{"id":19621,"date":"2019-09-19T08:26:44","date_gmt":"2019-09-19T11:26:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=19621"},"modified":"2019-09-19T08:26:45","modified_gmt":"2019-09-19T11:26:45","slug":"setembro-amarelo-curitibana-vence-anos-de-depressao-e-atribui-superacao-a-voluntariado-com-croche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/09\/19\/setembro-amarelo-curitibana-vence-anos-de-depressao-e-atribui-superacao-a-voluntariado-com-croche\/","title":{"rendered":"Setembro amarelo: Curitibana vence anos de depress\u00e3o e atribui supera\u00e7\u00e3o a voluntariado com croch\u00ea"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mais de 11 milh\u00f5es de brasileiros t\u00eam depress\u00e3o. &#8216;Um dia, uma pessoa pediu para eu ensinar a fazer croch\u00ea, e eu disse sim. Esse sim foi um gatilho para a minha vida&#8217;, afirma mulher.<\/h4>\n\n\n\n<p>A curitibana Luciana Cortez, de 41 anos, conviveu a vida toda com a depress\u00e3o. Ela fazia parte dos\u00a011 milh\u00f5es de brasileiros\u00a0que, segundo a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS), t\u00eam depress\u00e3o. Em todo o mundo, s\u00e3o mais de 300 milh\u00f5es de pessoas com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Luciana come\u00e7ou a mudar gra\u00e7as ao croch\u00ea e ao trabalho volunt\u00e1rio. Essas duas atividades ajudaram Luciana a superar a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela j\u00e1 chegou a tomar seis rem\u00e9dios por dia para depress\u00e3o. Hoje, usa um: &#8220;Tenho uma vida normal. Como tem gente que toma rem\u00e9dio para press\u00e3o alta, eu tomo para depress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Doen\u00e7a mais incapacitante do mundo<\/h2>\n\n\n\n<p>A maior parte dos casos de depress\u00e3o no Brasil \u00e9 registrada em mulheres (10,9%), conforme a PNS. Nos homens, o registro da doen\u00e7a \u00e9 de 3,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), a depress\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a mais incapacitante do mundo e a 2\u00aa principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos n\u00fameros alarmantes, a OMS afirma que menos da metade dos diagnosticados est\u00e1 em tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, foi criada no pa\u00eds uma campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio. A a\u00e7\u00e3o foi batizada de\u00a0&#8220;Setembro Amarelo&#8221;\u00a0e tem como objetivo dar mais visibilidade \u00e0 causa ao debater o tema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Luciana teve uma inf\u00e2ncia traum\u00e1tica. &#8220;Eu apanhava na escola. Um menino em batia todos os dias na hora do recreio&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por vergonha, n\u00e3o contava para a fam\u00edlia, nem para as professoras. &#8220;Me sentia culpada. Me isolava&#8221;, lembra. Na adolesc\u00eancia, Luciana conta que sofreu racismo e ficava isolada, pois tinha medo de ser rejeitada.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Sempre me mantive sem amigos para me preservar. Eu brincava com as formigas&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Traumas<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/GSZdeWdbWWjS7Dj8TjNud23XjNI=\/0x0:1280x720\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/6\/M\/a1kiEjRoCDZdlLGYOjsQ\/para-luciana-os-grupos-de-croche-sao-uma-forma-de-terapia.jpg\" alt=\"Para Luciana, os grupos de croch\u00ea s\u00e3o uma forma de terapia \u2014 Foto: Fernando Cortez\/Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Luciana, os grupos de croch\u00ea s\u00e3o uma forma de terapia \u2014 Foto: Fernando Cortez\/Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>Luciana come\u00e7ou a tratar a depress\u00e3o j\u00e1 adulta, depois do casamento, incentivada pelo marido. Mas, epis\u00f3dios de viol\u00eancia \u2013 como presenciar uma chacina e ser v\u00edtima de sequestro rel\u00e2mpago \u2013 fizeram com que a depress\u00e3o dela piorasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Luciana foi internada mais de uma vez por causa da depress\u00e3o e de crise do p\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Atrapalhou minha vida em todos os sentidos. Comecei a ficar pele e osso, minha vida ficou bem complicada&#8221;, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s todas essas situa\u00e7\u00f5es, Luciana resolveu mudar do bairro de classe m\u00e9dia onde morava para o bairro da m\u00e3e, que \u00e9 um local com vulnerabilidade social. Ali, come\u00e7ou