{"id":19765,"date":"2019-09-23T08:15:51","date_gmt":"2019-09-23T11:15:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=19765"},"modified":"2019-09-23T08:15:52","modified_gmt":"2019-09-23T11:15:52","slug":"stf-derruba-leis-que-obrigavam-bloqueio-de-celular-em-presidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/09\/23\/stf-derruba-leis-que-obrigavam-bloqueio-de-celular-em-presidio\/","title":{"rendered":"STF derruba leis que obrigavam bloqueio de celular em pres\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Associa\u00e7\u00e3o de operadoras de celular questionou leis em quatro estados.<br>Para maioria do STF, somente Uni\u00e3o pode legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/h4>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (3), por oito votos a tr\u00eas, derrubar a validade de leis estaduais de Bahia, Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1 e Santa Catarina que obrigam operadoras de telefonia celular a instalarem equipamentos para bloqueio do sinal nos estabelecimentos prisionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da maioria do STF, somente a Uni\u00e3o pode legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es e, portanto, as leis em vigor nos estados s\u00e3o inconstitucionais. Os ministros destacaram que as empresas de telefonia n\u00e3o podem sofrer o \u00f4nus de gastar mais com os bloqueadores em raz\u00e3o das leis estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo analisou cinco a\u00e7\u00f5es apresentadas pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras Celulares (Acel) contra as leis dos quatro estados e considerou procedente as a\u00e7\u00f5es, declarando a inconstitucionalidade das leis.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o argumentava, entre outras quest\u00f5es, que o bloqueio impedia o servi\u00e7o para consumidores que vivem nos arredores dos pres\u00eddios, uma vez que tecnicamente n\u00e3o seria poss\u00edvel bloquear somente no estabelecimento penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro ministros relataram as cinco a\u00e7\u00f5es:\u00a0Marco Aur\u00e9lio Mello, Gilmar Mendes,\u00a0Dias Toffoli\u00a0e\u00a0Luiz Edson Fachin. Deles, somente Fachin entendeu que as leis estaduais eram v\u00e1lidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Marco Aur\u00e9lio, Gilmar, Toffoli,\u00a0Teori Zavascki,\u00a0Luiz Fux,\u00a0C\u00e1rmen L\u00facia,\u00a0Celso de Mello\u00a0e\u00a0Ricardo Lewandowski\u00a0entenderam que compete \u00e0 Uni\u00e3o criar leis sobre telecomunica\u00e7\u00f5es. Ficaram vencidos, a favor das leis estaduais, Fachin,\u00a0Lu\u00eds Roberto\u00a0Barroso e\u00a0Rosa Weber.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que tamb\u00e9m comanda o Conselho Nacional de Justi\u00e7a, citou que o Brasil tem 1.424 mil estabelecimentos prisionais no pa\u00eds. Para ele, n\u00e3o se pode impor que as operadoras criem os bloqueios e tenham que gastar os valores.<br><br>&#8220;Impor \u00e0s operadoras manter o bloqueio, creio eu, que teremos claramente um desequil\u00edbrio na equa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e financeira dos contratos de concess\u00e3o&#8221;, disse Lewandowski.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Busca de solu\u00e7\u00e3o nacional para bloqueios<\/strong><br>Gilmar Mendes, que votou contra as leis estaduais, destacou que conversou com o ministro da Justi\u00e7a, Alexandre de Moraes, e ouviu dele que a Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) discute uma solu\u00e7\u00e3o nacional para bloquear o sinal de celular nos pres\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos agir sem reparar nas consequ\u00eancias que isso tem no sistma como todo. Precisa ser tratado de forma nacional, de forma global. Isso afeta responsabilidades das empresas perante o sistema&#8221;, disse Mendes.<br><br><strong>Rio Grande do Norte<\/strong><br>O tema do bloqueio de celulares ganhou destaque nos \u00faltimos dias por conta dos ataques a \u00f4nibus, pr\u00e9dios p\u00fablicos e unidades policiais no Rio Grande do Norte. De acordo com o governo do estado, a instala\u00e7\u00e3o de bloqueadores de celular na Penitenci\u00e1ria Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, \u00e9 o motivo dos atentados. Desde sexta-feira (3), foram registrados ao menos 90 ataques em 33 cidades do estado.<br><br>O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, dfestacou a\u00a0situa\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Norte. Apesar de entender que somente a Uni\u00e3o poderia criar uma regra impondo o bloqueio, ele defendeu uma solu\u00e7\u00e3o para o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No Rio Grande do Norte, uma conhecida organiza\u00e7\u00e3o criminosa, que domina todo sistema penitenci\u00e1rio nacional, essa organiza\u00e7\u00e3o criminosa est\u00e1 promovendo ataques indiscriminados a bens particulres, a agentes, nao h\u00e1 d\u00favidas de que \u00e9 preciso resolver essa quest\u00e3o&#8221;, afirmou Celso de Mello.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros que ficaram vencidos entenderam que os estados n\u00e3o estavam legislando sobre telecomunica\u00e7\u00f5es, mas sim criando regra sobre seguran\u00e7a p\u00fablica. &#8220;A seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 interesse nacional que sobrepuja o interesse individual de usar o celular&#8221;, afirmou Barroso.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associa\u00e7\u00e3o de operadoras de celular questionou leis em quatro estados.Para maioria do STF, somente Uni\u00e3o pode legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es. 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