u00c9 como se a sa\u00fade da terceira idade n\u00e3o importasse.<\/p>\n\n\n\n<p> A invisibilidade, no entanto, da popula\u00e7\u00e3o idosa no debate do acesso \u00e0 sa\u00fade n\u00e3o se restringe ao HIV, mas est\u00e1 presente em todo o cuidado da sa\u00fade f\u00edsica e mental dessa popula\u00e7\u00e3o, e fica ainda mais escancarada quando estamos falando de grupos marginalizados pela sociedade. Esse \u00e9 o caso, por exemplo, de idosos LGBTs. Afinal, n\u00e3o poder\u00edamos esperar que quem foi durante toda a vida exclu\u00eddo e discriminado, na terceira idade tivesse sua sa\u00fade bem assistida. <\/p>\n\n\n\n<p> Atualmente, um estudo conduzido pela Faculdade de Medicina da USP est\u00e1 mapeando o acesso \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o idosa no Brasil e pode ajudar no desenvolvimento de propostas para melhorar essa quest\u00e3o. Ele pretende investigar se a diversidade de orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero t\u00eam algum papel nas vulnerabilidades que acompanham o envelhecimento. Por isso, essa \u00e9 uma pesquisa direcionada para todos os brasileiros com mais de 50 anos de idade, sejam eles LGBTs ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> Se voc\u00ea est\u00e1 nessa faixa et\u00e1ria, responda ao question\u00e1rio da pesquisa atrav\u00e9s esse link. Ele \u00e9 on-line, r\u00e1pido e an\u00f4nimo. Encaminhe-o tamb\u00e9m para seus amigos e parentes. Assim voc\u00ea estar\u00e1 ajudando enormemente com a melhora da sa\u00fade da terceira idade no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p> O crescimento da epidemia de HIV entre os mais velhos \u00e9 apenas uma das faces do descaso com a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de um grupo que s\u00f3 tende a aumentar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Melhor come\u00e7armos a olhar para esse tema desde j\u00e1, enquanto ainda \u00e9 poss\u00edvel controlar o ponteiro do veloc\u00edmetro, para n\u00e3o termos que enfrentar um cen\u00e1rio ainda pior no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>UOL<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A epidemia de HIV no Brasil teve, na \u00faltima d\u00e9cada, uma taxa anual de crescimento est\u00e1vel na popula\u00e7\u00e3o geral. Como um carro que avan\u00e7a na estrada com uma velocidade de 100 km\/h. 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