a fazer croch\u00ea na garagem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Um dia, uma pessoa pediu para eu ensinar a fazer croch\u00ea, e eu disse sim. Esse sim foi um gatilho para a minha vida&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Luciana diz que dar aquelas aulas fez t\u00e3o bem para ela que decidiu procurar mais interessados em aprender croch\u00ea. &#8220;Fiz um plaquinha de papel &#8216;aulas gr\u00e1tis&#8217; e deixei os tapetes expostos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Iniciativa se transforma em ONG<\/h2>\n\n\n\n<p>A iniciativa acabou se transformando na ONG Lucianas e Marias. Com o n\u00famero de alunos aumentando, Luciana passou a dar aulas nas casas das pessoas. Atualmente, ela e o grupo formado por 10 volunt\u00e1rias d\u00e3o aulas em unidades de sa\u00fade de Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Bs-LocXi0R65Ivc7_BFyev_ndRY=\/0x0:717x538\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/Z\/0\/xdwW1vQDAcNdkD8ZP3GA\/atraves-do-artesanato-me-sinto-curada-das-condicoes-que-vivia-diz-luciana.jpg\" alt=\"'Atrav\u00e9s do artesanato, me sinto curada das condi\u00e7\u00f5es que vivia', diz Luciana \u2014 Foto: Fernando Cortez\/Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8216;Atrav\u00e9s do artesanato, me sinto curada das condi\u00e7\u00f5es que vivia&#8217;, diz Luciana \u2014 Foto: Fernando Cortez\/Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Atrav\u00e9s do artesanato, me sinto curada das condi\u00e7\u00f5es que vivia. Tenho meus traumas, mas me sinto resolvida&#8221;, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das pessoas atendidas por Luciana tem depress\u00e3o. Um dos grupos, o primeiro a ser criado, tem cerca de 30 pessoas participando das aulas de croch\u00ea. &#8220;Nosso objetivo \u00e9 colocar a pessoa como prioridade. O artesanato nos une, mas \u00e9 secund\u00e1rio&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Com o artesanato, levantamos a autoestima. Mostramos que a pessoa tem import\u00e2ncia para ela mesma e para algu\u00e9m. Resgatamos a criatividade, estreitamos os la\u00e7os. A gente quer desvirtualizar as rela\u00e7\u00f5es. Nossa diferen\u00e7a \u00e9 o calor humano&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Luciana diz que continua indo ao psiquiatra porque tem outros casos de depress\u00e3o e de doen\u00e7a mental na fam\u00edlia. Ent\u00e3o, prefere manter o acompanhamento m\u00e9dico. Ela n\u00e3o faz terapia, mas garante: &#8220;Meus psic\u00f3logos s\u00e3o os grupos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/5zz7TZCcr3QD1vqw8cZm7Zj_E_E=\/0x0:519x538\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/H\/7\/iPBXR8QeSVzc9mpzYZ1Q\/luciana-e-os-alimentos-de-croche-que-fez-para-uma-exposicao.jpg\" alt=\"Luciana e os alimentos de croch\u00ea que fez para uma exposi\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Fernando Cortez\/Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Luciana e os alimentos de croch\u00ea que fez para uma exposi\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Fernando Cortez\/Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As dificuldades<\/h2>\n\n\n\n<p>O caminho para superar ou amenizar a depress\u00e3o \u00e9 longo. Maria Aparecida Alves Feitosa, de 54 anos, est\u00e1 nessa batalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela convive com a depress\u00e3o h\u00e1 mais de 15. Desempregada, n\u00e3o consegue trabalho por causa depress\u00e3o \u2013 que tem causado surtos e tristeza.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Est\u00e1 saindo do controle. \u00c0s vezes, tenho medo do que posso fazer, dos meus pensamentos&#8221;, conta.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Maria Aparecida toma rem\u00e9dio controlado para a depress\u00e3o. Por m\u00eas, ela gasta mais de R$ 600 em medicamentos. \u00c9 um custo que pesa no bolso, ainda mais estando sem emprego, mas, n\u00e3o pode deixar de tomar a medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/nsEI-bL1vKVHVnuc7TupqOVoV18=\/0x0:1280x1034\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/E\/c\/IglT3BSAO7mB248grdeA\/maria-aparecida.jpg\" alt=\"Maria Aparecida tem depress\u00e3o h\u00e1 mais de 15 anos; ela conta que encontrou alento na costura  \u2014 Foto: Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Maria Aparecida tem depress\u00e3o h\u00e1 mais de 15 anos; ela conta que encontrou alento na costura \u2014 Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crises<\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Aparecida vive com o companheiro, o ex-marido com quem tem uma uni\u00e3o est\u00e1vel. Ela o chama de anjo da guarda.