{"id":18115,"date":"2019-08-26T14:52:18","date_gmt":"2019-08-26T17:52:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=18115"},"modified":"2019-08-26T14:52:20","modified_gmt":"2019-08-26T17:52:20","slug":"aumenta-diversidade-de-animais-marinhos-que-chegam-ao-litoral-do-parana-entre-encalhados-10-sao-resgatados-com-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/08\/26\/aumenta-diversidade-de-animais-marinhos-que-chegam-ao-litoral-do-parana-entre-encalhados-10-sao-resgatados-com-vida\/","title":{"rendered":"Aumenta diversidade de animais marinhos que chegam ao litoral do Paran\u00e1; entre encalhados, 10% s\u00e3o resgatados com vida"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Segundo projeto de monitoramento, apenas quatro de cada dez dos animais recuperados s\u00e3o devolvidos \u00e0 natureza.<\/h4>\n\n\n\n<p>O litoral do Paran\u00e1 recebe, historicamente, animais marinhos migrat\u00f3rios durante o inverno. No entanto, neste ano, h\u00e1 uma maior diversidade de esp\u00e9cies, segundo Camila Domit, respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), que fica em Pontal do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora, na \u00faltima semana chegaram v\u00e1rios pinguins-de-Magalh\u00e3es. Tamb\u00e9m j\u00e1 foram registradas, desde o in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o, a visita algumas esp\u00e9cies de lobo-marinho, baleias jubarte, franca e minke, al\u00e9m de diferentes esp\u00e9cies de golfinhos. Entre os animais n\u00e3o t\u00e3o comuns no litoral do estado, est\u00e3o albatrozes, petr\u00e9is e outras aves oce\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Domit explica que muitos animais que chegam \u00e0s praias do estado s\u00e3o levados pela for\u00e7a dos ventos, alguns v\u00eam para se alimentar ou para reproduzir e outros porque as \u00e1reas mais ao sul est\u00e3o com temperaturas muito baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas esp\u00e9cies, como os lobos-marinhos, costumam parar nas praias do estado para descansar. No entanto, quando os animais de qualquer esp\u00e9cie est\u00e3o debilitados, sem condi\u00e7\u00f5es de nadar e se alimentar, eles s\u00e3o resgatados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre maio e agosto deste ano, j\u00e1 foram resgatados 670 animais no litoral paranaense. S\u00f3 no per\u00edodo de 1\u00ba de julho a 18 de agosto, foram mais de 400.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Domit, essa maior concentra\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dois meses mostra que o inverno neste ano atrasou. Com isso, a expectativa \u00e9 receber animais migrat\u00f3rios at\u00e9 outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista explica que apenas 10% desses animais resgatados estavam vivos, \u00edndice que fica dentro da m\u00e9dia hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>De cada dez animais resgatados com vida, apenas quatro costumam ser devolvidos para a natureza. Todos s\u00e3o levados para o rec\u00e9m-inaugurado Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o, Despetroliza\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Sa\u00fade de Fauna Marinha (CReD), onde ficam por, no m\u00e1ximo, 60 dias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cO ideal \u00e9 que eles n\u00e3o fiquem muito tempo em cativeiro\u201d, explica Domit.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora, \u00e9 preciso recuperar e soltar os animais dentro do per\u00edodo de migra\u00e7\u00e3o, pois eles dependem das correntes mar\u00edtimas para se deslocar e n\u00e3o podem perder o h\u00e1bito de procurar por alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima quinta-feira (22), duas tartarugas-verdes juvenis, que foram resgatadas neste ano, foram devolvidas \u00e0 natureza ap\u00f3s passarem pela reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projeto de Monitoramento de Praias<\/h2>\n\n\n\n<p>A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado no estado pelo Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da UFPR como uma condicionante do Ibama \u00e0 Petrobras, monitora as praias diariamente em busca de animais encalhados e atende chamados para ocorr\u00eancias envolvendo a fauna marinha, que inclui lobos-marinhos, golfinhos, baleias, tartarugas, aves oce\u00e2nicas e costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Domit esclarece que os animais que chegam mortos passam por uma avalia\u00e7\u00e3o e trazem informa\u00e7\u00f5es importantes sobre as esp\u00e9cies, como alimenta\u00e7\u00e3o, tipo de mortalidade, contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, entre outros dados importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem registrar mam\u00edferos, tartarugas e aves marinhas encalhados no Paran\u00e1, pode avisar o projeto ou o Centro de Estudos do Mar pelos telefones 0800-642-3341 e (41) 3511-8671.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo projeto de monitoramento, apenas quatro de cada dez dos animais recuperados s\u00e3o devolvidos \u00e0 natureza. 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