{"id":18868,"date":"2019-09-03T16:32:36","date_gmt":"2019-09-03T19:32:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=18868"},"modified":"2019-09-03T16:32:38","modified_gmt":"2019-09-03T19:32:38","slug":"missao-a-marte-como-a-radiacao-ameaca-o-cerebro-de-astronautas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/09\/03\/missao-a-marte-como-a-radiacao-ameaca-o-cerebro-de-astronautas\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o a Marte: como a radia\u00e7\u00e3o amea\u00e7a o c\u00e9rebro de astronautas"},"content":{"rendered":"\n<p>A corrida para levar uma nave tripulada a Marte mobiliza cientistas, engenheiros e projetistas no desenvolvimento de tecnologias. Mas, al\u00e9m dos in\u00fameros desafios t\u00e9cnicos dessa empreitada, a Nasa (ag\u00eancia\u00a0espacial americana) identificou outro obst\u00e1culo para levar exploradores ao solo marciano e traz\u00ea-los de volta \u00e0 Terra: a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo estudo financiado pela ag\u00eancia concluiu pela primeira vez que os astronautas que conseguirem chegar a Marte ou a outros astros no espa\u00e7o profundo estar\u00e3o expostos, de maneira constante, a uma radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica prejudicial a seu organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os estudiosos, existe um &#8220;aumento de risco alarmante&#8221; para fun\u00e7\u00f5es cerebrais durante viagens ao espa\u00e7o profundo, com potenciais impactos no humor e at\u00e9 na capacidade de tomada de decis\u00f5es dos astronautas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;(A radia\u00e7\u00e3o) pode ser o maior obst\u00e1culo que a humanidade ter\u00e1 de resolver para viajar al\u00e9m da \u00f3rbita da Terra&#8221;, afirma o estudo, publicado em agosto no peri\u00f3dico\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\n\nUma das estrat\u00e9gias estudadas \u00e9 usar sacolas cheias como escudo entre os astronautas e a radia\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, cientistas submeteram camundongos a doses de radia\u00e7\u00e3o semelhantes \u00e0s que seriam encontradas durante a explora\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o profundo, e os roedores sofreram &#8220;s\u00e9rias complica\u00e7\u00f5es neurocognitivas&#8221;, com impactos graves na mem\u00f3ria e aprendizado. Al\u00e9m disso, adotaram comportamentos que os cientistas classificaram como &#8220;angustiados&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Munjal Acharya, radiologista oncologista da Universidade da Calif\u00f3rnia e principal autor do estudo, explicou \u00e0 rede NBC que essas radia\u00e7\u00f5es &#8220;poderiam dificultar que os astronautas reajam de forma eficaz a imprevistos ou situa\u00e7\u00f5es estressantes&#8221;,<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa de Acharya indica que ao menos um em cinco astronautas que fossem a Marte regressaria \u00e0 Terra com graves sequelas nas fun\u00e7\u00f5es cognitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>A radia\u00e7\u00e3o, explica a Nasa, \u00e9 a energia contida em ondas eletromagn\u00e9ticas ou carregada por part\u00edculas. &#8220;Essa energia \u00e9 distribu\u00edda quando uma onda ou part\u00edcula se choca com alguma outra coisa, como um astronauta ou um componente da nave espacial. Ela \u00e9 perigosa porque atravessa a pele, irradiando energia e fragmentando c\u00e9lulas de DNA no caminho&#8221;, diz um artigo da ag\u00eancia. &#8220;O dano pode aumentar o risco de c\u00e2ncer no longo prazo ou, em casos extremos, causar males de radia\u00e7\u00e3o aguda de curto prazo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A ag\u00eancia lembra que, em circunst\u00e2ncias normais, estamos protegidos desse risco na Terra, porque &#8220;a bolha magn\u00e9tica protetora do planeta, chamada de magnetosfera, desvia a maioria das part\u00edculas solares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1C26\/production\/_108560270_gettyimages-1130251242.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de um astronauta\"\/><figcaption>Image captionRadia\u00e7\u00e3o influencia desde o humor at\u00e9 o funcionamento do corpo, podendo fragmentar nosso DNA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prote\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a Nasa, uma estrat\u00e9gia para se proteger desses efeitos negativos seria construir &#8220;escudos tempor\u00e1rios&#8221; nas espa\u00e7onaves.<\/p>\n\n\n\n<p>Kerry Lee, pesquisador da ag\u00eancia, explica que para isso estuda-se usar todo o tipo de massa (mesmo que terra) dispon\u00edvel para &#8220;preencher \u00e1reas pouco protegidas (da radia\u00e7\u00e3o) e fazer com que os tripulantes fiquem em \u00e1reas altamente protegidas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais massa houver entre os astronautas e a radia\u00e7\u00e3o, maior \u00e9 a possibilidade de que essa massa seja a deposit\u00e1ria da energia radiativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio \u00e9 elevar a blindagem sem aumentar muito a quantidade de materiais na nave, o que a deixaria muito pesada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Orion, a pr\u00f3xima espa\u00e7onave projetada para ir \u00e0 Lua, a Nasa quer que os astronautas sejam capazes de construir escudos com o que tiverem em m\u00e3os, como sacolas cheias ou mesmo solo lunar, cobrindo seus abrigos com eles.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/93C2\/production\/_108562873_helga_the_radiation_dummy.jpg\" alt=\"Boneca Helga\"\/><figcaption>Image captionBoneca Helga participar\u00e1 de miss\u00e3o n\u00e3o tripulada para medir efeito da radia\u00e7\u00e3o sobre corpos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outras possibilidades s\u00e3o o uso de coletes e dispositivos que aumentem a massa do corpo dos astronautas, ou mesmo superf\u00edcies eletricamente carregadas capazes de repelir a radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, projetaram Helga e Zohar, duas bonecas que viajar\u00e3o em uma miss\u00e3o n\u00e3o tripulada para pesquisar formas de proteger astronautas dos raios c\u00f3smicos e de tormentas solares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiro a Lua<\/strong><strong>:<\/strong><strong>&nbsp;depois, Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Orion, por sua vez, vai primeiro \u00e0 Lua, mas a ideia \u00e9 que sirva tamb\u00e9m para explorar Marte. Portanto, as informa\u00e7\u00f5es coletadas pela miss\u00e3o lunar ser\u00e3o \u00fateis para aperfei\u00e7oar os projetos posteriores rumo ao Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>A viagem a Marte \u00e9 muito mais longa do que a ida \u00e0 Lua, e a tripula\u00e7\u00e3o estar\u00e1 exposta a muito mais part\u00edculas radiativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a Nasa afirma que diferentemente da Terra, Marte n\u00e3o tem um campo magn\u00e9tico capaz de desviar a radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma das raz\u00f5es pelas quais vamos \u00e0 Lua \u00e9 para nos prepararmos para ir a Marte&#8221;, afirma Ruthan Lewis, engenheiro da ag\u00eancia espacial americana. &#8220;Fizemos muitas simula\u00e7\u00f5es. Agora, vamos come\u00e7ar a passar \u00e0 (fase) pr\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A corrida para levar uma nave tripulada a Marte mobiliza cientistas, engenheiros e projetistas no desenvolvimento de tecnologias. 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