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Tenho crises de choro dia e noite. N\u00e3o tenho vontade de fazer mais nada, n\u00e3o tenho como pagar as contas. Meu companheiro \u00e9 quem faz tudo, cuida de mim e da casa e me ajuda com as despesas&#8221;, diz.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Uma vez por semana, Maria Aparecida vai ao Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (Caps) de Colombo, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, para fazer terapia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fiz muita amizade, mas a terapia em grupo n\u00e3o ajuda muito, n\u00e3o \u00e9 o tratamento adequado. Sou obrigada a pagar consulta com um m\u00e9dico particular. Vou duas vezes por ano, porque n\u00e3o tenho condi\u00e7\u00e3o de pagar mais&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse m\u00e9dico \u00e9 o neurocirurg\u00e3o que acompanha Maria Aparecida desde 1998, quando foi atropelada por um carro e teve traumatismo craniano. Por anos, precisou tratar as sequelas do acidente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alento<\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Aparecida encontrou alento na costura e no voluntariado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Ganhei uma m\u00e1quina de costura. Arrecado roupas, lavo, passo, reparo e doo essas roupas. Isso me faz muito bem&#8221;, diz.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, nem sempre ela consegue fazer essa atividade. &#8220;Quando n\u00e3o estou bem, como agora, fica tudo bagun\u00e7ado. A costura serve como terapia, mas tem hora que abandono tudo do jeito que est\u00e1 porque sinto uma ang\u00fastia. Faz quatro semanas que estou nessa bola de neve&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas horas, Maria Aparecida diz que \u00e9 a religi\u00e3o que a mant\u00e9m em p\u00e9: &#8220;Me apego a Deus&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A depress\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico psiquiatra Paulo Andr\u00e9 Grabowski afirma que fatores do ambiente em que vivemos t\u00eam mudado muito, o que pode estar associado ao desenvolvimento da depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre esses elementos, de acordo com o especialista, est\u00e1 a taxa de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz, o controle clim\u00e1tico de ambientes internos, alimentos, carga de trabalho, aumento de estresse e o sobrecarregamento do sistema nervoso central com informa\u00e7\u00f5es devido ao uso de tecnologia \u2013 como os smartphones.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, essas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas causas. &#8220;Depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a multifatorial, poder ser causada por quest\u00f5es de h\u00e1bitos de vida at\u00e9 influ\u00eancia gen\u00e9tica&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o psiquiatra, a falta de perspectiva futura \u00e9 o principal sintoma da doen\u00e7a identificado por uma pessoa leiga.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Ela n\u00e3o pensa de forma positiva sobre os eventos futuros da vida, n\u00e3o deslumbra felicidade. Esse \u00e9 o sintoma mais central da s\u00edndrome depressiva&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o especialista avalia uma s\u00e9rie de quesitos que diagnosticam a depress\u00e3o. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Ins\u00f4nia di\u00e1ria ou sonol\u00eancia excessiva<\/li><li>Altera\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos alimentares: ganha ou perda de apetite<\/li><li>Perda da capacidade de sentir prazer nas atividades do dia a dia<\/li><li>Perda da vontade de realizar atividades<\/li><li>Perda de energia ou vigor para desempenhar tarefas<\/li><li>Altera\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria<\/li><li>Idea\u00e7\u00e3o suicida (pensar que morrer seria algo bom, conforme explicou o m\u00e9dico)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/qAQL21A84RR7IBTs4PJ0Md1Ggb8=\/0x0:1280x960\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/w\/t\/N6x6t6TeezizYaIKW02g\/medico.jpg\" alt=\"O m\u00e9dico psiquiatra Paulo Andr\u00e9 Grabowski conversou, com o G1, sobre depress\u00e3o \u2014 Foto: Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico psiquiatra Paulo Andr\u00e9 Grabowski conversou, com o G1, sobre depress\u00e3o \u2014 Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>No Paran\u00e1, de acordo com a Secretaria da Sa\u00fade do Estado (Sesa), dados preliminares apontam que 893 pessoas tiraram a vida no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero \u00e9 maior na compara\u00e7\u00e3o com os anos anteriores \u2013 em 2017, por exemplo, foram 773 suic\u00eddios; em 2016, 762; enquanto em 2015, foram 715.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Sesa ressalta que, embora a depress\u00e3o seja o transtorno mental mais associado ao suic\u00eddio, n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O tratamento<\/h2>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico da depress\u00e3o \u00e9 cl\u00ednico. Grabowski diz que ainda n\u00e3o existem exames que detectem a doen\u00e7a. Para o m\u00e9dico, o profissional mais adequado para tratar a depress\u00e3o \u00e9 o psiquiatra. &#8220;Muitas pessoas ainda t\u00eam preconceito&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Algumas formas de depress\u00e3o s\u00e3o cur\u00e1veis, e outras s\u00e3o necess\u00e1rias tratar a vida inteira\u201d, explica o m\u00e9dico.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O tratamento da depress\u00e3o \u00e9 feito com medicamentos antidepressivos, conforme o psiquiatra. Al\u00e9m disso, o especialista afirma que a pr\u00e1tica de 40 minutos de atividade f\u00edsica tr\u00eas vezes por semana tem evid\u00eancias positivas no tratamento da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A demora em come\u00e7ar o tratamento pode ser um agravante pois, segundo o psiquiatra, h\u00e1 tipos degenerativos de depress\u00e3o. &#8220;A gente ainda n\u00e3o diz qual \u00e9 [degenerativa], porque n\u00e3o tem exame para dizer. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que busque ajuda o mais cedo poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de depress\u00e3o degenerativa, o paciente pode ter sequelas se ficar sem tratar a doen\u00e7a. Grabowski exemplifica dizendo que a pessoa pode melhorar da tristeza intensa, mas pode achar que nunca mais teve a mesma disposi\u00e7\u00e3o, a mesma iniciativa ou o mesmo otimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra sequela, conforme o psiquiatra, pode atingir a concentra\u00e7\u00e3o e a velocidade de processamento do paciente. &#8220;A pessoa pode dizer que esses fatores nunca mais foram os mesmos desde quando come\u00e7ou a ter depress\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jovens e mulheres<\/h2>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico afirma, como tamb\u00e9m mostram os dados da PNS e da OMS, que a maioria das pessoas com depress\u00e3o \u00e9 jovem e do sexo feminino. Grabowski diz que, possivelmente, isso est\u00e1 relacionados com determinadas influ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Os transtornos gen\u00e9ticos come\u00e7am a se expressa no in\u00edcio da juventude, e as mulheres t\u00eam a quest\u00e3o da oscila\u00e7\u00e3o hormonal t\u00edpica do ciclo hormonal feminino&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>De acordo com o psiquiatra, antes da primeira menstrua\u00e7\u00e3o e depois da menopausa, o \u00edndice de depress\u00e3o \u00e9 igual entre homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, durante o per\u00edodo da vida em que as mulheres menstruam, o n\u00famero de mulheres com depress\u00e3o \u00e9 entre tr\u00eas e cinco vezes maior do que casos de homens com a doen\u00e7a, ainda segundo o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 11 milh\u00f5es de brasileiros t\u00eam depress\u00e3o. &#8216;Um dia, uma pessoa pediu para eu ensinar a fazer croch\u00ea, e eu disse sim. Esse sim foi um gatilho para a minha vida&#8217;, afirma mulher. A curitibana Luciana Cortez, de 41 anos, conviveu a vida toda com a depress\u00e3o. Ela fazia parte dos\u00a011 milh\u00f5es de brasileiros\u00a0que, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19627,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19621","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-qualidade-de-vida"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/croc.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19621"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19628,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19621\/revisions\/19628"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19627"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}